Losing my Humanity

2 Cap. 1 — Dreaming


Notas iniciais
Hey povo, to postando logo o 1º cap junto com o prólogo pra vcs entenderem um pouquinho mais a história

Eu observava tudo como uma espectadora.

Tem uma Julie jogada na cama, e um Carter que tenta arruma-la do melhor jeito possível. A Julie do sonho esta com a cabeça molhada de sangue,devido a uma pancada por trás.O Carter do sonho pega uma garrafa com água no canto da cela,e lava as próprias mãos.Depois, procura cuidadosamente o ferimento na cabeça,derramando um pouco de água em cima do mesmo.

A Julie do sonho começa a se mexer lentamente, mas ainda esta apagada. Carter começa a rasgar um pedaço do lençol que havia em cima da cama, e começa a limpar a garota . Ele parece preocupado, angustiado. Seus recursos eram menores que os mínimos necessários . O Carter do sonho se senta no lado oposto da cama e da Julie desacordada do sonho, vindo parar do meu lado.

Eu coloco minha mão no ombro de Carter e digo o mais encorajadora que posso:

—Ela vai ficar bem. Não se preocupe, ela vai ficar bem.

Mas é claro que ele não pode me ouvir. Eu estava como observadora do meu próprio sonho/lembrança.

O Carter do sonho se levanta, vai até a minúscula grade que nos prende ali e começa a gritar:

— Ela e só uma garota , seus doentes! Ela está ferida! Ela pode morrer seus desgraçados! Nos tire daqui!

Eu podia ver suas veias do pescoço se exaltando, seus músculos contraídos, seus olhos brilhando com uma fúria tão pura e forte que chegava a assustar. O Carter do sonho começa a chutar as barras da grade,mesmo sabendo que não surtiria muito mais efeito do que das últimas vezes.

Mas subitamente ele para, porque a Julie do sonho começa a acordar, gemendo baixo. Carter corre para o lado dela e observa ,aflito.

A Julie do sonho abre os olhos, piscando devagar, e várias vezes. Ela encara o rapaz ao seu lado,e depois ,sem se mover, olha ao redor do cômodo .

—Eu fui presa? — ela diz, e faz uma careta, tentando tocar o ferimento, mas é parada pelo Carter do sonho.

— Temo que não do jeito que você está pensando. — ele diz, tentando forçar um sorriso.

— Você fez isso comigo? — a Julie do sonho faz um leve movimento na direção do ferimento

— Não. — Carter responde — Você já chegou aqui assim.

— Você chegou junto comigo? Sabe onde estamos?

— Estou aqui há umas duas semanas e meia, pelo que posso contar. E não, não faço ideia de onde estamos. — ele responde, sua voz ainda transparecendo raiva.

— Tem alguma ideia do por que estamos aqui? — a Julie do sonho continua

— Apenas teorias... Nada agradáveis por sinal.

— Droga! — a garota diz, parecendo mais frustrada que apavorada — Com certeza isso tem a ver com o Nemeton!

— Espera, espera aí — o Carter do sonho praticamente pula — Você quer dizer que sabe quem nos trancou aqui?

— Não exatamente. Como você, apenas teorias. — a Julie do sonho diz tentando se levantar.

—Ah. — diz o rapaz, desanimado

— Qual seu nome ?— a Julie do sonho pergunta, tentando se manter otimista.

— Pra você só Carter.

— Bem, então meu nome é Julie. Pra você só Julie.

***

Acordo num salto, procurando algo diferente ao meu redor. Nada. Carter está na cama, ainda dormindo. Ele descobriu que a comida que nos dão aqui, nos faz dormir. Provavelmente são remédios pra que fiquemos sonolentos e não consigamos fugir. Mas eu e Carter comemos o suficiente apenas pra não morrermos de fome, e assim dormimos menos do que “eles” querem.

Ainda não consegui pensar em nada que possa nos tirar daqui.Minha esperança está nos garotos. Tenho fé que eles estão me procurando agora, farejando minhas roupas, procurando por pistas. E a policia já deve ter sido acionada. Tenho certeza que vão nos tirar daqui em breve. Mas isso não significa que eu não possa tentar daqui também.

Encaro pela milésima vez a grade que dá para um corredor. Procuro mais uma vez por um a fechadura, mas ela não está ali. Olho para a falsa janela no alto da parede.É só uma lâmpada que fica acesa o tempo todo, nos impedindo de saber que horas são.

Carter começa a se mexer e a piscar. Ele se levanta e se espreguiça. Volta a sentar na cama, e passa a mão no cabelo.

— Acho que estão aumentando a dose do remédio.— ele diz sem olhar pra mim.

—“ Eles” devem ter percebido que não comemos o suficiente. — respondo, sem pensar muito.

— É, e lá se vai meu último truque... — ele suspira, desanimado —Venha cá, me deixa dar uma olhada nessa cabeça.

Eu me sento a seus pés. Ele separa cuidadosamente as mechas do meu cabelo e levanta o curativo improvisado com lascas do lençol.

— Sabe, isso ia sarar bem mais rápido se tivéssemos como raspar essa parte do cabelo. — ele diz colocando o curativo no lugar e apertando meus ombros.

— Oh! Que pena! Não dá né? — eu me viro — Apenas fique longe de mim e do meu cabelo quando tiver objetos cortantes. — nós rimos fracamente.

—Planos pra hoje? — ele pergunta num tom que soaria comum, se não estivéssemos onde estamos.

— Não sei, acho que vou só ficar por aqui, — respondo —talvez ir até o outro lado da cela e voltar,mas parece muito longe.

Carter ri e não posso deixar de pensar que estamos um pouco loucos. Eu só estou aqui a talvez quatro dias, mas ele está aqui já faz três semanas.Ele é sem dúvida um guerreiro.Depois de enfrentar quatro anos no Afeganistão, voltar pra casa e ser sequestrado é uma droga.E ele ainda consegue brincar sobre isso.

— Terra chamando Julie. — ele diz balançando a mão na minha frente — Acorda! Você nem comeu tanto assim.

— Eu sei. —respondo — É só que...

—Está pensando se seus amigos estão te procurando?

— É.

— Se eles não são da policia, como podem nos encontrar?

— Eles não são normais. Não são normais mesmo.

Notas finais
Gente, eu não posso prometer nada sobre as postagens, vai da minha rotina e da minha inspiração , ok? não esqueçam de comentar, se gostaram, ou ñ, o q eu poderia mudar, etc...