Lonely Girl

29 Capítulo 29


Notas iniciais
Quero agradecer a Todos os comentários fofos que vocês deixam! *u*

Ana fez questão de vir comigo até em casa e eu até agradeci, pois Madara não estaria lá. Mas ela também queria ter certeza que eu não desistiria do plano, o que já estava quase acontecendo. Ela ficou no quarto assistindo TV, enquanto eu tomava um banho, passava uns cremes na pele e colocava a camisola. Olhei-me no espelho, soltei o cabelo, de fato, eu estava muito sensual, mesmo não sendo uma camisola tão sexy.


–– E aí? – ela entrou no banheiro. – Nossa, que gata. – ela brincou. – Você tem uma arma aí? Ele pode te atacar. – quando ela terminou de falar, me veio a imagem do sonho em minha mente. – O que foi?
–– É que... Esse é um jogo perigoso. – admiti.
–– Não se você souber jogar e eu te ensinei tudo. Seja uma boa aluna. – ela correu até a janela do quarto. – Ele chegou na hora certa, 23h00min. Vou dizer que você já estava indo dormir, e vou embora.
–– Se isso não sair como planejado, eu definitivamente te mato.
–– Okay, okay. – ela sorriu e pegou a bolsa. – Até amanhã.


Olhei-me no espelho novamente, eu precisava tirar aquela camisola antes que fosse tarde demais. Quando eu estava tirando a camisola, Sasuke bateu na porta do banheiro. Era tarde demais. Respirei fundo, repassei o que Ana tinha me falado, olhei mais uma vez para o espelho e fui abrir a porta do banheiro.


–– O-O qu-e... – a frase morreu na boca dele, ele me olhou de cima a baixo. Como combinado, me fiz de desentendida. “Como uma vitrine, era como uma vitrine”, relembrei a mim mesma. – O que é isso?
–– O quê? – olhei para trás, como se ele estivesse falando de algo atrás de mim. – Ah, deixei o secador ligado. Foi mal. – fui até a pia e desliguei o secador, ele estava no mesmo lugar parado me encarando. – Algo errado?
–– Não. – novamente ele aparentava estar calmo. – Pode sair? Quero tomar banho. Ou quer me ver banhar? – ele sempre revidava.
–– Não, obrigada, a TV é mais interessante. – passei por ele, fazendo-o virar-se para mim quando passei.


Assim que Sasuke fechou a porta do banheiro, eu entrei em pânico. Mandei uma mensagem para Ana.


“Não deu certo. Ele tem muita calma.”


“Aposto que você o conhece tão bem quanto eu, ele sempre aparenta calma quando esta perdendo o controle. ;D”


Desliguei o celular e joguei-o em cima do sofá do quarto. Fui até a TV e coloquei em um canal qualquer, sentei-me no sofá, mas depois achei melhor deitar e, como Ana disse, eu afastei meu cabelo deixando meu pescoço à mostra. Eu queria que ele pagasse, nem que fosse um pouquinho por ter uma amante.


Quando Sasuke saiu do banheiro, senti um perfume maravilhoso. Ele havia molhado o cabelo e estava o secando com a toalha quando saiu do banheiro, acho que esse jogo estava tendo um efeito reverso. Eu não podia vencer um mestre em seu próprio jogo, era loucura.


–– Afasta. – ele foi sentando, sem me deixar levantar.
–– Imbecil. – sentei-me no sofá. – Quer tudo para você! – olhei para a janela, não o encarando ao meu lado, eu senti os olhos dele sobre mim. Isso me deixou desconfortável e arrepiada ao mesmo tempo.


Para mim, já chega. Levantei-me do sofá e entrei no closet, eu iria colocar uma roupa bem folgada e dormir a noite toda. Eu sabia que eu não poderia vencê-lo no jogo dele. Acendi a luz e comecei a procurar algo folgado. De dentro do closet, eu podia escutar o barulho da TV, ele havia mudado o canal.


As luzes do closet se apagaram, fechei a gaveta e levantei-me rapidamente. De onde eu estava eu apenas via a luz do quarto e a da TV. Fui em direção a luz do closet, mas fui parada no caminho. Sasuke me impediu de acender a luz.


–– O que está fazendo, Sasuke? – tentei mudar o caminho, aquela penumbra me irritava.
–– Você, por acaso, está tentando me provocar? – ele impedia que eu saísse do closet.
–– Não. – minha voz não parecia nem um pouco firme. – Não posso mais usar camisola? Se quiser, eu posso colocar um roupão. – abri a porta de um dos guarda-roupas no escuro mesmo. Ele segurou em meu pulso, me impedindo de pegar um roupão.
–– Por mim, você poderia só usar isso. – eu não podia me desesperar ou eu estaria perdida.
–– Ah... – tentei acender a luz novamente, mas ele me barrou. – Será que posso acender a luz?
–– Melhor não. – ele me abraçou fortemente beijando meu pescoço, descendo para o meu ombro. – Você não pode brincar com fogo, Sakura.
–– Me solta. – ele sorriu. Os lábios dele pressionaram os meus de forma urgente. “É como uma vitrine, você pode olhar, mas não pode tocar.”, as palavras de Ana ecoaram em minha cabeça. Afastei-o com força, minha respiração estava ofegante e eu sentia meus lábios arderem. – Por que você não pede isso à sua amante?
–– Ela não pode hoje. – ele disse cinicamente. Antes que eu pudesse me controlar, minha mão tingiu a cara dele de vermelho com um tapa. – Qual o problema? Você disse que eu não teria nada de você, o nosso acordo é casamento por dois anos, não fidelidade.
–– Como você é estúpido. – eu sentia raiva, mas, dessa vez, eu não ia chorar. – Não me interessa se você tem um milhão de amantes, só seja discreto. Eu não quero ser uma idiota na frente de todos. A escola já me bastou. – eu suspirei. – E nunca mais me toque, acho que você tem o suficiente lá fora.


(...)


Digamos que o primeiro mês foi bem fácil. Madara havia viajado para uma viagem de negócios e parecia estar se divertindo muito, por algumas fotos que saíram em revistas. Sasuke e eu? Nós basicamente só falávamos o básico. De manhã, ele ia para a empresa, passava o dia, aparentemente, por lá mesmo, chegava sempre tarde, pois devia estar com alguém. Eu sentia raiva, tive vontade de fazer o mesmo. Sasuke seguiu meu conselho, ele nunca mais nem sequer olhou para mim direito.


No meu interior, eu estava chateada com aquela situação, mas eu não demonstrava. Que ele fizesse o que quisesse com a vida dele.


Quando nos víamos, muitas vezes, discutíamos. Ele parecia sempre querer me irritar. Dividíamos a cama, mas cada um para o seu lado, às vezes eu colocava dois travesseiros entre nós só para ter certeza, mas ele nem sequer virava para mim.


Ana estava sendo uma boa amiga, às vezes, ela me dava uns conselhos meio loucos que eu evitava seguir. Ela me contou que havia sido forçada a casar com Brian pelos pais. Essas famílias ricas tinham essas manias, no começo eles se odiavam, e ela fazia questão de odiá-lo, mas com o tempo ela acabou se rendendo. Isso me lembrou algo. Mas, no final disso tudo, eu estaria livre para ir.


–– Só um minuto. – eu saí de perto de Ana e fui atender o celular. – Oi.
–– Oi uma ova. Não acredito que você não me chamou para o seu casamento.
–– Ino? – ela tinha uma voz irritada.
–– É isso mesmo, sua ex-melhor amiga.
–– Deixa-me explicar.
–– Explicar o quê? Que não chamou sua melhor amiga pro SEU casamento? E com o Sasuke? – ela praguejou. – COM ELE? Você não o odiava depois do que ele fez?
–– Se você me deixar falar, eu posso explicar. – ela bufou do outro lado da linha.
–– Então fala logo.
–– Esse casamento é de mentira. Eu só casei porque ele precisava receber a herança dele.
–– Não acredito que ‘tá ajudando esse infeliz.
–– Não é de graça.
–– ‘Tá se prostituindo? – eu tive um ataque de risos.
–– Não, sua louca. Nunca teve nada desse estilo entre nós. – eu ri mais um pouco. – Eu precisei, estava com sérios problemas aqui. Minha mãe estava doente e eu não tinha como pagar o tratamento, era muito caro. – ela parecia mais calma. – E, sobre o casamento, eu não chamei mesmo ninguém, eu não tive tempo. E foi sem importância, se fosse de verdade claro que você seria minha madrinha.
–– Acho bom. – finalmente, ela parecia se acalmar. – Porque não veio me ver? Eu tenho uma surpresa.
–– Que surpresa?
–– Só vai saber se vier.
–– Certo. Acho que consigo ir ao final de semana, mas não posso ficar muito.
–– ‘Tá okay. Tchau, amiga.