Lonely Girl

30 Capítulo 30


Notas iniciais
ow, desculpe pela demora do novo capitulo, aconteceu algumas coisinhas comigo, mas já está tudo bem de novo! Vou continuar postando não se preocupem =) Espero que gostem do novo capítulo.

Na manhã de sábado, eu arrumei uma pequena mala para ir até Konoha. Eu estava com tanta saudade da Ino, e, há tempos, eu não tinha um momento saudável.


–– Onde pensa que vai? – Sasuke entrou no closet e me viu arrumando a mala.
–– Eu não penso, eu vou. – eu o desafiei. – O divórcio chega para você assinar amanhã.
–– ‘TÁ LOUCA? – ele tinha uma cara de assustado.
–– Não. – eu não aguentei e comecei a rir; há tempos eu não fazia piadinha com ele. Mas me arrependi desse momento de descontração. Talvez eu estivesse feliz em ver minha amiga de novo. – Na verdade, eu vou passar o final de semana com o meu amante.
–– Amante? – eu sorri de novo. – Dá pra falar sério?
–– Eu vou ver a Ino. – eu disse fechando a mala. – Você tem a casa livre pra você e sua “amante”, mas, por favor, use o outro quarto.
–– Eu vou com você. – encarei-o. – Vou fazer minhas malas.
–– Está fazendo isso para me irritar. – enquanto ele colocava umas roupas em uma mala, eu as tirava. – Você não vai.
–– Claro que vou! – ele segurou minhas mãos. – Sou seu marido.
–– Estúpido. – puxei minhas mãos.


(...)


Sasuke inventou que devíamos ir de carro, já que Konoha não era tão longe. Passamos uma tarde inteira trancados dentro do carro, enquanto ele dirigia, eu encarava a janela observando a paisagem do caminho. Eu não entendi o porquê dele querer ir também, talvez para não me deixar em paz.


Quando chegamos em Konoha, já era de noite e eu estava muito cansada. Hospedamo-nos em um hotel, eu queria quartos separados, mas Sasuke pediu um quarto. Somente disse que alguém poderia desconfiar se estivéssemos em quartos separados.


Quando nós chegamos à casa de Ino, eu estava ansiosa para ver qual era a surpresa que ela tinha, eu imaginei de tudo, mas me surpreendi ao ver Ino.


–– Você está grávida? – meu queixo caiu.
–– Sim. – ela sorriu. – Gaara e eu vamos casar mês que vem. – ela parecia tão feliz.
–– Você ainda ‘tá com ele? – eu disse surpresa.
–– Que desprezo, Sakura. – Gaara veio da cozinha fazendo piada. – Pensei que gostava de mim.
–– Besta. – nós sorrimos. – Ah! Esse é o Sasuke... – a palavra marido não quis sair da minha boca.
–– Sou o marido dela. – ele cumprimentou Gaara.
–– Ah, me lembro de você na boate. – Gaara era sempre gentil com os amigos de Ino. – Quer me ajudar a acender a churrasqueira?
–– Claro, faz tempo que não faço isso. – os dois foram em direção ao quintal deixando Ino e eu sozinhas.
–– Sakura, eu tenho que dizer... – ela olhou na direção da cozinha. – O Sasuke ‘tá muito mais gato.
–– E muito mais insuportável. – eu completei. – Ele ‘tá se fingindo de legal. – ela gargalhou.
–– Não ‘tá implicando?
–– Deixa eu te atualizar... – eu comecei a contar tudo para ela. A cada parte da história, ela tinha uma cara de curiosa e chocada.
–– Que novela.


Eu não ficaria muito, então conversei bastante com Ino. O jantar estava ótimo, Gaara e Sasuke fizeram carne assada e, por um momento, eu não me irritei tanto com Sasuke. Acho que eu estava muito feliz por estar com minha melhor amiga, e por ver que ela estava feliz e teria um filho.
Essa última parte me deixou um pouco pensativa. Vê-la grávida me fez pensar no meu futuro. Enquanto eu estivesse nesse casamento, eu nunca teria uma família feliz, ou talvez, eu nunca fosse feliz. Tive vontade desistir desse casamento, mas eu não tinha mais como sair daquela bagunça.


Queria poder ficar mais tempo com Ino, mas, no final da noite, tivemos que voltar para New York, já que Sasuke teria uma reunião importante no dia seguinte. Fiquei estressada, ele se convidou para vir, e agora, por culpa dele, eu teria que voltar muito mais cedo do que o esperado.


(...)


–– Parece que vai chover. – eu disse olhando pela janela do carro, o céu estava totalmente nublado, e, ao longe, na estrada, era possível ver os raios cortando o céu nublado.
–– Eu disse para sairmos mais cedo. – ele encarava apenas a estrada.
–– Sasuke, você veio porque quis. – fechei a janela do carro. – Eu poderia muito bem vir sozinha.


Sasuke permaneceu calado. Suspirei profundamente e encarei a estrada à minha frente. Dez minutos depois, escutei um barulho, como se algo estourasse.
–– O pneu furou. – ele olhava pelo retrovisor. – Só o que faltava. – ele parou o carro e desceu para olhar.
–– Dá para consertar? – eu desci do carro também, indo olhar o estrago.
–– Acho que tem um estepe lá atrás. – ele abriu o porta-malas. – Droga! – ele fechou o porta-malas com força. – Não está aqui.
–– Parabéns, Sasuke Uchiha, você sempre se supera. – encostei-me no carro encarando a paisagem. Aquele lugar era simplesmente deserto, exceto por algumas ruínas no alto de um pequeno morro a uns vinte metros de onde estávamos.
–– Não me enche. – ele disse irritado. – A culpa não é minha, a culpa é sua por ter inventado de vir nessa viagem idiota.
–– Essa viagem não é idiota, eu vim ver a minha amiga. – eu começava realmente a ficar profundamente irritada com o quanto ele podia ser estúpido quando queria. – Você não sabe o quanto eu te odeio! – quando eu me vi, já tinha dito isso.


Sasuke não teve tempo de responder, grossas gotas de chuvas começaram a cair sobre nós. Não demorou muito para nós ficarmos ensopados pela chuva e, mesmo assim, nós estávamos estáticos ali nos olhando. Ele parecia não ter processado o que eu disse.


–– Vamos sair da chuva. – ele disse friamente.


Sasuke foi até o porta-malas e pegou uma mala e saiu correndo em direção a ruína no morro. Sem saber o que fazer, apenas o segui, enquanto a chuva batia com força sobre o meu corpo. Antes que chegássemos às ruínas, a chuva já havia se transformado em tempestade, os trovões faziam enormes barulhos que me deixavam assustada.


Alcancei a base das ruínas logo depois de Sasuke. Assim que nos abrigamos, um raio caiu a uns quinhentos metros me fazendo pular de susto. Parte das ruínas estava coberta com um telhado velho, que aparentava estar a ponto de cair, a outra parte estava exposta à chuva que caia e escorria por uma parte do chão velho. Havia grandes buracos do que já havia sido janelas, o vento entrava pela ruína como se nem houvesse paredes e faziam barulhos altos como se um tornado estivesse chegando.


Todo o meu corpo tremia de frio, eu não conseguia fazer meu queixo parar de tremer. Minha blusa branca estava transparente e mostrava o meu sutiã preto, cruzei os braços me protegendo do frio e cobrindo a parte da frente de minha blusa.


Sasuke estava quase no mesmo estado que eu, mas parecia não estar com muito frio. Ele sacudiu o cabelo respigando em mim. Sem nem mesmo me olhar, colocou a mala que pegara em cima de uma mesa velha que estava em um canto, abriu-a e pegou um cobertor e deixou em cima da mesma.


Eu me sentia totalmente invisível, ele devia ter ficado com raiva do que eu disse ou, talvez, o meu ódio fosse recíproco. Sasuke tirou a camisa molhada e tirou o excesso de água. Confesso que, mais uma vez, fiquei fascinada de como ele era lindo, mas logo me virei de costas para ele.


–– Vai morrer de frio assim. – ele disse secamente.
–– Espero que eu morra mesmo. – Sasuke veio até mim e me entregou o cobertor.
–– Não vai adiantar nada se ficar com a roupa molhada.
–– Como assim? – olhei-o confusa.
–– Se enrola com isso e tira essa roupa molhada. – eu fiz cara de “lógico que não vou fazer isso”. – Você é quem sabe. Se quiser morrer de hipotermia...


Sasuke tinha razão, o meu corpo já começava doer de frio, e a tempestade parecia que não acabaria tão cedo.


–– Vira de costas. – ele revirou os olhos e se virou de costas para mim.


Cobri-me com o cobertor e comecei a tirar a roupa molhada, colocando em cima de uma pequena mureta. Tirei o meu sapato, que estava encharcado de lama, e fiquei descalça, no chão frio. Quando meus pés tocaram o chão frio, senti um frio incontrolável subir por meu corpo, não pude controlar o tremor.


–– Terminou? – ele parecia impaciente.
–– Sim. – eu estava enrolada com o cobertor, e, mesmo assim, eu sentia uma enorme vergonha por estar apenas com roupas intimas por baixo.


Sasuke pegou algumas roupas, jogou no chão e logo depois, tocou fogo nas mesmas com um isqueiro. As chamas esquentaram mais o ambiente. Agradeci mentalmente pelo calor.

Haviam se passado algumas horas e a tempestade não diminuía, pelo contrário, parecia se intensificar a cada hora que passava. Apesar do fogo, meu corpo parecia um bloco de gelo, meus dedos já não tremiam tanto, estavam duros de frio.


Aproximei-me do fogo em busca de mais calor. Consequentemente, eu acabei indo para perto de Sasuke, que estava sentado perto do fogo, ele o encarava como se fosse uma TV. Ele parecia não sofrer tanto com o frio, estava enrolado em outro cobertor.


–– Sakura, senta aqui. – era mais uma ordem do que um pedido. Sentei-me ao lado dele, encarando a fogueira, assim como ele fazia. Sasuke me puxou para perto dele e me abraçou, encarei-o. – Estou tentando te aquecer.
–– N-Não precisa. – eu gaguejei.
–– Você está com início de hipotermia. – ele olhou para os meus lábios. – Seus lábios estão roxos. – ele me abraçou mais forte.


Toquei meus lábios, como se eu quisesse comprovar se o que ele dizia era verdade. Estes estavam frios como uma pedra de gelo. Sasuke segurou minha mão e a tirou de cima dos meus lábios, em seguida, ele aproximou o rosto e tocou os lábios nos meus. Aquilo me deu uma sensação de calor que amenizou o frio, permaneci quieta deixando que ele me beijasse.


Os lábios dele sugavam os meus como se fossem mel, o toque dele estava me aquecendo, mais até do que o fogo ao nosso lado. Ele separou nossos lábios e me encarou firmemente.


–– Melhorou? – ele pousou a mão no meu rosto.
–– S-Sim. – eu ainda tremia, mas agora nem tanto pelo frio.


Sasuke me abraçou mais intensamente fazendo o frio desaparecer, era bom não sentir tanto frio. O tremor pelo meu corpo foi se acalmando e meus olhos começaram a pesar. Antes que eu percebesse, eu estava dormindo profundamente nos braços dele.


.: Sasuke narrando ON :.


–– Essa viagem não é idiota, eu vim ver a minha amiga. – ela parecia realmente irritada, enquanto falava. – Você não sabe o quanto eu te odeio! – quando ela disse isso, eu senti como se uma faca entrasse em meu peito, ela parecia dizer tão a sério.


Antes que eu pudesse me manifestar, grossas gotas de chuvas começaram a cair sobre nós. Eu não conseguia parar de encarar a Sakura, nesse momento eu me lembrei da época da escola, e de como era diferente, de como ela me amava. Mas eu estraguei tudo, eu devia ter parado com aquela aposta idiota enquanto era tempo. Tudo o que ela sentia agora por mim era exclusivamente culpa minha e, mesmo assim, eu era covarde o suficiente para não admitir.


–– Vamos sair da chuva. – eu consegui dizer depois de um tempo, mas minha voz saiu fria.


Trovejava muito enquanto corríamos para uma ruína ali próxima. Assim que nós entramos, fiz o que eu sempre fazia, ignorei-a. Se eu fosse discutir algo naquele momento, com certeza eu diria besteira, achei melhor optar pelo silêncio.


Sakura tremia de frio e tinha uma aparência assustada. Controlei minhas emoções e comecei a mexer na mala que eu conseguira trazer.


Olhei disfarçadamente mais uma vez para ela, a blusa branca dela estava transparente devido à chuva, mostrando o sutiã preto. Confesso que isso me excitou. Isso só me fez a tratar como se estivesse invisível, eu tentava ao máximo controlar os meus desejos.


Tirei minha camisa e a torci para tirar o excesso de água. Sakura permaneceu lá parada, tremendo de frio.


–– Vai morrer de frio assim. – eu disse secamente.
–– Espero que eu morra mesmo. – eu fui até ela e entreguei o coberto que eu havia tirado da mala.
–– Não vai adiantar nada se ficar com a roupa molhada.
–– Como assim? – ela parecia confusa.
–– Se enrola com isso e tira essa roupa molhada. – ela fez cara de “lógico que não vou fazer isso”. – Você é quem sabe. Se quiser morrer de hipotermia... – eu completei.
–– Vira de costas. – eu revirei os olhos e me virei de costas.
Cada parte do meu corpo queria virar e olhar para ela. Aguentei firmemente... Até certo ponto. Virei-me disfarçadamente, ela abaixava a alça da blusa lentamente... Parei de olhar virando-me novamente. Se eu olhasse seria pior, eu tinha que me controlar.
–– Terminou? – eu perguntei como se estivesse alheio.
–– Sim.


.: Sasuke narrando OFF :.