Lonely Girl
27 Capítulo 27
Assim que saí do banho, encarei a mala, o que eu vestiria? Tudo ali era tão... Sensual. Maldita Ana. Resolvi vestir a camisola que Mikoto havia me presenteado, em vista das outras, era a mais discreta. Depois de vestir a camisola, olhei-me no espelho, eu sentia algo estranho, uma mistura de ansiedade, medo e excitação. Soltei o cabelo do penteado e o penteei lentamente. Eu não queria sair daquele banheiro e encarar Sasuke lá fora.
Respirei fundo e saí do banheiro, senti um enorme alívio quando vi que Sasuke não estava no quarto. Coloquei minha mala em um canto e fui até a janela. O mar, à noite, era tão lindo. Parecia que havia duas luas; uma no céu e outra no mar.
Escutei passos no quarto, mas não me virei, permaneci a encarar o mar. Logo após, só escutei a porta do banheiro bater. Tenho que admitir que isso me deixou frustrada, Sasuke não fez nenhum comentário, só me ignorou.
Desci para a cozinha; eu precisava comer algo. No centro da cozinha, havia um balcão com algumas frutas, mas ignorei estas e fui direto para a geladeira. Peguei um bolo e coloquei em cima do balcão, em seguida, procurei por algo para tomar, peguei um suco que estava na porta da geladeira.
Sentei-me e comecei a comer, enquanto me perdi em pensamentos. Seria assim todos os meus dias? Talvez fossem piores, pois Madara estaria sobre o mesmo teto que eu. A presença dele me deixava tensa, como se, a qualquer momento, algo ruim fosse acontecer.
–– O que está comendo? – Sasuke estava parado na porta da cozinha. Logo, ele veio até mim, dando a volta no balcão e ficando ao meu lado. – Nem comi direito. – ele pegou um garfo e começou a comer do meu prato.
–– Hey! – puxei o prato para o lado. – Mal educado.
–– Minha mãe me educou muito bem. – ele sorriu.
–– É, ‘tô vendo. – ele usava uma calça de moletom preta e uma blusa branca básica. Acho que até como mendigo ele ficaria sexy. – Pode ficar. – levantei-me do banco e fui em direção a saída. – Eu vou dormir.
–– Bela camisola. – ele gritou da cozinha, me deixando rubra.
Onde eu dormiria? Eu não queria ter que dividir a mesma cama que ele. Estávamos casados, mas tudo era marketing, não havia nada entre nós de verdade. No passado, havia, mas agora tudo o que havia sobrado era a dor e o ressentimento.
Peguei um travesseiro e um lençol e coloquei no chão. Aposto que ele duvidava que eu preferisse dormir no chão a dormir com ele. Havia um tapete macio no chão, então não seria tão ruim assim.
–– Não vai mesmo dormir aí, não é? – Sasuke disse entrando no quarto e se jogando na cama macia.
–– Vou sim. – eu disse convicta.
–– Que pena... A cama está tão macia e quente. – ele se levantou e apagou a luz do quarto, fechando a porta, em seguida. A única luz entrava pela janela de vidro, não nos deixando totalmente no escuro.
Ajeitei o travesseiro com força, eu imaginei que estava batendo no Sasuke. Foi relaxante. Eu rolei durante a primeira meia hora sem sono e, me sentindo desconfortável ali, tive vontade de pegar o travesseiro e asfixiar Sasuke.
Depois de uma hora e meia, meus olhos finalmente começaram a pesar e o chão já não parecia tão desconfortável assim. Escutei Sasuke levantar-se da cama e caminhar pelo quarto, mas o sono estava chegando e eu não quis levantar para ver o que ele fazia. Senti o meu lençol ser puxado lentamente de cima do meu corpo, o que me fez contrair meu corpo devido ao frio. Eu achei que estivesse sonhando, até que senti Sasuke me erguer do chão, eu teria me debatido se meu corpo não estivesse tão cansado. Logo após, senti meu corpo pousar sobre a cama macia e quente. Depois disso, eu não me lembro mais de nada, só lembro que dormi profundamente.
(...)
O sol batia contra o meu rosto, me fazendo entreabrir os olhos. Virei-me para o lado, na tentativa de esconder meu rosto do brilho do sol, mas acabei esbarrando com algo, ou melhor, alguém. Sasuke estava deitado ao meu lado na cama. Tomei um susto, eu pensei que Sasuke me colocando na cama havia sido um pré-sono ou algo do tipo. Antes que eu pudesse me afastar, ele passou a mão por minha cintura e me puxou para perto, como se eu fosse um travesseiro.
Fechei meus olhos por um momento, pensando em como eu sairia dos braços dele. Algo macio tocou os meus lábios. Era bom, úmido e quente. Não podia ser o que eu pensava que era. Eu abri um pouco os olhos e vi Sasuke me beijando. Eu não consegui fazer nada, permaneci do mesmo jeito em que eu estava e deixei que ele me beijasse.
Meu corpo respondeu mais rápido que a minha mente, meus lábios se entreabriram dando passagem para a língua dele. Abri meus olhos e o encarei enquanto ele continuava a me beijar e ele também abriu os olhos. Ele fez algo que nunca tinha feito ao me beijar, sugou o meu lábio inferior como um doce e depois parou de me beijar.
–– O-O que você... – as palavras não saíram dos meus lábios.
–– Eu sei que você gostou. – ele me puxou para mais próximo dele, selando nossos lábios novamente. As mãos deles percorreram a seda da minha camisola, enquanto seus lábios dançavam sobre os meus. A culpa era minha, eu podia ter me afastado enquanto era tempo.
Os lábios de Sasuke deixaram minha boca e passaram a beijar meu pescoço, me deixando totalmente sem ar. Ele segurou na alça da minha camisola e a desceu lentamente, beijando logo após o lugar onde a mesma estava.
Como por um milagre, escutei batidas na portas, em seguida, alguém chamava, ou melhor, gritava. Tentei levantar, mas Sasuke me empurrou de volta, não desgrudando os lábios da minha pele.
–– Sasuke... – ofeguei. – Alguém está batendo... Na porta.
–– Deixe... que... batam... – ele dizia.
–– Para! – empurrei-o finalmente recobrando a consciência. – Pode ser algo sério.
–– É melhor você abrir, eu não posso agora. – ele colocou um travesseiro sobre as pernas, não pude deixar de ficar constrangida.
Peguei o robe e vesti por cima da camisola rapidamente. Antes de abrir a porta, respirei fundo, me recompondo. Era o piloto da noite anterior, mas, ao fundo, o helicóptero estava pousado no heliponto, me pergunto como não escutamos o barulho do pouso.
–– Eu vim buscar vocês. – ele disse sem graça.
–– Ah, claro. – salva pelo gongo. – Nós já estamos indo. – eu disse para ele entrar e sentar-se, enquanto nós descíamos. – Sasuke, já vieram nos buscar. – eu disse na porta do quarto.
–– Ótimo. – ele disse mal-humorado, entrando no banheiro e fechando a porta com força.
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