Lonely Girl

34 Capítulo 34


Notas iniciais
Hey vou fazer propaganda da minha segunda fic de novo! u.u Essa será com um pouco mais de comédia e será escrita em forma de diário. Vocês podiam dar uma lida nela também né? kk bjs.
http://www.fanfiction.com.br/historia/177732/Invisivel
Sinopse: Sakura é uma garota comum, exceto pelo fato de não ter nenhuma sorte, principalmente no amor. Apaixonada por um garoto que só percebe sua presença nos momentos mais inusitados como caindo da arquibancada , ela vai lutando contra a conspiração negativa que o Universo dispõe no seu cotidiano.

Quando eu vi os primeiros raios de sol entrar pela janela, levantei-me devagar, fui até o closet e peguei uma blusa de manga comprida e gola alta, peguei uma saia comprida e um sapato baixo. Corri até o quarto de visitas e tomei um banho no banheiro de lá.


Eu não conseguia fazer aquelas lágrimas pararem de descer dos meus olhos e aquela maldita dor no meu coração. Aquela cena sempre vinha na minha cabeça; isso me deixava angustiada.


Lavei o cabelo e esfreguei minha pele com força, eu queria tirar o cheiro dele de mim, parar de sentir o toque dele. Saí do banho e me olhei no espelho, meus olhos estavam inchados.


Vesti a roupa rápido e chamei um táxi, eu não queria ter que pedir para o motorista me levar em algum lugar, com certeza me encheria de perguntas. Fui para o único lugar que me ajudariam.


–– O que aconteceu, Sakura? – Brian me questionou espantando, quando abriu a porta. – Você está bem?
–– ‘Tô sim. – tentei mentir, mas era óbvio que eu não estava bem. – A Ana está?
–– Ela ‘tá lá em cima. – ele deu espaço para eu entrar.
–– Posso subir?
–– Claro, vai lá.


Subi as escadas o mais rápido que consegui, eu precisava falar com alguém, desabafar com alguém. Assim que entrei no quarto, Ana vinha saindo do closet com um vestido na mão, ela me olhou e eu senti que ela sabia o que tinha acontecido.
–– O que aconteceu? – eu não consegui dizer uma palavra, apenas comecei a chorar descontroladamente. Ana veio até mim e me abraçou como se quisesse dizer que estava ali para me ajudar. – Consegue contar agora?
–– S-Sim... – sentamo-nos na cama, respirei profundamente antes de começar. – Sabe, ontem... O Sasuke... – minha voz não saiu, era difícil falar daquilo sem me lembrar da cena. – Ele...
–– Nem precisa terminar, Sakura. – ela colocou a mão no meu ombro. – Acho que sei o que houve. – abracei-a com força, nesse momento eu precisava de ombro amigo, alguém com quem desabafar.
–– Eu não conseguir o fazer parar... – acho que nunca tinha chorado dessa maneira, e olha que já chorei muito.
–– Olha, Sakura, sou sua amiga, mas você sabe que eu sou muito sincera. – ela partiu do abraço e sentou-se na cama, sentei de frente para ela. – Ele não tinha o direito de fazer isso e eu sei do que eu ‘tô falando porque isso já me aconteceu.
–– Já? – fiquei surpresa.
–– Quando eu casei com o Brian, eu não o amava, eu o odiava. Um dia, ele chegou em casa e me forçou. Odeio admitir, mas isso acontece em algumas famílias ricas; homens poderosos não gostam de receber não. – vi os olhos dela marejarem. – Acontece que eu não amava o Brian, mas eu não podia fazer nada. Mas você ama o Sasuke.
–– Não entendi... – eu estava confusa.
–– Eu estou dizendo que, se era inevitável, você devia ter aproveitado, não tentado fugir. – o que ela me disse foi como uma bofetada na cara, eu não queria ouvir aquilo, embora fosse verdade. – Desculpe-me se fui honesta, mas você tinha uma escolha.
–– Eu não consegui. Algo me travou. – abracei minhas pernas. – Não sei se ainda consigo olhar pra ele. – olhei para a parede. – Nem sei se consigo fazer isso de novo.
–– Eu sei como é, mas não é ruim, só foi de um jeito ruim. – ela pegou um porta-retratos que estava em cima do criado-mudo. Na foto, estavam Brian e ela abraçados, pareciam estar muito felizes. – Eu tentei de novo e deu certo. Agora, eu amo o meu marido e eu nem o amava antes. Imagine você que ama o Sasuke.
–– Talvez... Mas agora eu não posso. – joguei-me na cama encarando o teto.
–– Vem, vamos ao médico.


(...)


Sasuke me ligou o dia inteiro, mas eu ignorava todas as chamadas, eu não queria falar com ele. Ainda não estava pronta para isso. Provavelmente, assim que eu o visse, eu começaria a chorar ou, em um surto, tentaria matá-lo.


Ana me levou a um médico e, pelo o que o médico disse, eu estava bem. Dei um nome falso, pois algo poderia ir parar na imprensa, e isso não era a melhor opção no momento.


–– Acha mesmo que pode ir para casa? – Ana me perguntou receosa na entrada de minha casa.
–– Sim, ele provavelmente não está em casa. – eu suspirei descendo do carro. – E, mesmo assim, eu teria que enfrentá-lo em algum momento. – eu me fazia de forte, mas, no fundo, eu tinha medo.


Caminhei lentamente até a porta da frente, parecia que eu estava caminhando para a forca. Na frente das escadas, havia um caminhão grande de mudanças, algumas das funcionárias da casa auxiliavam o pessoal da mudança.


–– O que está acontecendo? – perguntei a Ami, a governanta na casa.
–– O Senhor Madara vai se mudar. – senti alívio e angústia ao mesmo tempo. Sem o Madara lá, eu ficaria sozinha com o Sasuke.


Sem falar nada, entrei em casa e fui direto para o quarto, a cama estava perfeitamente arrumada. Não consegui me controlar; as lágrimas rolaram por meu rosto, assim que olhei aquele quarto. Respirei fundo e me controlei.


Fui rápido até o closet, peguei duas malas grandes e comecei a jogar minhas coisas ali dentro, queria arrumar tudo rápido e poder sair dali antes que ele chegasse. Nunca mais ele me veria, pois eu faria questão de nunca mais olhar na cara perfeita dele de novo.


Bem... Tenho que admitir que me odiava por, mesmo depois de tudo, ainda o amar. Que tipo de amor é esse que me consome desde o colegial? Que amor é esse que, mesmo sofrendo, eu não consigo apagá-lo? Mesmo sendo odiada, mesmo não sendo amada, eu ainda o amo com mais e mais força?


–– Você está indo embora? – Sasuke estava parado na porta do closet, me encarando enquanto eu jogava as minhas roupas de todo jeito dentro da mala. – A gente precisa conversar. – eu não me dei ao trabalho de responder. – Para, Sakura! – ele fechou a minha mala, impedindo que eu jogasse mais alguma coisa ali.
–– O quê? Vai me obrigar a ficar aqui para fazer o que quiser?
–– Não... Por favor, me escuta!
–– Eu não quero escutar, não quero falar, não quero nem olhar pra você. Eu tenho nojo de você. – algumas lágrimas desceram por minha face, enquanto eu apertava com força o vestido em minhas mãos.
–– Por favor... Perdoa-me por tudo... Eu não queria, eu... – eu via que ele estava arrependido, cheguei até a ver que a culpa não era só dele, mas eu não conseguia parar de sentir nojo dele naquele momento.
–– Engraçado, não foi isso o que pareceu! – eu joguei o vestido no chão.
–– Eu te fiz mal e eu nunca vou me perdoar por isso. Eu fiquei fora de controle quando eu te vi tão linda! – ele colocou a mão no meu rosto, automaticamente, afastei a mão dele do contato com minha pele.
–– Fique longe de mim! – eu gritei.
–– Tem muita coisa em jogo aqui. – ele passou as mãos no cabelo nervoso. – Eu juro que nunca mais encosto um dedo em você. – ele respirou fundo. – Nunca mais. Madara vai se mudar, então, podemos ficar em quartos separados e você nem precisa olhar para mim, contanto que, em público, nada mude.
–– O dinheiro é tão importante para você? – eu o ataquei com aquelas palavras. Ele olhou-me com aqueles olhos penetrantes.
–– Não tem nada a ver com o dinheiro. – eu fiz menção de rir, mas me calei. – Eu não posso deixar tudo o que meu pai construiu para o parasita do meu tio.
–– Você não é tão diferente dele. – eu sentia uma dor, uma amargura dentro de mim.
–– Quando tudo isso terminar, você pode ficar com ele se quiser. – eu sabia que ele não falava isso sério.
–– Tudo bem, eu fico. – continuei a jogar as roupas dentro da mala. – Eu fico em outro quarto, pode ficar com esse.


(...)


Seis meses depois.


(...)


Já havia se passado um ano desde que toda essa farsa tinha começado. Já havia um ano que Sasuke e eu fingíamos ser um casal feliz. Era o que todos pensavam, que éramos um casal perfeito. Mas, quando saíamos da frente do público, todo aquele fingimento acabava.


Depois do que havia acontecido, os primeiros meses foram difíceis. Sasuke cumpriu o que ele havia prometido, ele não tocou mais em mim, aliás, ele mal se dirigia a mim. No começo, eu achava bom, eu não tinha que falar com ele, mas, com o tempo, algo começou a me incomodar. Com o tempo, eu fui percebendo que eu sentia falta dele e me odiei por isso.


Só podia ser algum tipo de praga, quanto mais ele parecia não gostar de mim, mais eu gostava dele. Isso estava me deixando louca. Todas as manhãs ele saia perfeitamente arrumado para o trabalho, e, quando eu sentia o cheiro daquele perfume, era como se eu tivesse que me amarrar à mesa do café da manhã.


Agora, eu só tinha Ana e Brian como amigos na cidade. Minha mãe havia se mudado para ficar mais próxima da família, afinal, eu não passava tanto tempo com ela, então concordei que ela fosse morar com os nossos parentes. Depois de exaustivos meses de tratamento, ela conseguiu se curar da doença, e agora, apesar de tudo, eu podia respirar aliviada por isso.


–– Está viajando de novo? – Ana me cutucou. – Ainda, por cima, no meio do almoço da empresa?
–– Isso está ficando frequente, não é? – ela sorriu.


Estávamos em um almoço da empresa, os tradicionais executivos e suas esposas trajavam trajes mais informais, já que era apenas um almoço de domingo. Sasuke e Brian estavam perto da churrasqueira conversando com alguns dos acionistas da empresa. Ana e eu estávamos sentadas em uma mesa, eu bebia um suco e ela tomava uma bebida que eu tinha certeza que continha álcool.


–– Quer me contar? – tínhamos ficado tão amigas que ela sempre sabia quando algo estava me aborrecendo. – Aposto que o aborrecimento tem o sobrenome de Uchiha. – ela sorriu.
–– É... – eu suspirei enquanto olhava para Sasuke. Ele estava tão bonito hoje.
–– Vai contar ou não? – ela tomou o resto de sua bebida.
–– É complicado. – apoiei minha cabeça na mesa.
–– Por acaso, você está mais apaixonada pelo Sasuke? – ela sorriu com a cara de espantada que fiz ao encará-la. Como sempre, ela tinha adivinhado mais uma vez.
–– Como você faz isso? Sempre acertando as coisas. – nós sorrimos. – É isso mesmo. – dei-me por vencida. – Acho que sinto falta dele, falta de ser amiga, ser amante. – eu sorri do que eu disse. – Mas acho que ele ta seguindo direitinho o que eu tinha pedido para ele.
–– E o que vai fazer?
–– Nada.
–– Não seja besta. – ela pegou outro copo da bandeja do garçom que passava por ali. – Escuta, esse casamento vai acabar em breve, e, se continuar assim, vai cada um para o seu lado, aí adeus, Sasuke para você.
–– Não vou conseguir.
–– Se ficar pensando assim, não vai mesmo... – Ana parou de falar assim que Madara sentou-se na mesa, fazendo-nos companhia. De relance, vi Sasuke olhar em nossa direção, mas depois voltou a conversas com os amigos. Aparentemente, nem mais ciúmes de mim ele tinha.
–– Sakura... Ana. – ele nos cumprimentou.
–– Oi, Madara. – eu disse com um sorriso. Algo me fez querer fazer Sasuke sentir ciúmes. – Voltou de mais uma viagem?
–– Sim. Brasil é ótimo. – ele sorriu com aquele sorriso sexy.
–– Imagino. – eu sabia que não devia mexer com fogo, mas eu não estava me importando muito. Eu tinha perdido um pouco do medo de tudo.
–– Que tal se nos formos dançar? – ele estendeu a mão para mim.
–– Mas... Não tem ninguém dançando.


Meu celular vibrou, era uma mensagem de Ana, que a tinha escrito discretamente ao nosso lado. “Quer outra chance melhor para fazer ciúmes no Sasuke? Aceita. Só tome cuidado.” Eu sorri.


–– Claro. – eu me levantei da mesa e Madara me levou até o centro do salão. – Não sou muito boa nesse estilo.
–– Eu te guio. – ele sorriu. Olhei disfarçadamente para Sasuke, ele encarava aquela cena, eu e Madara dançando.


Aos poucos, mais casais começaram a vir dançar também. Em pouco tempo, a pista estava lotada. Ana dançava em um canto com Brian, dançavam de forma escandalosa, era um pouco constrangedor de ver.


–– Será que eu posso dançar com a minha mulher? – Sasuke nos interrompeu, sorri internamente por isso.
–– Você sempre estragando meu prazer. – os dois se encararam, Madara deu um sorriso cínico e saiu.
–– O que está tentando fazer? – Sasuke me apertou contra o seu corpo enquanto dançávamos, gostei daquela proximidade.
–– Dançando... – ele sorriu.
–– Você quis assim, lembra?
–– Ah, claro, depois que você pegou tudo que queria, eu perdi a graça. – não consegui me segurar, senti as lágrimas rolarem por minha face. Soltei-me de Sasuke e fui rápido para a varanda, não queria que ninguém me visse chorando.