Loki and Jane, When I first saw you
8 Capítulo 7 Uma prova de amor
Notas iniciais
Logo depois do baile, a rainha de Vanaheim levou Sigyn até seu quarto.
—-O que pensa que está fazendo? Sua tola! Gritou a deusa. A princesa sequer ergueu sua cabeça para encarar a mãe, estava envergonhada por tudo o que havia ocorrido.
—-Você acha o que? Acha mesmo que ele está apaixonado por você? Acha que ele vai lhe propôr casamento? Vocês se beijaram em público, nunca mais vou lhe encontrar um bom pretendente. Agora já está desonrada! Verdandi não parava mais de falar, Sigyn não conseguia se concentrar no discurso de sua mãe.
—-Olhe para mim, quando eu falar com você. Gritou Verdandi sacudindo Sigyn pelos braços. A jovem olhou para a deusa.
—-Amanhã bem cedo você irá para Svartalheim, vai ficar com sua tia e nunca mais verá aquele insolente! Sigyn assentiu com a cabeça.
—-Me desculpe. Eu não queria lhe causar tanto desgosto. A princesa respondeu com sua habitual voz baixa, era quase um sussurro.
A deusa nada respondeu, mas sabia que a filha não fazia nada daquilo para desafiá-la ou irritá-la, Verdandi também havia sido apaixonada e tola. A deusa já fora enganada por um deus. Sigyn não era filha de Njord, a deusa do destino só estava tentando evitar que o mesmo ocorresse com sua filha. Verdandi fora iludida e acabou casando grávida, o rei não sabia que não era o verdadeiro pai da princesa. A deusa do destino via tudo se repetir diante de si, exatamente como tinha acontecido com ela.
—-Vou deixá-la sozinha, com sua consciência, espero que perceba o erro que cometeu. Disse Verdandi abandonando o quarto da filha.
Sigyn tirou seu vestido e foi tomar um longo banho, em seguida vestiu uma camisola e deitou-se em sua cama. Estava lembrando da expressão no rosto de Loki, quando ela se afastou do deus, sendo puxada por sua mãe. Ele não tinha um ar triste, ao contrário, parecia estar gostando daquilo. Como se já prevesse a reação de Verdandi. E ele realmente havia previsto, já esperava por aquilo, tudo havia saído exatamente como o jothun havia planejado.
A princesa estava com os olhos fechados tentando dormir, mas era difícil pegar no sono com tantas coisas atormentando sua mente. Sabia que se fosse para Svartalheim jamais veria Loki novamente. O deus cruzou o corredor que levava ao quarto de Sigyn lentamente, estava usando a forma de Isys, assim que entrou no quarto assumiu sua forma original e fechou a porta. A princesa não havia notado a presença sorrateira do jotun.
Loki acariciou ternamente o rosto de Sigyn. A jovem abriu os olhos e olhou para deus com uma expressão assustada, achou que ele não se atreveria a visitá-la depois daquele escândalo. O trapaceiro a abraçou e afagou os cabelos da princesa, Sigyn descansou sua cabeça no ombro de Loki, deixando que seu perfume a embriagasse. Após alguns segundos, Sigyn quebrou o silêncio.
—-Achei que não fosse vir, depois de tudo. A jovem desviou o olhar, estava muito envergonhada. Loki segurou o rosto de Sigyn em suas mãos, erguendo a cabeça da princesa para que ela pudesse encará-lo.
—-Eu precisava vir. Quero lhe pedir uma coisa e isso não pode esperar. Havia um brilho diferente nos olhos do deus, como se estivessem ardendo em chamas.
—-Pode me pedir o que quiser. Respondeu Sigyn.
—-Você me ama? Perguntou Loki, com um olhar sério.
—-Mais do que tudo. Respondeu a princesa, sem pensar duas vezes, o deus havia dado um sentido a sua vida infeliz.
—-Então prove. O jotun falou sem conseguir esconder um sorriso malicioso que se formou em seus lábios. A jovem ficou com uma expressão pensativa, se perguntava como poderia demonstrar seu sentimento ao deus.
—-Eu enfrentei minha mãe, diante de todos, não sei o que mais posso fazer para lhe provar que o amo.
—-Mas eu sei. Disse Loki, enquanto puxava delicadamente a alça da camisola de Sigyn. O trapaceiro começou a desferir beijos pelo ombro da jovem, subindo até seu pescoço. Sigyn sentiu alguns arrepios, uma sensação desconhecida para ela, algo que a deixava nervosa e com medo.
—-Não posso, isso é indecente Loki. Respondeu a vanir, enquanto erguia a alça da sua camisola.
—-Então você não me ama. Eu não tenho mais nada para fazer aqui. Respondeu Loki em um tom gélido e em seguida se dirigindo a porta.
—-Não! Por favor espere. Disse a princesa. O trapaceiro estava de costas para ela e esboçou um sorriso medonho, percebendo que havia vencido. O deus voltou a se aproximar de Sigyn e a beijou suavemente.
—-Isso é algo que apenas pessoas casadas devem fazer. Disse Sigyn, que nem sabia direito do que estava falando, Verdandi nunca havia conversado sobre o assunto com ela. Moças de família não deveriam saber o que acontece entre um homem e uma mulher entre quatro paredes, algo que só deveria ser descoberto na noite de núpcias.
—-As vezes é bom quebrar as regras. Respondeu o deus enquanto passava uma das mãos por baixo da camisola de Sigyn, subindo até a coxa da princesa.
A jovem voltou a sentir aquela estranha sensação. O deus se colocou sobre o corpo da vanir, ficou ficando frente a frente com Sigyn, seu rosto bem próximo ao rosto dela. Loki olhava no fundo dos olhos da jovem. O coração de Sigyn batia descontroladamente. O deus desamarrou o laço da camisola da princesa e a despiu, a vanir trajava apenas sua lingerie. A filha de Verdandi corou ao ficar semi nua diante do deus.
Loki voltou a beijá-la de maneira doce e apaixonada. O jotun tirou a própria roupa o mais rápido que pôde. Quando ele estava nú diante de Sigyn, ela desviou o rosto, considerava aquela a coisa mais pecaminosa que já tinha feito. Para a sorte de Sigyn a iluminação estava muito fraca, mal conseguia enxergar naquele breu, ou ela não teria coragem de continuar. O deus usou suas mãos hábeis e experientes para abrir delicadamente o sutiã da princesa. Sigyn não pode evitar colocar suas mãos sobre os seios para cobri-los.
O deus beijou-a novamente e enquanto fazia isso, acariciava os seios de Sigyn, gostava da sensação de ser o primeiro a tocá-los. O jotun se colocou sobre a princesa fazendo com que suas intimidades entrassem em contato. Sigyn sentiu o membro pulsante de Loki encostar em sua pele, a princesa gostou da sensação, apesar de todo o medo e nervosismo. Sigyn puxou o deus para junto de si e Loki entendeu o que a princesa estava pedindo. O deus percebeu que a jovem também ansiava por consumar aquele ato, puxou a calcinha da princesa com cuidado, deixando a intimidade da jovem a mostra e finalmente a penetrou.
Sigyn sentiu uma dor intensa em seu orgão feminino e soltou um gemido abafado. Os movimentos de Loki eram lentos e pouco a pouco foram se intensificando. A princesa arranhou as costas de Loki a medida que a dor dava espaço a um prazer que ela jamais pensara em sentir. Um bom tempo depois a vanir chegou ao ápice, em seguida Loki fez o mesmo. O deus puxou a jovem para que ela descansasse a cabeça em seu peitoral. Ambos estavam suados e ofegantes. A princesa ficou quieta, apenas processando o que acabara de acontecer.
—-Eu te amo. Sussurrou a vanir.
—-Eu também. Respondeu Loki, que não sabia se havia dito aquilo apenas para agradar Sigyn ou se realmante a amava. O deus estava um tanto confuso em relação aos seus sentimentos, com Sigyn tudo fora tão diferente das outras vezes. Algum tempo depois o deus se despediu da jovem.
—-Eu preciso ir, ninguém pode me ver aqui. Disse Loki dando um beijo terno de despedida na jovem. A princesa ficou com uma expressão triste.
Se beijaram uma última vez e Loki partiu. Horas depois quando Sigyn já estava dormindo, o deus voltou ao quarto da princesa. O jotun deitou-se cuidadosamente ao lado da jovem, para não acordá-la e ficou a admirando enquanto ela dormia. Logo pela manhã o deus levantou-se, tomou a forma de Isys e foi calmamente até o quarto de Verdandi.
—-Majestade, bati na porta várias vezes e Sigyn não atende. A porta está trancada. Acho que aconteceu alguma coisa com ela. Disse "Isys".
—-Já vou até lá. Pode se retirar, preciso me vestir. Disse Verdandi, secamente.
A deusa estava pronta para ordenar que os guardas fossem atrás da filha, imaginou que Sigyn havia fugido. Loki voltou rapidamente até o quarto da princesa, entrou e tomou sua forma original. Deitou-se ao lado da jovem e fechou os olhos, fingindo que estava dormindo. Verdandi abriu a porta e ficou estática ao ver aquela cena. A deusa havia perdido a fala, mas Loki quebrou o silêncio.
—-Será que é demais pedir um pouco de privacidade? Perguntou o deus, passando a mão pela cintura de Sigyn e puxando-a para junto de si. Com aquele movimento a jovem acordou assustada, quando viu Loki ao seu lado e Verdandi diante deles, o pavor tomou conta da princesa.
—- Como pôde? Verdandi partiu para cima de Sigyn, iria desferir um tapa no rosto da jovem. Mas Loki se colocou entre as duas e segurou a mão da deusa, protegendo a princesa.
—-Acha que venceu, não é mesmo? Disse Verdandi, com uma voz assustadoramente calma.
—-Sigyn, saia daqui agora. A jovem obedeceu Verdandi, vestiu um hobbie o mais rápido que pode e saiu do quarto. Mas antes de partir lançou um olhar de decepção para o deus. Desapontada por perceber que tudo fora uma armação do trapaceiro.
—-Você não é digno da minha filha, não está a altura dela. Não acha estranho uma mãe recusar um príncipe asgardiano como genro?
—-Eu não sou o primeiro na linha de sucessão, não é mesmo. Você é esperta, prefere Thor obviamente. Mas agora sua filha está desonrada. O deus lançou seu sorriso debochado para Verdandi, o que a irritou ainda mais.
—-Maldito. Eu não quero que minha filha se case com um jotun! Verdandi gritou, sem se importar se os criados do castelo ouviriam.
—-Do que está falando? Está complementamente descontrolada, não sabe como isso me diverte. Loki continuava com seu tom irônico.
—-Não, você é filho de Laufey.
—-Sei que esse é um ato desesperado, para desviar o assunto do que realmente importa. Disse Loki sorrindo.
—-Se não acredita em mim, pergunte a Frigga ou Odin. Você é adotado, é um bastardo, por isso o pai de todos sempre preferiu Thor. Loki pensou nos anos em que ficou em segundo plano, Odin parecia nunca estar satisfeito com ele, tudo girava ao redor de Thor. Verdandi ficou satisfeita ao ver a expressão arrasada no rosto do trapaceiro. Loki saiu do quarto transtornado, deu um empurrão em Verdandi, para que a deusa saísse da sua frente e bateu a porta com força.”
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