Loki and Jane, When I first saw you

9 Capitulo 8 You take my self control


Notas iniciais
Bem gatonas, hoje vamos voltar ao núcleo Jane e Loki, coisas estranhas estão acontecendo com a midgardiana... Espero que gostem e boa leitura.

Jane chegou em casa a tarde. Loki estava entediado, deitado no sofá da sala, com o controle remoto na mão. Passava de um canal para outro sem se interessar por nenhuma programação.

—-Oi, alguém em casa? Perguntou Jane, assim que entrou na sala. O deus se levantou rapidamente e foi em direção a midgardiana.

—-Você demorou. Respondeu Loki, que olhava para Jane com uma expressão que a humana não compreendeu.

—-Minha nova pesquisa está consumindo todo meu tempo. Eu quase esqueci que meu aniversário é amanhã. Foi sobre isso que minha mãe veio conversar comigo. Disse Jane.

—-Aniversário? Perguntou Loki, encarando a humana sem entender nada.

—-Vai me dizer que vocês não comemoram os aniversários em Asgard? Loki não respondeu com palavras, mas trazia uma expressão confusa em seu rosto, Jane compreendeu que o deus não fazia a menor idéia do que ela estava falando.

—-Nós costumamos fazer uma festa no dia em que nascemos, eu nasci em 19 de maio e todo ano minha mãe faz uma festa para comemorar meu nascimento.

—-Comemorar o fato de estar cada vez mais próxima da morte? Que coisa mais idiota. Respondeu Loki, que pensou que jamais entenderia os costumes humanos. Jane não ficou brava com o comentário, ao contrário, a garota pensou que o raciocínio do deus fazia sentido.

—-Bem essa não é a questão. A minha mãe está organizando uma festa e ela sempre convida todos os nossos conhecidos. Preciso achar um vestido para mim e um terno para você.

—-O que há de errado com essa roupa? Perguntou o deus? Loki vestia uma calça de moleton cinza e uma camiseta preta, de uma banda de rock qualquer.

—-O que há de errado com essa roupa? Tudo! Respondeu a midgardiana, dando um sorriso e pegando o deus pela mão. Jane o conduziu até o seu carro, estavam indo até um shopping perto da sua casa. Chegaram até uma loja bastante luxuosa, que vendia todo tipo de trajes para festa.

—-Preciso de um belo terno para esse moço? Disse Jane para uma vendedora enquanto segurava os ombros de Loki.

—-Deixe-me ver o que temos aqui. Respondeu a atendente, revirando alguns cabides. Loki experimentou um terno preto.

—-É esse mesmo. Respondeu o deus, enquanto se admirava no espelho. O terno caiu como uma luva em seu corpo esguio.

—-Se cortasse o cabelo, ficaria perfeito. Disse a vendedora perdida em seus pensamentos, enquanto olhava para o asgardiano com uma expressão abobalhada, a moça nem percebeu que havia dito aquilo em voz alta.

—-Você também ficaria perfeita se perdesse uns 20 quilos. Retrucou o deus, encarando a mortal com desprezo. A funcionária baixou a cabeça e saiu discretamente, estava quase chorando. A acidez do deus tinha o dom de acabar com a auto estima de qualquer um.

—-Para que tudo dê certo amanhã, preciso lhe ensinar algumas mentirinhas sociais. A humana falou no ouvido do asgardiano.

—-Vai me ensinar a mentir? É isso mesmo que estou ouvindo? Loki deu seu habitual sorriso sarcástico.

—-Tem razão, acho que não será preciso. A jovem pensou na tolice que havia acabado de dizer, ensinar o deus da trapaça a mentir...

A humana foi em direção a seção de vestidos, havia de todos os tamanhos, cores e gostos. Jane experimentou uma centena e o deus sempre sacudia a cabeça em sinal de negação. Até que a jovem saiu de dentro do provador, trajava um vestido verde claro, cravejado com pedras semelhantes a esmeraldas no busto. O tecido do vestido era esvoaçante. Loki ficou encarando a jovem, por longos segundos, estático.

O vestido era bastante semelhante aquele que Sigyn usou no baile de Asgard. O deus se aproximou de Jane, que estava se observando no espelho.

—-Para que fique perfeito, deve ter um laço verde musgo bem aqui.

Loki estava nas costas da jovem e passou suas mãos pela cintura esbelta de Jane e subiu a mão até quase chegar ao busto da humana. Jane sentiu uma sensação que parecia conhecida, ao perceber o toque do deus. A jovem sacudiu a cabeça, espantando os pensamentos que teve ao sentir o calor de Loki junto ao seu corpo. Nos últimos dias a midgardiana se pegava pensando em Loki com muita freqüencia.

—-Até que você entende de moda. Disse Jane sorrindo e ficando corada, pelos pensamentos que teve.

A loja era também um atelier e Jane solicitou a uma costureira que fizesse o ajuste no vestido. Após a modificação, a midgardiana voltou a experimentar o traje e mais uma vez saiu do provador.

—-Está linda. Foi a única frase que Loki conseguiu proferir.

A humana percebeu que o tom de voz usado pelo deus não tinha nenhum tipo de sarcasmo ou irônia, ele estava sendo absolutamente sincero. O jotun disse aquelas palavras quase em tom de devoção a beleza da jovem. Jane se deu conta de que nunca tinha ouvido um elogio tão intenso de Thor. O deus do trovão não se apegava a certos detalhes, ele não perceberia se a humana cortasse seu cabelo ou pintasse de laranja.

—-Obrigada. Respondeu a namorada de Thor, corando um pouco. Quando ela agia timidamente ficava ainda mais parecida com Sigyn. Jane entrou novamente no provador e colocou a roupa que usava antes e seguiu até o caixa, para pagar as compras. Eles foram para um restaurante de comida chinesa que havia na praça de alimentação. A refeição foi silenciosa, havia uma tensão implícita entre os dois.

—-Então, vamos? Perguntou Jane e o deus assentiu com a cabeça, os dois voltaram para casa.

Quando estavam no carro, a humana começou a dar algumas instruções a Loki, para que o deus não fosse surpreendido por nenhuma pergunta impertinente de algum convidado. Jane tinha medo que Loki deixasse escapar algo que o denunciasse. Verdandi costumava convidar pessoas realmente importantes para suas festas, muitos dos convidados nem conheciam Jane. Alguns eram clientes ou amigos dos pais da jovem, não tinham nenhuma relação com ela. A deusa do destino tornava suas festas um evento social badalado, só a nata da nata comparecia. Os dois chegaram a noite em casa, exaustos, ambos foram para seus quartos. Na manhã seguinte Jane acordou e desceu as escadas correndo, a humana estava totalmente transtornada.

—-Bom dia. Disse Loki, educadamente.

—-Não, não é um bom dia. Por que está fazendo isso comigo? Eu tentei me enganar e dizer que não é culpa sua, mas não aguento mais, sei que é você. A midgardiana estava quase chorando.

—-Do que você está falando. Perguntou Loki, totalmente confuso.

—-Pare de fazer isso, pare de me manipular. Está fazendo exatamente o que fez com Erik. Você fica entrando na minha mente eu não consigo pensar em outra coisa desde que você chegou. Quando acordo, no trabalho, antes de dormir, nos meus sonhos, lá está você. Desde que veio eu tenho tido pesadelos estranhos e você está em todos eles. Disse Jane olhando para baixo, não queria ter aquela conversa, mas a situação havia atingido um nível insuportável. Ela tentava disfarçar e até o momento havia conseguido, mas aqueles sonhos estavam incomodando-a.

—-Que tipo de sonho? Perguntou Loki, que pela primeira vez em sua vida, era inocente.

—-Você sabe exatamente que sonho. Aquele em que você me chama de Sigyn e... Já chega! Só peço que pare! Respondeu a humana, permitindo que algumas lágrimas escorressem por seu rosto. Loki se aproximou lentamente de Jane e segurou o rosto da jovem em suas mãos.

—-Nada disso é culpa minha. Eu não estou manipulando você. O deus olhou no fundo dos olhos da humana, enquanto dizia aquelas palavras, seu rosto estava bem próximo do rosto de Jane. Naquele momento ela soube que o jotun estava sendo sincero e que aquilo era pior do que ela pensava. Se Loki não era o culpado, então só havia uma explicação. O deus estava conquistando um espaço em seu coração. Loki beijou Jane lenta e carinhosamente. A jovem afastou seus lábios do lábios do trapaceiro.

—-Você só está fazendo isso para atingir Thor. A midgardiana se desvencilhou dos braços do jotun e saiu porta afora, precisava espairecer, organizar suas idéias. Jane sempre agia de forma racional e pela primeira vez em sua vida, estava perdendo o controle da situação. Aquilo era assustador.

Notas finais
E aí lindonas, gostaram, não gostaram? Espero comentários, Abrações!!!