Loki and Jane, When I first saw you
23 Capitulo 22 Giorno di San Giovanni
Notas iniciais
"Eu te darei cada único
Despertar da manhã
E, em seguida, deixarei os cabelos
Deslizarem por entre meus dedos
Vou te dar cada único carinho
Ao cair da tarde
Eu já aprendi
A amá-lo sem mais qualquer reserva."
Loki segurou a mão de Jane e ficou um pouco aliviado ao sentir a pulsação dela. O deus olhou para os lados, procurando por ajuda, mas estavam sozinhos em meio ao campo aberto. Correu até a casa dos Foster, chegando lá deu um chute na porta para abrí-la. Os empregados da casa ficaram assustados com o barulho e vieram ver o que estava acontecendo.
—-Madona mia! Vieni, andiamo in camera da letto. Disse Apolônia, fazendo um gesto com a mão para que o deus a seguisse. Chegando no quarto, o jotun depositou a jovem cuidadosamente na cama, mas com o movimento ela acabou acordando. Loki a encarava com uma expressão de pânico.
—-O que aconteceu? Perguntou Jane.
—-Você desmaiou. Respondeu Loki.
—-Outra vez? Perguntou Jane, passando as mãos no rosto. Loki olhou para Apolônia, com uma expressão confusa e em seguida encarou Jane.
—-Não se preocupe, já estou bem. Eu não tenho me alimentado direito, é só isso. Disse Jane sentando-se na cama.
—-Já disse a ela que vai acabar ficando doente. Olha como está magra! Disse Apolônia, com uma certa dificuldade, tentando falar o idioma do estranho visitante. A mulher robusta ficou analisando Loki por um bom tempo. Ele usava uma camisa branca, com um paletó preto e calça da mesma cor, sem gravata. Seus cabelos estavam bastante compridos, quase passando da altura dos ombros. A italiana ficou um pouco desconfiada em relação a aparência exótica do deus.
—-Chi è lui Jane? (Quem é ele Jane?) Perguntou Apolônia, ainda encarando o deus.
—-Loki é um...velho amigo. Vai ficar conosco de agora em diante. Como a maioria dos italianos, Apolônia era extremamente receptiva e calorosa, se aproximou de Loki para abraçá-lo e dar as boas vindas, mas o deus desviou sutilmente, evitando o contato. Ela deu um sorriso meio sem jeito para Jane, que já esperava essa reação de Loki.
—-Amigo é? Não trouxe nenhuma como se diz valigia (mala)?
—-Não, a bagagem dele foi perdida. Mentiu Jane.
—-Seja bem vindo senhor Loki. Vou preparar um quarto de hóspedes para você. Disse Apolonia, o deus apenas assentiu com a cabeça em resposta.
—-Obrigada Apolônia. Respondeu Jane. Antes de sair do quarto, a mulher lançou um olhar desconfiado para o jotun. Loki sentou-se na beirada da cama.
—-Você não é uma midgardiana, não é qualquer coisa que pode lhe provocar um desmaio. Disse Loki, que ainda estava muito preocupado com a saúde de Jane.
—-Não fique assim, eu já estou bem. Não se preocupe mais comigo. Agora me diga, como chegou até aqui? Como soube onde me procurar?
—-Darcy. Respondeu Loki.
—-Eu já devia imaginar. Jane sorriu.
—-Temos um assunto inacabado. Loki queria respostas, precisava saber o ocorreu após a sua saída de Vanaheim.
—-O que quer saber?
—-Tudo. O que aconteceu antes de você...Você sabe.
—-Pensei que estivesse morto. Foi isso. Respondeu Jane, desviando olhar, lembrando daquela triste cena. A sacada diante de si, a voz de sua mãe ecoando em sua mente...
—-Quem lhe disse tal absurdo? Perguntou o deus, observando Jane atentamente.
—-Isso não importa mais. O que importa é que você está vivo, está aqui ao meu lado. Não vamos mais tocar nesse assunto, é muito doloroso para mim.
Embora Jane estivesse muito magoada com Verdandi, ela ainda assim queria proteger sua mãe da ira do deus. Jane deu um selinho em Loki. Ele percebeu que ela estava apenas acobertando a deusa e tentando distraí-lo. O deus pegou sua mão e se inclinou para beijá-la. Apolonia retornou e pigarreou, interrompendo os dois.
—-Senhor Loki, o quarto está pronto.
—-Acompanhe ela. Você precisa descansar um pouco. Mais tarde conversamos. Disse Jane, arrumando o colarinho da camisa do deus. Loki acariciou o rosto de Jane e deu um beijo na testa da jovem. Algumas horas mais tarde Jane acordou, olhou para o relógio e se assustou, já era meio dia. A casa estava muito silenciosa, Apolônia e sua família provavelmente não estavam. Ela foi até o quarto do deus e bateu na porta.
—-Pode entrar! Gritou o asgardiano. Loki estava enrolado em uma toalha, havia acabado de sair do banho.
—-Ai meu deus, eu volto outra hora. Disse Jane se dirigindo a saída. Loki trancou a porta com uso de magia e se aproximou de Jane, que tentava desviar o rosto.
—-Ja me viu usando muito menos que isso. Disse o asgardiano, esboçando um sorriso malicioso. Ouviram batidas na porta. Loki revirou os olhos
—-O que será dessa vez? Perguntou o deus, irritado com as intromissões.
—-Deixa que eu atendo. Disse Jane, abrindo a porta.
—-Telefono cellulare per voi. Apolônia estava na porta, com o celular de Jane na mão.
—-Chi è? (Quem é?) Perguntou Jane.
—-Tua mamma. (Sua mãe)
—-Dice che non voglio parlare con lei. Grazie! (Diga que não vou falar com ela. Obrigada!) Jane disse aquelas palavras e fechou a porta.
—-O que foi? Perguntou o deus, percebendo a expressão irritada de Jane.
—-Minha mãe no telefone. Não quero falar com ela.
—-Nem deve, depois de tudo o que ela fez. Disse Loki, que não iria perder a oportunidade de colocar Jane contra Verdandi.
—-Bem eu tinha vindo apenas lhe avisar que o almoço está pronto. Te espero lá embaixo. Disse Jane, antes de sair do quarto.
Apolônia, seu esposo Pepe e seu filho Paolo também estavam a mesa, eles falavam gesticulavam e gritavam durante a refeição. Misturavam inglês e italiano. Jane se divertia com a cena, enquanto Loki parecia não gostar nada daquilo. Na visão do deus aquilo era inadmissível, sentar-se a mesa com a criadagem. Se perguntava como havia descido tão baixo. A mesa estava muito bem posta, com macarrão, salame, pães, vinhos, havia muita fartura.
—-Hoje é dia de San Giovanni. Vai ter uma grande festa na cidade. Você vai, não é? Apolonia perguntou para Jane. A midgardiana olhou para Loki, que sacudiu a cabeça em negação.
—-Agradeço o convite, mas infelizmente não posso ir. Jane não estava em clima de festa, reviver seu passado fora uma experiência desgastante. Logo depois do almoço a vanir e Loki, seguiram para o jardim da fazenda.
—-Tenho uma surpresa para você. Disse Jane, puxando Loki pela mão. Andaram um pouco até chegar na frente de um grande galpão.
—-Chegamos! E então o que achou? Estavam em um estábulo, com cavalos árabes, quarto de milha, puro sangue inglês, andaluz, dentre outras raças.
O deus ficou observando os animais com certa admiração. Era bom ter algo que lembrasse sua terra natal, Loki escolheu um quarto de milha negro, que era bem semelhante ao seu alasão asgardiano. Jane montou um cavalo árabe branco. Os dois cavalgaram sem destino pela vasta propriedade da família Foster. Quando chegaram a beira de um lago, já estavam exaustos e resolveram fazer uma parada. Jane sentou-se no chão e Loki descansou sua cabeça no colo da midgardiana. Ela ficou acariciando os cabelos do deus, ficaram assim por um bom tempo até que Loki quebrou o silêncio.
—-O que será que aconteceu com Njord? Jane já havia se feito a mesma pergunta por diversas vezes.
—-Só uma pessoa pode me dar essa resposta. Respondeu Jane, assumindo uma postura séria. Em seguida Jane mudou de assunto, não queria falar mais das suas tristes memórias, queria falar apenas das boas lembranças.
—-Lembra daquele jantar em Asgard, quando nos vimos pela primeira vez?
—-Como poderia esquecer.
—-Foi amor a primeira vista não foi. Disse Jane apertando a bochecha do deus.
—-Na verdade não, enquanto eu a observava ficava pensado: Nunca vi uma garota tão desastrada. Você derrubou quase toda a prataria. Disse Loki sorrindo debochadamente. Jane ficou boquiaberta.
—-Como ousa mentir? Eu derrubei apenas um talher e foi porque você ficava me olhando o tempo todo, me deixou nervosa.
—-Sei que causo esse efeito em você. Disse o deus, se aproximando dos lábios de Jane. Era verdade, o trapaceiro conseguia deixá-la completamente atordoada, bastava se aproximar ou tocá-la que Jane perdia o controle da situação. O deus a beijou lenta e despreocupadamente.
—-Já sabemos onde essa conversa vai terminar. É melhor voltarmos para casa. Disse Jane ainda ofegante. Loki sorriu enquanto ela se afastava, satisfeito com a atrapalhação da jovem. Quando chegaram já estava escuro, não havia mais ninguém na casa. Apolônia, Pepe e Paolo foram para a Festa de San Giovanni.
—-Eu vou tomar um banho, prometo não demorar. Disse Jane. Loki ficou observando a vanir subir as escadas. Sorriu maliciosamente admirando o movimento dos quadris da jovem. Do alto das escadas a humana lançou um último olhar para o deus, algo que ele entendeu como um convite. Jane tomava banho na banheira de sua suite, com muitos sais de banho. Ouviu passos lentos, que ficavam cada vez mais ruidosos a medida que o asgardiano se aproximava.
—-Não se bate mais na porta? Perguntou Jane ao ver Loki diante de si.
—-Não na porta do quarto da minha futura esposa.
—-Do... do que está falando?
Loki se agachou para ficar mais próximo de Jane, pegou a mão da jovem, tirou do dedo dela o anel de noivado dado por Thor e colocou o antigo anel de esmeraldas no dedo anelar da humana. Ela ficou admirando a própria mão. Em um impulso, Jane beijou o deus e o puxou para dentro da banheira com roupa e tudo. Quando finalmente separaram os lábios, Loki ficou sentado em frente a humana, de costas para ela, com sua cabeça apoiada no ombro direito da jovem. Jane desabotoou a camisa do asgardiano o envolveu em seus braços, passava o sabonete vagarosamente pelo peitoral do deus, que estava de olhos fechados, desfrutando as caricias da amada.
—-Tudo está tão perfeito, que eu chego a ter medo. Sinto que a qualquer momento algo ruim vai acontecer. Temo por você. O que será de nós quando Thor souber a verdade. Loki se virou para Jane e a encarou.
—-Ouça-me Sigyn. Esse é um problema que eu vou resolver. Não quero que se preocupe com isso, me entendeu? Disse Loki, segurando o rosto de Jane, que apenas assentiu com a cabeça em resposta.
Percebendo o clima tenso da conversa, Loki sujou o rosto dela com espuma, Jane não pode conter um sorriso. Jane o abraçou como se nunca mais fosse soltá-lo, não conseguia parar de pensar em como Thor reagiria ao saber de tudo.
A jovem olhou direto para o rosto do deus. Ele parecia ficar cada dia mais belo. Sua pele extremamente pálida, contrastava com o tom dos seus longos cabelos negros e o verde cristalino de seus olhos. Jane acariciou o rosto do asgardiano, com as costas da mão direita em seguida passou seu polegar, contornando os finos lábios dele. Em um movimento rápido, Loki pegou Jane no colo, tirando-a da banheira, estava totalmente molhados. Ela entrelaçou suas pernas ao redor da cintura do deus, que a conduziu até a cama. Jane puxou as calças que Loki ainda vestia, ela o despiu com pressa e violência, o asgardiano nunca se sentira tão desejado.
O deus esboçou um sorriso satisfeito. Como a maioria das mulheres grávidas Jane estava mais sensível ao toque e demais estímulos, pois um turbilhão de hormônios percorria seu corpo. Ele a beijou, de maneira lenta e demorada, deixando-a sem fôlego. O deus se colocou sobre Jane. Loki desferiu beijos pelo rosto da midgardiana, até chegar ao pescoço, percebeu que ela estremecia a cada toque. A humana passou suas mãos nas costas do deus delicadamente, chegando até a nuca de Loki. Jane puxou os cabelos do asgardiano, fazendo com que ele deixasse sua cabeça pender para trás e deu uma leve mordiscada em seu pescoço. Ela estava mais ousada, o que deixou o deus ainda mais excitado.
Jane se sentou no colo do asgardiano, puxando-o para mais junto de si, precisava sentí-lo, tocá-lo. Beijaram-se mais uma vez, um beijo selvagem e repleto de desejo. Loki acariciou os seios de Jane, que estavam intumescidos, beijava e apalpava-os. Não aguentando mais, Loki se colocou novamente sobre o corpo de Jane e a penetrou, segurando a cintura da jovem, para controlar o ritmo das penetrações. Jane arranhou as costas de Loki com força, mas não a ponto de machucá-lo, soltando um gemido que não pode conter. Aquilo era música aos ouvidos do deus, que também não conseguiu conter seus gemidos. O ritmo das penetrações fora aumentando aos poucos até que ambos chegaram ao ápice.
A midgardiana repousou nos braços do deus, se sentia tão protegida, como se nada pudesse atingí-la. Finalmente Sigyn pudera desfrutar da tão sonhada paz, que só encontrara ao lado de Loki. Ela adormeceu em seguida, se sentia muito cansada, a gravidez estava deixando-a exausta. Em seguida Loki também dormiu.
Na manhã seguinte Jane acordou com um imenso sorriso no rosto, que logo se desfez porque sentiu um enjoo. Jane se vestiu e desceu as escadas.
—-Apolônia. Você não tem algum chá ou remédio para enjoo, sei lá acho que foi algo que comi e não me fez bem. Apolonia ficou pensativa, analisando Jane por alguns segundos.
—-Dio santo! Come non notato prima? Tu sei incinta! (Santo Deus! Como não percebi antes? Você está grávida!) Gritou Apolonia sacudindo Jane pelos braços e em seguida beijando o rosto da jovem, que estava estática. Jane nada disse, saiu porta afora, completamente desnorteada. Com o escandalo feito por Apolônia, Loki acabou acordando.
Quando Jane abriu a porta, viu que Verdandi se aproximava. Jane não tinha para onde fugir, teria que confrontar sua mãe finalmente.
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