Loki and Jane, When I first saw you
24 Capitulo 23 Oh Death
Notas iniciais
Verdandi e John vieram ao encontro de Jane. A deusa abraçou a filha, que sequer se moveu.
—-Precisamos conversar. Disse John. A midgardiana deu as costas para ambos e saiu, o pai e a mãe de Jane seguiram-na. A jovem entrou no escritório e fez um gesto para que eles entrassem também, em seguida Jane fechou a porta. Loki se vestiu e saiu a procura de Jane, ouviu vozes conhecidas, vindas do escritório. O deus ficou ouvindo atrás da porta.
—-Por que nunca me disseram nada? Por que? Gritou Jane.
—-Eu não tenho muito tempo, apenas me ouça. A voz da deusa transparecia desânimo e cansaço. A midgardiana percebeu que sua mãe não estava bem.
—-Estou ouvindo. Respondeu Jane, que conteve sua raiva, ao ver a expressão angustiada de sua mãe.
—-Eu quero partir sabendo que você está bem. Quero ir embora tranquila. Disse a deusa do destino. John estava ao lado de Verdandi, com suas mãos sobre os ombros da deusa, que estava sentada em uma cadeira.
—-Partir para onde? Do que está falando? Perguntou a filha da deusa.
—-Nunca lhe disse nada, porque fiz um acordo com Hela. Ela permitiu que você voltasse a vida, mas você não poderia saber de nada, assim que descobrisse eu morreria. Respondeu Verdandi. Jane ficou pensativa deu alguns passos até o sofá, sentou-se e levou as mãos a cabeça. Sempre que ela achava que as coisas não poderiam ficar piores, algo terrível acontecia. A jovem parecia estar vivendo um pesadelo sem fim.
—-Mas eu já lembrei de tudo... Jane disse, após pensar no que sua mãe acabara de contar-lhe.
—-Também não sei como estou viva ainda. De uma coisa tenho certeza, Hela tarda mas não falha, minha morte é só uma questão de tempo. Sua mãe iria partir no momento em que mais lhe faria falta.
—-Agora me escute, precisa ser forte. Quero que volte para Vanaheim e assuma o seu lugar como rainha. Disse Verdandi segurando Jane pelos braços e olhando no fundo dos olhos dela.
O mundo de Jane estava desmoronando sobre sua cabeça, as coisas não poderiam piorar. Tudo girava em sua mente: lembranças, gravidez, morte, trono... Nesse momento o deus entrou na sala. Os três voltaram seus olhares para o jotun. Loki olhou direto para Verdandi. John estendeu sua mão para o deus, o pai de Jane estava muito tenso. Quando o trapaceiro tocou a mão de John, as mãos de ambos ficaram azuis.
Loki ficou observando a tonalidade da pele de John, o deus encarava o pai de Jane com certa admiração. Naquele momento o asgardiano entendeu que Jane era uma mestiça e soube porque se sentia tão atraído por ela. Rapidamente os dois afastaram-se. Jane e Verdandi não perceberam nada.
—-É bom que esteja aqui Loki. Jamais vou entender o que Jane viu em você, mas não vou cometer o mesmo erro do passado. Dessa vez vou respeitar a vontade dela. Embora eu tenha certeza de que ela vai se arrepender dessa decisão... Quero que contem tudo para Thor o mais rápido possível e formalizem as coisas. Verdandi disse em um tom firme e decidido. Loki amava Jane, mas já havia pensado na conveniência dessa união, nada melhor do que unir o útil ao agradável.
—-E Njord? Perguntou o asgardiano.
—-Ele está morto. Já estava velho e doente, veio a minha procura e quando me viu ao lado de John, ele o desafiou para um duelo. John não teve escolha, matava Njord ou seria morto. John não disse uma só palavra, estava preocupado com Verdandi, sabia que a morte da deusa era iminente.
—-Quem é o meu verdadeiro pai? Perguntou Jane.
—-John. Nos conhecemos antes que eu me casasse com Njord. Por inúmeras circunstâncias acabamos nos afastando e eu me casei com o rei de Vanaheim. Todos ficaram em silêncio, Jane não queria fazer mais nenhuma pergunta, tinha medo das respostas. Repentinamente Verdandi se levantou em um movimento brusco, que assustou John. A deusa começou a andar de costas em direção a porta, que dava acesso a sacada.
—-Não, não! Eu não vou com você! Por favor, me deixe ficar um pouco mais. Verdandi desferia socos no ar, como se estivesse lutando com alguém. Hela vinha em direção a deusa, mas apenas a mãe de Jane podia vê-la. A deusa de Helheim usava um vestido preto, tinha a pele extremamente pálida e seus olhos que eram azuis, assumiram um castanho intenso, estavam quase negros. Trazia um cajado em sua mão direita, ela apontou o objeto para a deusa do destino.
—-Chegou a hora do acerto de contas. Disse a deusa de Helheim, com seu habitual sorriso irônico.
—-O que está acontecendo, quem está aqui? Perguntou Jane.
Loki segurou a midgardiana evitando que ela se aproximasse da mãe. Pouco a pouco a pele de Verdandi ficava enrugada e frágil, seus cabelos foram ficando grisalhos até que estavam tão brancos quanto a neve. Sua postura sempre elegante foi ficando encurvada, andava com dificuldade. A deusa olhou para as próprias mãos envelhecidas e entrou em desespero, ela estava definhando lentamente. Verdandi continuava a caminhar de costas, se afastando de Hela que vinha em sua direção.
Quando chegou na sacada a deusa de Helheim mais uma vez estendeu o cajado na direção da deusa do destino, que foi arremessada. Verdandi conseguiu se segurar em um pilar. John correu para ajudá-la, mas a deusa tentava soltar a mão do esposo, Verdandi não queria continuar viva com aquela aparência. Jane tentou correr em direção a sacada, mas Loki a abraçou por trás, impedindo-a novamente. A jovem tentou se desvencilhar dos braços do deus, mas era inútil, acabou se entregando aquele abraço, sendo confortada por Loki.
—-Me deixe ir. Verdandi implorou ao esposo.
—-Não! Gritou John, ao sentir que as mãos de Verdandi deslizavam lentamente por seus dedos. Quando a deusa finalmente chegou ao chão, o pai de Jane correu até o jardim. A deusa do destino estava deitada no gramado, tinha a aparência de uma pessoa muito idosa, com os cabelos brancos desalinhados e o rosto repleto de rugas e linhas de expressão. Estava com os olhos abertos e arregalados, com o pânico estampado em sua face.
—-Por favor me solte, eu preciso vê-la. Jane suplicou.
Loki respeitou a vontade dela, mas a seguiu, temia a reação da jovem. Jane ficou ainda mais desesperada, ao ver o estado do pai. John estava com o corpo de Verdandi em seus braços, inconformado, sabia que aquilo iria acontecer, mas não estava preparado. Verdandi era o grande amor de sua vida, a deusa era sua amante, amiga, sócia, companheira, era o seu braço direito em tudo. Jane nunca tinha visto seu pai tão fragilizado. John fechou os olhos da esposa e depositou um beijo terno em seus lábios, aquele seria o último.
Ficaram ali por longos minutos. Loki apenas observava tudo, um pouco afastado dos dois, ele era o único que não fora atingido com a perda. O deus mal conseguia esconder sua satisfação, caminhou a passos lentos até o corpo e lançou um olhar vitorioso para o cadáver. Jane ficou ajoelhada diante do corpo, estava inerte, perdida em seus pensamentos, se culpava infinitamente.
—-Ela se foi Sigyn, não há mais o que fazer. Disse Loki, enquanto a ajudava a se levantar.
—-Voltem para New York, eu cuido de tudo. O pai de Jane disse, sem olhar para ela. Não queria que sua filha o visse naquele estado, estava chorando. Se sentia fraco e impotente. A midgardiana assentiu com a cabeça, enxugando as lágrimas de seu rosto e deu as costas para John.
—-Vamos para casa. Disse Jane se dirigindo ao deus. Loki a abraçou e seguiram juntos até o quarto. Ela arrumou suas malas rapidamente e os dois foram para o aeroporto. Seguiam em direção ao portão de embarque.
—-Seu passaporte por favor. Disse a atendente, sorrindo gentilmente. O deus entregou o documento solicitado. A moça analisou o passaporte, digitou algo no teclado do computador e lançou um olhar desconfiado para o asgardiano.
—-Por gentileza, me acompanhem. Jane olhou para Loki com uma expressão assustada, suas mãos estavam suando.
—-Mantenha a calma e aja naturalmente. Disse Loki no ouvido de Jane. Andaram por um longo corredor até chegar a sala do gerente, responsável pelos voos internacionais. Era um homem de estatura mediana, calvo e um pouco acima do peso. Loki ficou analisando o local, estava verificando se havia alguma câmera, o deus percebeu que não havia sistema de monitoramento na sala.
—-Entrem, sintam-se a vontade. Aceitam uma xícara de café? Perguntou o senhor Rosseto.
—-Não, obrigada. Respondeu Jane. Loki observava o homem atentamente.
—-Senhor Loki Foster. Bem, vamos ser francos e diretos, esse passaporte é falso. Não temos nenhum registro com essa numeração no sistema, muito menos com seus dados. Não posso permitir o embarque, a menos que...
—-A menos que o que? Perguntou Loki.
—-Bem, eu corro alguns riscos caso autorize o seu embarque senhor Loki, se é que esse é o seu nome. Jane abriu sua bolsa e tirou um talão de cheques da carteira.
—-De quanto o senhor precisa, para minimizar os tais riscos? Questionou a jovem, enquanto assinava o cheque. Loki ainda não havia percebido que estavam sendo chantageados, quando se deu conta, tirou a caneta da mão da vanir.
—-Essa é uma conversa de cavalheiros. Me espere lá fora. Disse Loki, em seu habitual tom contido e frio. Jane resolveu deixar tudo por conta do deus, estava sem cabeça para lidar com aquilo. A jovem saiu, deixando os dois a sós.
—-Pois bem, senhor Loki, o senhor tem alguma oferta a me fazer? Perguntou o funcionário corrupto.
—-Oferta? O deus sorriu cinicamente.
—-Tenho uma proposta irrecusável. Respondeu Loki.
—-Estou ouvindo. O homem esboçou um sorriso malicioso.
—-Você vai pegar o aparelho telefônico e vai avisar aquela serviçal que nos trouxe aqui, que eu e Jane estamos autorizados a embarcar, sem receber nada em troca. Loki disse em uma voz baixa e calma, que soou bastante intimidadora.
—-Por que eu faria isso? Perguntou o gerente. Havia um porta retrato na mesa do Sr. Rosseto, na foto estavam dois meninos, que aparentavam ter uns dez anos no máximo e uma mulher, que abraçava as crianças. Loki pegou a foto e ficou olhando em seguida desviou o olhar, encarando o homem ganancioso.
—-Vejo que utiliza uma aliança, esses devem ser sua mulher e filhos. Você vai autorizar o embarque, porque se o avião decolar e eu não estiver naquele voo, não haverá lugar onde você e sua família possam se esconder. Loki segurou o senhor Rosseto pelo pescoço e o ergueu com apenas uma de suas mãos. Antes que o homem pudesse gritar, Loki colocou sua mão livre sobre a boca dele, contendo seus gritos. Com o uso de magia, o deus arremessou o porta retratos na parede, fazendo com que o vidro e a moldura se despedaçassem. O homem tinha uma expressão de pavor. Loki o soltou e o Sr. Rosseto pegou o telefone rapidamente. O homem balbuciou algumas palavras em italiano, permitindo o embarque.
—-Lembre-se do que eu disse. Loki falou, antes de sair da sala. Jane estava o esperando do lado de fora, ela ficara apreensiva.
—-O que você fez com ele?
—-O que importa é que o embarque foi autorizado. Vamos? O deus passou seu braço direito pela cintura dela e sairam. Chegaram em New York horas depois. Seguiram direto para o enterro. Jane usava um vestido preto simples, com mangas compridas, sapatos de salto, da mesma cor. O deus também estava vestindo um terno preto, em sinal de luto. Ambos usavam óculos escuros. As pessoas vinham até Jane lhe dar os pesames. Darcy ficara sabendo, estava acompanhada por Erik, os dois vinham na direção de Jane.
—-Aquele não é o...? Perguntou Erik, dando meia volta.
—-Sim, é ele mesmo e você vai ficar exatamente onde está.
—-Ele não estava preso? Que diabos está fazendo aqui? Perguntou Erik, Darcy revirou os olhos.
—-É por isso que Jane não tem ido ao laboratório, ela é baba dele agora. Faça como eu, ignore-o. Estamos aqui por Jane.
—-Oh, Darcy. Jane abraçou a morena e em seguida Erik a abraçou. De repente Loki ficou tenso, parecia nervoso, estava incomodado com algo. Jane olhou na direção em que Loki olhava fixamente. A jovem viu Tony Stark e Pepper. Verdandi e John eram patrocinadores de algumas das pesquisas das indústrias Stark.
—-Tony Stark está aqui? Eu sei que trouxe uma caneta, deve estar por aqui em algum lugar. Disse Darcy revirando sua mochila.
—-Meus pesames. Disse Tony, não tirando os olhos de Loki.
—-Então homem rena, você por aqui?
—-Por favor, agora não Tony. Retrucou Pepper, contendo Stark.
—-Não é muito apropriado me provocar sem a sua armadura, homem de lata. Respondeu Loki, sem esboçar emoção alguma.
—-Onde está Thor? Perguntou Tony, olhando ao redor.
—-Ele não veio, acho que ainda não soube. Respondeu Jane.
—-Entendo. Mas qual foi a causa da morte mesmo? Perguntou o homem de ferro.
—-Ataque cardíaco. Jane disse a primeira coisa que veio a sua mente.
—-Estranho, para uma pessoa tão jovem quanto ela. Aliás, eu a conheço a uns dez anos e ela sempre teve a mesma aparência.
—-Meus pesames Jane. Foi uma perda lastimável. Agora vamos falar com John. Disse Pepper, puxando o homem de ferro pela mão, ela sabia exatamente onde ele queria chegar. Jane respirou fundo, aliviada por ter se livrado de Stark.
—-Me esperem aqui, vou ver se consigo um autógrafo. Disse Darcy, correndo atrás do homem de ferro. Erik lançou um olhar sem graça para Jane e Loki.
—-Eu acho que vou com ela. Espero que fique bem Jane. Erik abraçou a jovem mais uma vez.
—-Obrigada por ter vindo.
—-É para isso que servem os amigos. Erik disse antes de sair. A midgardiana caminhou a passos lentos até a cova de Verdandi.
—-Adeus! Jane lançou uma rosa vermelha em direção ao caixão. Uma lágrima solitária rolou por seu rosto. A humana lançou um último olhar para John e saiu, não aguentaria mais um segundo daquilo, não tinha forças para ficar até o final. No fim do dia Jane estava exausta. Ela e Loki finalmente chegaram em casa. A humana comeu algo e tomou um longo banho.
Algum tempo depois Jane foi até o piano, que ficava na sala. Dedilhou o instrumento delicadamente, tocava uma melodia lenta e triste, a preferida da sua mãe. Uma recordação veio imediatamente a mente da jovem.
"--Jane sempre foi uma exímia pianista. Disse Verdandi colocando suas mãos sobre os ombros da menina, que tocava para alguns convidados, durante um jantar organizado pela deusa. Naquela época Jane devia ter uns 11 anos no máximo. A mãe de Jane não perdia a oportunidade de se vangloriar pelos dotes artísticos da filha. Verdandi tentava fazer tudo diferente, fazia de tudo para consertar os erros do passado.
—-Onde ela aprendeu a tocar tão bem assim? Perguntou a convidada que estava próxima ao instrumento, admirando Jane com certo encantamento.
—-Ela aprendeu quando ainda morávamos em Van... Vancouver. Verdandi sorriu um pouco sem graça, por pouco não falou o nome do reino próximo de Asgard. Mesmo tocando Jane tentava se concentrar na conversa, gostava de ouvir os elogios. Se perguntou porque sua mãe estava mentindo, elas nunca moraram no Canadá."
Loki se aproximou da humana e colocou suas mãos nos ombros da jovem.
—-Vamos para a cama. Precisa descansar. Loki sussurou no ouvido de Jane. A midgardiana abaixou a tampa das teclas do piano e acompanhou Loki até o quarto. Jane e Loki estavam deitados, ela estava com a cabeça apoiada no peitoral do deus.
—- Você vai voltar para Vanaheim comigo?
—-Assim que eu resolver o meu problema com Odin, voltaremos para lá. Vai ser mais difícil se livrar de mim do que você pensa. Loki sorriu e beijou a testa da midgardiana. Jane retribuiu o gesto, um pouco desanimada. Ela queria contar sobre a gravidez para Loki, mas não sabia se aquele era um bom momento. Decidiu que não estava pronta. Ela estava muito cansada e acabou adormecendo minutos depois.
No meio da noite Jane acordou, estava suada e ofegante. Teve um pesadelo com Verdandi. Suas lembranças continuavam a lhe assombrar. Olhou para o lado e Loki não estava. Ela vestiu um robby e saiu a procura do deus pela casa. Jane ouviu a voz do asgardiano, mas a outra voz ela não conseguiu identificar. Foi até a varanda e ficou espiando por uma fresta que havia na janela, que estava entreaberta.
Loki conversava com um homem encapuzado, quando ele se virou Jane pode ver que seu rosto era completamente desfigurado, certamente não era humano.
—-Está recebendo uma segunda chance para mostrar sua lealdade. Disse Other.
—-O que me pede é quase impossível. Como vou descobrir o segredo do cofre, só Odin sabe como abrí-lo.
—-Sua querida mãe deve saber também. Se você não descobrir por bem, eu faço com que ela me diga por mal.
—-Sabe que não me importo com ninguém, não tente me chantagear. Vou lhe dar o que me pede, mas é porque quero mostrar ao mestre que pode confiar em mim.
—-É bom que não cometa erros, pois se falhar nessa missão, eu acabo com a tal Jane.
—-Eu não vou falhar, mas Jane não significa nada para mim. Ela é apenas o caminho mais rápido para o trono de Vanaheim.
—-Por isso o mestre o escolheu, você é como nós. Ambos ouviram um estrondo.
—-Agora vá logo. Não ouviu o trovão? Thor está a caminho.
—-Nossa conversa ainda não acabou. Quando eu voltar espero que tenha algo para mim. Disse Other segurando o queixo de Loki, antes de sumir do campo de visão do deus. Dentro de instantes Thor estava parado diante do irmão. Jane encostou suas costas na porta e foi deslizando lentamente até chegar ao chão, havia ouvido o suficiente, descobriu que algumas vezes a decepção pode ser até mais dolososa do que uma perda. Olhou para o seu ventre e depositou sua mão direita ternamente, percebeu que não contar nada a Loki fora uma atitude sabia.
—-Como pude demorar tanto para vê-lo sem sua máscara. Jane sussurrou para si mesma, sua voz era trêmula e falhada. Seu rosto fora inundado pelas lágrimas.
Pensava que pela primeira vez Verdandi estava certa, quando disse que ela iria se arrepender de sua decisão.
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