Loki and Jane, When I first saw you
6 Capítulo 5 A visita de Frigga
Notas iniciais
Após as revelações da deusa, foi inevitável que Loki ficasse recordando o passado:
“Em Vanaheim, Isys recebeu o convite do baile de Asgard. A criada correu para mostrar o envelope a Sigyn. A princesa estava triste em seu quarto, olhava pela janela com um olhar distante, como se sua mente estivesse a quilômetros dali. E realmente estava, seu pensamento estava mais precisamente na terra de Odin.
—-Veja o que acabou de chegar. Disse Isys sacudindo o papel que tinha na mão.
—-O que é? Perguntou Sigyn, com a voz fraca e desanimada.
—-Leia, veja você mesma. Disse a serva com um largo sorriso.
A princesa pegou o envelope negro com letras douradas e não conteve a alegria ao ver que era o convite para o baile. Sigyn abraçou Isys e começou a pular de tanta felicidade, a vanir deu um grito e em seguida colocou a mão na boca, arrependida pelo barulho que fez. "Um baile" pensou a princesa, deslumbrada com a idéia. Sigyn nunca ia a lugar nenhum e quando ia estava acompanhada por sua mãe, que não deixava que ela saísse do seu lado. A princesa também não conversava com ninguém, ficava geralmente sentada em um canto, vendo as jovens da sua idade se divertirem. Nesse momento Verdandi abriu a porta com violência.
—-Que barulho é esse. O que está acontecendo aqui? Perguntou a deusa do destino aos berros.
—-Não é nada mamãe, me desculpe. Disse Sigyn, naquele momento a princesa lembrou que sua mãe jamais lhe daria permissão para que fosse até Asgard.
—-Deixe me ver o que é isso. Disse a deusa, puxando o envelope das mãos da filha.
—-Um baile? Em Asgard? Pode esquecer e volte as suas lições, continua péssima em elfdaliano. Venha Isys deixe-a estudando. Disse Verdandi puxando a criada pelo braço.
Toda vez que Verdandi agia daquela forma ríspida e grosseira, a tristeza invadia o coração da jovem. Ela não sentia raiva ou ódio da mãe, um coração tão puro como o seu era incapaz de ter tais sentimentos. Mas sentia uma melancolia profunda, ter conhecido Loki havia dado um sentido a sua vida, uma motivação. Verdandi estava tentando afastá-la da única coisa boa que tinha acontecido em sua existência deprimente e solitária.
Em Asgard, o deus cruzou com Frigga em um dos corredores do palácio.
—-Já enviaram o convite para a corte de Vanaheim? Perguntou Loki em um tom desinteressado. Mas Frigga percebeu o interesse implícito naquela pergunta.
—-Enviei endereçado a Njord e família, mas eles não confirmaram presença.
—-Seria bom que fizesse uma visita a Verdandi. Disse o deus, ainda parecendo despreocupado.
—-Esse seu interesse repentino não tem nada a ver com Sigyn, tem? Perguntou Frigga com um sorriso nos lábios. A deusa conhecia muito bem seu filho e já havia percebido os olhares que Loki lançava para a princesa.
—-Talvez. Respondeu o trapaceiro, dando um sorriso malicioso, como sempre fazia.
—-Saiba que tem meu consentimento. Sigyn é uma moça maravilhosa, faria muito gosto em tê-la como nora. Disse Frigga segurando as mãos de Loki.
O deus apenas assentiu com a cabeça e saiu, sabia que Verdandi não teria coragem de recusar um pedido pessoal de Frigga, a deusa do destino se sentiria obrigada a comparecer ao evento. Mais tarde a esposa de Odin foi até Vanaheim, a deusa foi muito bem recebida por Verdandi.
—-Que prazer em vê-la. Como tem passado? Disse a deusa do destino, dando um abraço apertado em Frigga.
—-Estou muito bem e você? Recebeu o convite que lhe enviei? Perguntou Frigga.
—-Recebi, mas receio não poder estar presente. Disse Verdandi, ficando subitamente séria.
—-Me desculpe a indiscrição, mas por que não irá?
—-Tenho tido algumas desavenças com Sigyn, digamos que ela esteja de castigo.
—-Ela não é mais nenhuma criança para ser castigada e Odin faz questão da presença de toda a sua família. Sabe como ele fica quando se sente contrariado. Disse Frigga, tentando persuadir a deusa do destino.
—-Farei o possível para comparecer. Respondeu Verdandi se sentindo encurralada, não podia fazer uma desfeita ao pai de todos.
A deusa sabia que aquela visita tinha o dedo de Loki, o trapaceiro sempre conseguia o que queria. Sigyn observava tudo do alto das escadas, a vanir correu para o seu quarto, antes que a mãe percebesse sua presença.
—-Eu preciso ir, ficaríamos honrados com sua presença no baile. Concluiu Frigga, que em seguida se despediu de Verdandi e partiu para Asgard. A deusa do destino teve um péssimo pressentimento ao aceitar o convite, sentia que algo de ruim aconteceria naquela noite, algo que ela não poderia evitar.
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