Loki and Jane, When I first saw you

33 Capítulo 32 De volta a masmorra


Notas iniciais
Eae garotas!!!! Segue o penúltimo capítulo da fic. Muitíssimo obrigada a todas que estão lendo, acompanhando, comentando... Agora falta pouco, nossa saga finalmente está chegando ao fim. A musica do capítulo é Sonho Lindo, do Paulo Ricardo. Musiquinha velha demais, mas eu adoro esse lance retrô. kk https://www.youtube.com/watch?v=h-YWiaDUxkg Bem, por enquanto é isso. Espero realmente que gostem e boa leitura

No caminho de volta para casa, Sigyn ficou pensando em como iria roubar as jóias do deus. Quando a vanir chegou no palácio, andou apressadamente até o seu quarto e ficou feliz por não cruzar com o esposo. Sigyn estava com medo do trapaceiro. Minutos depois, a jovem se assustou com brusca entrada do jotun. O deus trazia uma expressão vazia, parecia cansado e abatido, como se estivesse há muito tempo sem domir. Loki caminhou despreocupadamente pelo comodo, indo até a sacada. O asgardiano estava com as mãos sobre o parapeito, observando a vastidão de seu reino.

—-Onde esteve pela manhã? Perguntou sem olhar para a esposa.

—-Fui cavalgar, precisava ficar sozinha. Sigyn gaguejou ao dizer aquelas palavras. Loki sorriu, o deus já sabia a resposta, mas estava se divertindo com o pânico no rosto da vanir.

—-Sabe Sigyn... O deus deu um sorriso desanimado e continuou. A sua ingenuidade é uma virtude que eu aprecio. Também gosto da sua total incapacidade de mentir, ou esconder qualquer coisa, talvez essa seja a sua maior qualidade. O deus tocou o rosto da esposa delicadamente, enquanto ela o encarava, assustada. Sigyn não estava gostando nada do rumo daquela conversa.

—-Vou lhe dar uma segunda chance, não minta para mim. O deus disse calmamente.

—- O que Thor queria com você? O rei berrou. Loki havia descoberto tudo, questionou Isys, usando a pedra da mente. Sigyn nada respondeu, apenas sentiu as lágrimas quentes rolarem por seu rosto. O deus se aproximou dela, tomado pela ira. Loki sacudiu Sigyn
pelos braços.

—-Agora entendo porque não quis dormir comigo! Está se deitando com aquele maldito!

—-O que? Não, nunca. Como pode duvidar da minha honra? Perguntou Sigyn aos prantos.

Loki ergueu a mão, como se fosse agredí-la. Sigyn levou uma das mãos ao ventre e a outra na altura do rosto, protegendo-se. O deus não teve coragem de machucá-la, por maior que fosse sua ira, Sigyn ainda carregava um filho dele. O rei a jogou na cama com violência, saiu do quarto e trancou a porta. Sigyn sentou-se no chão, encolhida, com a cabeça encostada nos joelhos e os braços ao redor do próprio corpo. Loki deixou dois guardas de prontidão em frente ao quarto, para se certificar de que ela não iria fugir.

Quando o rei desceu as escadas, fora surpreendido pela presença de Thor e os quatro guerreiros, que estavam aguardando-o na sala do trono.

—-Que surpresa mais agradável! Exclamou Loki em um tom debochado.

O trapaceiro abriu sua mão e a jóia do tempo se materializou. Loki queria voltar minutos atrás, para poder preparar seu exército, mas fora impedido pelo deus do trovão. Thor arremessou o mjolnir na mão do deus, lançando a pedra a metros de distância, perto de Lady Sif. Em um movimento rápido, Loki conseguiu tocar Frandal com o cetro que continha o tesseract.

Volstagg começou a combater Frandall, que veio em sua direção, enquanto Thor, Sif e Hogun se ocupavam com o deus da trapaça. Loki lutou bravamente, levando em conta sua desvantagem, mas no meio da luta, o deus perdeu o tesseract. Sif era a mais ágil de todos os guerreiros ali presentes, acabou recuperando a pedra da mente.

—-Eis que o feitiço vira contra o feiticeiro. A guerreira proferiu aquelas palavras ao encostar o cetro em Loki.

Horas depois o deus estava mais uma uma vez sendo conduzido para a sala do trono, não fazia a menor idéia de como fora parar lá, seria julgado novamente. Estava tão perplexo com tudo que acontecera que nem prestou atenção as palavras do pai de todos. Odin fez um longo discurso, dizendo como estava decepcionado e por fim decretou a sentença. Frigga chorava copiosamente, quando foi até o filho. Loki fora condenado a prisão por tempo indeterminado, a verdade é que Odin jamais esperava por aquilo, nem ele sabia o que fazer com o filho.

—-Vou falar com seu pai, você não pode ficar preso, ainda mais agora que Sigyn espera um filho seu. Loki fechou os olhos e lembrou-se da jovem, parecia não acreditar em tudo o que tinha feito com ela.

—-Precisa trazê-la para Asgard. Quero vê-la.

—-Ela não foi encontrada no palácio.

—-Como assim? Onde Sigyn está? Loki perdeu toda a calma e frieza que aparentava. Frigga nada respondeu, não sabia o que dizer.

—-Tirem-no daqui. Ordenou odin. O trapaceiro lançou um olhar carregado de rancor para o pai de todos, antes de ser conduzido até sua cela.

Horas antes, Sigyn estava decidida a ir até Midgard, iria encontrar seus pais. Após a briga com o esposo, a jovem amarrou alguns lençóis, de modo que aquela corda improvisada atingisse o solo do jardim. Prendeu a "corda" em um dos pilares da sacada, olhou para baixo, sentiu uma vertigem ao ver toda aquela altura, mas mesmo assim desceu bem devagar. Ela pegou um dos cavalos do estábulo e se encaminhou para a bifrost.

—-Sigyn! O que faz aqui? Perguntou o guardião da ponte do arco íris.

—-Preciso ir para Midgard, sei que você sabe onde meus pais estão. Preciso encontrá-los. Sigyn estava perdida e desesperada.

—-Não consigo ver Njord, mas sei onde Verdandi se encontra.

—-Por favor Heimdall, me deixe passar. Implorou Sigyn.

—- Só espero não ter problemas com Loki. Heimdall se apiedou da jovem.

—-Voltarei antes que ele perceba a minha ausência. O guardião enviou Sigyn direto para a mansão de John. Ao chegar na Terra, a vanir ficou deslumbrada com imensidão do lugar. Sigyn se assustou com um barulho ensurdecedor, era uma buzina.

—-Sai da frente, sua maluca! Gritou o condutor. A vanir caiu em uma possa de lama, machucando a testa, por pouco a jovem não foi atropelada. Ela atravessou a rua e parou em frente aos grandes portões da mansão. Um dos seguranças veio abordá-la.

—-Preciso falar com Verdandi, acho que ela está morando aqui. A aparencia da jovem era péssima, cabelos desalinhados, vestes sujas, um ferimento na testa e os olhos inchados de tanto chorar.

—-Um momento, vou verificar se ela pode atendê-la. O homem olhou para Sigyn de cima para baixo, com ar de desdém. Falou com alguém pelo interfone e confirmou que de fato era a filha da deusa.

O segurança a conduziu até a sala de estar. A atual rainha de Vanaheim ficou encantada com a decoração sintuosa da mansão. Paredes brancas que contrastavam com cortinas douradas, um belo tapete persa no centro, um lustre de cristais que dava um ar ainda mais refinado ao ambiente. Sigyn ficou analisando as estatuetas e quadros na parede. Enfim, tudo a fascinava. Seu pensamento estava distante, voltou a si ao ouvir a voz da deusa chamando seu nome. Quando viu a mãe descendo as escadas, Sigyn ficou visivelmente espantada. A deusa do destino ficou algum tempo observando a filha, olhando-a dos pés a cabeça.

—-O que aconteceu com você? Aquele infeliz a agrediu, não foi? Sigyn ignorou o questionamento e deu um forte abraço na mãe, em seguida olhou para John.

—-Quem a agrediu? Perguntou John, se aproximando de Sigyn.

—-Onde está o papai? E quem é ele? Questionou a jovem.

—-Essa é uma longa história... Mas antes vamos cuidar disso. Verdandi apontou para o machucado da filha. Prontamente a deusa pegou uma caixa de primeiros socorros e cuidou do ferimento de Sigyn. Verdandi ficou furiosa, pensando que Loki havia agredido a vanir. A deusa do destino contou quase tudo para a filha, escondeu a "pequena" participação do trapaceiro, temendo piorar as coisas ainda mais.

—-Sei que são muitas emoções para um dia só. Concluiu a deusa.

Sigyn estava impressionada com a frieza de sua mãe. Verdandi contou cada detalhe da morte de Njord como se fosse o assunto mais banal, não derramou uma lágrima sequer pelo esposo. Embora o relacionamento de Sigyn com Njord não fosse dos melhores, ele era o único pai que ela conhecera, durante sua vida toda ele esteve presente como tal. Só naquele momento a vanir percebeu o egoísmo da mãe, capaz de manipular todos para atingir seus objetivos e se desfazer daqueles que não tinham mais serventia para ela.

Sigyn observava John com curiosidade, ainda tentando encontrar alguma semelhança física entre os dois. A jovem percebeu que havia herdado alguns traços do deus, o olhar bondoso do jotun, o sorriso sincero, o formato do nariz. Sigyn manteve uma certa distância do pai, tudo ainda era muito recente. Pensou que talvez com o tempo pudesse aceitá-lo, mas no momento ela apenas lamentava a morte de Njord. Por mais que a jovem tentasse, não conseguia culpar sua mãe, ou sentir raiva dela. Estava procurando uma forma de justificar os atos da deusa.

—-Eu preciso voltar para casa. Disse a vanir, levantando-se, mas fora contida pelos pais.

—-Não Sigyn, seu lugar é aqui conosco.

—-Eu preciso voltar, Loki não sabe que eu estou aqui.

—-Loki? E você ainda se preocupa com ele. Aquele maldito quer destruí-la, não percebe que ele fez tudo isso apenas para tomar o trono. Como pode ser tão idiota? Disse a deusa do destino, irritada. Sigyn apenas sacudiu a cabeça em negação, mas Verdandi continuou seu discurso.

—-Vai ficar aqui, sei que você sempre quis conhecer Midgard. Poderá começar uma vida nova. A deusa do destino tinha medo que Loki tentasse acabar com Sigyn, uma vez que já havia se tornado rei, não precisava mais dela. Ao lembrar do deus Sigyn sentiu um terrível aperto no peito, uma angústia. Percebendo que sua mãe não permitiria sua partida, decidiu ser direta.

—- Eu estou grávida, mamãe. Sigyn desviou o olhar e se preparou para ouvir gritos histéricos, objetos sendo arremessados em sua direção...

A deusa praticamente jogou seu corpo no sofá, atordoada com a notícia. Verdandi havia perdido o chão. "Um neto? Como se as coisas não estivessem ruins o bastante." Pensou a deusa. Verdandi estava com os olhos marejados, mas não permitiu que as lágrimas caíssem. A deusa não sabia o que dizer, aquele foi um dos poucos momentos em que ela ficou sem fala. John estava observando tudo, o deus parecia surpreso mas ao mesmo tempo contente com a notícia. John era o tipo de pessoa que sempre vê o lado bom das coisas, por pior que as circunstâncias pareçam.

—-Sinto muito Sigyn, mas esse é mais um motivo para que eu não permita sua saída. Vai ficar conosco até que esteja completamente reestabelecida. É para o bem do bebe, pense nele. A jovem refletiu sobre as palavras do pai, de fato ultimamente sua relação com Loki se tornou algo destrutivo. O deus estava desequilibrado emocionalmente, com tantos problemas e conflitos sua gravidez corria sérios riscos.

Verdandi começou a arquitetar uma forma de tirar a filha do alcance do deus. Pensou em talvez escondê-la na Toscana, lugar que ela havia visitado alguns dias antes. Mal sabia ela que Loki já estava a par de tudo, inclusive da localização da propriedade na Itália.

Os meses passaram depressa, a gravidez de Sigyn estava em um estágio avançado. John cuidara de toda a falsa documentação, para que a filha pudesse levar a vida de uma midgardiana comum, inclusive cursando um curso de verão no instituto de Astronomia. A vanir perdera completamente as esperanças de ter Loki de volta,
não sabia como voltar para Vanaheim e considerou o fato de Loki não tê-la procurado, um sinal de que o deus realmente estava apenas interessado no trono. Sigyn estava sentada em um banco do Central Park, com um sorriso bobo nos lábios, enquanto observava as crianças brincando. A jovem sentiu que o bebe estava se movendo dentro dela.

—-É, logo logo você também vai estar aqui fora brincando. Sigyn acariciou seu ventre.

Asgard

Frigga foi visitar Loki, como fazia todas as manhãs. Quando a deusa parou diante da cela, o deus estava de costas e assim se manteve.

—-Loki? Chamou Frigga. O deus olhou na direção da deusa, parecendo irritado com a presença dela.

—-O que está fazendo aqui?

—-Vim verificar se precisa de algo. Sabe que me preocupo com você.

—-Preciso de algo que você não pode me dar, liberdade. O deus sentou-se no chão, sem olhar para a mãe.

—-Não posso lhe dar a liberdade, mas posso trazer notícias de Sigyn. Pela primeira vez Loki olhou para Frigga, parecendo interessado na conversa.

—-Ela passa bem, está em Midgard. Frigga pensou que Loki ficaria mais tranquilo ao saber que a jovem e o bebe estavam bem. Mas ao contrário do esperado, aquilo serviu apenas para deixá-lo mais inconformado com o fato de estar preso.

—-Eu preciso sair daqui! Loki esmurrou o vidro com toda a sua força. Vendo a agitação do prisioneiro, um dos guardas veio até a deusa conduzindo-a até a saída. Frigga lançou um olhar cheio de dor, antes de partir.

—-Não volte mais aqui! Gritou o deus. A cada visita Frigga voltava mais arrasada, ela era a única que estava sofrendo tanto quanto o próprio Loki. Thor encontrou a mãe chorando em um dos corredores.

—-O que aconteceu? A rainha apenas abraçou o filho. Thor já estava cansado de ver a deusa daquela maneira, decidiu que iria intervir.

Midgard

Sigyn estava na mesa, tomando o café da manhã com Verdandi e John. A campainha tocou e uma empregada atendeu, era Thor. O deus entrou na mansão, assustando os três.

—-Thor? Perguntou Sigyn, espantada.

—-Vim buscá-la Sigyn, é uma princesa asgardiana, seu lugar é em Asgard.

—-Eu estou pronta. Sigyn levantou-se da mesa em um pulo. Por mais que estivesse adaptada em Midgard, sentiu muita falta do seu verdadeiro lar e seu lar era onde Loki estivesse.

—-Não Sigyn, espere. Não vá! Verdandi tentou evitar a partida da filha, mas John a conteve.

—-Deixe-a, Sigyn sabe o que é melhor para ela.

Algum tempo depois a jovem estava em Asgard. Thor e Sigyn cruzaram a ponte do arco iris e entraram no palácio, o deus a estava conduzindo por corredores desconhecidos para ela.

—-Onde estamos indo?

—-Você vai ver. Sigyn estranhou a simplicidade do lugar, não lembrava em nada a sintuosidade do palácio, se deu conta de que estava na masmorra. Thor deu instruções a um guarda que a conduziu até a cela do deus. A vanir sentiu suas mãos suando, seu coração batendo descompassado e um aperto no peito, a mesma sensação que teve ao ver o deus pela primeira vez. O guarda pediu que ela aguardasse enquanto ele a anunciava.

—-Visita para você alteza.

—-Diga a Frigga que não quero recebê-la. O deus disse sem desviar sua atenção do livro que estava lendo. Sigyn se aproximou e ficou parada diante do vidro.

—-Já disse que não quero visitas! Loki levantou-se irritado, se supreendeu ao ver Sigyn diante de si.

Correu até o vidro, ficando frente a frente com a jovem. Ficou alguns segundos a observando, parecia não acreditar no que via. Sigyn tirou capuz, deixando seu rosto a mostra. Encarava o deus com um olhar tristonho, apesar de toda a dor estampada em seu rosto, Sigyn pareceu mais bela e desejável do que nunca. O asgardiano colocou uma das mãos sobre o vidro, Sigyn colocou sua mão sobre a dele. O deus fechou os olhos, que estavam marejados, desviou o rosto para que Sigyn não percebesse que uma lágrima estava prestes a cair.

A vontade do rei era acolhe-la em seus braços, não soltá-la nunca mais e sussurrar em seu ouvido que tudo ficaria bem, mas o final feliz parecia cada vez mais distante. Sigyn estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Loki daria qualquer coisa por um momento a sós com Sigyn, sem aquele maldito vidro. Percebeu que o destino cobra muito caro daqueles que tentam desafiá-lo. Se não tivesse usado a pedra do tempo não estaria passando por aquele castigo, ver Sigyn sem poder tocá-la era insuportável.

—-Vá embora, aqui não é lugar para você. A vanir não deveria estar lá, não a sua Sigyn, em um lugar tão triste e deprimente como aquele.

—-Meu lugar é ao seu lado. A vanir sentiu uma forte contração, escorou-se no vidro e começou a contorcer-se de dor.

—-Ah! O bebe vai nascer! Sigyn urrava de dor. Loki estava com os olhos arregalados, apavorado com o fato de ver Sigyn sofrendo e não poder ajudá-la.

—-Guardas! Guardas! O deus gritou desesperado, batendo com os punhos no vidro.

Notas finais
Eae girls!!! Comentários please!!! Abs!!!