Loki and Jane, When I first saw you
28 Capítulo 27 Se eu falhar, tenho muito mais a perder do que você...
Notas iniciais
—-A quanto tempo irmão! Loki esboçou um sorriso irônico. Thor ficou completamente sem reação ao ver o moreno ali, parado diante de si e vivo. Por impulso, Thor puxou o irmão para um forte abraço. Ainda que parecesse estranho, Loki sentiu vontade de retribuir o gesto e o fez. Em seguida o deus do trovão segurou Loki pela gola da camisa que vestia e o prenssou contra a parede.
—-Você não faz idéia de como Frigga se sente culpada! Enquanto você estava aqui, rindo de todos. Enganando, como sempre faz! Loki se desvencilhou do deus e o empurrou para longe de si.
—-Fiz isso por um bom motivo. Você mesmo viu que Other queria matar Frigga, ele estava cumprindo ordens de Thanos.
—-Mas por que forjou a sua própria morte? Perguntou o deus do trovão.
—-Eu estou me passando por Other, sei de todos os passos que Thanos pretende dar e preciso da sua ajuda para evitar que ele termine o que Other começou. Loki explicou tudo para Thor, calmamente contou sobre seu plano e como o irmão poderia ser útil.
—-Tudo o que me disse parece fazer sentido e seu plano pode dar certo. Mas como posso confiar em você novamente? Thor se sentou no sofá, tinha uma expressão confusa.
—-Confie em mim, porque se eu falhar...Loki fez uma pausa, assumiu uma expressão séria e compenetrada.
—-Se eu falhar tenho muito mais a perder do que você. Loki concluiu. Thor refletiu sobre as palavras do deus e decidiu se arriscar mais uma vez em favor do irmão.
—-Vou ajudá-lo, tem a minha palavra. Respondeu o deus do trovão. Jane entrou na sala, andava devagar e com a cabeça baixa, não tinha coragem de olhar para Thor. O loiro olhou para Jane, se perdendo em seus pensamentos, por um momento esqueceu a presença de Loki.
—-Você já sabia? Perguntou Thor. Jane apenas assentiu com a cabeça, sem olhar para o deus. Loki analisava a expressão de ambos, com um ar de reprovação.
—-Vamos para Vanaheim, lá você estará mais segura. Loki segurou as mãos de Jane, que o olhava nos olhos, ela confiava plenamente no deus. Iria até Helheim se ele solicitasse.
—-Está bem. Respondeu a jovem. Pela primeira vez em toda a sua vida, Thor sentiu inveja do irmão. O deus queria estar no lugar de Loki, para que Jane o olhasse da mesma maneira apaixonada e terna que olhava para o moreno. Mesmo na época em que os dois estavam juntos, Jane nunca olhou para ele daquela maneira.
—-Vamos! Thor exclamou com sua voz grave e ríspida, aquela cena o deixou abalado.
Algum tempo depois, os três estavam diante dos portões de Vanaheim. Jane ficou contemplando a beleza do lugar. A cidade era banhada por um rio, que ficava em seu centro e terminava o seu curso diante dos grandes portões dourados que protegiam o reino. Havia pequenas habitações, construidas nos rochedos, cobertos por uma vegetação rica. O palácio real era uma contrução imponente, com pilares dourados que sustentavam a edificação, a arquitetura era bem semelhante as obras gregas. Era um início de tarde, o sol refletia na água cristalina, aumentando ainda mais a beleza da morada dos vanir. Os soldados que guardavam os portões ficaram de prontidão, intrigados com os forasteiros.
—-Príncipe Thor, quem são os que o acompanham? Perguntou um dos guardas. Jane se posicionou a frente do deus do trovão.
—-Aegir, sou eu, a princesa Sigyn. O homem ficou pálido, pensando estar diante de um fantasma.
Nenhum dos guardas impediu a passagem dos três, sequer disseram qualquer coisa em resposta, pareciam paralisados. Loki havia mudado de forma. Tinha longos cabelos loiros, olhos azuis e traços delicados. Era alto e tinha o corpo tão esguio quanto antes, poderia facilmente fazer parte do elenco dos elfos, dos filmes de Tolkien.
—-O estábulo fica por ali. Pode pegar o cavalo que quiser. Disse Jane, apontando para um grande galpão.
—-Eu volto logo. Respondeu o deus do trovão, correndo até local indicado.
Quando Jane cruzou a entrada do palácio, sua mente fora inundada pelas lembranças. Tudo estava exatamente igual a última vez em que esteve ali. O grande salão, com o enorme tapete vermelho que dava acesso ao trono e as armaduras que faziam parte da decoração e que sempre assustaram Jane na infância. Todo o palácio possuia uma beleza sombria. Ela exitou um pouco, não conseguia seguia adiante. Percebendo a insegurança de Jane, Loki segurou a mão da vanir, que deu um passo em frente. Ela lembrou que o deus estava ao seu lado, aquilo lhe deu forças para continuar.
—-Sigyn?! Exclamou Isys, incrédula. A jovem criada correu na direção de Jane e a abraçou.
—-Por Odin, você está viva! Vai me explicar tudo. Exclamou a serva.
Horas mais tarde Jane ainda passeava pelo castelo, acompanhada por sua antiga dama de companhia, que estava lhe contando tudo o que acontecera durante a sua ausência.
—-Não viu o meu primo por aí? Jane perguntou, fazendo menção a Loki, pois o deus não podia correr o risco de Thanos saber que ele ainda estava vivo.
—-Não. Respondeu Isys. Jane foi até a biblioteca, o deus certamente estaria lá, levou uma bandeja com pão caseiro e um copo de leite. A midgardiana colocou o objeto sobre a mesa.
—-Posso saber o que está procurando? Jane sussurrou no ouvido do deus.
—-Talvez eu lhe conte mais tarde, quando estivermos a sós. Respondeu o deus, lançando um sorriso travesso para Jane. A jovem pegou um pedaço de pão e levou até a boca do asgardiano.
—-Isso é bom. Respondeu Loki de boca cheia, o deus puxou Jane para o seu colo. Isys estava parada na porta, pigarreou, interrompendo os dois.
—-A rainha Frigga deseja vê-los.
—-Peça a ela que entre. Respondeu o deus. O asgardiano se levantou, Frigga andou na direção de Loki, a deusa estava com os olhos marejados. A rainha de Asgard deu um abraço apertado e duradouro no filho.
—-Por que fez isso comigo? Questionou a deusa, com sua voz calma e terna.
—-Foi necessário. Respondeu o deus, retribuindo o abraço da mãe. Thor surgiu na sala em seguida. Loki foi até o deus do trovão e fez um gesto para que ele o acompanhasse. Os dois sairam da biblioteca, deixando Frigga e Jane sozinhas. Um arrepio percorreu o corpo da vanir, ao ver ambos se afastando.
—-Fique aqui querida. Disse Frigga contendo a jovem. Jane abraçou a deusa.
—-Você trouxe? Perguntou Loki. Thor estendeu sua mão, que tinha apenas a jóias azul e a laranja. O deus também trouxera o cetro, usado como suporte para o tesseract. A jóia laranja era a responsável pelo domínio do tempo e a azul, pela mente.
—-Isso vai servir. Loki disse, esboçando um sorriso malicioso.
—-Não temos tempo. O moreno andou em direção a saída.
—-Para onde vamos? Questionou Thor, que ainda não tinha certeza se estava fazendo a coisa certa.
—-Svartalheim. Correram até o estabulo, montaram em seus cavalos e cavalgaram velozmente até o reino de Skuld. Sem dificuldade nenhuma, chegaram até a sala do trono, onde uma das deusas do destino se encontrava. Ela já os aguardava.
—-A quanto tempo Loki! Não sabe como fico feliz que você e Sigyn finalmente tenham se encontrado. Loki sorriu em resposta.
—-Devo admitir que os anos parecem não passar para você. Disse Loki com sua voz suave e sedutora.
—-Galante como sempre, mas nós dois sabemos porque você está aqui, então vá direto ao ponto. Não vou dificultar as coisas, faça o que tem que fazer.
Thor lançou um olhar desconfiado para o deus, ele ainda não sabia o propósito de tudo aquilo. Loki se aproximou de Skuld, encaixou a pedra azul no cetro e encostou o artefato no peito da deusa. Aquela era a única forma de fazê-la revelar o que o aconteceria no futuro. Ela não poderia dizer de livre e espontânea vontade, mas poderia contar tudo ao deus, caso estivesse sobre os efeitos do tesseract.
—-Me diga o que vê. Ordenou o deus.
—-Vejo que a casa de Odin irá perder o seu principal pilar. Skuld tinha um olhar frio e distante, estava falando inconscientemente.
—-Seja mais específica. Respondeu Loki, com uma voz de comando.
—-Frigga vai morrer e você não poderá fazer nada para impedir. Jane também vai partir, levando seu herdeiro consigo.
—-E como isso vai acontecer. Loki estava com os olhos marejados, sua voz era falha.
—-Seu plano vai fracassar, Thanos já sabe que você está se passando por Other.
Loki olhou direto para Thor, que tinha uma expressão desolada. Loki havia lido bastante sobre as jóias do infinito, sabia como usar cada uma delas. O deus sequer pensou no que estava prestes a fazer, agiu por impulso. Afastou o cetro do peito de Skuld e removeu a pedra azul, substituindo-a pela pedra laranja. O moreno apontou o cetro para um ponto específico e uma imensa luz laranja se formou diante de si. Loki entrou no portal alaranjado e sumiu do campo de visão do deus do trovão, que tentou seguí-lo, mas o portal se fechou em seguida.
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