Loki and Jane, When I first saw you
29 Capitulo 28 My life is like a fairy tale
Notas iniciais
Loki fora repelido pela imensa luz laranja, criada pelo portal. O deus caiu no chão e levou a mão a cabeça, percebeu que estava sangrando. O asgardiano olhou ao redor e se deparou com o imponente palácio de Vanaheim, Loki correu na direção dos portões do reino. Os guardas não se atreveram a barrá-lo, parecia muito determinado em seu propósito. Loki correu até o quarto de Sigyn, empurrou uma criada que teve o azar de cruzar seu caminho, o deus não tinha tempo para interrupções. A porta do quarto da jovem estava aberta, mas ela não se encontrava lá, o deus ouviu a voz histérica de Verdandi.
—- Não faça nenhuma besteira! Me ouça, por favor! A voz da deusa era trêmula.
A jovem apenas deu um sorriso terno para sua mãe. Sigyn tinha uma expressão serena em seu rosto, aparentava estar em paz. A princesa usava uma camisola branca, em um tecido leve, que se movia delicadamente com a brisa daquela tarde nublada. Seus longos cabelos também balançavam com o vento. Apesar de sua aparência abatida e cansada, a jovem parecia um anjo, era uma visão divina. Em um movimento rápido, a princesa inclinou seu corpo para frente e se jogou da sacada. Loki surgiu no quarto, chegou até a sacada a tempo de segurar a princesa pela mão.
Sigyn sentiu que alguém a estava segurando, ergueu sua cabeça e se deparou com o deus. Loki a puxou sem nenhuma dificuldade, pegando-a no colo. O jotun depositou um beijo terno no topo da cabeça da princesa. A jovem o abraçou de forma desesperada. A princesa sentiu que tudo ao seu redor estava girando, fechou os olhos lentamente. Sigyn estava fraca, acabou desmaiando.
—-Solte-a. Ordenou Verdandi, que finalmente havia se recuperado do choque de ver Sigyn, quase morrer diante de si. O jotun não deu ouvidos a deusa, se dirigiu a saída do castelo ainda com a princesa em seu colo.
—-Guardas! Detenham-no! Gritou a rainha de Vanaheim.
O deus lançou um olhar diabólico aos soldados, apenas um deles se atreveu a enfrentar o trapaceiro. O cetro se materializou na mão de Loki, que apoio Sigyn em seu ombro, segurando-a com apenas uma das mãos. O jotun estendeu o objeto na direção do guarda e o atingiu, fazendo com que o corpo do soldado fosse arremessado contra a parede. Assim que o deus se livrou dos demais guardas, seguiu até o estábulo, colocou Sigyn sobre o um dos cavelos e montou em seguida, partindo para Asgard.
Quando Loki chegou no palácio, com Sigyn em seus braços, trajando apenas uma camisola, Frigga o recebeu. A princesa ainda estava desacordada.
—-Oh Loki, o que aconteceu? Perguntou a deusa, aflita.
—-É uma longa história.
—-Por aqui querido, por aqui. Respondeu a deusa. A rainha o conduziu até o quarto de hóspedes. O moreno depositou Sigyn cuidadosamente na cama.
Loki acariciou os cabelos da princesa ternamente, sem tirar os olhos dela por um minuto sequer. A jovem abriu os olhos e viu o deus sorrindo para ela, parecia estar sonhando, Loki segurou a mão de Sigyn e depositou um beijo. A ingenua Sigyn pensou que talvez tivesse realmente morrido e estava no paraíso, sendo recebida por aquele anjo negro. Ou será que Loki estava vivo e ela também? Sigyn levou uma das mãos a cabeça, estava confusa.
—-Pobrezinha, tão magra e debilitada. O que fizeram com você, querida? Questionou a esposa de Odin.
—-Só estou um pouco tonta e enjoada. Respondeu Sigyn. Frigga lançou um olhar preocupado para o filho, ela conhecia muito bem aqueles sintomas.
—-Desde quando tem se sentido assim? Perguntou a rainha.
—-Não sei ao certo, isso vai e vem. Um criado apareceu na porta, interrompendo os deuses.
—-Príncipe Loki, Odin exige sua presença. Disse o servo.
—-Pode ir, eu fico cuidando dela. O deus acariciou o rosto de Sigyn e partiu para a sala do trono.
—-Aproxime-se. Ordenou Odin. Loki trazia uma expressão desafiante. O trapaceiro viu que Njord já estava diante do pai de todos, o que significava que Odin já estava sabendo do rapto.
—-Tem idéia do que fez? Poderia ter causado um confronto de proporções incalculáveis, por um simples capricho. Temos sorte por Njord querer resolver as coisas de forma pacífica. Odin começou seu sermão.
—-Não é apenas um capricho. Rebateu Loki, calmamente.
—-Vai reparar o seu erro, irá se casar com Sigyn...Confesso que nunca esperei algo assim, vindo de você. Odin estava de fato decepcionado com a atitude irresponsável do filho. Loki era sempre tão sensato e racional. Se fosse Thor que tivesse feito aquilo, o pai de todos entenderia até entenderia.
—-E o que esperar de um jotun bastardo? Loki cuspiu aquelas palavras e deu as costas para Odin, que ficou com uma expressão transtornada. Se perguntava como e quando Loki havia descoberto. A origem do trapaceiro ainda era uma ferida aberta, mas já não o incomodava tanto quanto antes.
—-Loki, Loki. Volte aqui! O deus ignorou o rei de Asgard. Njord apenas assistia a cena, sem entender nada. Estava pouco ligando para as desavenças familiares entre Loki e Odin, a única coisa que importava, era que sua filha se casasse com um principe asgardiano. O pai de Sigyn preferiu ir sozinho a Asgard, pois Verdandi estava completamente descontrolada, poderia colocar tudo a perder.
O asgardiano retornou aos aposentos de Sigyn.
—-Já está tudo resolvido. O deus disse, para tranquilizar a jovem. A princesa deu um longo suspiro.
—-Quantos aborrecimentos desnecessários eu causei. Sigyn desviou o olhar.
—-Nada disso é culpa sua. Loki se aproximou da jovem, sentando-se na cama, ao lado dela.
—-Agora vá Loki, eu ficarei fazendo companhia para Sigyn. O deus abriu a boca para protestar, mas a rainha o interrompeu.
—-Não torne as coisas ainda piores. O deus e a princesa se abraçaram, Sigyn apenas deu um beijo afetuoso no rosto do moreno, envergonhada pela presença de Frigga. Loki deixou as duas a sós.
—-O casamento será celebrado amanhã, já estou cuidando dos preparativos. Frigga estava muito animada, a suspeita de haver um bebe a caminho a deixou eufórica.
—-Ainda não consigo acreditar que isso esteja acontecendo. Sigyn sorriu com o próprio comentário, tudo aquilo parecia tão irreal, estava vivendo um verdadeiro conto de fadas. Fora resgatada pelo seu principe encantado e tirada das garras da bruxa má.
—-Agora descanse, amanhã será um longo dia. Durma bem, querida. Frigga se despediu da jovem e foi até os seus aposentos.
Loki estava sentado em sua cama, processando todos os acontecimentos daquele dia. O deus lembrou-se das palavras de Skuld:
"Frigga vai morrer e você não poderá fazer nada para impedir. Jane também vai partir, levando seu herdeiro consigo."
Pensou que havia vencido o próprio destino, não poderia salvar Jane no futuro, mas voltou ao passado e conseguiu mudar o rumo das coisas. Tudo estava seguindo o curso certo, Sigyn estava viva e segura, seu herdeiro são e salvo no ventre da mãe, Frigga não podia estar melhor... Só precisava se livrar de Njord e Verdandi para poder assumir o trono de Vanaheim. O deus levou a mão direita ao bolso da calça que vestia, tirando as duas jóias do infinito, que trazia consigo. Loki esboçou um sorriso malicioso, seus dias de glória estavam apenas começando.
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