Loki and Jane, When I first saw you

14 Capítulo 13 Save me from the darkness


Notas iniciais
Hey girls, capítulo bem triste esse. Fazer o que se eu adoro um drama. kk Tô começando a ficar com pena da Sigyn e com saudade, porque ela vai ficar só mais um capítulo com a gente. Espero que gostem e boa leitura.

Verdandi chegou até Svartalheim. Sigyn correu para os braços da rainha, ela sentia falta da deusa, pois apesar de tudo era sua mãe. Verdandi tinha uma expressão extremamente séria, sequer se moveu para retribuir o abraço da filha.

—-Está bem, já chega! Disse a deusa do destino, se desvencilhando dos braços da princesa. A rainha fora completamente fria, falava com Sigyn como se fosse uma de suas servas.

—-Suba e vá buscar suas coisas. A princesa obedeceu a ordem da mãe, resignada.

—-Vai se arrepender amargamente, por tudo o que está fazendo. Skuld disse para Verdandi.

—-Se intromete na criação de Sigyn porque é seca, não pode ter filhos e tem inveja de mim. Respondeu a deusa do destino.

Verdandi tinha prazer em acabar com a alegria e auto estima de qualquer um ao seu redor, sabia que o fato de ser estéril feria Skuld. A deusa do futuro nada respondeu a sua irmã, já estava acostumada com o veneno de Verdandi. Minutos depois Sigyn desceu, um criado trazia suas bagagens. Seu rosto estava inexpressivo, não esboçava emoção alguma. Skuld dera um longo abraço em Sigyn.

—-Você não está sozinha, lembre-se disso. Skuld sussurrou no ouvido da princesa. Mesmo com as palavras da tia, Sigyn se sentia abandonada e desolada, iria voltar para o inferno que sua vida sempre fora.

—-Obrigada por tudo, tia. A jovem agradeceu com a voz fraca.
A princesa e sua mãe partiram para Vanaheim. Assim que chegaram no castelo, a tortura começou.

—-Fiz algumas adaptações em seu quarto. Espero que goste. Verdandi esboçou um sorriso de escárnio. Havia grades em todas as janelas, a porta fora substituída por uma porta de ferro.

—-Isys não virá mais visitá-la, eu mesma trarei suas refeições, ninguém mais vai entrar nesse quarto. Além de nós duas é claro. Não vai dizer nada, não vai implorar para que eu reconsidere e...?

—-Não, a senhora sabe o que é melhor para mim. Foi a única frase que Sigyn proferiu.

Implorar para voltar para Svartalheim só iria divertir Verdandi ainda mais. A deusa bufou e saiu do quarto, deixando a filha trancafiada. Assim que a rainha saiu, Sigyn desabou em sua cama, começou a chorar. Se sentia mais solitária do que nunca.

Na hora do jantar Verdandi retornou ao quarto da filha. Trouxera uma bandeja com um prato muito bem decorado, tentando despertar o apetite da princesa. Sigyn continuava deitada em sua cama, desde que a deusa havia saído, a jovem não se movera um centímetro, olhava para um ponto fixo. Parecia não perceber a presença da deusa. Sigyn estava pouco a pouco sendo consumida por sua tristeza.

—-Sei muito bem o que está tentando fazer, não vai conseguir me comover com essa cara de sonsa, nem adianta tentar. Verdandi saiu e mais uma vez deixou a jovem trancada.

No dia seguinte, Loki foi até Svartalheim, como sempre fazia. Assim que o deus chegou, Skuld fora informada da presença do deus.

—-Bom dia Loki. Disse a deusa, que aparentava estar triste.

—-Bom dia, Sigyn está no quarto dela? Questionou o asgardiano.

—-Não, minha sobrinha não está mais aqui. A mãe dela a levou para Vanaheim. Já vou lhe avisando que não vai conseguir vê-la, Verdandi não permite que ninguém entre no quarto dela, nem eu consegui visitá-la. Salve-a Loki, pois eu não posso. Respondeu Skuld. Loki assentiu com a cabeça.

—-Obrigado, por tudo o que tem feito por nós. O deus da trapaça agradeceu. Skuld sorriu em retribuição. Em seguida o deus partiu.

Loki passou dois dias pensando em como livrar Sigyn de sua prisão. O jotun havia demorado para tomar aquela decisão, mas sabia que não tinha outra alternativa. Decidiu ir até Vanaheim, conversar com Njord. Antes de chegar a sala do trono, o deus foi barrado por alguns guardas.

—-Deixem-no entrar. Gritou a deusa do destino. Verdandi já imaginava o motivo da visita do deus e iria se divertir um pouco.

—-Não vim falar com você. Onde está Njord? Perguntou Loki em um tom ríspido.

—-Sobre o que quer falar com ele? Se o assunto for a minha filha, pode falar comigo. Nesse momento o rei entrou na sala.

—-Loki! Como vai? Perguntou Njord de forma bastante amigável.

—-Podemos conversar por um momento? Questionou o deus da trapaça, lançando um olhar provocativo para Verdandi.

—-Claro. Dandi, deixe-nos a sós. Disse Njord. A deusa deixou a sala do trono, bastante contrariada. Odiava quando o esposo a chamava assim.

—-E então meu jovem, o que o trás aqui?

—-Bem, eu acredito que o senhor já saiba do meu envolvimento com sua filha.

—-Sim, percebi isso no baile em Asgard. Respondeu Njord, esboçando um sorriso de contentamento.

—-Vim pedir a mão de Sigyn, Odin e Frigga aprovam a união.

—-É claro que gostaria que Sigyn e você se unissem em matrimônio. Isso seria maravilhoso, excelente, temos que agilizar tudo.

Njord era um velho ambicioso, sempre procurou bons partidos para Sigyn, mas Verdandi recusava todos. A deusa queria que sua filha se casasse com Thor e somente com ele. Na verdade ela estava tentando se realizar através de sua filha, pois Thor era o tipo de homem com quem ela gostaria de ter se casado. A deusa do destino não era feliz em seu casamento, Njord era bem mais velho do que ela, a rainha casou com ele apenas para dar um pai a princesa e evitar os falatórios. Verdandi ouvia tudo, escondida atrás de um pilar.

—-Então vou pedir a Frigga que organize um jantar, algo simples, apenas para formalizar o pedido.

—-Ótimo meu filho, faça isso. Njord não podia conter sua euforia, pois sua filha se tornaria uma princesa asgardiana, aquela união iria fortalecer seu reinado ainda mais.

—-Antes de ir, eu quero ver como Sigyn está. Nesse momento Verdandi retornou a sala real. Njord estava suando frio, Loki não podia ver a princesa no estado em que se encontrava.

—-Minha filha está indisposta, não quero que ela receba visitas. Respondeu a deusa.

—-O que você quer não me interessa, vim ver minha futura esposa e é isso que vou fazer.

Loki subiu as escadas, ignorando a advertência da rainha. Com o uso de magia, o deus abriu a porta. Sigyn estava dormindo. O trapaceiro se aproximou da cama da jovem, sentou ao seu lado e acariciou os cabelos dela.

—-Sigyn, acorda. Loki sussurrou no ouvido da princesa, mas ela nem se moveu.

O deus colocou a mão no ombro de Sigyn e a sacudiu, mas ela continuava dormindo. O jotun se enfureceu ao perceber que ela estava sedada. Sigyn estava vivendo uma vida vegetativa, a jovem fora atingida por uma depressão profunda, sua vida havia perdido o sentido. A princesa passava o dia inteiro de camisola, não penteava os cabelos, não comia, não dormia, exceto quando tomava sedativos fornecidos pelo curandeiro do reino. A aparência de Sigyn era assustadora, com olheiras profundas, a pele extremamente pálida e magra, com os ossos salientes.

—-O que fizeram com você? O asgardiano a abraçou.

—-Vou tirá-la daqui, ainda hoje. Loki decidiu que não iria fazer uma festa, precisava casar-se o mais depressa possível, Sigyn não podia ficar nenhum dia mais sob os cuidados de Verdandi. Nesse exato momento a rainha entrou no quarto.

—-Afaste-se dela. Ordenou a deusa do destino.

—-O que pensa que está fazendo? Mantendo-a assim? Está louca?

—-Ela estava nervosa, alterada, foi preciso. Respondeu Verdandi calmamente, de maneira despreocupada.

—-E o que você fez para deixá-la tão nervosa? Loki colocou sua mão direita no pescoço de Verdandi e apertou com força. Mesmo sentindo dor a deusa conseguiu esboçar um sorriso provocativo. O deus continuava apertando o pescoço da deusa com mais força.

—-Se soubesse como eu a odeio. Loki gritou. Em seguida ele respirou fundo, espantando sua raiva e soltou a rainha. Verdandi teve um ataque de tosse e levou a mão ao pescoço.

—-Digamos que eu também não morro de amores por você. Respondeu a rainha.

—-Mas tudo isso vai acabar, quando eu e Sigyn nos casarmos você nunca mais vai vê-la.

—-Isso SE vocês se casarem. Só vai se casar com a minha filha por cima do meu cadáver. Disse a deusa do destino, com a voz carregada de ódio.

—-Vê-la morta seria um prazer. Loki respondeu com um ar extremamente irônico, o que deixou Verdandi ainda mais furiosa.

—-Você age assim porque tem inveja de Sigyn. Ela é jovem, bonita, gentil e principalmente amada. Algo que você nunca vai ser. É uma velha decrépita, ridícula, que tem como único prazer tornar a filha infeliz. Você é uma criatura pequena, miserável, é um verme. Eu tenho pena de você. Loki cuspiu aquelas palavras.

Verdandi sempre teve a língua afiada, mas encontrou um rival a altura. Loki usava as palavras como uma arma. O deus deixou o quarto. O jotun iria conversar com Frigga, pedir sua ajuda, pois só ela poderia convencer Odin a deixar Sigyn ficar em Asgard, mesmo contra a vontade da deusa do destino.

Verdandi era até bem jovem, aparentava uns 35 anos midgardianos. Sempre fora elogiada por sua beleza, mas Sigyn havia se tornado mais bela do que ela e isso a incomodava muito. A rainha correu em direção ao espelho, tocou seu rosto e começou a chorar. Sua vaidade era seu ponto fraco.

Notas finais
Ai meu Odin, coitadinha da Sigyn. Apenas uma palavra descreve Verdandi: monstro! Ela ainda vai aprontar mais uma. Mas não existe castigo pior do que uma consciência pesada, não é mesmo? Espero comentários gatas. Abrações!!!