Loki and Jane, When I first saw you

15 Capitulo 14 Um salto para a liberdade


Notas iniciais
Eae garotas! Primeiramente gostaria de agradecer as recomendações maravilhosas que recebi, das gatonas: Gabi Luz e Terra Branford. Muitíssimo obrigada pelo apoio. Continuando... o capítulo ficou bem extenso, mas eu não podia cortar a linha de raciocínio e tive que escrever tudo de uma vez só. Tentei postar uma foto da Verdandi no capítulo, mas infelizmente não consegui. Aqui tem um link de como eu imagino ela: http://s90.photobucket.com/user/anynhagorgen/media/Verdandi/12966594_0Sqkd_zps5562e173.jpeg.html Músicas que me inspiraram para escrever: https://www.youtube.com/watch?v=JfuXPo0M9o4 https://www.youtube.com/watch?v=lKqqhp_nRvY https://www.youtube.com/watch?v=XMD0fJ89v6E Uma frase descreve o capítulo: Muitas emoções! Muitas mesmo e um final surpreendente. Espero que gostem e boa leitura

Assim que Loki foi embora, a deusa saiu a procura do seu criado de confiança.

—-Tenho um serviço para você. Arvak, eu preciso que siga Loki e acabe com ele. Use o arco, mate-o a flechadas. Faça isso a uma distância segura, para que não seja visto.

—-Mas majestade, ele é filho de Odin, como posso matar o filho do pai de todos?

—-Está questionando minhas ordens, seu insolente? Vá logo, quero que faça isso já! Arvak, o "cão" fiel de Verdandi, fez um gesto de reverência e partiu as pressas para a saída do castelo.

—-Mexeu com a deusa errada, seu jotun maldito. A rainha disse para si mesma e em seguida esboçou um sorriso malígno.

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Loki cavalgava velozmente, estava satisfeito simplesmente por ver a expressão da deusa do destino. As vezes o jotun tinha certeza absoluta de seu amor por Sigyn, outras vezes achava que só queria provocar a deus. Mas agora o deus havia tomado uma decisão sem volta, amando Sigyn ou não, Loki iria se casar com ela. Ver a princesa naquele estado, havia deixado o trapaceiro muito abalado.

O deus diminuiu a velocidade, Loki percebera que estava sendo seguido. Arvak estava a sua espreita, tinha abandonado o seu cavalo, se esgueirou atrás de uma árvore apontando uma flecha na direção de Loki. O servo piscou algumas vezes e esfregou os olhos, pois o deus sumiu do seu campo de visão de uma hora para outra. Arvak sentiu um objeto cortante em seu pescoço. Loki estava pressionou sua adaga na garganta do servo. Arvak virou-se vagarosamente, com as mãos para o alto, em sinal de rendição.

—-Me diga, quem é você e quem o mandou. Loki estava se divertindo com o pânico estampado no rosto do servo.

—-Eu, eu... Arvak, não conseguia nem falar, de tanto pavor.

—-Foi Verdandi não foi? Perguntou Loki, mas Arvak nada respondeu.

—-Se me disser quem o mandou eu prometo poupar sua vida. O deus passou a lâmina da espada delicadamente pelo rosto do servo. Arvak estava suando frio.

—-Está bem, eu confesso. Foi a rainha Verdan...Loki nem esperou Arvak terminar, cravou logo a adaga no peito do criado.

—-Por que achou que eu iria cumprir minha palavra? Quanta ingenuidade. Loki montou em seu cavalo e seguiu para Asgard.

Enquanto isso em Vanaheim...

Verdandi entrou no quarto de Sigyn, a deusa iria destilar o seu veneno, achava que Arvak tivera sucesso em sua empreitada.

—-Está tudo acabado Sigyn. Já pode sair do seu quarto, está livre. Não tenho mais motivos para me preocupar. Disse Verdandi, se aproximando da cama da filha.

—-Não vai me perguntar por que?... Mas mesmo assim eu vou dizer. Loki está morto, m-o-r-t-o. Morto! Foi vítima de uma emboscada. Quem diria, justo ele que se achava tão esperto. Verdandi disse com a voz carregada de ironia e ficou esperando a reação da filha.

—-Não está me ouvindo? Gritou Verdandi, sacudindo Sigyn pelos braços.

A jovem não disse nada para sua mãe, apenas se levantou e caminhou em direção a porta. Antes de sair do quarto Sigyn caiu no chão, estava um pouco tonta, as ervas preparadas pelos curandeiros de Vanaheim eram fortes. A princesa entrou em um quarto de hóspedes, que ficava ao lado do seu, andava com dificuldade.

—-Onde vai? O que vai fazer? Gritou Verdandi histéricamente, indo atrás de Sigyn. A janela do quarto da princesa tinha grades, mas a do quarto de hóspedes não. Sigyn andou em direção a sacada e subiu em cima do parapeito. Sentiu uma vertigem ao olhar para baixo, mas sua decisão já estava tomada. A vanir fechou os olhos, sentindo a suave brisa em contato com sua pele. Sigyn beijou o anel de esmeraldas, que sempre usava, aquele gesto Verdandi não entendeu. A deusa ficou estática ao perceber o que Sigyn estava prestes a fazer. A rainha mudou seu semblante, o pânico tomou conta de si.

—-Não faça nenhuma besteira. Me ouça, por favor! A voz de Verdandi estava trêmula. A jovem apenas deu um sorriso terno para sua mãe.

Sigyn tinha uma expressão serena em seu rosto, aparentava estar em paz. A princesa usava uma camisola branca, em um tecido leve, que se movia delicadamente com a vento daquela tarde nublada. Apesar de sua aparência abatida e cansada, a jovem parecia um anjo, era uma visão divina. Em um movimento rápido, a princesa inclinou seu corpo para frente e se jogou da sacada. Sigyn abriu os braços, sentindo que havia dado um salto para a liberdade. A pobre Sigyn, só queria se juntar ao seu amado, em Hellheim.

—-Não! Gritou a deusa do destino.

Verdandi correu até a sacada e viu a filha, deitada no gramado do jardim. Sigyn caíra de bruço. A deusa desceu correndo, as escadas que davam acesso a sala real. A rainha gritava desesperadamente. Verdandi foi a primeira a se aproximar da princesa. A deusa virou o corpo de Sigyn, para ver seu rosto. A jovem estava com o rosto desfigurado pela queda, escorria um pouco de sangue por sua boca e seus olhos estavam abertos.

Verdandi pegou Sigyn em seus braços e a abraçou, a apertando com força contra si. A rainha chorava compulsivamente, nunca havia sentido uma dor tão grande. Em seguida Njord veio. Ao ver a "filha" desfalecida, o velho rei levou a mão direita ao peito e desmaiou, sendo acudido por alguns criados. A rainha sequer olhou em direção ao esposo, continuava ajoelhada com a filha nos braços.

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Loki chegou em Asgard e foi direto ao quarto de Frigga.

—-Querido, que bom que está aqui. Ultimamente quase não o tenho visto. Loki ignorou o comentário da mãe.

—-Preciso que me ajude. É a única que pode. O deus pronunciou as palavras tão rapidamente que Frigga mal conseguiu entender.

—-É claro, agora me conte. O que está deixando-o assim, tão aflito? Disse Frigga, acariciando o rosto do filho.

—-Sabe que Verdandi não quer que eu me aproxime de Sigyn. Aquela maldita me odeia... Loki pronunciou o nome da deusa entre dentes.

—-O que ela fez dessa vez?

—-Está mantendo Sigyn presa em seu quarto. Se a visse como eu vi... Tudo isso apenas para evitar que eu a veja. Loki desviou o olhar, ficando com uma expressão distante, lembrando da aparência debilitada da princesa.

—-Que horror! Como ela tem coragem de fazer isso com a própria filha. Me diga como eu posso ajudá-lo, meu filho.

—-Preciso me casar as pressas com Sigyn. Convença Odin a permitir que eu a traga para cá, mesmo contra a vontade de Verdadi. No meio da conversa uma criada estava parada na porta, tinha medo de interromper os deuses. Frigga olhou na direção da serva e Loki, seguiu o olhar da mãe.

—-O que quer? Não vê que estamos conversando. Disse Loki rispidamente, encarando a criada.

—-Desculpe príncipe Loki, mas o mensageiro de Svartalheim está a sua espera. Loki e Frigga se olharam. Em seguida o deus desceu até a sala do trono, onde o criado de Skuld o aguardava. Frigga seguiu o filho.

—-Então, diga logo, o que o trás aqui! Ordenou Loki.

—-Infelizmente sou portador de uma péssima notícia majestade. O criado desviou seu olhar, e encarou o chão. A esposa de Odin percebeu a gravidade da mensagem trazida pelo criado e se aproximou de Loki.

—-Diga logo infeliz! Loki havia perdido a paciência.

—-A princesa Sigyn está morta. Ela se jogou do alto do castelo. A rainha Skuld pediu que eu viesse avisá-lo. Loki sacudiu a cabeça em sinal de negação, esboçou um semi sorriso, de incredulidade.

—-Não ela não está morta! O deus gritou. Loki deu um empurrão no servo, em seguida desferiu um soco contra o pobre criado. O servo saiu correndo em direção a porta. Frigga abraçou o filho.

—-Deve ser forte querido. Acalme-se, não é assim que vai resolver as coisas.

—-Me solta, já disse que ela não morreu! Gritou Loki, se desvencilhando dos braços da deusa.

O jotun saiu porta afora, Loki não conseguia acreditar no que tinha ouvido. O deus precisava ver com seus próprios olhos para crer. Precisava ir até Vanaheim. Assim que chegou no reino de Njord, Loki cruzou o salão onde Sigyn estava sendo velada, todos voltaram suas atenções para o deus.

—-Eu não vou deixar que ele se aproxime da minha filhinha. Disse Verdandi, se voltando para Skuld. A deusa do destino se levantou.

—-Agora você a chama de minha "filhinha", até ontem a chamava de "aquela sonsa". Skuld jamais iria deixar Verdandi esquecer a sua parcela de culpa na morte de Sigyn.

—-Cale-se, respeite a minha dor. Apesar de tudo, Verdandi amava Sigyn, de um jeito doente, mas amava.

—-Então respeite a dor de Loki também. Fique quieta onde está e deixe que ele se despeça de Sigyn. Skuld sempre tentava trazer a deusa para a realidade.

O deus chegou perto do corpo de Sigyn, a jovem estava totalmente coberta, seu rosto havia ficado irreconhecível com a queda. Apenas seu braço direito estava a mostra, apesar de conter alguns arranhões fora a parte menos afetada. Sua mão estava sem o anel que Loki havia lhe dado, o deus estranhou, pois a jovem sempre usava a jóia. Ao ver aquela cena, uma lágrima solitária rolou pelo rosto do jotun. Loki se ajoelhou ao lado do corpo desfalecido, segurou a mão da jovem e começou a chorar audívelmente, sem se importar com aqueles que o observavam.

Apenas depois da morte da princesa, Loki teve a certeza que nunca teve enquanto ela estava viva, naquele momento o deus percebeu que realmente a amava. Mais de uma hora depois Skuld foi a única com coragem suficiente para se aproximar dele. Loki sequer olhou para a tia de Sigyn, não desviava os olhos da princesa.

—-Quando Sigyn...o deus não conseguiu pronunciar a palavra.

—-Ela não estava usando um anel de esmeraldas? Perguntou Loki ainda sem encarar a deusa. Skuld não podia perder a oportunidade de fazer Verdandi pagar pelo que havia feito, ao menos um pouquinho.

—-Curioso você falar sobre esse anel, pois minha irmã está usando-o nesse exato momento. Disse Skuld em um tom irônico. O deus lançou um olhar mortal para a deusa e se dirigiu até Verdandi.
"Maldito, já não basta estar aqui, ainda tem que vir falar comigo" Pensou Verdandi, ao ver o deus se aproximar.

—-Esse anel não é seu. Quero ele de volta. Loki disse em um tom frio e calmo.

—-É isso que você quer? Então pegue essa porcaria! Disse Verdandi tirando o anel e jogando-o no chão. O deus se abaixou calmamente para pegar a jóia, em seguida Loki levantou-se, se aproximou de Verdandi bem devagar, com os olhos fixos nos olhos da deusa. Loki trazia um olhar parado e inexpressivo.

—-Sorte sua esse lugar estar cheio de testemunhas. Mas eu juro que um dia ainda vamos nos encontrar a sós e quando esse dia chegar, farei você pagar por tudo o que fez a Sigyn. Terá uma morte cruel, lenta e dolorosa. Terei o prazer de torturá-la pessoalmente. E quando eu tiver roubado sua auto estima, seus sonhos e suas esperanças, vou deixar que você se jogue da sacada, exatamente como fez com Sigyn. Sua assassina! Loki pronunciou cada sílaba lentamente, sem nenhuma emoção em sua voz.

Ao ouvir aquelas palavras a deusa sentiu um arrepio percorrer sua espinha dorsal, sabia que o deus não estava brincando. Verdandi refletiu sobre tudo o que havia feito com Sigyn, a tortura psicológica, a qual submeteu sua filha. Mais algumas lágrimas rolaram pelo rosto da deusa. Loki voltou até o caixão de Sigyn e ficou sentado ao lado do corpo da jovem. Algum tempo depois ficaram apenas Verdandi, Loki e Skuld.

Njord era muito velho, seu coração cansado quase não aguentou o choque da morte da filha. Estava em seu quarto, sob efeito de calmantes. Verdandi só não havia expulsado Loki para evitar um escândalo, mas assim que estavam apenas os três, Verdandi ordenou aos soldados reais que tirassem o deus de lá.

—-Guardas! Tirem-no daqui! Verdandi sentiu nojo ao ver Loki abraçando sua filha. Seu ódio pelo deus era maior do que tudo. Nesse momento, Frigga cruzou o grande salão.

—-O que foi que você disse? A esposa de Odin perguntou a deusa do destino.

—-O que você ouviu. Esse maldito estragou a vida da minha filha. Loki não pôde se controlar, se desvencilhou facilmente dos guardas que tentaram contê-lo e seguiu em direção a Verdandi. O jotun sacudiu Verdandi pelos braços com força e a arremessou contra a parede. Frigga tentou segurá-lo inutilmente. O deus estava cego por sua raiva. A mãe de Loki o abraçou por trás, o deus só não afastou Frigga temendo machucá-la.

—-Por favor, venha meu filho, não vale a pena. Disse a rainha de Asgard, olhando com desprezo para Verdandi.

Frigga conduziu o filho até a saída, os dois partiram para a terra de Odin.

Á noite, a deusa do destino estava exausta, tudo o que queria era tomar um longo banho e dormir. Verdandi chegou em seu quarto, tirou as belas jóias que usava e se despiu, seguindo em direção ao banheiro. Quando passou por sua cama a deusa levou uma das mãos a boca e não pode conter um grito de desespero.

—-Socorro! Gritou Verdandi, se afastando. A deusa viu a cabeça de Arvak em sua cama. Havia um bilhete junto a cabeça do servo, que dizia:


"Isso é só o começo!"

Notas finais
Vou adiantando uma coisa: Verdandi não trouxe Sigyn de volta sozinha, alguém a ajudou. Mas tudo tem seu preço não é mesmo? E o preço que a deusa vai pagar será alto demais. Mais uma dica: O diário é a chave de tudo. No próximo capítulo eu conto como a rainha trouxe sua filha da morte. E então, o que acharam do capítulo, espero que tenham gostado. comentários Girls, please. Abraços!!!