Loki and Jane, When I first saw you
2 Capítulo 1 parte 2 A inocência de Sigyn
—-Esse é meu irmão, Loki. Disse Thor apresentando, o trapaceiro a midgardiana.
—-Prazer em conhecê-la. Respondeu o deus, que não conseguia tirar os olhos de Jane. A midgardiana estendeu a mão para cumprimentar o príncipe.
—-Entrem, por favor. Disse a jovem.
—-Bom a essa altura Odin provavelmente já descobriu a fuga de Loki. Comentou Thor.
—-Tem razão, deve ir logo, ou será punido também. Talvez o pai de todos mate você em meu lugar. Retrucou o trapaceiro, com sarcasmo em sua voz.
—-Espero que fiquem bem. O deus do trovão se despediu, dando um beijo apaixonado em Jane. O moreno virou o rosto, aquele gesto o incomodou profundamente, era doloroso ver o irmão beijando aquela que lembrava tanto o único amor da sua vida.
—-Bem, vou lhe mostrar seu quarto. É bem simples, mas confortável. Por aqui.
O deus seguiu a pequena humana pelas escadas que levavam até o corredor dos quartos. Era uma típica casa de campo, rústica, mas bastante aconchegante. Tinha uma lareira na sala, móveis coloniais, a residência mais parecia uma grande cabana. O deus estranhou bastante o ambiente, que contrastava com o palácio cheio de servos, que estavam ao seu dispor onde morava.
—-Onde estão os criados? Perguntou Loki.
—-Não há criados nesta casa, não está mais em Asgard. Disse a jovem que continuava caminhando pelo corredor sem olhar para trás.
—-Este é seu quarto. Tem uma televisão. Jane ligou o aparelho e mostrou para o deus como funcionava para ligar, desligar e trocar de canais.
—-Não gosto das invenções midgardianas. Disse Loki em seu habitual tom arrogante. A humana revirou os olhos, estava com pouca paciência para os mimos de um príncipe destronado.
—-Esse objeto vai ajudá-lo a conhecer um pouco mais da nossa cultura. Só assim você poderá andar pelas ruas sem parecer um esquisitão. Falando em coisas esquisitas, tem algumas roupas no armário, seria bom se você se trocasse. Eu não costumo receber visitas, mas... Não gostaria que alguém visse você com essa roupa que é mais apropriada para o Halloween.
—-Hallo o que?
—-Esquece. Bem, fique a vontade, se precisar de algo pode me chamar. Loki apenas assentiu com a cabeça. O deus trocou de roupa e ficou deitado na cama, a única imagem que vinha a sua mente era a de Sigyn. O deus da trapaça fez uma viagem no tempo, mentalmente, lembrando do dia em que conhecera a jovem:
“Loki e Thor estavam na sacada do quarto do moreno, quando avistaram uma jovem entrando no castelo. A moça estava acompanhada pelos pais, Njord e a deusa do destino, Verdandi.
—-Quem são? Perguntou Loki, subitamente interessado na bela visitante.
—-Ah, pode esquecer. Aquela é Sygin, a mãe dela está sempre por perto, não permite que nenhum aproveitador como você se aproxime.
—-Eu, aproveitador? Por quem me tomas? Respondeu Loki sorrindo cinicamente.
—-Você não tem jeito irmão. Mas mantenha distância, não queremos problemas com Vanaheim. Respondeu Thor, em tom de seriedade.
O deus do trovão se afastou e o moreno ficou sozinho na sacada, observando a garota, que olhou para cima cruzando com o olhar do jothun. Sigyn ficou encarando o deus, mas em seguida abaixou a cabeça, de forma tímida e atrapalhada.
Durante o jantar, Loki não tirava os olhos da moça. Os pais dela pareciam não perceber, pois Njord falava sobre politica com Odin, enquanto Verdandi conversava com Frigga distraidamente. A jovem estava sem jeito, encarava seu prato o tempo todo, não tendo coragem para retribuir os olhares de Loki.
—-Se me permitem, eu já vou me recolher, estou um pouco indisposta. Disse Sigyn timidamente, levantando-se da mesa em seguida.
Loki inventou uma desculpa qualquer para se retirar e segui-la. O deus a encontrou quando já estava entrando em um dos quartos de hóspedes. O jotun olhou para os lados, se certificando de que não havia ninguém no corredor e entrou no quarto da jovem. A garota encarou Loki assustada, com os lábios entreabertos, tentou dizer algo para pedir que o deus se retirasse, mas havia perdido a fala. Sigyn andava de costas, para afastar-se do deus que vinha em sua direção.
—-O que está fazendo aqui? Não pode! Saia! Ordenou Sigyn, reunindo toda a coragem que conseguiu.
—-Acalme-se, só vim ver como está. Você disse que não se sentia muito bem, fiquei preocupado. Mentiu Loki, que estava apenas começando seu joguinho.
—-Estou um pouco melhor, obrigada. Agora saia, por favor, ou nós dois estaremos em apuros.
—-Eu irei, mas antes preciso fazer algo. Disse Loki se aproximando de Sigyn e dando um beijo nos lábios da princesa, o deus apenas aproximou os seus lábios aos da vanir. A jovem ficou bastante nervosa no começo, mas cedeu logo em seguida. A vanir não retribui o gesto, ficou estática, completamente sem reação, seus olhos se encheram com o pânico.
—-Agora sim, boa noite. Disse o trapaceiro, dando um sorriso cheio de malícia para a garota, que ficou parada observando o deus se afastar.
O jotun saiu rapidamente do quarto. Sigyn levou a mão aos lábios, nunca tinha sido tocada por homem algum. A princesa gostara da sensação de ter os lábios quentes de Loki sobre os seus, o deus havia deixado seu perfume por todo o quarto. A jovem fechou os olhos e inspirou profundamente, sentindo o aroma dele, era como se ainda estivesse ali. Naquela noite Sigyn não conseguiu dormir, passou a noite toda pensando no beijo do trapaceiro.
Fale com o autor