Locked Out of Heaven
21 It's like we can't stop, we're enemies...
Notas iniciais
“A única maneira de livrar-se de uma tentação é render-se a ela.”
– Oscar Wilde.
Considerando que Sebastian jogara o dinheiro de qualquer jeito na mão do taxista, não esperara troco e ainda gastara uma quantia razoável em bebidas, ele talvez estivesse com a carteira vazia àquela altura da noite. Mas quem se importava? Ele tinha uma Santana Lopez tão embriagada quanto ele em seus braços e eles aproveitariam ao máximo o fato de Sebastian morar sozinho.
Baby, serei seu predador hoje à noite
Te caçarei, te comerei viva
Assim como animais, animais
Como animais
Talvez você ache que pode se esconder
Eu posso sentir seu cheiro a milhas
Assim como animais, animais
Como animais
Querida, eu sou...
Assim que passaram pela entrada, Sebastian fechou a porta de um modo peculiar: ele empurrou Santana contra ela, prensando o corpo da latina enquanto a beijava. Ela tinha um cheiro tão bom e ele podia finalmente sentir a pele quente em seus dedos. Era tão real... Mas, ao mesmo tempo, parecia um sonho. Um doce sonho. Ou um bonito pesadelo.
Então, o que está tentando fazer comigo?
É como se não pudéssemos parar, somos inimigos
Mas nos damos tão bem quando estou dentro de você
Você é como uma droga que está me matando
Eu te cortei fora completamente
Mas fico extasiado quando estou dentro de você
Por sua vez, Santana havia parado de pensar há muito tempo. Em algum lugar dela, algo parecia cutucá-la, como se ela precisasse parar o que estava fazendo, porque aquilo era errado. Ela não sabia por que, mas sabia que era impossível parar. Sebastian estava por toda parte, era como se só ele existisse à sua frente; ela beijava cada centímetro dele que encontrava pela frente e brigava com as roupas que ele vestia, mas, por fim, conseguiu retirar o casaco e a camisa, enquanto ela mesma já estava toda amarrotada: a jaqueta de couro – que era uma de suas favoritas – estava jogada em algum lugar do chão; o vestido só cobria sua barriga, pois Sebastian o fizera subir com as próprias mãos e, em algum momento enquanto se beijavam, Santana retirara as alças do vestido, o que o fez descer, mostrando um sutiã preto que combinava com a calcinha que ela usava.
Você pode recomeçar, você pode correr livremente
Você pode achar outros peixes no mar
Você pode fingir que era para ser
Mas não consegue ficar longe de mim
Sebastian colocou uma perna de Santana em volta de sua cintura e depois a outra. Ela não era pesada, e nem poderia ser. Santana era magra e não muito alta; sem as botas de salto alto, ela ficara consideravelmente menor que Sebastian. Com a latina em seu colo, ele subiu as escadas, que não demoraram muito a acabar. Ele adentrou a primeira porta do corredor e foi direto em direção à cama, jogando Santana sem cerimônia sobre o colchão, que afundou um pouco com o baque. Em um breve momento de separação, Santana puxou o vestido por sobre a cabeça e olhou para Sebastian, que estava de pé em frente a ela. Ela aproximou-se e começou a tirar a calça jeans que ele usava, deixando-a de frente para uma cueca boxer preta que parecia apertada demais para o que havia guardado nela. Santana deu um sorriso malicioso. Ela colocou ambas as mãos nas laterais da cueca e puxou-a para baixo, deixando Sebastian nu por completo. O que ela viu a fez exclamar:
– Wow! – Os olhos pretos se arregalaram e Sebastian soltou uma risada.
– Não... Você ainda está muito vestida. Gostei da calcinha e do sutiã, mas as meias não te deixam nada sexy. – Ele comentou, enquanto começava a puxar as peças de roupa que ainda estavam no corpo de Santana. Quando ele soltou o fecho do sutiã, os seios pareceram saltar para fora e Sebastian não se conteve mais. Começou a beijar um, enquanto acariciava o outro. Santana fechou os olhos e segurou a cabeça dele junto a si. Quando ela soltou um gemido, Sebastian sorriu. Ele passou mais um par de minutos deliciando-se naquela região antes de resolver descer mais um pouco. Só restava em Santana uma pequena calcinha, que ele rapidamente retirou com um puxão. Por pouco, a peça não se rasgara no processo.
Ainda posso te ouvir fazendo aquele som
Me derrubando, rolando no chão
Você pode fingir que era eu, mas não
Baby, serei seu predador hoje à noite
Te caçarei, te comerei viva
Assim como animais, animais
Como animais
Talvez você ache que pode se esconder
Posso sentir seu cheiro a milhas
Assim como animais, animais
Como animais
Querida, eu sou...
Agora, os dois estavam nus. Por um instante, a única coisa que fizeram foi olhar um para o outro. O contraste entre a pele branca de Sebastian e a morena de Santana era algo muito bonito. Sebastian estava tão excitado... Mas ele queria muito sentir o gosto dela. Ele começou a beijar a barriga de Santana e foi descendo cada vez mais, até que ela percebeu o que ele faria e o interrompeu. Ela agarrou um punhado do cabelo castanho e puxou, fazendo Sebastian olhá-la.
– Não! Não tenho tempo pra isso, não agora. Preciso de você... Dentro de mim. AGORA! – Ela exclamou.
Então se eu correr, não é suficiente
Você ainda estará em minha mente
Presa para sempre
Então você pode fazer o que quiser
Eu amo suas mentiras, vou devorá-las
Mas não negue o animal
Que ganha vida quando estou dentro de você
Você pode recomeçar, você pode correr livremente
Você pode achar outros peixes no mar
Você pode fingir que era para ser
Mas não consegue ficar longe de mim
Mesmo que quisesse, Sebastian não poderia argumentar. Ele mesmo estava quase implorando para penetrá-la, então ele apenas acomodou-se melhor em cima dela e...
Ainda posso te ouvir fazendo aquele som
Me derrubando, rolando no chão
Você pode fingir que era eu, mas não
Baby, serei seu predador hoje à noite
Te caçarei, te comerei viva
Assim como animais, animais
Como animais
Talvez você ache que pode se esconder
Posso sentir seu cheiro a milhas
Assim como animais, animais
Como animais
Querida, eu sou...
Deus! Como era incrível a sensação de estar dentro de Santana. Ele não sabia o que era melhor: vê-la se retorcendo embaixo de si, saber que era o motivo do prazer dela ou sentir seu próprio prazer. Havia um empate entre as três coisas. Ele movia-se devagar, para torturá-la, e Santana se vingava arranhando as costas dele com suas unhas, que não estavam tão grandes, mas eram capazes de deixar vermelha a extensão de pele branca. Santana fechou os olhos por um momento e, quando os abriu, notou o sorriso sacana de Sebastian.
– Você está fazendo de propósito! – Ela acusou, referindo-se aos movimentos lentos de Sebastian.
– É claro que estou! Se você pudesse ver a sua cara nesse momento, entenderia porque estou te provocando. – Ele respondeu. Ela grunhiu e empurrou Sebastian, saindo de baixo dele com facilidade, porque o pegara de surpresa.
Santana posicionou uma perna de cada lado do quadril de Sebastian, segurou o membro com a mão e posicionou-o em sua entrada. Quando ela afundou em cima dele, Sebastian gemeu, de olhos fechados. Santana sorriu maliciosamente e começou a movimentar-se devagar.
Não diga mentiras, não pode negar
A fera que está aí dentro, yeah, yeah, yeah
Não garota, não minta, não pode negar
A fera que está aí dentro, yeah, yeah, yeah
Woah woah woah
Assim como os animais
– Quem está no comando agora? – Ela provocou. Sebastian ainda estava de olhos fechados e apenas grunhiu em resposta.
Se ambos não estivessem tão desesperados por um orgasmo, poderiam continuar naquele jogo de gato e rato para sempre, mas Santana começou a acelerar seus movimentos, os gemidos se misturando aos de Sebastian a cada vez que ela rebolava.
Ele segurava-a firmemente pela cintura e voltou a abocanhar os seios de Santana sempre que eles ficavam ao alcance de sua boca. Santana enterrou a cabeça no pescoço alvo e começou a chupá-lo, sem pensar na força que estava aplicando, o que causaria manchas escuras por vários dias. Mas ela não se importava, assim como Sebastian não se importava.
Baby, serei seu predador hoje à noite
Te caçarei, te comerei viva
Assim como animais, animais
Como animais
Talvez você ache que pode se esconder
Posso sentir seu cheiro a milhas
Assim como animais, animais
Como animais
Querida, eu sou...
Sebastian empurrou-a, ficando por cima mais uma vez. Os dois voltaram a se beijar, enquanto Sebastian estocava cada vez mais rápido. Santana mantinha suas duas pernas entrelaçando a cintura dele e suas mãos percorrendo as costas de Sebastian, até que ela começou a dar sinais de que estava chegando ao seu limite. Por sorte, Sebastian também estava perto de chegar ao ápice. Então os dois gozaram quase juntos, enquanto beijavam-se longamente para calar os gemidos que tinham se transformado em gritos.
Alguns segundos depois, Sebastian caiu ao lado de Santana na cama e os dois respiravam com dificuldade. Apenas quando pararam de ofegar, Santana olhou para o lado, com um sorriso malicioso:
– Pronto pra outra?
– Manda ver! – Sebastian respondeu. A latina soltou um breve riso, antes de voltar a beijá-lo.
Não diga mentiras, não pode negar
A fera que está aí dentro, yeah, yeah, yeah
Não garota, não minta, não pode negar
A fera que está aí dentro
Yeah, yeah, yeah!
Naquele momento, eles só queriam saciar a fome que sentiam um do outro. E tudo o mais estava esquecido.
Fale com o autor