Locked Out of Heaven
17 If I Never See Your Face Again
Notas iniciais
No dia seguinte, Kurt não precisou nem tocar no assunto. Antes que pudesse dizer qualquer palavra a respeito de Sebastian, a própria Santana convocou todos para uma reunião na sala do coral.
– Rápido, entrem, antes que o Sr. Schue resolva passar por aqui! – Ela apressava todos que entravam. – Brittany, tranque a porta.
– Eu não sei como fazer isso. – Brittany disse rapidamente. Santana revirou os olhos e foi até a porta, fechando-a.
– O que está acontecendo? – Rachel perguntou.
– Graças a mim e ao Artie, temos os Warblers bem onde queremos. Sendo o criminoso mais ardiloso que conheço, Artie achou uma loja de espionagem que vende aparelhos secretos de vigilância.
– Não são aparelhos secretos. Eu só consegui um gravador da Office Max. – Artie disse.
– Tá, tá. Que seja. Eu fui à Dalton e coloquei o gravador no meu sutiã, então gravei Sebastian admitindo que colocou sal-gema na raspadinha que quase cegou o Blaine. – Antes que pudesse continuar, Santana foi interrompida:
– Você foi até a Dalton? – Quinn perguntou, com um sorrisinho zombeteiro nos lábios e uma sobrancelha arqueada.
– Fui. – Santana deu um olhar mortal para a amiga, para que Quinn soubesse que não deveria entrar naquele assunto; pelo menos não ali, nem naquele momento. – Continuando: tudo o que precisamos fazer agora é entregar essa gravação pra polícia e a Vadiazinha será detida. – Ela apertou um botão no gravador e todos ouviram a confissão de Sebastian.
Lembrando-se do que Sebastian fizera na noite anterior, Kurt achou que tudo aquilo já estava indo longe demais, então resolveu interferir:
– Não. Não vamos fazer isso.
– Por quê? Kurt, isso não é violência, é esperteza. Eu coloquei um gravador no meu sutiã! – Santana indignou-se.
– Então ele talvez seja expulso da escola. Mas e daí? Os Warblers ainda podem fazer Michael e ainda podem nos vencer. – Kurt levantou-se e foi até a frente da sala, onde Santana estava. – Olha, eu gostaria de ver a cabeça dele girando num espeto, mas... – Kurt considerou por um momento o que deveria dizer. Ele pensou nas palavras de Sebastian e lembrou-se do pedido do garoto.
– Mas...? – Santana incitou.
– Mas eu percebi que não podemos ficar buscando vingança toda vez que o mundo é cruel conosco. Se Michael fizesse isso, ele nunca teria tido tempo de fazer tantas músicas maravilhosas. Então a minha resposta é não. Não vamos punir os Warblers. Nós vamos ensiná-los uma lição. E eu acho que sei como. – Kurt finalizou seu pequeno discurso e Santana revirou os olhos. – Eu reservei o auditório para o último horário, então, mais tarde, quando as aulas de hoje acabarem, quero que me encontrem lá, ok? – O garoto completou e se virou para sair da sala. Todos os outros começaram a se levantar, menos Quinn. Santana percebeu isso e deixou-se ficar na sala também. Estranhamente, a latina não protestou pela decisão tomada.
Quando todos saíram, Quinn mirou Santana e começou:
– Dalton? Sério? – Quinn perguntou. – De novo? – Santana revirou os olhos e foi sentar-se com ela.
– Você acabou de ficar sabendo o que fui fazer lá dessa vez, então acho que isso me poupa explicações. – Santana disse.
– Sério? – Quinn implicou de novo. A latina bufou.
– Diga logo o que você tem pra me dizer, Barbie de Quinta. – Foi a vez de Quinn revirar os olhos.
– O que você estava pensando? Se Kurt tivesse concordado em entregar isso à polícia, você o teria feito? Entregaria Sebastian? – Quinn questionou.
Santana guardou silêncio. Desde o dia anterior, até chegar à escola hoje, ela pensou sobre o assunto. Ela optou por fazer a coisa certa, mas não sabia se realmente queria fazê-lo. Ela precisava, era diferente. Precisava se afastar dele. E aquela era uma ótima oportunidade para dar um primeiro grande passo nessa direção. Quinn continuou:
– As pessoas cometem erros, Santana. Eu posso te assegurar isso. Mas por que arruinar toda uma vida por causa de um erro? Como você pode saber se ele não se arrependeu?
– Você não o conhece, Quinn... – Santana começou.
– E você o conhece? – A loira rebateu.
Santana ficou em silêncio mais uma vez. Quinn suspirou. A loira levantou-se e saiu da sala, deixando uma morena ainda mais pensativa.
[...]
Sebastian entrou no auditório do McKinley com os outros Warblers. Mais cedo, ele recebera uma mensagem de Kurt e, movido mais pela curiosidade do que por qualquer outra coisa, reuniu seu grupo e foi até a escola do New Directions. Ao mesmo tempo em que eles se aproximavam, os membros do ND foram preenchendo o palco.
– Legal que vocês tenham aparecido. – Artie observou, enquanto impulsionava sua cadeira para o centro do palco.
– Isso vai demorar? Não consigo suportar esse cheiro de escola pública por muito tempo. – Sebastian disse.
– Não, não vai demorar. Tudo o que vocês têm que fazer é sentar e escutar. – A loira de cabelos curtos e olhos verdes respondeu. Mais uma vez, a curiosidade predominava no olhar dela e Sebastian não conseguia entender o porquê.
– Nós não apresentaremos Michael nas Regionais. – O Rodinhas falou.
– Não achei que vocês fossem se render tão facilmente. – Sebastian começou a sorrir.
– Estamos cansados dessa luta, dessa traição... Somos corais, deveríamos apoiar uns aos outros. – Kurt disse.
– Além disso, fazer Michael não significa que você o entenda. – Artie disse, com um tom superior.
– Ah, e vocês entendem? – Sebastian parecia divertir-se com a situação. Ele tentava não encarar Santana, mas era difícil. Ele podia sentir o olhar dela o fuzilando.
– Sim. E vamos mostrar. – Mercedes respondeu.
Depois disso, “Black or White” começou a tocar e todos começaram a cantar. Eventualmente, os Warblers se juntaram ao New Directions; Trent foi o primeiro a se levantar, sendo rapidamente seguido pelos outros. No fim, apenas Sebastian continuava sentado, mas não porque quisesse. Ele não se juntou aos outros porque não podia, porque sabia que era o objeto da raiva da maioria ali. Mas foi difícil não caminhar até Santana quando ele ouviu a voz dela. Mesmo assim, precisava prosseguir com seu teatro. Então, quando a música acabou, ele aplaudiu lentamente:
– Comovente.
– Qual é, cara? Desiste! – Peter, um de seus companheiros de coral, disse.
– Esse é o tipo de atitude que os fez perder ano passado. – Sebastian apontou um dedo na direção deles severamente.
Kurt olhou para Santana que, até então, não dissera uma única palavra. Vendo que ela não tinha a intenção de se pronunciar, ele resolveu falar:
– Sabe, Sebastian... Santana gravou você admitindo que colocou sal-gema na raspadinha que feriu Blaine. A essa altura, você poderia estar expulso ou até mesmo preso. Mas não seria a mesma coisa ganhar as Regionais sem vocês lá, então... – Ele caminhou até Santana e estendeu a mão. Ela tirou uma pequena fita do bolso e entregou a Kurt, que jogou o objeto para Sebastian. O garoto olhou da fita para Santana, que desviou o olhar.
Kurt olhou para Sebastian, que assumira um semblante sério. O garoto sentia que deveria contar o que acontecera, que Sebastian pedira desculpas, mas – ao mesmo tempo – sabia que aquela revelação não cabia a ele. Nesse momento, ele viu Sebastian balançar a cabeça minimamente em sinal negativo, como se pudesse saber o que Kurt estava pensando. Ele suspirou e assentiu minimamente.
– Então é isso. – Kurt finalizou.
– Agora dê o fora do meu auditório. – Artie completou.
Sebastian olhou mais uma vez para Santana, que lhe devolveu o olhar dessa vez. Nada. Ele não conseguia ter ideia alguma sobre o que ela estaria pensando. Ele levantou-se e saiu do auditório sozinho, pois os outros Warblers começaram a conversar com os membros do ND, principalmente com Kurt, querendo saber maiores notícias sobre Blaine e pedindo desculpas pelo que acontecera.
Enquanto isso, Santana o observava sair do auditório. Ela estava confusa. Só o veria de novo nas Regionais e, depois disso, não o veria mais. Aquilo a perturbou. Queria segui-lo, mas não podia. Quinn aproximou-se dela e disse:
– Vai.
– Q, não posso... Vou dar muita bandeira. – A latina respondeu agitada.
– Foda-se, vai logo! – Santana encarou a loira, que arqueou uma sobrancelha. – Eu te deixo escolher: se alguém perguntar, eu digo que você está com dor de estômago ou que está menstruada?
– Você não existe, Quinn! – Santana revirou os olhos e começou a deixar o palco discretamente.
O que ela iria fazer? Não tinha a mínima ideia.
[...]
Sebastian andou um pouco pelos corredores e logo entrou em uma sala de aula vazia. Ele chutou uma cadeira, tentando liberar um pouco da raiva que sentia. Ele passou as mãos pela nuca, pensando na merda que fizera.
– Pensei que não gostasse do cheiro de escolas públicas. – Ele ouviu a voz dela pela primeira vez naquele dia.
– Pensei que não gostasse da minha companhia. – Sebastian respondeu, sem se virar para ela.
– Pensou certo. Eu não gosto. Eu só vim aqui te lembrar do que eu disse na primeira vez que nos vimos: fica longe. De mim, dos meus amigos... Eu não quero te ver nunca mais. – Santana falava duramente.
Sebastian agradeceu por ela não poder ver seu rosto porque, por um breve momento, a sua expressão era a de quem tinha acabado de engolir um sapo gordo e nojento. Ele se recompôs e virou-se, começando a sorrir.
– A não ser que você cante de olhos fechados durante as Regionais – o que eu não aconselho, já que você e os seus amiguinhos vão ficar se balançando pra lá e pra cá pensando que estão fazendo uma excelente coreografia -, receio que essa não será a última vez em que me vê, Lopez.
Santana poderia ter saído da sala, mas não, ela ficou e continuou encarando aquela incógnita a sua frente. Era isso que Sebastian era: uma grande pergunta sem resposta.
– Olha, eu também não quero ver você de novo. – Ele disse e aquilo provocou uma pontada em seu estômago, que ela ignorou. – Depois que os Warblers ganharem as Regionais... – Santana riu. – A gente pode nunca mais se ver tranquilamente, ok? Mas... O que você me diz de uma última música?
Santana olhou-o desconfiada. Sebastian podia ver a hesitação dela, então continuou:
– Vamos lá, Lopez! Você não pode negar que temos vozes incríveis.
– Tudo bem. Espera um pouco. – Santana tirou o celular de seu bolso, ignorando os olhos de Sebastian sobre si.
Ela teclou rapidamente e enviou uma mensagem:
“Quinn, onde estão todos?”
“Estacionamento. Todos estão indo embora agora. Você vai demorar?”
“Talvez. Pode ir sem mim. Se a Britt perguntar, diga que falo com ela depois.”
“Ok.”
– Beleza. Vamos. – Santana disse em voz alta e saiu da sala, com Sebastian seguindo-a pelos corredores desertos.
[...]
– Eu só posso estar louca de estar mesmo fazendo isso, Smythe. – Santana comentou assim que entraram na sala de coral do New Directions.
– Relaxa, Lopez. Vamos apenas nos divertir, ok? – Sebastian falou com um brilho diferente nos olhos. Ele tirou o blazer dos Warblers e Santana ergueu as sobrancelhas em questionamento. – Não, Santana. Sei que isso pode ser decepcionante, mas... Você não vai me ver nu hoje.
Santana riu e Sebastian sorriu, achando aquele som maravilhoso. Ele continuou:
– Isso é só pra te fazer esquecer um pouco de quem eu sou. Pelo menos por enquanto. – Sebastian virou-se para localizar onde ficavam os equipamentos de som. Ele achou alguns amplificadores e foi até lá.
– Eu também tiraria meu casaco, mas, por baixo dele, continuo usando um uniforme das Cheerios.
– Talvez você pudesse tirar sua blusa também. – Ele comentou, em tom de brincadeira.
– Talvez. – Ela concordou. — Afinal, o que tenho dentro do meu sutiã não te interessa muito, não é mesmo? – Santana provocou. Sebastian estava conectando seu celular às caixas de som, mas, quando ouviu essas palavras ele arregalou os olhos e olhou de volta para Santana. Ela estava indo até a entrada, para fechá-la e puxar a pequena persiana que cobria a janelinha da porta. Em seguida, de costas para Sebastian, ela tirou o agasalho de inverno das líderes de torcida e deslizou o zíper que se escondia na parte de trás da sua blusa. Ele quase não podia acreditar que ela estava fazendo aquilo, mas ela era Santana Lopez, afinal. Louca e cheia de si o suficiente para ficar de sutiã na frente dele.
Por sua vez, Santana não sentia vergonha alguma. Aquela era a oportunidade perfeita para descobrir se ele sentia qualquer coisa por ela. Tesão ou indiferença. Definitivamente, ela não mediria esforços para descobrir se o afetava de algum jeito. Além disso, era a última vez que teriam uma chance como aquela.
Quando ela virou-se, Sebastian teve uma das melhores visões de sua vida: Santana vestia um sutiã branco que fazia um contraste perfeito com sua pele morena, os seios fartos e perfeitos. O visual ficou completo quando ela levantou uma mão para puxar o elástico que mantinha os seus cabelos presos em um rabo de cavalo no topo da cabeça. Com os cabelos soltos, ela era, ao mesmo tempo, a visão do paraíso e do inferno. Antes que pudesse começar a babar, ou até mesmo ter uma ereção indesejada, Sebastian virou-se para escolher a música na playlist do celular. Ele deu play e virou-se.
Os primeiros acordes tocavam e tudo o que Santana pôde pensar foi “oh-oh”. Ela sentou-se numa cadeira e Sebastian caminhava em sua direção afrouxando o nó da gravata. Logo, ele começou a cantar enquanto a latina o observava:
[Sebastian]:
Agora enquanto o verão se vai
Eu te deixo ir
Você diz que eu não sou seu tipo
Mas eu posso fazer você balançar
Isso te faz pagar pra ver
Você não é a única
Eu te deixaria ser se você
Abaixasse sua arma
[Santana]:
Agora você foi a algum lugar distante
Eu não sei se vou te encontrar
Mas você sente minha respiração no seu pescoço
Não acredita que estou bem atrás de você
Santana levantou-se e foi até o lugar em que Sebastian estava em pé, encarando seus movimentos. A latina o tocou levemente com seus dedos e ele acompanhou o movimento com o rosto.
[Sebastian]:
Porque você continua me fazendo voltar por mais
E eu me sinto um pouco melhor do que antes
[Sebastian e Santana]:
E se eu nunca mais vou ver seu rosto de novo, eu não ligo
Porque já fomos mais longe do que achei que iríamos essa noite
[Santana]:
Às vezes você se move tão bem
É difícil não ceder
[Sebastian]:
Estou perdido, não consigo dizer onde você termina e eu começo
Aquilo estava provocativo e, ao mesmo tempo, divertido. E Santana não se divertia assim há tempos. Era muito fácil estar com Sebastian. Ela não pensava no que estava fazendo. Já havia até esquecido que estava sem blusa em uma sala sozinha com alguém que deveria ser seu inimigo.
[Santana]:
Isso te faz pagar pra ver
Eu estou com uma garota
Santana disse aquelas palavras e arqueou uma sobrancelha. Sebastian retrucou:
[Sebastian]:
Eu me pergunto se ela é metade do amante que eu sou
Aquela música parecia perfeita para eles.
[Sebastian]:
Agora você foi a algum lugar distante
Eu não sei se vou te encontrar
Mas você sente minha respiração no seu pescoço
Não acredita que estou bem atrás de você
Sebastian estava atrás de Santana e respirava no pescoço dela. Ele viu a pele dela se arrepiando enquanto ela se afastava e aquilo o fez sorrir.
[Sebastian e Santana]:
Porque você continua voltando por mais
E eu me sinto um pouco melhor do que antes
E se eu nunca mais vou ver seu rosto de novo, eu não ligo
Porque já fomos mais longe do que achei que iríamos essa noite
Os dois se encaravam com muita intensidade. Sebastian cantava com um tom sério:
[Sebastian]:
Baby, baby
Por favor, acredite
Ache no seu coração um jeito de me alcançar
Prometa que não vai me deixar para trás
(Prometa que não vai me deixar para trás)
[Santana]:
Me leve, mas devagar
Me faça pensar, mas não me engane
Me torture indo devagar
Santana puxava Sebastian pela gravata para perto de si.
[Sebastian]:
(Me torture, me Torture)
[Santana]:
Porque você continua voltando para mais
E eu me sinto um pouco melhor do que antes
[Sebastian e Santana]:
E se eu nunca mais vou ver seu rosto de novo, eu não ligo
Porque já fomos mais longe do que achei que iríamos essa noite
[Sebastian]:
(Me torture, me torture)
Sebastian passou um dedo pálido pela boca de Santana e foi descendo devagar pelo pescoço, até chegar ao fecho frontal do sutiã dela. Ele deixou o dedo lá e, para sua surpresa, ela não se esquivou. Eles cantaram o último refrão olhando nos olhos um do outro:
[Sebastian e Santana]:
Continuo voltando por mais
E eu me sinto um pouco melhor do que antes
E se eu nunca mais vou ver seu rosto de novo, eu não ligo
Porque já fomos mais longe do que achei que iríamos essa noite
Quando pararam de cantar, estavam muito perto um do outro. E então, finalmente, se beijaram.
Foi... Na verdade, não tinha como descrever. Por um breve momento, foi apenas um encostar de lábios, até que Santana sentiu a ponta da língua de Sebastian em seus lábios, o que a fez abrir a boca e aprofundar o beijo. Ele não estava sendo exatamente cuidadoso, mas Santana não se importava. Ela não queria que ele fosse cuidadoso. Ele, por sua vez, sentia a língua de Santana e tinha cada vez mais a certeza de que aquele beijo era melhor do que tudo o que já experimentara. Só a união das duas bocas seria o suficiente para tornar aquele momento perfeito, mas, de repente – e ao mesmo tempo –, os dois pareceram lembrar que tinham mãos e corpos. Então Santana levou suas mãos à nuca dele, bagunçando seu cabelo, enquanto Sebastian segurou a cintura dela como se sua vida dependesse daquilo, apertando a pele nua.
O beijo durou um par de minutos, até que a consciência – que desaparecera completamente até então – pareceu tornar à vida. Eles se separaram, ofegantes, mas logo descobriram que era difícil não retornar ao que estavam fazendo.
– Não... – Santana olhava o chão, desolada. Ela procurou por sua blusa e a vestiu. Ela apanhou o casaco das Cheerios e começou a caminhar até a porta.
– Santana... – Sebastian chamou. Ele parecia atordoado. Seu cabelo, geralmente muito bem penteado, estava inteiramente desarrumado e ele tinha os dedos da mão direita passeando pelos lábios, como se não acreditasse no que acontecera. Para Santana, aquela visão era difícil de ser ignorada. Mas ela não podia ficar ali, era errado. Muito errado.
Ela tinha uma mão na maçaneta da porta e queria sair sem olhar para trás. Mas era impossível. Eles não sabiam o que dizer, então apenas se olharam mais uma vez – olhos castanhos nos azuis.
Até que Santana deixou a sala.
[...]
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