Locked Out of Heaven

20 De Corações Partidos... Ou nem tanto


Notas iniciais
Esse capítulo é especialmente pra GiuliaGleekForever, que fez uma recomendação tão fofa, que me fez terminar o capítulo e atualizar a fic ainda hoje. Obrigada, querida! Eu adorei mesmo! As músicas do capítulo são "Skinny Love" (recomendo esta versão: https://www.youtube.com/watch?v=79nenGXB5mg ) e "Lost Stars" (versão do Maroon 5 mesmo). Acho que é isso... Espero que gostem!

A Noite dos Corações Partidos era uma espécie de festa do Breadstix, que ocorria todo ano na semana de dia dos namorados. Era uma opção para quem estava solteiro e/ou no fundo do poço. A festa principal era, obviamente, a Noite dos Namorados, que ocorria na sexta ou no sábado à noite, tornando a Noite dos Corações Partidos uma festa para perdedores, que acontecia – na maioria das vezes – em dias da semana. Como Santana estava em seu pior estado de espírito, ela queria ir à festa e tentava, inutilmente, convencer Quinn a ir com ela.

– Por Deus, Santana! Eu já falei que não, mil vezes não! – Quinn disse, batendo a porta de seu armário e seguindo para a sala de sua próxima aula. Santana a seguia de perto.

– Por favor, Quinn. Eu estou na fossa. É seu dever como minha melhor amiga ir cuidar de mim enquanto eu bebo todas nessa festa de fracassados. – A morena argumentava.

– E é seu dever como minha melhor amiga entender que eu não posso ir à essa festa. Sugar proibiu todos que vão à festa dela de irem pra essa Noite dos Corações Partidos. E há dias eu e o Esquadrão de Deus planejamos nos apresentar lá. Você pode ir comigo, se quiser. Não vamos transar no final da noite, mas você pode ser meu encontro. Assim a Sugar não pode te proibir de entrar lá por estar solteira.

– Por Deus, Quinn, não! Eu não vou a uma festa de Dia dos Namorados estando solteira. Fiz isso ano passado e foi uma merda. Não vou passar por isso outra vez. – Santana disse, de cara emburrada. Ela cruzou os braços e Quinn revirou os olhos, enquanto entravam na sala de aula. Às vezes, a latina parecia ter 10 anos de idade.

– Então estamos em um impasse. – Disse Quinn, depositando seus livros em sua carteira habitual.

– Então você vai pra essa sua festa idiota com os seus amiguinhos cristãos idiotas e eu vou pra festa de perdedores sozinha. Você sabia que por causa de alguns religiosos e falsos moralistas, Figgins veio falar comigo e com Brittany uma vez, nos dizendo que não poderíamos nos beijar na escola?

– Isso alguma vez impediu vocês? – Quinn encarou a amiga, erguendo uma de suas sobrancelhas.

– Não. – Santana respondeu mal-humorada.

– Então! Além disso, não entendo porque você quer tanto ir nessa festa, Santana. Você não é uma perdedora. Britt terminou com você, ok. Mas a vida continua! Quem sabe essa não seja a sua chance de ficar com o Sebastian? – Quinn abriu um sorrisinho implicante.

Santana sentiu seu estômago revirar com as palavras de Quinn.

– Vai pro inferno, Fabray! Eu nunca vou ficar com o Gaybastian. Me poupa. Não quer ir pro Breadstix comigo, beleza. Mas, se eu subir numa mesa e tirar a minha roupa depois de beber uma garrafa de vodka, a culpa vai ser sua.

– Até parece que eu te impediria de fazer isso. Eu provavelmente filmaria e guardaria para a posterioridade. – Quinn deu de ombros. — Mas isso não vem ao caso. Como você vai conseguir comprar bebidas alcóolicas sem entrar em confusão?

– Com uma ajudinha de Rosario Cruz. – Santana abriu um sorrisinho.

– Quem? – Quinn perguntou, observando Santana remexer sua bolsa, a fim de encontrar um pequeno cartão. A latina passou o cartão a Quinn, que descobriu que era, na verdade, uma identidade falsa. — Ah... Cadê seus limites, Lopez?

– Você acha que algum dia eu já tive limites, Lucy?

– Não me chame de Lucy. Tem razão. Você não tem limites. Mas, por favor, Santana, POR FAVOR, tome cuidado. Se entrar em problemas, ou se quiser apenas que eu vá te buscar, me ligue.

– Ok, mãe. – Santana jogou sua mochila nos ombros, depois de ter guardado a falsa identidade, e seguiu para fora da sala de aula. Quinn teria aula de literatura de língua inglesa e Santana de geografia mundial.

– Idiota. – Quinn murmurou enquanto o sinal tocava.

[...]

Era noite de quarta-feira e Sebastian estava olhando-se no espelho de seu quarto mais uma vez. Ele já estava pronto para ir ao Breadstix, para a estúpida Noite dos Corações Partidos.

Por que ele iria a essa festa brega? A resposta era simples: não queria ficar sozinho em casa; nem esta noite, nem noite nenhuma. Desde que certo incidente envolvendo uma latina sem blusa acontecera, ele tentava distrair-se de todas as formas possíveis e inimagináveis. Essa festa era apenas mais uma forma de não ficar sozinho em casa e acabar perdendo-se em pensamentos inúteis sobre ela. Ele não queria pensar. Por isso mesmo, abriu a carteira e conferiu o documento ali guardado: uma identidade falsa. Nome: Jeremy White. Idade: precisamente 21 anos.

Ele sorriu, guardou a carteira em seu bolso e caminhou para fora de casa.

[...]

Festa pra perdedores? Que nada! Aquela era a melhor festa do mundo, na opinião de uma Santana que já acumulava alguns copos vazios ao seu lado, que antes estiveram preenchidos por bebidas como rum, vodka e vinho. O seu estômago já se revirava, mas ela mantinha um sorriso no rosto. E daí que ela estivesse sozinha? Podia ser muito feliz consigo mesma.

Ela estava listando mentalmente os motivos pelos quais ela não deveria lamentar que Brittany tivesse terminado com ela, quando ouviu a voz de um cara que começava a cantar no pequeno palco montado no lado oposto do bar. Não era um karaokê, pois não havia letra pra acompanhar. Mas quem quisesse poderia subir e cantar qualquer música de sua preferência. Infelizmente, aquela música era uma música triste e que combinava com a Noite dos Corações Partidos. Infelizmente, aquele era Sebastian Smythe.

Vamos, amor frágil, apenas aguente o ano

Derrame um pouco de sal, nós nunca estivemos aqui

Meu, meu, meu, meu, meu, meu Deus

Olhando para a pia de sangue e verniz esmagado

Ele era tão bom... Por que ele tinha que ser tão bom? Sebastian cantava de olhos fechados e Santana já levantara do bar, caminhando em direção à saída do restaurante. Não era justo que ela tivesse que ir embora, mas sua noite estava arruinada. Não podia ficar ali. Não se ele também estava.

Digo ao meu amor para destruir tudo

Corte todas as cordas e me deixe cair

Meu, meu, meu, meu, meu, meu Deus

Bem no momento, esta ordem é grande

Sebastian segurava o microfone com as duas mãos enquanto encarava o nada a sua frente. A plateia estava escura e ele não via exatamente para quem estava cantando, mas não importava. Ele cantava porque queria cantar, porque gostava daquela música e porque não perderia a oportunidade de ter um palco disponível para si. Além disso, do pouco que conseguia ver e do silêncio que era quebrado apenas pela sua voz, ele deduziu que todos que o assistiam naquele momento estavam gostando.

Eu te disse para ser paciente

Eu te disse para ficar bem

Eu te disse para ser equilibrado

Eu te disse para ser gentil

Santana estava quase alcançando a porta, quando cometeu o erro de olhar para trás. Ela o viu e, dessa vez, ele estava de olhos abertos. Dessa distância, ela não conseguia ver, mas sabia que os olhos dele eram azuis e que tinham uma estranha tonalidade esverdeada, quase como se fossem de ambas as cores. Ela também sabia que ele não podia vê-la, mas era tarde. Ela realmente o olhara, pela primeira vez naquela noite, e isso a fez desistir de ir embora. Ele, a voz dele, a fizeram desistir de ir embora.

De manhã, eu estarei com você

Mas será de um "jeito" diferente

Pois eu vou ter em mãos todas as passagens

E você assumirá todas as dívidas

Vamos, amor frágil, o que aconteceu aqui?

Alimente-se com a esperança do seu peito

Meu, meu, meu, meu, meu, meu Deus

A carga está cheia; então diminua a rachadura

Agora Sebastian se preparava para mais um refrão, enquanto Santana caminhava muito lentamente até a frente do palco. Não havia muitas pessoas em pé. A maioria estava sentada em suas mesas, o que deixava o caminho dela livre até ele. Santana não sabia direito por que estava ficando, por que estava se aproximando dele. Ela apenas seguia em frente.

Eu te disse para ser paciente

Eu te disse para ficar bem

Eu te disse para ser equilibrado

Eu te disse para ser gentil

E agora todo nosso amor está desperdiçado?

Então quem diabos era eu?

Agora estou destruindo todas as histórias

No fim de todas as suas linhas


Finalmente, Santana entrou na linha de visão de Sebastian. Nessa hora, ele quase soltou um palavrão pelo microfone. Ela estava tão linda... Vestia um vestido muito curto, colado ao corpo, que ele suspeitava ser exatamente o tipo de roupa que ela costumava usar quando não estava com o uniforme das líderes de torcida; um casaco de couro e mangas longas e botas que cobriam quase inteiramente as suas pernas. O cabelo dela estava solto e ela não usava muita maquiagem. Quando Sebastian encontrou os olhos escuros, ele não parou mais de olhá-la e continuou:

Quem vai te amar?

Quem vai lutar?

E quem vai ficar para trás?

Aqueles últimos versos acabaram com Santana. Pareciam perguntas reais, perguntas para as quais ela não tinha uma resposta. Ela mordeu a parte interna da bochecha e olhou para o lado, enquanto ouvia os aplausos que eram direcionados a ele. Sebastian desceu do palco e parou em frente a ela. Por um momento, ele a olhou seriamente, mas, logo depois, abriu um de seus típicos sorrisinhos.

– Boa noite, Sant. Está perdida?

– Boa noite, idiota. Não, não estou perdida. Estou exatamente onde quero estar: numa festa brega, com você pra me irritar a noite toda. – Ela revirou os olhos, de braços cruzados.

– Sabe, Santana... O Breadstix é razoavelmente grande. Você não precisa ficar colada a noite toda em mim, se não quiser. – Sebastian deu de ombros. Ele parecia não ligar para a presença de Santana, enquanto ela cogitara até mesmo ir embora por causa dele. Aquilo a irritou exageradamente. Acabara de decidir que iria ficar por perto a noite inteira, sem se importar com os perigos que isso pudesse trazer para si mesma. Sebastian começou a caminhar em direção ao bar e Santana seguiu ao seu lado. Ao perceber isso, Sebastian sorriu. A psicologia reversa tinha funcionado.

– Um uísque para mim e... – Ele deu um olhar inquisitivo para Santana, que respondeu:

– Tequila.

– Uma tequila para a moça. – Sebastian completou o seu pedido para o barman, que olhou para os dois, desconfiado.

– Identidades?

Sebastian abriu a carteira calmamente e retirou de lá a identidade adulterada. Santana fez o mesmo, retirando a identidade de um bolso do próprio casaco. O barman virou-se para buscar as bebidas e Sebastian sorriu, olhando para Santana.

– Essa é a minha garota! – Santana revirou os olhos e ele riu.

Quando o barman voltou com os copos, os dois entornaram as bebidas de uma vez – Sebastian demorando um pouco mais, porque seu copo estava mais cheio. Ele resolveu perguntar:

– O que está fazendo aqui, Lopez?

– O mesmo que você, eu suponho. Saindo um pouco de casa, bebendo até encher a cara... Esse tipo de coisa. – Santana disse e ele assentiu.

– Sei... E onde está a outra metade da sua laranja? – Ele disse, referindo-se a Brittany. No fundo, tinha medo da resposta. A loirinha poderia aparecer a qualquer momento, com Santana dizendo que ela tinha apenas ido ao banheiro, retocar a maquiagem ou algo do tipo. Então elas se beijariam e Sebastian sairia dali com uma desculpa qualquer.

– Você não é muito inteligente, não é mesmo? Se estou aqui é porque estou solteira. – Santana disse, com uma careta no rosto. O sorriso de Sebastian cresceu.

– E você não vai me contar como isso aconteceu?

– Adoraria, mas eu não falo com estranhos. Senhor... Jeremy White. – Ela disse, olhando a identidade ainda na mão de Sebastian. Ele percebeu que a garota não era o tipo de bêbada que revelava seus segredos com facilidade, o que fazia sentido, já que ela normalmente era assim.

– Prazer em conhecê-la, Senhorita...

– Rosario Cruz, mas, se você for um cara legal, pode me chamar de Rose. – Santana deu de ombros.

– Caramba, Santana! Que nome horroroso... Não podia ter escolhido um melhor?

– Falou o cara chamado Jerry! – Ela retrucou.

– Na verdade, Jerry é o apelido que você está me dando por conta própria. – Sebastian piscou um olho.

– Argh! Quero cantar uma música. – Santana disse, olhando para o palco. Ela levantou-se e olhou para Sebastian. – Você vem comigo ou não?

– Claro. – Ele levantou-se e foi com ela. Ele pediu ajuda a um garçom para levar dois bancos e apoios para microfone até o palco e sentou-se junto com Santana. Ela tinha um semblante triste.

[Santana]:

Oh, oh...

Por favor, não veja

Apenas uma garota presa em sonhos e fantasias

Por favor, me veja

Tentando alcançar alguém que não consigo ver


[Sebastian]:

Pegue minha mão

Vamos ver onde vamos acordar amanhã

Os melhores planos

Às vezes são apenas uma noite sem compromisso

Vou ser condenado

O cupido está exigindo a sua flecha de volta


Então vamos nos embebedar com nossas lágrimas


[Sebastian e Santana]:

E Deus, diga-nos o motivo

Da juventude ser desperdiçada nos jovens

É temporada de caça

E esse cordeiro está na corrida

Estamos procurando um significado

Será que todos somos estrelas perdidas

Tentando iluminar a escuridão?


[Santana]:

Quem somos nós?

[Sebastian]:

Apenas um amontoado de poeira no meio da galáxia

Ai de mim

[Santana]:

Se não formos cuidadosos, se transformará em realidade


[Sebastian]:

Não se atreva

A deixar que nossas melhores memórias te tragam tristeza

[Santana]:

Ontem eu vi um leão beijar um veado

[Sebastian]:

Vire a página

[Santana]:

Talvez nós acharemos um novo final

Onde estaremos dançando em nossas lágrimas


[Sebastian e Santana]:

E Deus, diga-nos o motivo

Da juventude ser desperdiçada nos jovens

É temporada de caça

E esse cordeiro está na corrida

Estamos procurando um significado

Será que todos somos estrelas perdidas

Tentando iluminar a escuridão?

[Sebastian]:

Eu pensei ter visto você lá fora chorando

Achei que tinha escutado você chamar meu nome

[Santana]:

Achei que tinha te ouvido lá fora chorando

Do mesmo jeito


[Sebastian e Santana]:

Deus, diga-nos o motivo

Da juventude ser desperdiçada nos jovens

É temporada de caça

E esse cordeiro está na corrida

Estamos procurando um significado

Será que todos somos estrelas perdidas

Tentando iluminar a escuridão?

[Santana]:

Eu pensei ter visto você lá fora chorando

Achei que tinha escutado você chamar meu nome

[Sebastian]:

Achei que tinha te ouvido lá fora chorando

Do mesmo jeito


[Santana]:

Será que todos somos estrelas perdidas

[Sebastian]:

Tentando iluminar a escuridão?

[Santana]:

Será que todos somos estrelas perdidas

[Sebastian]:

Tentando iluminar a escuridão?


Os dois estiveram tão absortos em si mesmos – e um no outro – que nem repararam o silêncio absoluto em que todos estavam até que terminaram a música. As pessoas irromperam em aplausos e os dois sorriram. Apesar de tudo, cantavam muito bem juntos.

[...]

~50 minutos depois...~

– Vira, vira, vira, vira! – Santana batia a palma de sua mão contra a mesa enquanto Sebastian entornava uma grande caneca de cerveja. Ele terminou de beber e limpou a boca com as costas da mão. Santana bateu palmas enquanto ria, fazendo Sebastian rir também, os dois pra lá de bêbados.

– Tá bem. Jogo rápido! “O que sabemos um do outro”: você começa! – O garoto disse.

– Você gosta de Marron 5.

– Certo! – Sebastian exclamou. – Você também gosta de Maroon 5.

– Certo. Mas não vale! Você tem que falar algo diferente! – Santana protestou.

– Hum... Você é de Lima Heights Adjacent.

– E eu tenho orgulho! É isso aí! – Santana completou. – Você gosta do Blaine.

– Errado! – Sebastian bateu na mesa, rindo. – Não gosto do Blaine. Fala outra coisa.

– Você estuda na Academia Dalton.

– Que originalidade, Rose... – Sebastian revirou os olhos e Santana riu. – Você é amiga daquela garota loura de cabelos curtos. – Era apenas uma conjectura, mas ele queria ter certeza. Só isso explicava o fato da garota ficar encarando Sebastian toda vez que se viam, sem ter falado com ele ao menos uma vez na vida.

– Quinn? Certo! Quinn é minha melhor amiga. – Santana respondeu e Sebastian comemorou internamente, já pensando no que falaria em seguida. Santana continuou: — Você tem um cabelo legal, mas o topete que você costuma usar é meio esquisito. – Ela passou a mão pelo cabelo de Sebastian, que respondeu:

– Certo e errado. Certo: meu cabelo é legal. Errado: meu topete não é esquisito, ok?

– Tá bem, tá bem... – A latina levantou as mãos em rendição. – Sua vez!

– Você falou de mim para a Quinn.

– Sim. – Santana disse, emburrada. Ela olhou para as roupas de Sebastian e disse: — A sua cor favorita é azul.

– Certo. E a sua é vermelho.

– Correto. Mas você está trapaceando! – Santana reclamou e o garoto riu. Era uma coisa boa vê-lo rir de verdade, considerando que a maioria dos sorrisos de Sebastian eram sempre de escárnio, sarcasmo e provocação. Ela continuou: você é bonito. – Sebastian soltou uma gargalhada, constatando que a garota estava mesmo bêbada.

– Sim, eu sou. E você... Você é linda. E é diferente. Os meus dedos querem tocar a sua pele o tempo todo e eu preciso me controlar. – Sebastian disse, assumindo um semblante sério. Santana também ficou séria e olhou para o rosto do garoto a sua frente. Não, garoto não. Sebastian era um homem. E ela era uma mulher. Por que é que aquilo parecia tão errado então? Ela não sabia. E nem queria saber.

– Eu me pergunto como seria te beijar agora. – Santana disse, olhando para os lábios de Sebastian, que estavam tão perto agora...

Ao ouvir aquilo, Sebastian não se aguentou mais. Ele beijou-a com toda a vontade guardada por dias. Foi como na primeira vez: indelicado, intenso e totalmente irresistível. As mãos dele encontraram as coxas dela por baixo da mesa e apertaram a pele descoberta, ao passo que ela abraçou o pescoço dele, enfiando os dedos no cabelo de Sebastian. Permaneceram assim pelo tempo que conseguiram, sem perceber que não estavam sozinhos, porque nada, nem ninguém, importava mais naquele momento. Quando eles se separaram, ambos estavam de olhos fechados, testas coladas e respirações ofegantes. Sebastian disse:

– Vamos pra minha casa. – Não era uma pergunta. Santana apenas assentiu, pegando o casaco que estava apoiado nas costas de sua cadeira. Eles se levantaram, pagaram a conta e foram em direção à saída do restaurante.

Nenhum dos dois tinha ido de carro, porque sabiam que iriam beber, então pegaram um táxi que, por sorte, estava estacionado ali perto. Sebastian disse o endereço e o motorista rapidamente começou a dirigir.

O resto do percurso foi repleto de beijos e mãos bobas, enquanto o taxista pensava: “Adolescentes!”

– Continua...

Notas finais
Olhem este gif: http://33.media.tumblr.com/b29e804e41cfcf1ea82b8dcd175b4047/tumblr_mj4zd93p6H1qg4e7no2_250.gif Ele super me inspirou e eu só não coloquei ele por causa da primeira parte em que a Santana fala "nós deveríamos chamar alguns amigos e sair hoje à noite". Enfim. Comentem! :)