Locked Out of Heaven
37 Apologize
Notas iniciais
Santana suava frio quando estacionou o carro em frente à casa dele.
Ela respirou fundo algumas vezes enquanto tirava a chave da ignição e soltava seu cinto de segurança. Ela podia sentir seu estômago revirar e não de um modo “borboletas no estômago”. Estava mais para algo como “Beyoncé e seu balé completo fazendo um show em seu estômago”.
“Vamos lá, vadia! Você consegue! Ele pediu desculpas. Agora é a sua vez.”
E então ela abriu a porta e saiu do carro. Quando chegou à porta da casa, só precisou tocar a campainha uma vez, o que a fez pensar que ele deveria ter ouvido o barulho do carro. Santana só esperava que ele não tivesse visto o seu momento de hesitação dentro do veículo. Não queria que ele soubesse o quanto ela estava nervosa... Não por causa dele. A porta abriu lentamente e lá estava ele, ostentando seu típico sorrisinho sarcástico.
— Está atrasada um dia. – Sebastian disse, encostando-se à soleira da porta e cruzando os braços. Não era um bom sinal. Significava que ele poderia bater a porta na cara dela a qualquer momento.
Santana suspirou.
— Mantenha o seu pau dentro das calças por um momento, Smythe. Eu quero conversar.
Sebastian estudou-a cuidadosamente com seus olhos azuis. Ele descruzou os braços e disse:
— Essa é nova. – Em seguida, se virou para entrar na casa.
Santana o seguiu, fechando a porta atrás de si. Ela deu uma volta na chave e pôde ouvir Sebastian, que seguia em direção à sala da casa, dizer:
— Você se trancando em um lugar comigo... Isso também é novo.
— Você tem ouvidos muito bons. – A garota observou, entrando também na sala de estar. Sebastian deu de ombros.
— O que posso dizer? Sou um bom músico.
Santana revirou os olhos pelo elogio do garoto a si mesmo.
— Está esperando um convite formal para se sentar ou o quê? – Sebastian a encarou. Ele estava sentado no sofá, enquanto Santana estava parada em pé à sua frente. O desconforto da latina era visível, enquanto ela sentava-se o mais distante possível dele no mesmo sofá. Sebastian tornou a falar: — E então? O que você quer?
— Blaine me contou que você foi até a casa dele pedir desculpas pela raspadinha. – Santana resolveu falar de uma vez. E continuou num fôlego só: — Por que não quis que ninguém soubesse? Por que não me contou? E como você sabia o endereço dele? Você é algum maníaco perseguidor? Porque se for, eu...
— Lopez, Lopez, Lopez... – Sebastian começou a interrompê-la. Ele suspirou e disse: – Santana. Uma pergunta de cada vez. Respire.
— Tá, tudo bem. – Ela assentiu. A garota pensou um pouco e decidiu perguntar sobre o que mais estava lhe corroendo. Ela precisava saber: — Por que não me contou? Eu te acusei tantas vezes... Te tratei da pior forma possível, passei isso na sua cara em todas as oportunidades que pude. Mas você já se arrependeu faz tempo. Eu não entendo... Por que não me contou? – Santana repetiu.
Sebastian encarou-a em silêncio por alguns segundos antes de responder.
— Até os meus dezesseis anos de vida, eu fui um filho único. – Ele começou, fazendo Santana franzir as sobrancelhas. Ela não tinha a mínima ideia de onde ele queria chegar, mas permaneceu em silêncio. – Sempre tive tudo o que eu quis. Não me lembro de terem me negado algo que eu queria alguma vez. Quanto aos meus erros... Sempre eram perdoados, bastava eu abrir um sorriso, ou ameaçar derramar alguma lágrima, dependendo da situação. Como você poderia esperar que eu corresse até você e dissesse que, além de assumir que estava errado, ainda tinha pedido perdão por esse erro, unicamente porque você me confrontou sobre isso? Você, entre todos os amigos do Blaine, foi a que teve a maior sede de justiça... E de vingança. – Sebastian disse, lembrando-se da gravação que a garota havia conseguido para incriminá-lo. – Não se engane, Santana. Eu sei que você queria me ferrar. E foi por isso mesmo que eu soube que não adiantaria. Você nunca confiaria em mim. Do mesmo jeito que eu não confio em você.
— Não tem motivos para não confiar em mim. – Santana discordou. – Eu nunca tentei cegar ninguém.
— Mas tentou me colocar na cadeia. Ou pelo menos era o que você queria.
— Porque você mereceu! – Santana exclamou. – Além disso, você não seria realmente preso. Não sendo o filhinho do papai advogado.
— Você mente o tempo inteiro. – Sebastian acusou, e Santana na mesma hora abriu a boca para refutar, mas, pelo jeito que ele a olhava, ela percebeu que não estavam mais falando da vida no geral, e sim deles dois. O que fazia daquela acusação uma verdade. – Você sabe que eu te quero. – Sebastian disse e Santana entreabriu a boca em surpresa. Era a primeira vez que ele dizia aquilo a ela assim, em voz alta, sem estar bêbado, e com o tom de voz mais sério que ela já o ouvira falar. Sebastian continuou: — Uma hora você se rende, e na outra me faz de idiota. Como ontem, quando me largou aqui com um pau meia-bomba esperando por você como um retardado. Eu pedi desculpas ao Blaine porque eu sabia que tava errado e, querendo ou não, você era o elemento que faltava pra cair a ficha do quanto eu tinha sido inconsequente. De certa forma, foi você quem me fez passar por cima do meu orgulho. E eu te odiei por isso. Então é claro que eu não te contaria. É claro que não daria esse gostinho a você. Mas não pense que isso significa alguma coisa. Porque não significa.
— Significa sim. – Santana insistiu. – Significa que você não é quem eu pensava.
— E quem eu sou então? Alguém que você pode foder de consciência limpa, agora que sabe que eu não sou o monstro que você imaginava?
— Você está apaixonado por mim, Smythe? – Ela soltou antes mesmo de pensar se realmente queria a resposta para aquela pergunta.
— Você é surda? Não ouviu nada do que eu disse? – Sebastian gesticulava frustrado. – Eu tô puto com você, Lopez! Eu sinto uma vontade tremenda de te foder, mas fora isso eu tenho essa raiva que é maior do que qualquer outra coisa. – Ele balançou a cabeça em negação e olhou para a latina. – Eu não sei quem você é. Como poderia me apaixonar por você?
— Eu sou você, é o que todos dizem. A versão de você que tem uma vagina e que não gosta de homens. – Santana pareceu hesitar. – Quer dizer, nem todos os homens.
— O que está dizendo? – Sebastian franziu as sobrancelhas.
— Estou dizendo que eu também quero você. – Ela disse, finalmente levantando os olhos para encarar os de Sebastian. – E, se concordamos em não nos apaixonar, eu quero transar o quanto puder com você até eu me formar e ir embora dessa cidade.
Sebastian permaneceu em silêncio por alguns segundos, somente a encarando. Era a coisa mais razoável que ele ouvira de Santana desde que se conheceram. Por que adiar mais aquilo? Era o que ele queria desde o começo... Não era?
— Ótimo! – Ele concordou, e Santana soltou a respiração que nem percebera que estava prendendo. – Sem amor.
— Sem amor. – Santana assentiu. Sebastian já estava se inclinando para beijá-la, quando ela o parou.
— O que foi? – Ele perguntou.
— Bom, não se acostume, mas... Se vamos mesmo fazer isso, acho que eu te devo um pedido de desculpas. Por todas as acusações injustas de antes e também por ontem. – Santana disse já se levantando. Ela tirou o celular do bolso e pareceu procurar um pouco, mas não achou nenhum lugar onde pudesse liga-lo para ter um som melhor. – Você não tem nenhum aparelho de som por aqui?
Sebastian revirou os olhos.
— No meu quarto.
— Então vamos logo! Antes que eu desista. – Santana deu as costas para ele e começou a sair da sala. Sebastian não precisava guiá-la. Ela conhecia o caminho muito bem.
Eles entraram no quarto e Santana fechou as cortinas da janela. Em seguida, foi até o aparelho de som e o ligou, conectando seu celular e escolhendo uma música. Quando virou-se, Sebastian estava parado à porta, encarando-a com um olhar curioso. Os primeiros acordes iniciaram e ela logo começou a cantar.
Não preciso de autorização
Tomei a decisão de testar meus limites
Pois só me diz respeito, Deus é minha testemunha
Começar o que terminei
Santana abriu um sorrisinho e Sebastian mordeu os lábios, olhando-a dos pés a cabeça.
Não preciso hesitar
Tomando o controle deste tipo de situação
Estou pronta e segura
Completamente focada, minha mente está aberta
Santana estendeu as mãos para Sebastian e ele prontamente as pegou, iniciando uma lenta dança pelo quarto, os dois corpos rapidamente colados. Sebastian subiu as mãos pelos braços de Santana, tocando a pele latina suavemente.
Tudo o que você tem, pele na pele, ai meu Deus
Não pare, garoto
Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa
Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você
Sebastian a girou e Santana aproveitou para empurrá-lo, fazendo com que ele sentasse na beirada da cama. Ela se afastou um passo e começou a subir a blusa que vestia.
Nada a provar, sou à prova de balas
E sei o que estou fazendo
O jeito como nos movemos, estamos sendo introduzidos
A algo novo
Santana jogou a blusa para o lado e sentiu vontade de rir ao ver que Sebastian estava levemente boquiaberto. Ela aproximou-se dele mais uma vez e abaixou-se até que pudesse alcançar o ouvido do garoto:
Eu quero provar, salvar para mais tarde
O gosto do sabor, pois eu sou pegadora
Eu sou uma doadora, é minha natureza
Eu vivo pelo perigo
Ela se afastou novamente e pegou a barra do suéter que ele vestia. Sebastian rapidamente entendeu e ajudou-a a tirar a peça rapidamente. Santana apreciou por um momento a pele branca sem parar de cantar.
Tudo o que você tem, pele na pele, ai meu Deus
Não pare, garoto
Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa
Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você
Quando Santana abriu o zíper de sua calça e começou a empurrá-la lentamente para baixo, ela pôde ver Sebastian engolir em seco e levar uma das mãos ao volume que já se formava em sua própria calça. Ela quase podia sentir o ego inflar dentro de si.
Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em
Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em
Sebastian nem conseguia pensar. A mera visão de Santana na sua frente vestindo apenas um sutiã rendado e uma calcinha minúscula, ambos na cor preta, era o suficiente para tirá-lo de órbita. Ele não tinha certeza, mas achava que poderia gozar a qualquer momento, apenas assistindo Santana passar as mãos pelo próprio corpo enquanto cantava. Ele nunca tinha visto nada mais sexy em toda a sua vida.
Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa
Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você
Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em
Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em
Sebastian não aguentou e teve que se levantar. Ele precisava tocá-la. Suas mãos logo encontraram a base das costas de Santana, e foram subindo até o pescoço dela. Era tão quente, tão macio... Ele nem percebeu que fechara os olhos, mas, quando os abriu, encontrou os de Santana encarando-o enquanto ainda cantava.
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
(Algo em você, algo em você, algo em você)
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
(Algo em você, algo em você, algo em você)
E então Santana o puxou. Quando os lábios se tocaram, não foi gentil. Muito menos carinhoso... Não. Eles não sentiam fogos de artifício. Era mais como...
Fogo e gasolina.
[...]
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