Livro II: O Eco dos Nossos Passos
24 O Altar de Vidro e as Promessas Etérneas
O outono em Nova York cobriu os jardins da nova mansão em Tribeca com um tapete de folhas douradas. A propriedade, que James havia comprado para ser o lar definitivo de sua nova família, parecia um cenário de cinema. O grande jardim dos fundos, com vista para o horizonte de Manhattan, foi transformado em um santuário de rosas brancas, orquídeas e milhares de pequenos pontos de luz que reluziam conforme o entardecer cedia espaço para a noite.
Metade de Wall Street e toda a diretoria da Lâfrer & Capital Media estavam presentes, misturando-se aos amigos e familiares de West Valley. Ricardo Andrade estava na segunda fileira, vestindo um terno sob medida, exibindo um sorriso largo de puro orgulho pelos amigos.
No altar de vidro montado sobre o gramado, James Lâfrer esperava. Ele vestia um smoking preto clássico feito sob medida na Itália. Seu porte era imponente, mas suas mãos, cruzadas à frente do corpo, entregavam uma leve trepidação. Seus olhos escuros fixavam-se no início da passarela de espelhos. O homem de gelo, implacável e frio, havia sumido por completo. Naquele altar, havia apenas um homem completamente rendido ao amor de sua vida.
O quarteto de cordas silenciou por um segundo, e os primeiros acordes da marcha nupcial ecoaram, fundindo-se a uma melodia suave de piano.
A porta de vidro da mansão abriu-se. Um suspiro coletivo ecoou pelo jardim.
Hope Styles surgiu. Ela estava de tirar o fôlego. O vestido de noiva era de uma seda pura branca, com um corte sereia que abraçava suas curvas perfeitas e destacava sutilmente a barriga de quase três meses de gestação, que ela exibia com um orgulho majestoso. O decote ombro a ombro desenhava seu colo claro, e o cabelo loiro estava preso em um coque elegante, deixando apenas algumas mechas soltas emoldurando seu rosto de traços maduros e decididos.
Ao seu lado, Garret Styles caminhava. Ele vestia um terno cinza escuro, com os ombros largos e o peito estufado de orgulho, embora seus olhos estivessem vermelhos pelo choro contido. Ele olhou para a filha, depois para James no altar. O elo de fraternidade entre os dois homens foi selado com um aceno sutil de cabeça.
Ao chegarem ao altar, Garret pegou a mão de Hope e a entregou a James. Ele olhou nos olhos do ex-melhor amigo, agora genro, e colocou a mão sobre os ombros dele.
— Eu passei a vida tentando proteger ela de tudo, Lâfrer — Garret sussurrou, a voz embargada pela emoção. — Mas hoje eu entendo que o único lugar onde ela realmente está segura... é nos seus braços. Cuida bem da minha filha. E do meu neto.
— Com a minha própria vida, Garret — James respondeu, a voz grave e trêmula de emoção.
Garret deu um passo atrás, sentando-se ao lado de Sofia, que chorava baixinho segurando sua própria barriga de grávida.
James segurou as duas mãos de Hope. O toque fez o corpo de ambos arrepiar. Eles se olharam nos olhos, esquecendo que havia centenas de pessoas assistindo. O celebrante iniciou o rito, mas o momento mais esperado chegou quando James limpou a garganta para proferir seus votos. Ele retirou um papel do bolso, olhou para ele, mas resolveu guardá-lo de volta. Ele ia falar com o coração.
— Hope... — James começou, a voz ecoando firme e profunda pelas caixas de som, embora sua respiração estivesse curta. — Eu passei os últimos vinte anos da minha vida tentando cumprir papéis. Fui o seu protetor, o seu mentor, o amigo do seu pai. E quando eu percebi que o meu coração havia sido completamente capturado por você, eu entrei em pânico. Eu me exilei em Manhattan, criei uma muralha de gelo e tentei me convencer de que você era jovem demais, de que eu era velho demais, de que o nosso amor destruiria tudo. Fui um tolo. Porque você não quebrou as minhas regras... você reescreveu a minha história. Você me trouxe de volta à vida. Hoje, diante da sua família e da minha, eu prometo ser o seu porto seguro, o seu marido e o pai mais dedicado que esse bebê que você carrega poderia ter. O meu infinito finalmente começou, Hope. E ele tem o seu nome.
As lágrimas escorreram pelo rosto de Hope, brilhando sob as luzes do altar. Ela deu um sorriso trêmulo, apertando os dedos dele, e pegou o microfone.
— James... quando eu tinha dezoito anos, eu achava que o amor era uma tempestade de provocações — ela começou, a voz aveludada e firme, os olhos azuis dilatados de paixão. — Nós passamos pelo silêncio, pela distância e pelo orgulho. Mas em nenhum segundo o meu coração esqueceu o toque das suas mãos. Você diz que eu mudei a sua vida, mas a verdade é que você me transformou na mulher que sou hoje. Eu não quero um romance perfeito, James. Eu quero o nosso romance — o romance que pega fogo no escritório, que sobrevive às brigas de família e que se acalma na nossa cama. Hoje você deixa de ser o meu segredo para ser o meu marido. Eu amo você, meu eterno quarterback. Hoje, amanhã e até que o tempo deixe de existir.
— Pelos poderes a mim investidos, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
James não esperou. Ele envolveu a cintura de Hope com os braços longos, puxando o corpo dela contra o seu com força, e a selou em um beijo devastador, profundo e barulhento, enquanto uma chuva de pétalas de rosas brancas caía sobre eles e os convidados aplaudiam de pé, aos gritos e assovios de Ricardo.
A festa foi uma explosão de sofisticação e energia. O salão interno da mansão foi aberto, revelando uma pista de dança iluminada por lustres de cristal. O menu misturava a alta gastronomia nova-iorquina com um legítimo bufê brasileiro que Ricardo fizera questão de ajudar a selecionar, completo com caipirinhas premium que animaram a diretoria da holding.
Na hora da primeira dança, as luzes se atenuaram para um tom azul-celeste. James conduziu Hope até o centro da pista. A música que começou a tocar era uma versão suave de bossa nova instrumental. James colocou as duas mãos na cintura dela, colando o quadril de Hope ao seu, movendo-se com uma elegância madura, enquanto ela apoiava a cabeça no peito largo do marido.
— Você está oficialmente presa a mim, Senhora Lâfrer — James sussurrou no ouvido dela, a voz safada e rouca de desejo, dando uma leve mordida no lóbulo da orelha de Hope.
— É o melhor cativeiro do mundo, Senhor Presidente — ela respondeu de canto, olhando para ele com luxúria. — Mas acho bom você guardar um pouco dessa energia do terno, porque eu passei o dia inteiro pensando no que vou fazer com você quando essa festa acabar.
James trancou o maxilar, o olhar escuro devorando os lábios vermelhos dela. — Styles... você não tem ideia do perigo que está correndo.
Por volta das três da manhã, após os convidados começarem a se despedir, James puxou Hope pela mão de volta para os aposentos principais da cobertura da mansão. A porta de jacarandá se fechou com um estrondo seco, e o silêncio do quarto foi imediatamente preenchido pelo som das respirações descontroladas dos dois.
O fogo que havia sido contido durante toda a cerimônia explodiu com uma força primitiva. James largou o paletó do smoking no chão e, em um movimento bruto e possessivo, prensou as costas de Hope contra a parede do quarto, atacando a boca dela com um beijo selvagem, violento e sedento. A língua dele invadiu a boca de Hope com domínio, arrancando dela um gemido agudo de puro tesão.
— Ahhh, James... finalmente — ela arquejou contra os lábios dele, as mãos pequenas rasgando os botões da camisa branca de James, espalhando-se pelo peito musculoso e suado dele.
James desceu os lábios pelo pescoço dela, cravando os dentes com força na pele macia, deixando marcas que ela ostentaria com orgulho. Suas mãos grandes subiram pelo tecido de seda do vestido de noiva, arrastando o zíper invisível das costas para baixo com urgência. O vestido deslizou pelo corpo de Hope, caindo no chão em uma poça branca, revelando que por baixo ela usava apenas uma lingerie de renda branca transparente que deixava seus seios fartos e sua intimidade semi-expostos.
James paralisou por um segundo, os olhos escuros brilhando de luxúria ao admirar a silhueta nua da esposa sob a luz da lua. A sutil elevação em seu ventre, onde o filho deles crescia, parecia deixá-la ainda mais erótica e fascinante.
— Você é minha... a minha mulher — James rosnou, a voz totalmente rouca. Ele segurou as duas coxas longas de Hope, erguendo-a do chão sem qualquer esforço.
Hope entrelaçou as pernas ao redor da cintura larga de James, cravando as unhas compridas nos ombros musculosos dele enquanto ele a carregava até a imensa cama de casal. Eles desabaram juntos no colchão macio. James livrou-se do resto de suas roupas com pressa, revelando seu membro completamente ereto, rígido e pulsante de desejo, no limite do ápice.
Ele voltou para o vão das pernas dela, abrindo-a por completo. O calor que exalava da intimidade de Hope era sufocante. Ela já estava completamente ensopada, quente e implorando pelo toque dele.
— Entra, James... por favor, me toma... — ela gemia alto, o corpo inteiro tremendo.
James segurou o quadril dela com as duas mãos, os nós dos dedos brancos de tanta força, e empurrou o corpo para a frente de uma vez só.
A penetração foi profunda, apertada e absurdamente quente. James entrou até o talo em um único impulso longo e bruto. Hope soltou um grito agudo de puro êxtase no quarto, arqueando as costas para fora do colchão, os olhos arregalados enquanto os músculos de sua intimidade esmagavam o membro dele com uma pressão violenta, prendendo-o dentro dela.
— Ahhh... caralho, Hope! — James urrou, fechando os olhos enquanto recuperava o fôlego, sentindo a pulsação da carne dela ao redor de seu membro. Ele segurou as mãos dela, entrelaçando os dedos contra o lençol, e começou o ritmo.
As estocadas eram fortes, pesadas e compassadas. O som dos corpos colidindo com força — o quadril dele batendo contra a pele macia dela — preenchia o ambiente silencioso do quarto de Tribeca. James não tinha mais nenhuma frieza; ele era puro fogo, movendo o quadril com uma energia primitiva, indo até o fundo e puxando quase toda a extensão para depois afundar novamente, castigando-a com um prazer avassalador.
— James... mais rápido... hummm... assim... mais! — Hope gritava, jogando a cabeça para trás na almofada, totalmente entregue àquela luxúria selvagem.
Mudando de posição, James a puxou para que ela sentasse por cima dele. Hope segurou o peito musculoso do marido, jogando o cabelo loiro para trás, e começou a cavalgar com força, descendo o quadril com uma energia lasciva que fazia o membro dele raspar seu ponto mais profundo. James segurava as nádegas fartas dela, controlando o ritmo, os olhos escuros devorando o movimento dos seios dela que balançavam a cada estocada.
O clímax estava se aproximando como uma tempestade perfeita de suor, luxúria e amor.
— Eu vou vir, James... eu vou vir... ahhh! — Hope arfou, os espasmos de seu orgasmo começando a travar os músculos de suas coxas.
— Vem para mim, minha esposa! — James ordenou, a voz totalmente rouca de prazer. Ele segurou o quadril dela, impulsionando o corpo para cima com força nas últimas três estocadas mais brutas de sua vida.
Hope soltou um grito longo e rasgado, o corpo inteiro tremendo quando seu orgasmo explodiu em ondas de calor paralisantes. Logo em seguida, James soltou um rugido baixo, contraindo o abdômen trincado com força enquanto despejava seu sêmen quente e abundante bem no fundo da intimidade dela, pulsando várias vezes dentro dela até sugar a última gota de energia de ambos.
Eles desabaram juntos no colchão ensopado de suor. James deitou-se de lado, puxando o corpo nulo de Hope para o seu peito largo, cobrindo-os com o edredom de seda. Seus corações batiam em um ritmo frenético, acalmando-se lentamente enquanto as respirações voltavam ao normal na calmaria da madrugada de Nova York.
James beijou o topo da cabeça loira dela, mantendo a mão grande espalmada sobre a barriga de Hope, onde o futuro deles estava sendo gerado. Não havia mais dilemas, não havia mais regras a quebrar. Ali, no novo lar em Tribeca, eles sabiam que o jogo havia terminado, e que a eternidade deles estava apenas começando.
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