Livro 3: Terra
5 O Casamento - Parte 5
Notas iniciais
Está ai mai um capitulo para vocês.. espero que goste!!!
Sete Dias Depois:
A comandante Huan Li entra na sala de guerra e então se curva perante o senhor do fogo Zuko.
– O que fazem aqui? — perguntou Zuko e se levantou. — Eu dei uma ordem direta, vocês deveriam ficar a disposição da Mayumi.
– E ficamos senhor. — falou ela ainda ajoelhada. — A senhorita Mayumi já está de volta a nação do fogo.
– Não compreendo, porque tão rápido? — falou ele e então se pôs a pensar.
– Acho que nada do que a senhorita planejou deu certo. — A mulher olhou para Zuko. — Eu não a vi em nenhum momento na viagem de retorno, mas os homens que a viram, disseram que ela estava bem depressiva.
– Está bem, comandante, obrigada por seu apoio. — falou Zuko. A mulher saiu da presença do senho do fogo e então ele chamou um dos criados. — Prepare um cavalo para mim, imediatamente.
...
– O problema está na forma em que você se posiciona, Kya. — falou Mayumi, ela treinava a afilhada. — Flexione mais o joelho e coloque o seu peso na postura. — A mulher mostrou o jeito correto de se fazer.
– Eu estou tentando tia Umi. — Falou a menina e flexionou ainda mais a perna. Ela fez um movimento com o braço e então, a água do lago, pareceu ganhar vida. A enorme bolha se ergueu diante de Kya e a menina começou a vibrar. — Eu consegui, eu consegui.
– É isso ai meu amor. — falou Mayumi e a abraçou.
– Você olhou bem para mim, mamãe? — a menina correu até Katara.
– Claro minha princesa, você é uma linda dominadora de água agora. — A mãe passou a mão no rosto da filha e então a menina correu, queria voltar o mais rápido que conseguisse ao treino.
– De novo, Kya. — falou Mayumi, só que dessa vez ela seguiu o mesmo movimento que a menina e então, ao invés de sair uma bolha de água do rio, saíram duas.
– Muito bom. — falou Zuko. Ele havia acabado de descer do cavalo e andava na direção das três pessoas. Mayumi parou de dobrar a água e então deixou a bolha se espatifar no chão. — É bem avançada para a idade dela. Deve estar orgulhosa, Katara.
– Estou, muito. — Katara sorriu. — Quem ficou chateado, foi o Aang. Ele achava que Kya seria uma dobradora de ar, mas depois ele acabou aceitando. — a mulher sorriu.
– Ainda há a esperança desse dai, não é? — falou Zuko e apontou para a barriga da mulher.
– Esse bebe não é um dominador. — falou ela.
– Como você sabe?
– Nós, dominadores de água, somos muito sensíveis quanto a isso.
Enquanto Zuko e Katara conversavam, Mayumi encerrou a aula com Kya e arrumou as coisas, até que ela passou pelos dois e saiu sem se despedir.
– Com licença, Katara. — Zuko correu até acompanhar a jovem mulher. — Eu sinceramente não esperava te ver de novo aqui tão cedo.
– Mas estou aqui. — respondeu Mayumi seriamente.
– O que aconteceu para voltar tão cedo?
– O que você quer Zuko? Eu não estou com vontade de conversar.
– Você voltou diferente de lá, saiu daqui tão eufórica e agora, nem mesmo consegue dar um sorriso.
– Agradeço a sua preocupação, mas desculpe, é uma coisa pessoal, não quero contar a ninguém. – Zuko abaixou a cabeça. – Até outro momento. — Mayumi fez uma reverência para Zuko e saiu rapidamente.
...
Zuko voltou apressado para casa, tinha uma idéia que talvez faria com que Mayumi deixasse que toda aquela tristeza, se esvaísse. Para isso, ele precisaria de uma garrafa de vinho e uma vasilha cheia de flocos de fogo.
Depois que pegou tudo o que precisava, partiu para a casa de Mayumi. Topou logo de cara com Aang e Katara sentados na varanda tomando um chá.
– Boa noite. – falou Zuko e então se aproximou.
– Zuko, a que devemos a honra? – falou Aang. – Quer um pouco de chá verde?
– Eu não posso me demorar, apena vim falar com Mayumi, ela está?
– Não Zuko. – falou Katara. –Eu achei que ela estivesse com você, não a vejo desde o treino com Kya.
– Não, ela não estava comigo. – Zuko respirou profundamente. – Eu a deixei pouco minutos depois.
– Agora eu fiquei preocupada com ela. – Katara se levantou com dificuldade e Aang se levantou. – Será que aconteceu alguma coisa?
– Acho melhor procurarmos. – falou Aang.
– Eu acho que sei exatamente onde ela está. – Zuko saudou os dois. – Não se preocupem.
Zuko saiu apressadamente pela estrada e finalmente chegou até a antiga casa de sua avó. No interior, algumas luzes de velas quebravam a escuridão total, mas mesmo assim era difícil para ele ver até mesmo os degraus. Ele subiu cuidadosamente e então, encontrou a dominadora de água sentada no chão, próximo da sacada, encostada em uma das portas. Mesmo no escuro, deu pra ver perfeitamente o caminho que algumas lágrimas percorreram.
– Umi. – Falou ele.
– Vá embora, Zuko. – respondeu ela friamente.
– Eu não posso, não com você nesse estado. – Ele se aproximou da jovem e então se sentou ao seu lado. – Eu, acima de tudo, sou seu amigo. – Mayumi voltou a chorar.
– Eu quero ficar sozinha.
– Não, você não quer. – respondeu ele e se aproximou mais ainda, se sentando de frente para ela. – O que aconteceu?
– Ele terminou comigo. – falou ela em um único fôlego.
– Como é que é? – Zuko respirou fundo e Mayumi pôde ver as mãos de Zuko ficarem parcialmente vermelhas, cor de fogo. – Eu vou matar aquele desgraçado.
– Eu contei a ele sobre o que houve entre nós, no pólo sul. – Zuko engoliu seco. – E depois disso a nossa relação nunca mais foi a mesma. – Umi respirou fundo. – Então, quando eu cheguei ao pólo norte, ele estava com outra.
– Aquilo que houve entre nós, deveria ter ficado ali mesmo, Umi. Foi um momento de insanidade nosso.
– Eu sei. – falou ela. – Mas eu não agüentei ficar com aquilo preso dentro de mim, eu me sentia suja. Eu tive que contar, tive que assumir as conseqüências disso.
– Mas você mesma me disse que nunca amou o Jun. – Mayumi encarou Zuko e então desabou a chorar.
– Eu aprendi a amar. – falou ela. – Não era um amor grande a ponto de abalar as nossas estruturas, mas eu me sinto tão mal longe dele.
– Está certo. – falou Zuko e então abraçou a jovem. – Chega de falar nele, não vou fazer você continuar sofrendo. – Ele então se afastou de Mayumi e enxugou as lágrimas dela.
– Você é um bom amigo e ouvinte, Zuko.
– Eu tento. – falou ele e sorriu. – Eu tenho uma coisa que vai fazer você se sentir melhor. – Ele pegou a vasilha de porcelana branca e então tirou a tampa. – FLOCOS DE FOGO. – Mayumi gargalhou e Zuko balançou a cabeça. – Eu prometi, não foi?- Sempre que eu viesse lhe encontrar, ia trazer. A promessa ainda está de pé.
– Você não existe, sabia?
– E não é só isso. – ele puxou a garrafa que estava enrolada em um pano. – Melhor ano.
– Vinho?
– Vinho. – falou ele. Zuko pegou dois copos e encheu com a bebida. Mayumi voltou a ficar triste. – Isso vai levantar seu astral.
– Eu não vejo como. – falou ela e pegou um copo da mão dele.
– Á nossa amizade.
– Á nossa amizade.
Notas finais
Muito triste!!!!
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