Livro 3: Terra

6 O Casamento - Parte 6


Notas iniciais
Boa madrugada meu povo!!!
Pois é... são 01:56 (aqui na Bahia) e eu ainda estou acordada, completamente sem sono... eu não me entendo.. kkkkk
No capitulo anterior eu disse que estava triste... mas não se preocupem, é coisa minha mesmo, de vez em quando eu fico assim, sem motivo aparente, mas logo passa... Agora estou bem melhor... =DDDD
Sem mais, deixo com vocês esse capitulo que já escrevi desde quando comecei a história... lá no livro 1... espero que gostem...

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– Eu não acredito nisso. – falou Mayumi e enxugou uma lágrima, agora eram de tanto gargalhar.

– É sério, eu estou lhe falando

– Eu não acredito em você.

– Pois foi o próprio comandante Zhao que contou ao meu tio.

– Esses soldados são muito hilários. – respondeu a jovem. Ela levou o copo até a boca, antes de perceber que ele estava vazio. – Zuko?

– Oi. – respondeu o homem.

– Eu acho que eu estou bêbada. – falou ela e sorriu. Zuko balançou a cabeça com rapidez, como se dissesse “não”.

– Eu também estou. – Concluiu ele quando viu tudo girar.

– Sabe de uma coisa. – falou ela e então tocou o rosto do homem. – Durante os sete anos que eu fiquei longe daqui, longe de todos vocês. Eu esqueci como era minha mãe, como era o Ho, como eram todos os meus amigos, mas eu nunca esqueci de como você era, como era seu rosto.

– É fácil de lembrar. – o homem sorriu e tocou na cicatriz.

– Não é por isso. – Mayumi ficou séria. – É porque eu ficava pensando em você todas as noites, antes de dormir.

– Eu tenho que te confessar uma coisa.- falou Zuko meio embolado. – Sabe aquele lenço que você perdeu quando foi embora para a tribo da água?

– uhum. – Mayumi falou sem vontade.

– Ele fica comigo vinte e quatro horas por dia. – ele colocou a mão no bolso e então puxou o lenço vermelho. – Somente por causa do seu cheiro, que está nele.

– O que a gente fez com nossas vidas, Zuko?

– Eu não faço a mínima. – Mayumi ficou olhando o senhor do fogo por alguns minutos até que ele se levantou. – É melhor eu ir andando.

– É, é melhor. – concluiu a jovem. Ele se levantou e tropeçou em um lençol que estava embolado próximo da porta. – Ei, Zuko, você esqueceu as vasilhas. — Mayumi se levantou e foi na direção do senhor do fogo e então, também tropeçou no lençol e escorregou, Zuko a pegou nos braços e as vasilhas se partiram em vários pedaços. – Oops. – Ela gargalhou. – Eu vou pagar por isso. — Zuko ficou encarando Mayumi que estava em seus braços e então a beijou. – O que foi isso?

– Eu não sei, mas vou descobrir. — Zuko agarrou a jovem com força e a beijou, sentia um arrepio que lhe subia pela espinha e sabia que ela também sentia. Ele a deitou por sobre os panos e acariciou seu corpo, seria a primeira vez que eles teriam aquela intimidade e tudo tinha que estar perfeito, mesmo os dois estando completamente sob o efeito do álcool.

Demorou muito, quinze anos para ser mais exata, mas finalmente, Mayumi agora era parte de Zuko e ele, parte dela.


...


A dobradora de água se esticou quando o sol alcançou o seu rosto e gradativamente foi recobrando os sentidos. A primeira coisa que notou foi que a dor de cabeça que sentia era quase insuportável, sem contar aquela ânsia de vômito que não parava de aumentar. Ela ficou lembrando do que aconteceu na noite anterior para ela ter acordado dessa forma. Lembrou de estar sozinha na casa e então Zuko chegou com flocos de fogo e vinho. Os dois comeram e se distraíram bebendo até que... eles fizeram amor

Com esse pensamento, ela se sentou o mais rápido que conseguiu e finalmente olhou o homem que dormia tranquilamente ao seu lado. Mayumi se desesperou e então reparou que permanecia nua. Olhou em volta no lugar em busca de suas roupas e uma por uma, elas as encontrou. Levantou devagar e então se vestiu. Desceu as escadas o mais rápido que conseguiu, iria fingir que aquilo nunca aconteceu e não contaria a ninguém a tamanha burrada que o álcool a ajudou a cometer.

Ela caminhou apressadamente pelas ruas e queria chegar logo em casa. Além de todo aquele mal estar, ainda tinha a culpa pelo que havia feito. Aquilo nunca deveria ter acontecido. Assim que alcançou a casa, a primeira pessoa que veio receber na porta foi Katara.

– Graças a Deus você está bem. – falou ela e abraçou a amiga. – Estávamos muito preocupados com você.

– Eu estou bem, Katara, eu juro.

– Zuko encontrou você? – Mayumi gelou.

– Quem?

– O Zuko.

– O Zu..zuko?

– É, ele saiu daqui ontem de noite, disse que sabia onde você estava e que ia te trazer de volta, mas nenhum dos dois voltou. Aang foi até o palácio para ter noticias dele.

– Eu não o vi... É sério.

– Você está bem?

– Estou.

– Não, tem alguma coisa errada com você.

– Não é nada, Katara, apenas preciso de um bom banho e de dormir um pouco. A minha cabeça dói bastante.

– Então é melhor mesmo você tomar banho e dormir.

– É... – Mayumi olhou a amiga por alguns segundos, queria contar para ela o que havia acontecido. Nunca havia escondido nada dela, mas não poderia dizer, não naquele exato momento, talvez mais tarde quando a cabeça estivesse boa, ela comentaria, mas agora precisava apenas de um bom banho. O cheiro de Zuko estava impregnado nela. -... com licença.


...


Já se passava das dez quando Zuko acordou. A cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento, o vinho havia acertado em cheio. Ele se sentou e passou a mão pelo rosto, só então percebeu que estava sem roupas.

– O que aconteceu? – falou ele e então, pouco a pouco foi se lembrando da noite anterior. Quando finalmente se deu conta do ocorrido, ele se preocupou. – Mayumi? – Olhou em volta e encontrou o lugar de pernas para o ar, mas não havia sinais nem de Mayumi e nem de suas roupas.

Zuko se levantou, se vestiu e saiu apressado e se escondendo, ninguém poderia saber que o senhor do fogo estava ali. Pegou a capa e então cobriu a cabeça e fez o caminho até o palácio.

Assim que cruzou a entrada principal, o avatar veio ao seu encontro.

– Por onde você se enfiou? Eu estou esperando você aqui desde hoje cedo para saber noticias da Mayumi, você a encontrou? – Zuko encarou o amigo e ia contar que sim, mas ponderou e resolveu ocultar, ele sabia que Aang nunca aprovaria o que ele e Mayumi haviam feito, mesmo que a desculpa tenha sido o vinho. – Zuko?

– Não. Não achei, fiquei procurando a noite toda.

– Porque então não voltou e não nos disse, teríamos ajudado.

– Eu nem pensei nisso. – falou ele. – mas eu encontrei uma pessoa que me garantiu que ela já está em casa.

– Sério?

– Seriíssimo. – respondeu Zuko e respirou profundamente.

– Você está bem? – falou Aang e encarou o amigo.

– Sim, só estou cansado e com muita dor de cabeça. A noite foi difícil.

– Então eu vou deixá-lo descansar e vou voltar para casa. Saber com ela por onde ela esteve. – Zuko tremeu com as palavras do Avatar, se Mayumi contasse que esteve com ele? Não, ela nunca contaria, não para Aang, mas já para Katara. A mente dele deu uma volta.

– Aang, por favor, pede para Mayumi me encontrar no campo de orquídeas de fogo, hoje ao pôr do sol. Preciso conversar uma coisa seriíssima com ela.

– Claro. – falou Aang e sorriu. – Até mais amigo.

–Até mais. – falou Zuko e então se dirigiu até o quarto.


...


Mayumi havia acabado de sair do banho quando encontrou Katara sentada no corredor.

– Você está bem? – falou ela e se abaixou ao lado da amiga.

– Acho que o bebe está nascendo. – falou ela e Mayumi então viu a enorme poça de água, misturada com sangue.

– Vem comigo. – Mayumi ergueu Katara do chão e então colocou a amiga na cama. – Eu vou arranjar uma parteira.

– Não, não me deixa sozinha. – falou sua amiga. – Faça meu parto.

– Eu? Não, eu nunca fiz isso. – falou ela. – Só assisti.

– Não vai ser difícil, principalmente porque eu já tive um filho antes. – falou Katara e então gemeu. – Pega um pouco de água quente e algumas toalhas. E não demora.

– Está bem, eu volto agora. – falou ela e saiu correndo. Esquentou a água e então voltou. Pegou algumas toalhas no armário e então se sentou ao lado de Katara mais uma vez.

– Certo, agora eu vou empurrar e você vai pegar o bebê. – Katara forçou um sorriso. – Viu? É simples.

– Está bem. – Katara abriu as pernas e então Mayumi ficou entre elas. – Katara, eu estou vendo uma cabeça, o que eu faço.

– Só pega. – falou a mulher e empurrou. Umi segurou a cabeça do bebe. – Ajude a passar os ombros. – Ela olhou assustada para “aquilo” entre as pernas de Katara e então forçou um pouco para a direita e depois para a esquerda enquanto a mulher empurrava. Até que finalmente o bebê parou em seus braços.

– É, um menino. – falou ela e então sorriu.

– Corta o cordão e limpa ele. Enrola em uma toalha. – Katara respirava rapidamente.

– Está bem. – Mayumi criou uma navalha com a dobra de água e então cortou o cordão. Molhou um pano na água morna e limpou todo o menino e finalmente o envolveu na toalha. Depois entregou o embrulho para Katara.

– Você é lindo. – falou ela e então olhou a amiga. – Obrigada.

– Por nada. – falou ela e olhou para o cordão umbilical ainda ligado a Katara. – o que eu faço com isso?

– Tem que sair, eu vou empurrar e você puxa. – Mayumi assentiu. – Um, dois e três. – Katara empurrou e a placenta saiu. Mayumi envolveu em uma tolha e colocou em uma bacia. Depois que ajudou a amiga a se limpar e se vestir novamente, ela foi ver, realmente, como era o bebe.

– Realmente ele é lindo, sifu. – Mayumi tocou no bebezinho. – Já tem o nome?

– Não, vou deixar que o Aang decida.

– Por falar em Aang, vou mandar avisar a ele.

– Por um acaso falavam de mim. – Aang entrou no quarto e então paralisou.

– É um menino. – falou ela e começou a chorar. O avatar se aproximou do bebe e então o encarou, tinha os olhos escuros, indeterminados. – É a sua vez de escolher o nome.

– Eu prometi ao meu melhor amigo, quando criança, que no dia em que eu tivesse um filho homem, eu ia colocar o nome dele.

– E quem era esse amigo?

– Bumi. – respondeu Aang e o bebe sorriu.

– Ele gostou. – falou Mayumi.

– É, gostou e eu também. – falou Katara e sorriu.

– Então é isso... – Aang pegou o bebezinho no braço. –... Bem vindo ao mundo, Bumi.

Notas finais
Beijos meu povo!!
Respondo todos os reviews amanhã quando for postar a última parte do primeiro capítulo!