Livro 3: Terra
2 O Casamento - Parte 2
Notas iniciais
Mas voltando, eis a segunda parte do primeiro capítulo...
Espero que gostem!!!!
– É isso. – falou Aang. – Essa é a nossa idéia para que os não-dobradores e dobradores de todas as nações possam viver em harmonia.
– Então, o que vocês acham? – falou Zuko e esperou. Todos abriram o maior dos sorrisos e concordaram extremamente com o plano, menos Mayumi.
– Não vai dar certo. – falou ela.
– Porque não? – perguntou Aang.
– Porque vocês realmente acreditam que os dobradores vão viver em harmonia com os não-dobradores? Nós que somos dominadores sabemos o poder que temos nas mãos e sabemos também que é fácil impor esse poder ao outros através do medo. Como os dominadores de fogo faziam em várias aldeias, na época da guerra. Para extorquir dinheiro deles, os ameaçavam dizendo que poriam fogo em suas casas e negócios.
– Era exatamente assim que acontecia lá na aldeia. — falou Haru se lembrando da época que ainda era um menino.
– Se não tivermos uma policia qualificada que possa lidar com pessoas desse nível, não conseguiremos fazer com que a Republic City seja realmente o lar de qualquer pessoa que queira morar nela.
– Você tem razão. – falou Zuko.
– Eu tive uma idéia. – falou Toph. – Eu posso ensinar a dominação de metal, como venho fazendo, mas com o intuito de criar uma equipe para guardar a cidade.
– Você aceitaria ser a líder desse grupo Toph? Comandar a policia em Republic City? – perguntou Aang.
– Seria um prazer. – respondeu ela.
– Ótimo. – falou Zuko. – Mais algum ponto a ser lembrado? – Todos negaram com a cabeça. – Então, finalmente a Republic City vai sair do papel e se tornar uma das maiores cidades do mundo. – Os presentes vibravam. – Que tal agora vocês almoçarem comigo?
– Seria uma honra amigo. – falou Aang e os outros concordaram.
Todos os que estavam na sala se levantaram e iam em direção a sala de jantar do palácio, porém assim que alcançaram o corredor, as crianças vieram correndo na direção deles e então Kya segurou na mão de Mayumi.
– Tia Umi, a senhora precisa ver isso. – falou ela.
– O que é Kya?
– Os patos tartarugas, aqueles mesmo da história que a senhora me contou. – A menina puxava Mayumi com toda a força. – Vem, vem.
– Com licença gente. – ela saiu com Kya, Kamai e Zafira.
...
Mayumi e as crianças chegaram ao jardim do palácio onde estava Mai e Honora.
– Bom dia Mai. – falou Mayumi seriamente. Não queria briga e muito menos discussões, queria apenas agradar a sua afilhada e depois voltar ao grupo com os adultos, mesmo com os protestos das crianças, afinal, não existia tia mais divertida do que ela.
– Bom dia Mayumi. – falou ela.
– Mayumi, que bom que está aqui. – falou Honora e sorriu.
– Kya queria me mostrar os patos tartarugas. – falou ela e se aproximou. Honora lhe entregou um pedaço de pão, para que ela pudesse alimentá-los. – É que, quando estávamos vindo para cá, eu contei para ela uma história que minha mãe me contava e ela ficou com isso na cabeça.
– Se me dá licença, eu preciso me retirar. – falou Mai e antes que a jovem pudesse dizer alguma coisa, ela saiu pelo caminho coberto e entrou no palácio.
– Desculpe a minha mãe, ela não está se sentindo bem ultimamente. – Falou Honora. – Eu estou muito preocupada.
– Não deve ser nada demais. Somente um resfriado, talvez. – falou Mayumi. Na realidade ela sabia que o motivo de Mai sair, era que a dama do fogo não queria ficar no mesmo lugar que ela.
– Não, é algo bem mais grave. Toda vez que tento falar sobre o assunto ela desconversa.
– Sua mãe teve uma perda muito grande há alguns meses e isso é muito duro para uma mulher. – Mayumi se sentou em baixo de um carvalho e começou a dar comida aos patos tartarugas. – Ela com certeza vai ficar bem, só lhe dê um tempo para por as idéias no lugar.
– Você pode ter razão. – falou a jovem e se sentou ao seu lado. As crianças brincavam mais a frente. – Ei, é um colar de compromisso da tribo da água, não é? – Honora apontou para o colar no pescoço de Mayumi. – Eu li sobre eles.
– É sim. – falou a jovem e lhe tocou o entalho. – Já o tenho há sete anos.
– Nossa, porque tanto tempo?
– O meu noivo é um homem muito ocupado. – falou Mayumi. – E ainda teve um agravante há alguns anos.
– Qual?
– Nós passamos quatro anos longe um do outro, tivemos uma briga muito feia e resolvemos terminar. – Ela sorriu. – Voltamos tem alguns meses.
– Um casamento da tribo da água. – falou Honora e sorriu. – Me convida Mayumi?
– Claro que sim, mas com uma condição.
– Qual?
– Me chame de tia Umi. – falou ela e apontou para as três crianças correndo. – É como todos me chamam.
– Tia Umi... Gostei. – falou ela.
– Honora. – falou Zuko da porta. – Sua mãe está lhe chamando.
– Já estou indo papai. – falou ela. – Vai almoçar conosco tia Umi?
– Vou sim, meu bem.
– Então, continuaremos a nossa conversa.
– Claro que sim. – falou Mayumi e sorriu.
– Kya, Zafira e Kamai, os seus pais estão chamando, já vamos almoçar. – continuou Zuko a falar. Mayumi deu o último pedaço de pão aos patos tartarugas e então se levantou.
– Vamos tia Umi. – falou Kya e segurou na mão da mulher.
– Podem ir na frente. – falou Zuko. – Estaremos logo atrás.
Kya assentiu assustada e então saiu correndo.
– Ela tem medo de você. – falou Mayumi e sorriu.
– Medo? De mim? – Zuko observou incrédulo. – por quê?
– Não faço a mínima idéia, talvez seja sua posição de rei ou a cicatriz.
– É, a cicatriz.
– Desculpa, eu não quis...
– Não se preocupe. – falou ele e os dois ainda permaneciam no jardim.
– Esse lugar é maravilhoso. – falou a jovem tentando aliviar a tensão que surgiu.
– É sim, é um ótimo lugar para as crianças brincarem. – falou Zuko e sorriu. – Por falar em crianças, o que você tanto falava com a Honora?
– Ela estava me perguntando sobre o meu casamento. – Mayumi tocou o colar e Zuko ficou sério.
– Quando foi?
– Ainda não foi. – falou Mayumi e sorriu. – Era para ter acontecido há muito tempo, mas acho que agora vai.
– Já tem data?
– Nós casaremos no próximo solstício de inverno.
– Em dois meses. – respondeu Zuko seriamente. Mayumi assentiu com a cabeça e então o senhor do fogo forçou um sorriso. – Meus parabéns. Estou feliz por você e por Jun. Sabe que é de todo o coração que lhe desejo felicidades.
– Obrigada. – respondeu ela.
– Mas posso lhe dar um conselho?
– Claro.
– Pese bem antes de qualquer atitude que for tomar e lembre-se sempre que nós pagamos pelas escolhas que fazemos. Se a escolha for boa a paga é alegria e realizações. Se a escolha for ruim, é dor e sofrimento.
– Eu estou fazendo uma boa escolha. – falou Mayumi e então ficou séria. Zuko assentiu com a cabeça.
– Pai? – falou Honora da porta. – Todos estão esperando apenas o senhor e a tia Umi para almoçar.
– Já estamos indo, querida. – Os dois começaram a caminhar em direção da porta. – Tia Umi?
– É como todas as crianças me chamam. – Mayumi sorriu. – Porque ela também não poderia me chamar?
Notas finais
Beijinhos!!!
Fale com o autor