Livro 3: Terra
3 O Casamento - Parte 3
Notas iniciais
OBSERVAÇÂO: Tem uma história que está maravilhosa e é de um amigo meu... vale muito a pena passar por lá, dar uma lida e comentar...
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Já estava tudo pronto para o casamento de Ho, e Mayumi ainda estava na casa, arrumando a futura cunhada ao lado da sua mãe.
– Espero que o seu seja o próximo, Umi. – falou Oggi e tocou no cabelo da jovem. Mayumi usava um vestido cerimonial azul, da tribo da água.
– Será mamãe. – falou ela e sorriu. – em dois meses.
– Mais que maravilha meu amor. – falou Oggi. – Eu nunca pensei que chegaria a ver o casamento de meus filhos. – Mayumi se lembrou de Li e uma lágrima correu. – É, eu sei.
– Essa guerra só trouxe tristeza para a gente.
– Nós nunca chegaremos a ver o casamento do Li, Mayumi, mas temos a certeza que o casamento de vocês dois, ele verá. – Oggi sorriu para Mayumi pelo reflexo do espelho e a jovem retribuiu.
– É, ele verá. — Mayumi deu uma última ajeitada nos cabelos da cunhada e então se afastou. – Está pronta.
– Quem lindo Umi. – falou a jovem do reino da terra.
– Com quem você aprendeu essas coisas? – falou Oggi.
– As minhas três melhores amigas já são casadas. Quem a senhora acha que fez o penteado de todas? – As três mulheres na sala sorriram e então seguiram em direção a cerimônia.
...
Assim que a cerimônia teve fim, Umi se sentou ao lado de Katara e de Toph e começaram a conversar sobre o próximo casamento.
– Vocês já decidiram onde será? – falou Katara. – na tribo do sul ou do norte?
– Jun estava querendo fazer no norte, já que é onde os pais dele moram.
– E você, onde queria? – falou Toph.
– Aqui mesmo. – falou Mayumi e sorriu. – Na nação do fogo.
– É brincadeira, não é? – falou a dominadora de terra. – Quero dizer, seria muito estranho uma cerimônia de casamento da tribo da água, sendo realizada aqui.
– É, você tem razão. – falou Mayumi.
– Eu não acredito. – falou Toph e sorriu
– O que foi ?
– É só que agora quando você falou do Jun, seu coração disparou igual como fazia quando você falava de um certo senhor do fogo. – falou a jovem.
– Eu não tinha reparado nisso. – falou a jovem e sorriu
– Eu não acredito. – falou Katara. – Você se apaixonou por ele.
– O que?
– Você está amando o Jun. – falou Toph. – E eu posso dizer, porque até hoje isso acontece quando penso no Haru.
– Eu também. – Toph olhou para Katara. – Quando penso no Aang, Toph.
As três gargalharam.
– Não é possível. Depois de dez anos.
– Vai entender esse sentimento maluco.
– Mas meu coração ainda dispara quando penso em... – Mayumi olhou para os lados. -... Zuko.
– Você ainda gosta dele, é natural, mas ele disparar quando você pensa no Jun é um bom sinal, quer dizer que você está se abrindo para um novo amor.
– Ai que lindo. – falou Katara. – Você devia dizer isso imediatamente para ele.
– Como assim? Acha que devemos ir ao pólo norte?
– Se você quiser ir, tudo bem. – Toph cruzou os braços. – Eu é que não piso nunca mais naquele lugar, toda aquela neve... Nem morta.
– Eu não estava dizendo “nós”, eu estava falando de “você”.
– Eu não sei se seria uma boa idéia. Tenho muitas coisas para resolver ainda por aqui.
– Porque não? Você pode pegar a nave com Aang ou então ir de navio. E depois voltaria para cá. – Katara passou a mão na barriga e então sorriu. – Eu não vou poder ir a lugar nenhum, afinal já entrei na reta final, então quando você voltar, ainda estaremos aqui.
– Calma Katara, corre o risco dela querer ficar por lá mesmo até o casamento.
– Quem sabe? – Katara começou a sorrir.
– Então está decidido, vou amanhã para o Pólo Norte.
– Isso Umi. Finalmente você vai conseguir esquecer o Zuko.
– O que tem o meu pai? – falou a jovem Honora se aproximando das meninas.
– É que, amanhã a Mayumi vai viajar para ver o noivo no pólo norte e ela ia perguntar para o Zuko... Se ele emprestava um navio para isso. – Falou Toph inventando uma história ali mesmo. Ela era mestre nisso.
– É, isso mesmo querida. – falou Mayumi. Não queria mentir para a menina, mas teve que fazer para evitar uma briga sem sentido.
– Ah, não se preocupe tia Umi, eu mesma peço o navio ao papai, mas com uma condição.
– Qual?
– A senhora vai tomar chá comigo amanhã. – falou a menina e colocou as mãos para traz.
– Combinado. – falou Mayumi e sorriu.
...
Era quase dez da manhã quando Mayumi finalmente chegou ao palácio da nação do fogo. Os empregados do lugar a levaram até o jardim e assim que se sentou, Honora se aproximou saltitante.
– Bom dia tia Umi. – falou a menina e a reverenciou.
– Bom dia, princesa. – falou ela e devolveu a reverencia.
– Obrigada por aceitar meu convite, sei que está arrumando as malas para viajar.
– Eu jamais diria não. – falou a mulher e sorriu. – Mas infelizmente tenho que estar em casa mais cedo.
– É mesmo, por quê? – perguntou a menina.
– Eu ainda tenho que treinar a Kya. Já que vou ficar uma semana longe, tenho que deixá-la bem adiantada nas aulas.
– Ela também é uma dobradora de água?
– Assim como eu. – falou Mayumi. – Descobrimos há uns três meses.
– A senhora é que é a professora dela?
– Não, na realidade, a mãe dela é a mestra. – Mayumi sorriu e deu um gole no chá. – Mas como a Katara está grávida, ela me pediu que treinasse Kya.
– Eu queria ser uma dominadora.
– E não é? – Perguntou Mayumi confusa.
– Não. – a menina abaixou a cabeça. – Eu puxei a minha mãe. Serei a primeira mulher a ser a Senhora do fogo e também a primeira não-dominadora.
– Pode não ser uma dominadora, mas é excelente com armas brancas. – falou Zuko se aproximando.
– Verdade? – Mayumi encarou a menina e então ela sorriu. Honora pegou uma faca e lançou em uma arvore e ela fincou.
– Com o papai, eu aprendo a usar as espadas duplas e com a mamãe, a usar as adagas.
– Estou impressionada.
– Você ainda não viu nada. – falou Zuko e se sentou ao lado das duas. – Ela é um prodígio.
– Honora. – falou Mai da porta.
– Sim senhora. – falou a menina e em um pulo, ficou de pé.
– Está na hora do seu treinamento. – falou Mai. – Vamos?
– Vamos sim, mas antes... – A menina virou para Zuko. -... pai, eu preciso de um navio livre para viajar ainda hoje.
– Não entendi Honora.
– É que a Mayumi está indo ver o noivo dela no pólo norte e não tem como. Então eu pensei que o senhor, sendo quem é, poderia fazer com que um dos navios da marinha do fogo, a deixasse lá.
– Você está indo hoje?
– Sim, mas se for incomodar... – falou a jovem.
– Não é incomodo algum. – Zuko falava seriamente. – Eu vou falar com um de meus generais e pedir para que eles façam essa viagem junto com você e também, vou pedir que lhe aguardem enquanto estiver lá.
– Talvez não seja necessário o aguardo.
– De qualquer modo, vou deixar o navio à sua disposição.
– Obrigada papai. – a menina abraçou Zuko e então saiu em direção a mãe, mas antes de chegar em Mai, ela se vira mais uma vez para trás. – Obrigada por vir tomar chá comigo, tia Umi.
– Não há de que, querida. – Mayumi se virou para Zuko. – E obrigada você também.
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