Livro 3: Terra
13 Bem-vinda - Parte 6
Notas iniciais
Finalmente consegui terminar esse capítulo... (depois que perdi tudo, tive que reescrevê-lo)... espero que gostem...
Ps.: Vou correndo responder os reviews!!!!
Seis Meses Depois:
– Amor, acorde. – falou Mayumi e levantou Zuli que ainda estava sonolenta. – Nós vamos nos atrasar.
– Eu não quero ir.
– Não quer ir treinar com o senhor Iroh? – Mayumi começou a despir a filha, iria dar um banho nela antes de saírem.
– É tio Iroh. – falou ela. – E treinar eu quero, só que só vamos depois do meio dia, até lá, eu tenho que ficar com a senhora na loja, é chato.
– É só até você completar seis anos, depois você vai para a escola de manhã e treino a tarde. – Mayumi colocou a água quente em uma banheira de madeira e a menina entrou.
– Mas é chato.
– Eu sei, meu amor, lá não é lugar de criança, mas entenda. – Mayumi jogou água nos cabelos da menina. – Mamãe é sozinha e a tia Toph já está com sete meses, não pode ficar te olhando o tempo todo e, convenhamos, você é uma pimenta. – A mulher fez cócegas na menina e ela começou a rir, jogando água na mãe para fazê-la parar.
– Está bem, mamãe, só até seis anos.
...
15:00
O senhor de barba e cabelos brancos, arrumava algumas coisas em casa, até que alguém bateu na porta. Assim que ele abriu, deu de cara com o seu sobrinho sorridente.
– Tio! – falou ele e o abraçou.
– Olha só pra você, que belo homem se tornou. – falou ele quando se afastou de Zuko e segurou-lhe o rosto entre as mãos.
– Eu sinto muito ter ficado longe esses cinco anos, tinha muitas coisas a fazer com o Aang. – Ele entrou na casa e então colocou a bolsa em cima da mesinha.
– Não se preocupe, Zuko, eu entendo. – O senhor colocou chá em uma xícara e entregou ao senhor do fogo.
– Humm, Jasmim. Adoro Jasmim.
– Eu sabia disso. – brincou ele. Zuko deu um gole no chá e começou a reparar na casa. – Mas que surpresa boa você me fez.
– Eu vim ver o senhor e conversar sobre uma pessoa.
– Quem?
– Azula. – respondeu Zuko.
– O que aquela garota mimada andou aprontando agora? – Falou Iroh e começou a afastar o sofá e colocar em um canto da sala.
– Ela está no palácio e não se lembra quem é.
– Não é mais um truque dela não? – Ele colocou a mesa ao lado do sofá. – Ela e má o suficiente para fingir e você bom demais para acreditar.
– O médico real me garantiu que ela realmente está doente.
– E o que você pretende fazer?
– Por mais que Azula tenha feito o que fez no passado, ela continua sendo minha irmã e está doente. Acho que ela está tendo uma segunda chance para se redimir, voltou como uma nova pessoa. Essa perda de memória veio em boa hora.
– Eu não confiaria muito em Azula se eu fosse você.
– É tio, eu também tenho esse receio de estar fazendo uma burrice e que ela é uma bomba que ao menor toque explodirá, mas é meu dever como irmão, de cuidar dela. Mai concorda comigo e Honora ficou feliz em ter uma tia.
– Por falar nelas, como está a Mai?
– Está se recuperando bem, embora os médicos tenham dito que os tratamentos pararam de surtir efeito. – Ele deu outro gole no chá. – Como a doença dela é degenerativa e muito lenta, ela ainda não começou a afetá-la com ferocidade, mas ela já começou a perder a cordenação motora e a ter lapsos de memória. Outro dia falei com ela e só depois de alguns minutos, olhando o nada, ela me respondeu. Está complicado tio. – Zuko esvaziou a xícara de chá e colocou em cima da mesinha que estava ao seu lado, próximo da cozinha. – Só me resta ficar ao lado dela e ajudar. Os médicos disseram que ela não viveria outro ano e no entanto, já se passaram cinco, acredito que ela vá se recuperar.
– Eu também acredito nisso, sobrinho. A esperança deve ser a última a morrer. – falou o senhor e puxou o tapete do chão. – E como está a minha sobrinha neta, Honora?
– Honora é uma menina de ouro. Fez quatorze anos há alguns meses e é uma excelente espadachim, me atrevo a dizer que é até melhor do que eu. Sem contar é claro, a arte das adagas voadoras, que a Mai a ensinou. – Zuko sorriu, tinha muito orgulho da filha. – Ela é muito inteligente e vai governar sabiamente a nação e nesse dia, o povo estará em boas mãos. – Iroh olhou Zuko e o abraçou.
– Fico feliz que você soube ensinar bem a sua filha.
– É tio, eu fiquei com medo de fazer tudo errado, ser exatamente como meu pai.
– Você não é o Osai, nunca será. – O senhor tocou no rosto do sobrinho e então se virou. – O que acha, temos espaço o suficiente? – Zuko olhou em volta e a sala estava completamente vazia.
– O senhor está de mudança? – falou ele.
– Não, Zuko, eu tenho uma aluna.
– Aluna? Está ensinando a fazer chá? – falou ele e sorriu, o tio deu uma gargalhada gostosa.
– É uma pequena dominadora de fogo, filha de uma das meninas que trabalha na loja. Ela é um prodígio e me lembra muito você quando criança.
– E onde está essa garotinha prodígio? – falou Zuko.
– Zuli, você já está pronta? – falou Iroh.
– Já sim, tio. – respondeu ela e caminhou para a sala. Vestia uma túnica igual ao do senhor Iroh, só que dez vezes menor.
– Zuli, esse é o meu sobrinho, Zuko. – Iroh apontou para o homem sentado no sofá e a menina se aproximou dele.
– É um prazer conhecê-lo, senhor. – falou ela e fez uma reverencia.
– O prazer é todo meu, jovenzinha. – Zuko retribuiu a reverencia.
– Então, está na hora da gente começar o treino, não é? – falou o homem e Zuli se colocou em posição, mas antes que eles pudessem começar, uma das funcionárias do “Dragão Jasmim” bateu na porta.
– Senhor Iroh. – gritou ela do lado de fora e ele abriu.
– O que ouve Zang?
– Aqueles homens que procuraram encrenca naquele dia voltaram.
– Eu vou lá ver o que eles querem.
– Quer que eu vá com o senhor, tio? – perguntou Zuko preocupado.
– Não precisa, sobrinho. – ele olhou para Zuli triste, ela adorava as aulas. – Faz o seguinte, treina essa linda dominadora de fogo para mim, enquanto eu vou lá resolver. A mãe dela vem buscá-la em uma hora.
– Claro tio, será um prazer. – falou ele e olhou para a menina. Iroh saiu e fechou a porta.
– Então, agora é só você e eu. – falou ela e franziu o cenho. Ficou na posição inicial e colocou os punhos fechados em frente ao rosto.
– Eu adorei você. – falou ele e sorriu.
...
Mayumi e outra garota andavam apressadas pelas ruas, todas vestiam o mesmo vestido de seda, a farda.
– Onde vai Mayumi? – Perguntou a amiga.
– Vou apanhar a minha filha.
– Ah é, o senhor Iroh a ensina... – a jovem franziu o cenho em dúvida. -... Mas ele está lá na loja.
– É, hoje quem está treinando com ela é o sobrinho dele.
– Espero que seja um gatinho, você merece ter um namorado Umi e a Zuli precisa de uma figura paterna.
– Não estou aberta a relacionamentos, Tarcy.
– Você quem sabe. – falou a mulher e sorriu. – Te vejo amanhã amiga.
– Até amanhã. – Mayumi sorriu e então se aproximou da casa. Percebeu que a porta só estava encostada e então resolveu entrar de fininho para não atrapalhar o treino. Congelou imediatamente quando viu Zuko e Zuli no chão, gargalhando como nunca. Os dois haviam se chocado enquanto Zuko lhe ensinava outro movimento.
– Mamãe. – gritou a menina e se levantou. Correu na direção dela e então abraçou as suas pernas.
– Oi florzinha. – respondeu a mulher sem desviar o olhar do homem que ainda estava no chão. Zuko não conseguia se mover. Não acreditou que realmente era aquela mulher que o olhava da porta.
– Mayumi?
– Zuko.
Notas finais
E muito OBRIGADA POR TUDO!!!
Beijinhos!!!
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