Little Lies

5 Capítulo 5 - Subindo


Notas iniciais
Boa leitura. :)

Não comece o jogo se você não sabe quem é o seu adversário.

Eu estava sentada em minha mesa, jogando paciência no computador. A porta se abriu e Chuck apareceu.

- Reunião agora.

- Sobre... – perguntei.

- Parece que querem mudar alguns produtos da Aleph. – ele falou pensativo. – O presidente anunciou que poderia promover algumas pessoas dentro da empresa na semana passada, então Peter decidiu mudar alguns produtos para ver se consegue algo. Fique atenta. – ele me alertou enquanto saíamos do meu escritório seguindo em direção à sala de reuniões.

- Srta. Heefort, estamos contentes por vê-la novamente. Sr. Peter Willans nos contou sobre sua viagem de última hora. – viagem?

- Viagem? – questionei, recebendo um olhar reprovador de Chuck. – Ah sim, é ótimo que Peter tenha lhes deixado a par do que aconteceu. – sorri.

- Então, todos aqui? – verificou Sr. Robert Boughest, presidente da Aleph. – Podemos começar.

Todos assentiram, arrumando-se em seus devidos lugares ao redor da mesa.

- Estamos aqui para discutir mais uma vez o andamento da Aleph Cosmetics, que aparentemente está estável. – começou Sr. Boughest. – O Sr. Willans sugeriu a reunião para apresentar o seu novo projeto visando lucros à empresa. Prossiga Sr. Willans. – o presidente se sentou apontando para Peter.

- O meu projeto está relacionado com o consumo dos produtos para cabelos, contando Shampoos e condicionadores. Ao observar duas mulheres discutindo sobre tais coisas em um supermercado, ouvi que uma delas reclamava sobre usar o dobro de shampoo em relação ao condicionador. Então, quando o shampoo acabava, era obrigada a comprar mais um frasco sem mudar o tipo do produto a fim de combinar com o condicionador, cujo frasco era do mesmo tamanho e ainda encontrava-se pela metade. A minha posição seria reduzirmos o frasco do condicionador e deixando o de shampoo do mesmo tamanho. Assim as pessoas poderiam experimentar com mais freqüência os diversos tipos de produtos para cabelo que esta empresa oferece. – por fim, Peter se sentou, esperando que o presidente desse a sua opinião.

- Parece conveniente que o façamos, Sr. Willans. Alguém tem algo a declarar sobre isso? – perguntou o Sr. Robert, e eu não deixei de aproveitar a oportunidade para falar sobre a minha opinião.

- Se diminuirmos o tamanho do frasco, automaticamente o preço terá de ser reduzido à metade. O lucro continuará igual ou será menor. Porque estaremos vendendo o mesmo produto pela metade do preço. O preço de custo será reduzido, mas o lucro da empresa também. – eu disse analisando pelo lado lucrativo.

- Não precisamos reduzir o preço exatamente à metade. – disse Peter.

- Se não reduzirmos, as pessoas irão optar por outra marca. Maior frasco, maior quantidade, menor preço.

- Outra marca, menos qualidade. – debochou ele.

- A maioria das pessoas preocupa-se com o preço, e não somente com a qualidade. Então acabarão comprando o condicionador de outra marca e logo o shampoo para terem a linha completa. E então o número de compradores da nossa marca será reduzido, juntamente com o nosso lucro que já estaria, pelo menos um quarto, menor. Vendendo o produto pelo preço atual não mudará em nada as finanças da empresa. Se aumentarmos o preço, perderemos clientes. Se diminuirmos o frasco, diminuiremos o lucro. Nem todos têm condições de optar apenas pela marca. – concluí vendo Peter fechar a cara.

- Sugiro que façamos uma pesquisa entre os consumidores da nossa marca para ver o que acham.

- Nenhuma pesquisa, Sr. Willans. A ideia da Srta. Heefort está totalmente de acordo com a estabilidade da empresa. Não haverá nenhuma mudança nos produtos a menos que a Aleph Cosmetics esteja indo à falência.

Chuck bufou, saindo da reunião e deixando ainda Peter com uma cara de poucos amigos me fuzilando com os olhos.

- Parabéns Senhorita Heefort, você foi promovida de vice-presidente de vendas, para a assistência da presidência. — disse o presidente Sir Robert Boughest apertando minha mão.

- Obrigada, Sr. Boughest, darei o melhor de mim para o cargo. — sorri forçadamente. Minha cabeça estava a mil, imaginando o que estaria me esperando depois daquela porta. Ou melhor, quem estaria me esperando. Afinal, eu sabia que foi um erro ter dado motivos para ser promovida.

Saí a passos largos da sala de reuniões indo em direção ao meu escritório. Cheguei em frente à porta agradecendo mentalmente por não encontrar nem Chuck e nem Peter pelo corredor. Entrei no meu escritório que me recordo de não ter trancado, e quando andei em direção à minha mesa, fui jogada contra a parede por Peter que já me esperava dentro do cômodo, uma mão estava segurando fortemente em meu pescoço e outra puxava meu cabelo.

- O que pensa que estava fazendo, sua idiota? – ele gritou bem próximo de mim, me fazendo estremecer pela violência que sua voz saía.

- Você está me machucando. – tentei falar com a pouca voz que me restava, o aperto no meu pescoço estava me matando.

- Responda! Responda pra mim, onde você pensa que está? Brincando? – questionou me empurrando ainda mais contra a parede.

- Você queria que a empresa fosse à falência com essa sua ideia estúpida? – desafiei-o.

- Eu queria ser promovido, é isso que me interessa! – ele gritou mais uma vez. E eu senti que minha garganta já estava ficando seca por conta da falta de ar.

- Com uma empresa falida? – falei num fio de voz.

- Escute aqui, Blair. Se eu não conseguir o que eu quero, eu levo você e aquele moleque de merda pra fora do país comigo! E não espere ser uma viagem de férias. – ele debochou.

Juntei forças de onde não tinha enquanto ele falava, então eu gritei, o mais alto que pude, para quem quisesse ouvir. Empurrei-o fracamente fazendo-o afrouxar o aperto em meu pescoço. Ele segurou-me ainda enquanto tentava trancar a porta. Mas no momento em que ia virar a chave a porta se abriu violentamente. Chuck apareceu eufórico na porta e em seguida deu um soco na cara de Peter, fazendo-o cair no chão.

- Nunca. Mais. Toque. Nela! – Chuck falou pausadamente apontando o indicador na cara de Peter que ainda estava caído. – Vamos sair daqui. – ele disse me olhando. Assenti e nos dirigimos até a cafeteria no andar debaixo.

- Ele te machucou? – Chuck perguntou olhando para a xícara de café preto que estava na mesa.

- Não. – menti. As marcas vermelhas no meu pescoço ainda estavam lá.

- Não minta. Estou vendo essas marcas ai. – ele disse apontando para mim.

- Se viu, por que perguntou?

Ele me deixou sem respostas e saiu dali a passos largos. Preciso me lembrar de perguntar o que foi isso para ele mais tarde.

Notas finais
Quero deixar claro nesse capítulo que todas as sugestões dadas em um determinado momento sobre os produtos de uma empresa são de autoria minha, e todas as ideias foram adquiridas depois de pensar muito sobre produtos de beleza, sauidhasid, não tenho intenção alguma de mencionar a inferioridade de um produto ou outro, apenas o esquema proposto pelos personagens fazem parte de uma história fictícia sem envolvimento algum com a realidade. Espero que tenham gostado, e comentem por favor. *-* Beijos.