Like a Vampire 4: Endgame
13 Capítulo 13- O reino se lembra
Narração Sarah
O portão se abriu bem na frente dos nossos olhos.
Havíamos parado e meu tio alugou alguns cavalos pra gente. Ajudou. A caminhada não foi curta.
Também tiveram que pegar uns cobertores e capas. Eu ainda sentia meu queixo tremendo.
—Tem certeza que é aqui?- Haruka estremeceu.
—Absoluta.- Edward respondeu- Os Profetas queimaram a Mansão Mukami. Ouvimos notícias sobre todos se mudando pra cá.
Quando o portão se abriu todo, começamos a entrar.
Estava bem vazio pra uma fortaleza.
Desci do meu cavalo com dificuldade. Todos fizeram o mesmo.
Olhei ao redor. Uma neblina parecia subir e envolver todo o lugar.
—Credo, mó Silent Hill.- Lua sussurrou. Seu óculos estava ficando embaçado.
—Certeza que minha irmã vai estar aqui?- Kino questionou.
—Não necessariamente.- Eliza opinou- Mas se tem alguém que pode ajudar a buscar ela, é aqui.
Minha boca ficava seca pelo frio.
Foi aí que o vi.
Kanato estava em pé. Todo coberto da cabeça aos pés. Teddy II estava em suas mãos.
Ele me encarava.
Fui devagar na direção dele. Ele repetiu meu gesto.
Eh me joguei nos braços dele sem conseguir esperar.
Kanato me acolheu. Me senti em casa de verdade.
Ele passou a mão no meu cabelo.
—Legal. Bom saber que sentiram saudade da gente.- Anna murmurou baixo.
—Pelo menos você conhece essas pessoas.- Kino sussurrou de volta.
—Lua?- Subaru surgiu de trás de Kanato.
—E… começou o casamento.- Haruka revirou os olhos.
Lua correu e abraçou Subaru.
—Vocês deviam entrar.- Kanato sugeriu.- Está congelando aqui fora.
—Deveríamos ir.- Edward pigarreou- Ofereçam meus mais sinceros abraços para o resto das meninas.
—Iremos.- Lua sorriu.
Os meninos nos receberam dentro da fortaleza.
—Ainda bem que nos colocou aqui.- Eliza tossiu levemente.- Eu estava com bastante frio.
—O que tá acontec…- Shu surgiu- Ah, a menina da água voltou.
Kino segurou uma risada.
—É isso que eu virei aqui agora? A menina da água?- Haruka pareceu ofendida.
—O que caralhas esse muleque tá fazendo aqui?!- Ayato já apareceu xingando.
Ele apontava pra Ayato.
—Espera aí,vocês se conhecem?- Anna pareceu confusa.
—Ah, eles que são meus irmãos?- Kino arregalou levemente os olhos.
—E quem mais seríamos?- Kanato pareceu começar a ficar estressado.
—Sei lá. Os empregados?- Kino sugeriu.
—Nossa, mas ele tem coragem viu.- Lua debochou.
—Eu não aceito esse marmanjo na minha casa!- Ayato brigou.
—Ele tá procurando a Mun.- Haruka retrucou.
Todos pausaram.
—Como é?- Shu cruzou os braços.
—A Mun. A irmã de sangue dele.- Haruka continuou explicando.- Olha, eu mais do que ninguém sei que esse cara é um saco. E burro que nem uma porta.
—Isso era pra me defender?- Kino se assustou.
—Cala a boca.- Haruka reclamou- Mas sério. Ele viajou desde o mundo Humano só por causa da menina. Se tem alguém que merece achar ela, é ele.
Ficamos um tempo em silêncio.
—Justo.- Subaru suspirou.
—Cadê o resto do pessoal?- Lua perguntou.
—A gente tava indo comer.- Ayato respondeu- Os Mukami tão lá embaixo. O Laito e a Marie estão no quarto. A Nikki tinha ido chamar o Reijii, mas tava demorando e enviamos a Daayene pra chamar ela.
—Por que diabos o Laito e a Marie estão no quarto?- Arqueei uma sobrancelha.
—Problemas de casal.- Victoria surgiu, subindo as escadas.
—Ah, você ainda tá viva!- Comemorei.
—Muito engraçado, Sarah.- Victoria revirou os olhos, mas sorriu.
—Quem é essa?- Kino sussurrou.
—Ah, Kino, essa é a Victoria. Uma das irmãs mais velhas das meninas.- Eliza comandou as apresentações- Vic, esse é…
—O irmão da Mun. É, eu ouvi.- Victoria riu.- Vocês deviam vir descer. Acabamos de colocar a comida na mesa.
E assim nós fomos.
Os Mukami até pareciam felizes em nos ver. Especialmente Anna.
Mas Haruka teve que explicar quem eles eram.
—Eles são os quatro irmãos que sequestraram as Hudison e as Herbert.- Haruka falou pausadamente.
—Eu acho o termo sequestrar pesado demais.- Ruki a interrompeu.
—Que pena, porque eu acho que foi exatamente isso que vocês fizeram.- Victoria riu.
—Foi assustador. Mó correria no jardim.- Eu me lembrei.
—Gente, por falar nisso, onde raios que tão essas meninas?- Victoria reclamou.
—Eu vou lá buscar elas.- Kou bufou.
—Não vai sozinho.- Shu se levantou.
—Elas não deveriam estar com o Reijii?- Anna falou baixo.- Devem estar seguras, não?
Logo quando a Hudison falou isso,passos rápidos foram ouvidos.
Do corredor, surgiu uma Daayene destrambelhada e uma Nikki toda sangrando.
—A parada é a seguinte: FUDEU MUITO.- Nikki berrou.
—Ah, bom dia meninas.- Daayene estava esbaforida quando notou nossa presença.
Nikki também notou.
—Olha, eu amo vocês e tals. Mas temos uma parada sinistra, tensa e péssima pra lidar agora.- Nikki exclamou.
—Cadê o Reijii?- Victoria questionou.
—Uma boa pergunta!- Nikki riu de nervoso.
—…Meu Jesus, quem matou ele?- Eliza pareceu meio preocupada.
—E quando vamos poder mandar os agradecimentos?- Yuma zombou.
—Yuma. Não tá na hora.- Daayene esbravejou.
—Fala logo, Nikki.- Me peguei meio preocupada.
—Então.- Nikki respirou fundo.- Vocês lembram de quando a gente ria e falava que a gente aguentava qualquer coisa, porque nada ia ser pior do que uma doida possuindo o corpo da nossa irmã?
Concordei com a cabeça.
—E logo depois fomos provadas que estávamos erradas ao falar isso. Várias vezes.- Victoria murmurou.
—Então. Ela voltou.- Nikki tinha os olhos arregalados.- E eu sou testemunha de que ela tá bem… bem mais forte do que antes.
Um silêncio de meros segundos.
—EU VOU MATAR A VAGABUNDA!- Kanato gritou.
—Ela é sua mãe!- Lua recrutou.
—Bem, isso nunca me impediu de matar ela nas últimas três vezes!- Kanato brigou.
—Ele tá certo.- Ayato concordou- Cordelia no corpo de Marie foi um inferno de lidar. Imagina ela no corpo do Reijii, que é bem mais forte?
—Bem, temos aqui o resultado.- Daayene apontou pra Nikki.
—…Eu sinto que tô perdendo algum detalhe bem importante.- Kino murmurou.
—Somos dois.- Eliza concordou.
—Três.- Haruka sussurrou.
—A Cordelia é a mãe dos trigêmeos.- Lua tentou explicar- Ela possuiu o corpo da Marie em 2017 com a ajuda do pai da Lilith… Quer saber? Depois eu conto. É uma longa história.
—E o que a gente faz?- Ruki questionou.
—Bem, eu gostaria de saber.- Nikki colocou as mãos machucadas no bolso.
—Bem,eu não quero ser negativa.- Me levantei.- Mas vocês estão esquecendo de um detalhe. Na verdade dois.
—Que são…- Shu encorajou.
—Primeiro, quando fomos matar a Cordelia no corpo da Marie, foi toda uma questão porque a gente tava com medo de errar o coração e acabar matando a nossa irmã.- Me lembrei.
—Então temos o mesmo risco de acabar matando o Reijii?- Subaru reclamou.
—Olha, nem eu gosto do Reijii.- Shu suspirou- Mas o cara é pai.
—Verdade.- Azusa concordou.
—Segundo: A segunda coisa que fez a gente acabar com a Cordelia foi uma poção. Que o próprio Reijii fez.- Eu estava nervosa.
Mais uma pausa.
—Agora ferrou tudo mesmo!- Daayene xingou.
—E a poção tem que ser passada por um beijo…- Ayato pensou.
—Sinceramente, a menor das nossas preocupações agora é isso.- Haruka resmungou.
—Exato. Podemos discutir quem vai beijar quem depois. Precisamos de um plano.- Bati a mão na mesa.
—O que está… acontecendo?- Marie surgiu.
Laito estava ao seu lado. Ela usava uma camisola larga e branca.
—Marie! Que bom que está bem!- Lua sorriu.
—Eu ouvi vocês falando o nome da Cordelia e do Reijii.- Laito pareceu sério.- O que rolou?
Atualizamos os dois.
—Onde ele está?- Marie pareceu preocupada.
—Consegui desacordar ele.- Nikki respondeu- Não sei quanto tempo vai durar.
—Eu posso tentar pesquisar.- Ruki sugeriu- Sobre a poção. Se me derem os livros do Reijii, devo conseguir entender.
—Metido.- Ayato revirou os olhos.
—Cordelia não desiste mesmo, viu?- Marie suspirou, meio cansada.- Justo o que eu precisava ouvir agora.
—Você devia voltar a descansar, Mah.- Vic sorriu levemente.
—Não. Eu sou a única aqui dessa sala que sabe exatamente o que está acontecendo com o Reijii.- Marie se sentou onde eu estava.- Não vou ficar deitada enquanto discutem uma coisa importante dessas.
—Por que vocês só não… sabe. Tentam usar magia?- Kino sugeriu.
Todos os encaramos.
—Que magia, meu filho?- Daayene se exasperou.
—Eu achava que as Herbert eram filhas de feiticeira.- Kino deu de ombros.- Deve ter algum alakazam que faz a pessoa ficar desacordada. Sei lá.
—Deixa de ser burro, cara.- Subaru reclamou.
—Mamãe perdeu os poderes quanto tinha 19 anos. Bem antes da gente nascer.- Lua retrucou.
—Na verdade…- Haruka pensou- O Kino tem razão.
Pausa.
—Pera, o que?- Fiquei confusa.
—Eu e as meninas.- Haruka apontou pra si e pra Eliza.- A gente é filha de renegados. O que basicamente significa que nossos poderes foram se perdendo na linhagem.
—Mas dá pra reverter. Dá pra ativar a magia no sangue.- Eliza concordou.
—E é sério que vocês só avisam agora?- Lua pareceu ofendida.- Eu podia ter mandado Expelliarmus nos cara a muito tempo!
—Elas não vão despertar os poderes.- Shu disse com certeza.
—E desde quando você decide pela gente?- Nikki questionou.
—Calem a boca, os pombinhos.- Haruka reclamou.- Dá sim pra ativar a magia, e quem sabe ela possa ajudar a poção a quebrar o reinado de terror dessa Cordelia. Mas tem um preço.
—E qual é?- Engoli em seco.
—É o mesmo processo de tirar os poderes de alguém.- Eliza disse, meio tristemente.
—É tortura.- Yuma respondeu- Vocês não podem passar por isso.
—Foi isso que mamãe passou quando tiraram os poderes dela?- Questionei.- Torturaram ela?
—Não é garantia que funcione muito bem.- Haruka se levantou- Mas pode ser nossa melhor chance.
—Daayene, não deixe elas fazerem isso.- Subaru retrucou.
Daayene arregalou os olhos:
—Por que eu?
—Você é profeta. Deve saber alguma coisa sobre as chances de isso dar errado.- Kanato olhou pra Daayene.
—Na verdade, por que você só não conta tudo pra gente?- Ruki questionou.
—Melhor ainda!- Ayato sorriu- Conta como podemos vencer a guerra e acabar com meu pai!
—Não é assim que profecia funciona.- Daayene pareceu tensa- E mesmo se fosse, eu não poderia contar.
—Por que não?- Shu questionou.
—Deixa eu pensar num jeito de resumir isso pra vocês.- Daayene pensou por um tempo- Vocês já ouviram a história de Édipo, né?
—Claro.- Lua concordou.
—É basicamente isso. Vamos supor que eu conto uma profecia pra vocês que, sei lá, indique a morte de vocês.- Daayene deu de ombros.- Vocês tentariam evitar essa profecia. E talvez consigam. Mas na maior parte das vezes não, porque é algo que quanto mais se debate, mais se afunda. Deu pra entender?
—Então, quanto mais você sabe sobre seu destino…- Kino desenhava na mesa- Pior o seu destino pode ficar.
—Sim. Mas é como eu disse.- Daayene respondeu- Profecia não é bem assim. Envolve passado também. Memórias.
—E você sabe algo sobre alguém dessa sala?- Eliza questionou.
Daayene engoliu em seco:
—Não vem ao caso. Isso não vai ajudar a recuperar Reijii.
—Eu posso tentar passar.- Victoria disse.
—Pelo que?- Shu estava confuso.
—Como assim pelo que?- Victoria revirou os olhos- Eu estou me voluntariando a passar pelo processo pra despertar meus poderes.
—Pelo Reijii?- Marie estava confusa.
—Pelo Reijii.- Victoria não entendeu a comoção toda.
—Ninguém vai te obrigar, se não quiser.- Yuma segurou o ombro de Victoria- Tem certeza que não tem outro jeito?
—Bem, é claro que podemos tentar outras coisas.- Haruka deu de ombros- Existem lendas. Mitos. Mas nada muito confirmado.
—Posso tentar me comunicar com os meninos no Reino Dêmonio. Talvez eles saibam de algo.- Eliza se levantou. Deve ter feito isso rápido demais, porque suas pernas fraquejaram e ela foi na direção no chão.
Kino a segurou a tempo antes dela bater a cabeça.
—Tudo bem aí?- Subaru se levantou.
—Acho que minha pressão caiu.- Eliza tossiu.- Tô de boas.
Kino ajudou ela a se levantar.
—Podemos ir pesquisando.- Marie voltou ao tema.- Se me dão licença, acho que vou deitar.
—Não se force.- Nikki olhou pra nosss irmã.
—Eu te acompanho pro quarto.- Me voluntariei.
Marie sorriu como agradecimento.
—Podem ir conversando sem mim.- Avisei, e dei o braço pra Marie.
Andamos em silêncio e juntas fomos até o quarto dela. Marie teve que me guiar. Eu não sabia onde que ela ficava.
A ajudei a deitar na cama.
—Tem certeza que está tudo bem?- Perguntei, a cobrindo.
—Claro.- Marie sorriu.- Nunca estive melhor.
A analisei por alguns segundos.
—Sabe qual é uma das poucas coisas positivas que vem com viver uma mentira por anos?- Me sentei aos seus pés.- Eu sei quando outra pessoa está mentindo.
Ela não falou mais nada.
—E aí?- Cruzei as pernas.- Eu sou sua irmã, Marie. Pode contar comigo.
Marie mordeu o lábio inferior.
Hesitou.
Finalmente olhou nos meus olhos, e foi assim que percebi como ela parecia exausta.
—Sarah…- Marie suspirou- Estou morrendo.
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O castelo estava barulhento.
Pessoas bebiam e comiam na sala de banquetes. Tudo parecia normal
Tyrosh bebeu sua taça de vinho enquanto observava as damas acanhadas conversando com os rapazes já bêbados.
Seu irmão não estava por lá.
Devia estar se embebedando por não ter conseguido pegar a pobre garota Herbert.
De certa forma, isso o deixava feliz. Tinha dó de Sofie por ter que lidar com toda essa situação só por causa de sua mãe.
Dito isso, ele também sentira dó de Molly, todos esses anos atrás. Era uma mulher boa.
Ele só obedecia Robert por ser seu irmão mais velho e seu rei. Mas tinha certeza absoluta que nenhuma mulher merecia a tristeza de ter ele como seu marido.
E era por isso que nunca se casara. Isso, e não são muitas as mulheres que se atraem por um anão.
Pelo menos da parte dele, a linhagem Rosemary acabava.
Enquanto isso, Robert estava deitado em seu quarto.
Cinco garrafas de vinho vazias jaziam ao lado de sua cama. Robert se sentia tonto. Talvez estivesse.
Havia perdido a menina. De novo.
Tudo bem. Depois mandaria mais guardas a caçarem. Não perderia ela por uma terceira vez.
Os Sakamaki eram vis. Nunca saberiam cuidar dela direito. Pelo menos aqui ela estaria segura e nunca lhe faltaria nada.
—Boa noite, senhor.- Uma mulher. Ela usava roupas das empregadas.- Não vai voltar para a festa?
Seu rosto era um borrão pra Robert. Mas ela era alta e tinha belas curvas.
—Mande eles embora. Que se danem.- Robert resmungou- Nada me interessa nesse banquete.
—Deveria ter mais cuidado. Seus convidados não vão ficar felizes de saberem que seu anfitrião veio dormir e deixou apenas o senhor Tyrosh lá.
—Ele toma conta do recado. Agora. Mais vinho.
—Tem certeza que é sensato?- Seu tom era de preocupação.
Robert não se lembrava daquela voz. Não se lembrava de muita coisa.
—Nunca liguei pra isso, nem quando eu era jovem.- Robert se sentou.
A criada trouxe mais um vinho na bandeja.
—Eu poderia te ajudar a relaxar, se você sentir vontade.- A criada se aproximou dele.
Robert ficou vermelho de curiosidade.
—Estaria disposta?
—É o meu dever, senhor.- A criada se sentou ao seu lado.
Robert estava embriagado. Beijou a criada com agressividade.
Ela respondeu ao beijo, meio hesitante. Sua barba roçava no rosto liso da menina.
De repente Robert se sentiu sendo puxado por mãos pequenas pra trás.
—Boa noite, senhor. Sabia que é grosseiro beijar a mulher de outro homem?- A voz era aguda. Infantil.
De perto, Robert conseguiu ver o rosto.
Pequeno, delicado. Os olhos vermelhos e o cabelo castanho claro curto.
Ela prendeu uma faca prateada contra seu pescoço.
—Meu nome é Mun Sakamaki.- Ela grunhiu- Quero que saiba disso. Quero que saiba que a última coisa que viu, segundos antes de morrer, foi uma Sakamaki sorrindo.
E realmente foi a última coisa que ele viu. A faca passou pelo seu pescoço com certa dificuldade, mas passou.
Sangue jorrou pelas cobertas.
—Mais um da lista.- A primeira criada sorriu, tirando o pano da cabeça- Que bom que você é rápida. Não sei quanto tempo aguentaria beijar ele.
—A honra é toda minha, prima.- Mun sorriu de forma infantil.- Prometemos que nossa família nunca perdoaria ele.
—E não perdoamos.- Lilith dobrou o pano e soltou os cabelos.- Somos uma boa dupla.
—Mas ainda não acabamos.- Mun se levantou- Temos que acabar com todos os vestígios da Família Rosemary.
Horas depois, elas estavam vendo o castelo cair em chamas. Pessoas saindo correndo.
Uma maçã caiu perto dos pés de Lilith. Ela massageou a fruta entre suas mãos.
Uma dama passava por elas, parecendo apavorada.
—Escuta.- Mun pegou a dama pelo braço. Ela havia crescido muito nos últimos meses, e agora parecia de fato uma menina- Se te perguntarem o que aconteceu, diga que o reino se lembra. Diga que os Sakamaki chegaram na Família Rosemary.
A dama, ainda apavorada, concordou.
—Temos que procurar Igor.- Lilith afirmou.- Nossa lista precisa esperar um pouco pra ser completada.
—Vamos nos separar.- Mun decidiu. Isso assustou Lilith.
—Como disse?- Lilith estava confusa.
—Você busca Igor e seu filho.- Mun segurou as mãos da prima.- Eu preciso terminar meu trabalho. Pelo bem da nossa família.
—Vai ficar bem sozinha?- Lilith se preocupou.
—Farei meu melhor. E depois que isso acabar, a gente se vê. E os meus irmãos.- Mun sorriu.
Lilith abraçou Mun com força:
—Você é um fenômeno, garota.
Mun retribuiu o abraço.
—Agora temos que ir, antes que nos associem imediatamente ao crime.- Mun sorriu.
E assim a garota saiu correndo, deixando Lilith assustada e determinada pra trás.
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