Notas iniciais
Capitulo não betado.

Pov. Bella

Já estava cansada de ficar em casa e Emmett já havia levado sustos o bastante para um dia, então resolvi sair e ir até a minha nova casa.

Edward havia me dito para não sair, mas quando foi que já escutei o Cabeça, tirando é claro, nas nossas noites de sexo selvagem?

Espantei os pensamentos toscos e fui me trocar rapidamente. Mesmo estando gravida eu não comecei a usar vestidinhos delicados e babados, continuo com minhas camisetas de banda, maiores é claro, e legues ou shorts de pano soltinho.

Depois de pronta peguei apenas meu celular e chaves, avisei meu irmão e sai de casa, fazendo questão de ignorar o porteiro taradão e uma de suas esposas que estava ali.

Fui até a garagem pegar meu carro e logo sai pelas ruas de Los Angeles.

- Edward vai querer me matar, mas quem liga? – Falei sozinha e estacionei em frente uma loja de decoração.

Logo que entrei na loja uma moça baixinha e loira veio me atender.

- Boa tarde Senhora, meu nome é Eliza. – Falou. – Como posso ajuda-la?

- Olá Eliza. – Respondi. – Preciso ver algumas tintas e alguns móveis também. – Ela assentiu e me até o lugar onde ficavam as tintas.

- Acho que a melhor opção seja as tintas não tóxicas, já que a Senhora está grávida. – Falou e eu assenti.

- Me chame de Bella, não tenho idade para ser chamada de Senhora. –

- Claro Bella. – Sorriu. – Quais são as cores que deseja?

- Um amarelo claro para o quarto dos bebês, já que vou ter um casal. – Falei e continuei pensado em quais cores usaria para os outros cômodos da casa. – Quero também tinta branca, vermelha e um tom de bege claro. – Falei por fim. – Vocês tem pintores?

- Temos sim, e só pedir o serviço no balcão. – Apontou. – Que eles mandaram os serviços. – Assenti e fomos até o caixa.

Após passar o endereço de casa, marcar o dia em que eles iriam, pagar e agradecer Eliza sai da loja.

Estava indo para meu carro, pensando em só ir para o apartamento logo, já que não adiantaria de nada ir na casa hoje, mas vi uma pessoa que me fez parar. – Rebecca!? — Fale e ela se virou com os olhos arregalados.

- Bella? – Perguntou, mas logo veio correndo em minha direção e me abraçou. – Vadia! – Se separou de mim e me deu um tapa no braço. – Faz uma semana que tento falar com você e não consigo. – Fez bico e eu revirei os olhos.

- Então você continua lerda e ligava para o numero errado por que eu não sai de perto do meu celular e se tivesse ligado para meu apartamento alguém teria atendido. – Falei. – Mas agora me fala o quê você está fazendo aqui sua maluca. – Ela riu.

- Vamos ir comer alguma coisa, estou morta de fome e com certeza você ainda não alimentou meus sobrinhos.

- os seus sobrinhos eu não alimentei porque nem sei quem são, mas meus bebês já foram devidamente alimentados. – Falei passando a mão na barriga.

- Grossa! – Becca reclamou. – Eu estava falando dos seus filhos si, e fique sabendo que eles são meus sobrinhos sim. – Revirei os olhos mais sorri. Estava com saudades daquela maluca.

- Está de carro? – Perguntei e ela negou. – Vamos, vou te levar pra comer alguma coisa e depois vamos até minha casa nova para você me ajudar com algumas coisas.

- Por quê você não é como uma amiga normal que depois de tanto tempo sem ver a outra a abraça, diz que estava morrendo de saudade e diz que precisa contar as novidades. – Perguntou entranho no carro e eu ri.

- Se eu fizesse todas essas coisas não seria eu mesma. –Falei. – Nos conhecemos a tempo demais para termos esses acessos falsos de alegria, você sabe que senti sua falta, não preciso pular em cima de você de demonstrar. – Ela revirou os olhos e sorriu.

(...)

- Ai já viu, eu não aguentava mais aquele vagabundo, então resolvi terminar tudo e vir morar perto da minha linda irmã postiça! – Becca contava do seu termino com Paul e eu não sabia se consolava eu ria.

Depois de dois anos de namoro e já morando com o desocupado, Rebecca percebeu que além de ser um Don Juan do muito do barato, Paul tinha tendências homossexuais e não gostava de trabalhar.

Ok, o cara até que era legal na escola, mas não servia para ser namorado. No começo até achei que faria bem Becca se relacionar com ele, mas vi que estava errada.

- Serio que o cara pediu para que você colocasse o dedo onde o sol não bate? – Eu já estava com os olhos cheios de lagrimas por estar segurando a risada.

- Pode rir Samara, aquele viado queria sim um fio terra! – Joguei a cabeça pra trás e gargalhei.

- Ele pegava varias na escola, pegou até a Angela e agora você me conta que o cara gosta de ser, como posso dizer, violado. – Eu ainda ri e Becca estava começando a ficar vermelha de raiva.

- Ele ainda me culpou por não satisfazer as vontades sexuais dele. – Bufou. – Ele que arrume um cara bem grande, que acabe com as vontades dele. – Ri ainda mais. – Agora mudando de assunto, como está com o Mr potato head? – Perguntou se referindo ao Edward.

- Apesar dele ter cometido muito erro e ter me magoado muito, agora ele não podia estar melhor. – Sorri. – Continua meio idiota e lerdo, mas agora trabalha bastante e se preocupa comigo e com nossos filhos. – Ri. – O cara é até meio paranoico.

- Imagino. – Riu. – Apesar dele ter mudado e se arrependido do que cometeu no passado, eu não vou perder a chance de dar um belo tapa naquela cabeça grande. – Avisou. – Já terminei aqui. – Falou colocando a xicara de chá em cima da mesa. – Vamos pedir a conta e ir para sua futura casa. – Assenti e me levantei com um pouco de dificuldade.

Saimos do pequeno restaurante e fomos em direção a minha casa.

(...)

Estávamos sentadas na escada da minha casa conversando.

- Sua casa vai ficar linda e o quarto dos bebês ainda mais. – Falou. – Melhor rimos comer alguma coisa, já são quase sete da noite. – Quando ele disse isso quase tive uma sincope.

- Como assim sete?! – Me levantei. – Edward chega as cinco em casa. – Peguei meu celular e vi que tinha ais de vinte ligações perdidas. – A merda desse caralho estava no silencioso. – Reclamei. – Vamos para o apartamento Becca. – Ela assentiu e também se levantou.

.

Quando chegamos a portaria do meu prédio, Ramirez veio correndo até nós.

- Filha do vermelho, o podre rapaz Cullen está doido atrás de você. – Falou e eu fiquei nervosa.

- Só não arranco sua bola agora e faço você engolir porque não tenho tempo. – Falei. Sai da minha frente. – O empurrei e fui até o elevador.

Agora é rezar para Edward não estar muito nervoso.

Pov. Edward.

Não era possível que tivesse acontecido alguma coisa com Bella e meus filhos. Eu quase implorei para aquela maluca não sair de casa, mas parece que falo outra língua e ela não me entende!

- Calma cara, você sabe que a Bellinha é maluca, mas não faria nada que colocasse os monstrinhos em perigo. – Emmett disse.

- Claro que não, Bella não é nenhuma irresponsável. – Rose disse, mas eu não conseguia me acalmar.

- Só por ela ter saído já se colocou em risco! – Falei entre dentes. – A maluca da Gabriela só esta esperando uma chance para machuca-la!

Na hora que eu acabei de falar a porta foi aberta e Bella e Rebecca entraram.

- Oi gente. – Bella falou na maior cara de pau e minha preocupação se tornou raiva.

- ISABELLA DWYER! – Gritei e ela fez careta. – Posso saber aonde se meteu?

- Eu encontrei a Becca e não vi o tempo passar. – Falou.

- Porra Bella, podia ter atendido o celular! – Falei e fui até ela, á abraçando com força. – Eu falei para não sair, mas parece que você só escuta o que quer.

- Desculpe Edward. – Falou e seus olhos encheram de lagrimas. Malditos hormônios! – Eu não queria ter te preocupado, mas qual o perigo de ir até nossa futura casa? – Perguntou e eu sabia que já estava na hora de contar para ela que Gabriela estava maluca e a ameaçou.

- Depois conversamos. – Lhe dei um selinho. – Agora só quero ficar assim com você. – apertei ainda mais seu corpo no meu. – Se acontecesse algo com você eu não sei o que seria de mim. – Sussurrei.

- Então tá né. – Ouvi Rebecca falar e levantei minha cabeça para olha-la.

- O que está fazendo aqui Barbie paraguaia? – Emmett fez a pergunta que eu iria fazer, claro que não com as mesmas palavras.

- Cuidando da minha própria vida ao contrario de você, que adora cuidar da dos outros. – Falou sorrindo cínica.

- Receba! – Bella falou, não deixando passar.

- Só digo uma coisa, isso não vai prestar. – Emmett disse apontando para Becca e Bella. – E eu não vou ficar aqui pra ver as duas abrirem o portal do inferno. – Falou e saiu da sala puxando Rose com ele.

- Essa porra continua louca. – Becca riu. – Bella, eu vou para o meu hotel, sei que vocês dois tem muito o quê conversar. – Falou e Bella apenas assentiu. – Depois eu volto pra falar com você ogro. – Falou pra mim e eu fiz careta.

Depois que Rebecca saiu, puxei Bella para o quarto e sentei na cama, a puxando logo em seguida para meu colo.

- Pode me falar por que está tão paranoico? – Perguntou enquanto fazia cainho em minha nuca. – Tem haver com a conversa que teve com minha irmã não é?

- Sim. – Suspirei. – Gabriela está maluca Bella, ela diz que vai acabar com você, que vai criar nossos filhos comigo e que é minha mulher. – Senti o corpo de Bella ficar tenso. – E sua mãe está com ela nisso.

- Eu não tenho mãe. – Disse com a voz dura. – E agora nem irmã. – Ela não disse mãos nada e se levantou do meu colo, indo para o banheiro.

Eu não sabia se ficava preocupado ou aliviado com sua reação, mas se tratando de Bella, quando fica calada não é um bom sinal.

Continua.