Like A Girl
6 Disappearance
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo (apesar de ter ficado pequeno >.>''')
Vou colocar o video no começo hoje, já que é dó audio: http://www.youtube.com/watch?v=4EAI9DAiesY&feature=related
Olhou a si mesmo no espelho. Aquele era Fran, com toda certeza. Seus cabelos e olhos únicos nesse tom marinho denunciavam sua identidade. Muitos colocariam a mão no fogo apostando que nunca encontrariam alguém de aparência similar, pelo menos não neste planeta. Mas ao mesmo tempo, o sapinho sabia que não era. Não por inteiro, afinal depois de ter escutado aquela voz na batalha da noite anterior, algo se inquietou em seu interior.
— Impossível – murmurou para si mesmo e jogou água na cara.
“Ele já está morto...” pensou.
— O que é impossível, sapo? – aquela voz o despertou de seus devaneios, virou e olhou seu sempai, que usava apenas uma box e segurava uma toalha, provavelmente estava esperando para tomar banho a algum tempo.
— Que o sempai seja filho de um anjo com um demônio! – falou indiferente e saiu do banheiro, indo colocar o uniforme escolar, e para variar, apanhando do sutiã e do enchimento.
O mais velho, que tinha uma veia saltando pelo comentário anterior, respirou fundo, e foi até o outro, ajudou-o em silêncio e depois foi se banhar. A rã, já pronta para mais um dia como um, ou melhor, uma colegial normal, se sentou na beira da cama. Aquele grito ecoou novamente em sua mente. Não conseguia acreditar que aquela pessoa fosse mesmo se outro “eu”, queria mas não conseguia. Seu corpo estremeceu violentamente, se abraçou. Sentia frio, sua visão ficou confusa de repente, e por um segundo viu sua mão se desintegrar, tudo girava até que repentinamente parou e o mal estar passou. E isso só serviu para confundi-lo mais.
Se levantou assustado, seu tempo já estava acabando? Como, se no futuro viveu até os vinte, no mínimo? Esse corpo já não agüentaria sua alma?
“NÂO!”
Sem conseguir pensar direito no que fazia, se moveu por impulso até o quarto de banho empurrado com força a porta que estava apenas encostada. Belphegor que estava prestes a fechar a torneira, se exaltou com o som alto e com os finos braços o rodeando. Por um momento ficaram calados, o sapinho tremendo e sentido o calor do outro, e o príncipe surpreso demais para soltar alguma palavra.
— Froggy? – perguntou tentado afastar o outro um pouco para ver seu roto, mas a rãzinha não permitiu, se agarrando mais forte ao mais velho – O que houve?
— Sempai... Eu não quero... Eu...
O loiro o forçou a olhá-lo, apenas seu olho acinzentado aparecia entre os fios molhados, ficou estático ao ver como o olhar do mais novo era embaçado, sem vida.
— Fran, se você não falar nada, eu não vou saber o que fazer. – acariciou o rosto pálido.
— Bel-sempai... Eu não quero desaparecer...
— Desaparecer? Do que você está falando?
— Meu outro “eu” sumiu... Eu o vi... O vi se transformar em pó aos poucos... E eu não pude fazer nada! – o brilho voltou aos seus olhos junto com lágrimas e uma expressão entre ódio e tristeza.
Belphegor o pegou pelo pulso, e praticamente o arrastou até a cama, onde o jogou bruscamente, e começou a desvestir o corpo pequeno sem se importar de rasgar as roupas femininas.
— Quero que me explique direito isso. Agora. – mandou jogando longe o sutiã e o enchimento.
— Bel-sempai... Eu não tenho pais. – disse depois de respirar fundo.
— E daí? Eu também não tenho. – respondeu sem entender qual a importância daquela informação.
— Não, eu quis dizer que eu não tenho mesmo pais. Nunca tive. Eu não vim da barriga de uma mulher.
- Como assim? – não conseguia entender, ou talvez nem quisesse.
- Eu não sou humano...
- O quê?!
- Eu fui criado em laboratório. Eu... Não existo... Não sou humano. E não sou uma experiência que dei certo, quando me criaram, eu não estava só... E minha outra parte... Desapareceu, o corpo não agüentou a alma... Por que só eu? Porque eu não sumi no lugar dele?!
E então o estripador compreendeu tudo. Era estranho que não houvesse registro algum sobre Fran no Varia, apenas dizia que ele fora encontrado totalmente machucado numa montanha, por uma senhora de idade, a “avó” do sapo, e criado por ela desde então.
— Bel-sempai... – escutou um fraco chamado – Você me odeia?
— Porque deveria? Sapo idiota! – beijou com violência aqueles lábios carnudos – Você é apenas do príncipe, entendeu? E você não irá desaparecer. Porque eu não quero.
— Semp- não pode continuar, pois sua boca já era novamente explorada vorazmente sem piedade. E aí finalmente caiu em conta de que se encontravam nus, e em uma posição comprometedora – Hmm! – gemeu quando seu sempai mordeu com força seu pescoço, o marcando.
— Essa mordida é a prova de que você é meu, ouviu bem?
— Sim, ouji-sama! – falou usando o tom indiferente de sempre, mas Bel pôde ver um meio sorriso em seus lábios.
* * *
Por pura sorte, quando pularam os muros da escola — totalmente atrasados — e correram até a sala de aula bem no dia que o professor de matemática ainda não tinha chegado à classe, os dois membros da Varia não tinham avistado certo chefe do Comitê de Disciplina, mas tampouco tinham visto o décimo chefe da Vongola, o que os preocupou um pouco, mas Gokudera os acalmou avisando que estava com o “idiota das tonfas” conversando pelo simples motivo do uniforme de seu chefe estar meio desarrumado.
Mas, bom... Não era bem assim, aquilo fora apenas uma desculpa do de cabelos negros para falar com o Sawada, que agora mesmo se encontrava sentado assustado diante do olhar penetrante do azeviche em seu escritório.
— H-Hibari-san, eu já arrumei minha gravata, então...
— Calado.
— Hiii!
— Sawada Tsunayoshi... Por que você é tão interessante? – murmurou para si mesmo, e se levantou indo em direção ao menor, segurando seu queixo – Parece que só há uma forma de saber... – sorriu malicioso e deu um casto beijo em Tsuna, foi rápido e efêmero, mas o bastante para que o pequeno corasse até não poder mais e saísse correndo.
Os lábios de Kyoya apenas se curvaram mais. Aquele herbívoro era realmente adorável...
Notas finais
Chu♥ Até a próxima, meus lindo~
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