Notas iniciais
Eu sei que eu demorei Ç-Ç Alguém ainda vai ler isso aqui? >.
Perdão bela demora, mas... Miina-san, tadaima! *-*
Espero que gostem, esse foi feito co carinho!
O escrevi ao som de http://www.youtube.com/watch?v=86_bnWlFzYo&feature=related (Tears an Rain - James Blunt)

Seuslábios estavam perfeitamente pintados com um batom rosa claro e brilhante, seus olhos delineados em negro, e uma suave sombra verde-água em suas pálpebras. Seu vestido era longo e negro, com alças finas e uma maior e mais grossa para ser amarrada no pescoço. A parte da cintura para baixo era mais cheia e tinha um corte em “V” feito de uma seda transparente verde azulada sobre o tecido negro. E por último, tinha babadas do mesmo tom de sua sombra na altura dos ombro, cintura e barra

Fran, ou Frank, estava perfeito. Ninguém tinha dúvidas de que “ela” tinha sido a melhor escolha para o papel de princesa, e com certeza se todos soubessem sobre seu verdadeiro sexo teriam dúvidas quanto sua sexualidade. Redundância.

E Belphegor, nosso estripador preferido, estava tão a caráter quanto seu kouhai. Os dois terminavam de encenar uma última vez e com as roupas postas para estarem totalmente prontos para o “grande dia”, ou “grande pé no saco” como Gokudera costumava chamar, opinião que alguns outros, como Bel por exemplo, compartilhavam.

- Tsc! Não agüentava mais essa merda! – exclamou Gokudera soltando (bagunçando) o cabelo, e tirando os óculos.

— Você reclama porque não é você que teve que provar mil vezes a mesma roupa, pervertido das bombas! – exclamou o príncipe estressado por causa do dia cansativo que tivera.

— DO QUE VOCÊ ME CHA-

— Shhh! – Tsuna fez sinal de silencio colocando o indicador nos lábios, e apontou para uma carteira onde o jovem guardião da Névoa dormia profundamente.

- Shishishi, rã dorminhoca! – o loiro rio baixinho, e ninguém podia ver mas olhava quase com ternura para o menor.

— Devemos acordar ele? — perguntou o coelho – Tsuna – já que eles logo iriam para a casa do mesmo, que tinha convidado a Varia para um chá. Mas sua pergunta recebeu uma resposta muda quando Belphegor colocou o menor adormecido em suas costas.

— Vamos? – perguntou agindo com indiferença, ignorando o olhar sacana que lhe foi lançado pelo Gokudera.

O Sawada, vendo aquela cena não conseguiu evitar sentir seu coração aquecer, e automaticamente a imagem de certo moreno veio à sua mente. Corou intensamente ao se lembrar daquilo.

Mais cedo, quando o sinal que anunciava o intervalo tocou, o Céu se dirigiu até a sala do Comitê de Disciplina para ter suas aulas particulares com Hibari, no entanto, o encontrou adormecido no sofá. E sem poder se conter ajoelhou do lado do mais velho, e afastou os cabelos de sua face, numa caricia leve. Quase enfartou quando uma mão pegou seu pulso, e com o coração querendo sair pela garganta observou como o outro beijava a palma aberta de sua mão.

Não saiu uma única palavra de sua boca entreaberta pela surpresa e de uma maneira quase magnética foi aproximando seu rosto do azeviche, que sem a paciência necessária apenas roubou logo um beijo do menor, o puxando para cima de si, aprofundando o beijo.

Depois do ocorrido, apenas agiram normalmente, ou pelo menos Tsuna tentou, já que o olhar malicioso e o sorriso de um predador nato não sumiram dos lábios do prefeito.

— Tsuna? – o guardião da chuva perguntou percebendo a distração do outro.

— S-Sim? – saiu de seus devaneios, se surpreendendo ao perceber que já estavam perto de casa.

— Você está com febre? – estava achando o rosto do pequeno muito vermelho.

— Eh? N-Não! – riu forçadamente e apertou o passo para evitar conversas, todos o olharam com suspeita.

O príncipe apenas deus sua risada chiada e voltou a andar. De repente sentiu o agarre em seu pescoço – Fran o abraçou na inconsciência – se intensificar.

— Sapo? – perguntou baixinho apenas querendo comprovar se o outro tinha acordado, tocou as franja e conseqüentemente sua testa – Ele está queimando em febre! – exclamou alto, e os outros três se aproximaram preocupados.

— Vamos levá-lo para minha casa! Temos que diminuir sua temperatura!

Começaram a correr, e agilmente o príncipe passou a rã para seus braços, protegendo mais o menor dessa forma.

Mal chegaram à residência dos Sawada, e Tsunayoshi pediu para a mãe água com gelo em panos limpos. Subiram e deixaram o sapinho deitado na cama, e com uma preocupação não usual de si, Belphegor começou a passar o pano molhado pela face úmida e febril do guardião da Névoa.

A verdade era que desde que escutara a história de Fran, sobre ele não ser humano e seu medo de desaparecer, isso fez que o loiro de olhos heterocromáticos o visse com ainda mais fragilidade, tinha medo de que seu kouhai pudesse se quebrar e sumir a qualquer instante.

— Froggy... Acorda... – sussurrava enquanto continuava com sua tarefa, ficando cada vez mais aflito com os tremores do corpo pequeno.

Fran se encontrava em um lugar totalmente escuro, não conseguia ver nada ao seu redor, nem mesmo diferenciar até onde ia o chão ou se haviam paredes. Escutou o barulho de passos descalços e tentou ficar mais atento, até que os passos cessaram e o barulho de algo contra o chão se fez ouvir. Começou a caminhar para frente esperando não cair ou trombar com nada, quando pisou em um liquido viscoso e frio.

Tudo ficou branco e pôde ver com clareza no que havia pisado. Sangue. E ao lado, um corpo sem vida, sobre um espelho quebrado. O seu corpo sem vida. O corpo de sua outra metade sem vida. Era ele? Ou seria Uriel? Não soube dizer.

— N-Não!

— N-Não! – o sapo falou entre sonhos, e começou a se revirar no colchão.

— Será que nós devíamos levá-lo ao Hospital? – Tsuna perguntou preocupado – Apesar de que a temperatura dele abaixou... – falou pensativo olhando o termômetro.

“Se ao menos Luss estivesse aqui...” Bel pensou suspirando, acabariam tendo que chamar o Sasagawa, não queria, mas com certeza o faria se aquela febre piorasse.

— Pare... Uriel...

Agora corria para o mais longe o possível daquela cena, mas era inútil, independente do lado que escolhesse aquela cena voltava a aparecer na sua frente, cada vez mais vivida.

— Pare... Uriel...

— Froggy! – escutou aquele apelido que lhe foi dado por seu senpai, e sentiu como braços fortes e quentes o envolviam – Não precisa mais ter medo... Você não vai sumir, eu não vou deixar isso acontecer.

Abriu seus olhos, e viu o loiro inclinado contra seu ouvido, e se perguntou se ele havia mesmo dito aquilo, e naquele instante os outros pensaram ter visto um sorriso ali.

— Como se sente? – perguntou o céu que tinha ido buscar um copo da água. Todos observaram como Fran se inclinava e sentava na beirada da cama, pegando o copo, dando um gole enquanto bancava de uma forma adorável as pernas. Parecia uma criança pequena.

— Ah. – foi tudo o que pronunciou, deixando todos ainda mais ansiosos – É de noite.

Todos quase caíram por seus músculos tensos terem cedido em questão de momentos.

— Seu pequeno... – Bel começou a apertar as bochechar da rã, uma veia saltando em seu pescoço.

— Bel-senpai... Isso dói! – falou em um tom monótono, tentando se livrar das garras do outro.

— Tsc! – o Prince the Ripper pegou as coisas do pequeno e suas próprias coisas com uma só mão, e então pegou Fran o colocando no ombro como se fosse um saco de batatas, com o rosto o tronco virado para suas costas.

— Senpai! Você está agindo igualzinho ao Shrek!

— Shrek?! O verde aqui é você, sapo! – gritou – Vongola nós estamos indo para casa! – falou e sem mais nem menos pulou da janela se dirigindo até o Loft, ignorando como seu kouhai o chamava de ogro e afirmava não ser a Fiona para ser carregado daquela maneira. O caminho inteiro foi assim, e quando finalmente chegaram, Belphegor jogou as bolsas em qualquer canto e atirou seu froggy na cama de casal, que continuava falando e falando.

E então o príncipe foi obrigado a calar a boca pequena, mas de lábios cheios, com um beijo, ficando encima dele, com as duas mãos apoiadas em cada lado da cabeça dele.

— Eu fiquei muito preocupado com você, rã. – falou seriamente – Nunca mais faça isso comigo.

— Sim... – não sabia mais o que responder além de uma simples afirmação.

— Prometa. – ordenou.

E Fran prometeu, por mais que fosse ilógico prometer algo assim. Então passou seus braços pelo pescoço do mais velho, tão levemente que Bel quase nem sentiu, e novamente juntou seus lábios.

Belphegor mordeu aquela boca que estava degustando, pedindo uma abertura que foi prontamente dada, e adentrou a língua sendo correspondido. Começou a abrir a camisa do menor, praticamente rasgando o sutiã e jogando longe o enchimento, mordeu o ombro do pequeno, fazendo isso repetidas vezes até chegar no pescoço, onde deixou um belo de um chupão que deixaria marca.

— Você é só meu. – falou enquanto passava suas mãos pelo abdômen do menor.

— S-Sim... – só fez corar ao responder.

— Eu não quero ouvir nenhum outro nome saindo pela sua boca, entendeu? – passou o polegar pelo lábio inferior do outro.

— Sim...

— E por último... – segurou o rostinho com as duas mãos – Eu te amo.

— Eu também! – o maior abraçou aquele corpo frágil de alma forte contra seu peito, sentindo como sua blusa ficava úmida pelos lágrimas do menor.

— Hey, hey... Você anda muito chorão esses dias, não? – seu tom era brincalhão mas carinho.

— Sim...

O loiro limpou as lágrimas e deitou junto ao outro, cobrindo os dois.

— Boa noite, Fran.

— Boa noite... E obrigado. – o mais velho apenas sorriu, e começou a sussurrar o que o sapo reconheceu como “A princesa e o Sapo”. E enfim pôde adormecer com um leve sorriso, nos braços aconchegantes de seu senpai.

Notas finais
Obrigada por lerem, obrigada aos que ainda acompanhar isso aqui >///<''''
Chu♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.