Like A Boss

2 Capítulo 2: Apenas Atração


Notas iniciais
Gente, vocês não sabem o quanto estou feliz pelos comentários! Meus eternos agradecimentos para vocês: KatiChan, Melody, Tifa Lockhart, NessaDragneel e Nellyel. E também quem favoritou e está acompanhando, mas, infelizmente, não comentou: Steff e mistress of night. Muito, muito, muito e muito obrigado! Todo novo leitor que, principalmente, comentar, colocarei aqui. Não sei outra forma de agradecer senão assim. Bem, agora podem ler~

Capítulo 2 – Apenas Atração

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Chama-se pecado desejar o próprio chefe? Se sim, a loira teria um espaço guardado no submundo. Como que alguém pode ser tão lindo até falando no telefone?, a dúvida ficou na sua cabeça enquanto olhava os mínimos detalhes da boca do homem a sua frente se mover. Tem-se alguém que nasceu para usar um terno, a loira responderia que era aquele cara. O cabelo bagunçado, inexplicavelmente rosa, do rapaz o deixava ainda mais selvagem, ao ver da maioria das mulheres. E os olhos só faziam parte do pacote, os mesmos nem observaram a loira desde que entrara. Ela desejava, pela primeira vez, ser encarada por um homem. Os olhos ela tinha certeza que foram herdados do pai; não tão brilhantes como uma pedra de ônix, mas nem tão opaco quanto um carvão.

Os passos, pela primeira vez naquele dia corrido, foram calmos e breves, propositalmente. O salto fazia eco por toda a sala, era muito bela e admirada para quem é amante de antiguidade, pois na sala era encontrada desde pedras antigas até armaduras e espadas suspendidas na parede vermelha. Ah, o que estou pensando? Estou quase me jogando nele! Ótimo, pareço mais uma das putas daqui, quase chorava por aquela situação, pensou que fosse fria de coração e que era diferente das bajuladoras. Mas como poderia imaginar um chefe tão... Diferente?

Pensou em correr e nunca mais entrar naquela sala e nem dar de caras com o novo chefe até o antigo voltar, até na possibilidade de fingir estar doente e não voltar por um longo tempo ela pensou, porém veio as contas em mente. Tinha uma família muito rica, mas gostava de se virar sozinha. E certamente ela não ganharia na loteria de repente, então teria que trabalhar, nem que seu problema seja um cara. Maldito seja esse punk de cabelo rosa, por que você é esse pedaço de mau caminho? Merda!, permitiu-se pensar quando chegou na mesa de madeira negra do chefe; cheia de protótipos de dragões em miniatura. Ele não a olhou, nem dera uma rápida olhada com os cantos dos olhos, ficara falando no telefone e apenas apontou onde a loira deveria colocar a papelada. Quando a mesma colocou, ele fez um gesto para que ela saísse, mas antes da garota sair, ele a olhou.

– Não sei do que você está falando, eu... – Lucy pensou que ele tinha parado de falar no momento que a olhou, mas era muita loucura. Estava começando a parecer uma colegial apaixonada novamente, parecia que estava se apaixonando pela primeira vez de novo. O que para ela era apenas uma atração, já que, por ela, paixão a primeira vista não existe. – Não tenho namorada, e você sabe disso.

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– Não acredito!

Lucy já voltara para a sua sala, contara também para a mais baixa os mínimos detalhes do que aconteceu naquela sala (o que aconteceu nada demais) e do que vira. Agora arrumavam as coisas para partir dali, irem finalmente para casa. Levy ainda não acreditava que a amiga tinha se atraído tão rápido por um homem, principalmente esse tendo um cargo tão importante na empresa, sendo o filho do chefe. Mas a azulada não era diferente, só de vista ficou fascinada, pelo agora atual namorado, Gajeel. Ele é dono de muitas metalúrgicas e ganha rios de dinheiro, sendo muito rico e famoso em diversos lugares.

– Não acredito que ele ainda falou “não tenho namorada” olhando para você. Quando o vi hoje mais cedo, vi escrito na testa dele que ele é um pegador. Não caia na lábia desses mesquinhos, Lu-chan! – Levy sempre foi como uma guardiã para a loira. Na maioria das vezes, sempre tinha razão, suas especulações nunca foram erradas quando o assunto era “garotos”. Porém a loira resolveu ser desobediente desta vez, ela tinha prometido a si mesma que, pelo menos, trocaria uns beijos com um cara que a deixasse atraída e desconsertada. Talvez tirasse o “atraso”, mas se fosse o chefe, ela teria que embebedá-lo antes do ato, para que ele não se lembrasse. – Não pense em embriagá-lo para tê-lo, Lucy. – Falou, já imaginando o que a amiga estava pensando.

– Mas... Levy-chan, sabe mais do que ninguém que é raro eu me interessar por um cara. – Olhou para a baixinha como se dissesse “por favor, por favor”, esperando que a mesma entenda a sua situação.

– E como pretende deixar ele bêbado? Ah, Lucy, não quero nem saber. Faça o que quiser. – A loira olhou logo com felicidade, abraçando-a. Ela estava tão animada por achar alguém que a deixasse realmente interessada que nem ligou se estava exagerando; e com certeza estava. – Mas... – Desfez o abraço aos poucos. Ainda tem “mas”? – Gajeel me convidou para ir a uma festa e pediu para que eu levasse mais alguém. Você irá comigo. Talvez exista alguém do seu alcance lá. – Lucy estava pronta para protestar, mas Levy calou-a antes de sair um pio da boca da loira. – Não diga que está cansada, pouco me importa. Te arrastarei até o meu apartamento e fim. Entendeu?

E eu poderia negar?

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Um furacão de roupas coloria o quarto de Levy; que quando arrumado não se tem uma sequer cor viva, apenas dos livros. Lucy nunca tinha experimentado tantas roupas em toda a sua vida, mesmo que a roupa fosse bonita, Levy ordenava retirar e apontava defeitos na roupa. Já vestia o 30º vestido, esse mais confortável que os outros e continha um tecido que não pinicava. Saiu do banheiro já esperando a ordem da amiga que o retirasse, tendo que voltar ao banheiro e se trocar pela 31ª vez. O que não aconteceu.

– É esse! – Levantou-se da cama, dando pulinhos em direção da melhor amiga. Ao se levantar a loira pôde ver o que a menina usava; o vestido era amarelo e longo, com apenas um decote nas costas, que a deixava atraente; tinha um leve brilho na saia e no sapato alto, este sendo branco e simples; os cabelos estavam soltos e bem penteados; tudo combinou perfeitamente com a pequena. – Olhe-se!

Virou-se lentamente para o espelho atrás dela, era grande e proporcionava a visão inteira de seu corpo. Olhou para o vestido justo e totalmente preto, ia um pouco abaixo das metades das coxas e seu decote era em V; simples, mas suas alças o deixavam mais belo, eram caídas nos braços da loira com um brilho prata, os saltos tendo a mesma cor. – Estou um pouco diferente. – Dizia enquanto remexia os cabelos, ondulados nas pontas graças a Levy.

– Vamos logo, estamos atrasadas. Começa às 10 e já são... – Olhou para o relógio na parede. – 9:45. Gajeel já deve estar nos esperando. – Avisou. As duas saíram em disparada para a saída, encontrando-se com o carro de Gajeel. Eu poderia trabalhar minha vida inteira na empresa, mas nunca teria dinheiro para comprar um carro desses, admirou o carro antes de entrar. Foram em direção à festa, conversando por todo o percurso até chegar ao lugar. Não passaram de dez minutos para chegar ao local desejado; uma danceteria cheia de pessoas que pertenciam da mais alta camada social.

Ao sair do carro, sentiu os pesados olhares em sua direção. Se não estivesse com Levy e seu namorado, certamente duvidaria se estava mesmo com roupas. Andaram em uma direção diferente do restante, foram para uma porta vermelha mais para o fundo escrito “camarote” em neon. Bateram na porta, que foi atendida por um cara alto e musculoso que usava terno, típico segurança.

– Gajeel Redfox, trouxe três acompanhantes. – Três?, Lucy pensou. O guarda olhou para a lista nas mãos, liberando logo após a passagem. Por dentro o lugar era escuro e cheio, música alta e alguns assentos nos cantos e no bar, para onde foram. O bar estava um pouco cheio, mas ainda podiam caber os três ali com uma distância confortável. Chegaram todos bebendo cerveja, porém a loira escolheu não beber, não queria acordar com ressaca nem nada do tipo. Se lembrou de quando Gajeel falou que tinha três acompanhantes para o guarda, então o perguntou curiosa:

– Gajeel, cadê o seu acompanhante? – Perguntou, aumentando o seu tom de voz por causa da música alta.

– Bem, ele... – Caçou com os olhos pela danceteria, até parecer achar alguém. – Hey! Aqui, seu viado! – Gritou. A loira tentou enxergar na escuridão, não conseguindo enxergar nada. Forçou mais a sua visão, até enxergar um ponto colorido e diferente, era rosa? Estou ficando maluca, vejo o rosto do meu chefe naquele cara. – Vai lá conhecer ele, Lucy. Ele gosta de loiras. – Sussurrou no ouvido da loira a última parte, empurrando-a para o vulto, o mesmo não deixou que ela caísse segurando os braços dela fortemente.

– Ai! Gajeel, eu vou te- – Lucy, antes com os olhos fechados, os abria lentamente. Ficou desconsertada pela segunda vez naquele dia, acreditando em mais nada. Chegou à conclusão que precisava ir a um hospício e nunca mais sair. – matar.

Se isso não for loucura, Levy, acho que irei embebedar alguém.

Notas finais
Well, segundo capítulo postado, como prometido. O terceiro capítulo será postado dependendo de vocês! E se você é um novo leitor, deixe um review com alguma crítica ou escreva qualquer coisa, é muito bom ver os leitores mostrarem como se interessaram pela narrativa. E, bem, me deixa feliz. Desculpem-me pela escrita. Bye bye! :3