Like A Boss

3 Capítulo 3: Sorrisos


Notas iniciais
GENTE, GUARDEM ESSES TIJOLOS, DEIXEM-ME EXPLICAR. Não, podem tacar. Meus motivos de não ter postado há milênios foi porque eu estava com bloqueio, é. Maaaaas, vou tentar recompensar com capítulos maiores, e já estou me adiantando no próximo, olha que maravilha! E nessa mudança, me empolguei e até fiz uma capa nova (para a história e para os capítulos), a antiga estava muito feia, podem falar. Esse capítulo está uma bosta, podem culpar a Annie Parker por isso! Ela que ficou no meu pé para postar, agora cá estou eu. Porém, nos próximos eu prometo que tentarei melhorar, oks? E aos leitores "novos": Tutywailler, LetsMalicia, Bru Weasley, little blue, Senhorita Yama, NanaTheLazy, hipnoartis, Jacy Dulce, naluzinha, Factory Girl, Dylan Dragneel, Duddln, Melbourne, Anjo Magnólia, Dudis22, Neko Erza, Namie, Alice, Duba e Ana. VALEU, VOCÊS SÃO OS MELHORES LEITORES DO MUNDO. Sem mais, agora tomem um pouco de LAB na veia. XD

Capítulo 3 – Sorrisos

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Copos vazios enfileirados, empilhados e jogados. Alguns ainda continham restos de bebida, um líquido rosa forte. Lucy esquecera do nome, mas tinha a certeza de que tinha "Pink" envolvido — e não estava errada, o nome era "Pink Show", e de acordo com o barman do local, era a melhor bebida que ali tinha. A loira não hesitou, pegou a bebida logo que vira; se encantou com a cor da mesma, sendo esta exótica. O gosto era uma mistura de todas frutas vermelhas, adocicada e ácida ao mesmo tempo, e o álcool apenas ajudou na qualidade do sabor. A sensação de queimação passando pelo seu sistema digestório era viciante e prazeroso, nem se importou com as cantadas sujas que os homens davam para ela. Era ela e a bebida — a bebida e ela.

Nem mesmo Natsu se fez presente na mente de Lucy.

E se fez um baque na sua mente, sentindo uma sensação parecida com a que sentiu no dia que deixou a chave de casa, dentro da residência, e a porta se trancava automaticamente com a batida, em outras palavras: se sentiu burra ao se esquecer e ficou algumas horas fora de seu lar. Esse mesmo sentimento despencou sobre ela, deixando-a mais tonta do que já estava por causa da quantidade de bebida alcoólica ingerida. Estava se esquecendo de algo, mas o que seria?

— Você está bem? — na mente de Lucy, a voz estava distante, como um sussurro bem débil. Sua mente estava bagunçada e uma enxaqueca veio de bônus. Que sorte você tem, Lucy!, pensou. A turbulência de seu cérebro apenas piorou quando ela tentou ficar de pé, a mesma retornou ao assento quando sentiu seu mundo dar voltas. Olhou ao redor, mesmo com a visão turva, e ficou observando o líquido restante dos copos vazios por ela. Olhou-os como se eles fossem dizer-lhe algo ou ajudá-la em algo. E como se a resposta tivesse realmente sendo dada por eles, ela lembrou do que esquecera. Oras, estava ali graças ao homem que derreteu o coração dela apenas com o olhar! O cara que ela sequer deveria esquecer, já que seu plano inicial era embebedá-lo.

Sua tentativa de se levantar agora não veio a falhar. Mesmo com as pernas bambas e o salto intimidador, ela se pôs a caminhar em busca de Natsu. Ao menos conversaria com ele, o conheceria e, talvez, até tornassem-se amigos. Ela tinha a certeza de que se Natsu possuísse a mesma bondade do pai, ela poderia realmente gostar de se tornar amiga dele. Se bem que o filho dele é muito lindo, será difícil olhar para ele sem babar. Bateu em si própria por pensar assim, nem mesmo o conhecia. Quem garante que ele não seja um homem comprometido ou até cafajeste? Se bateu novamente, ela não se permitia tirar conclusões precipitadas com alguém que sequer trocara uma palavra.

Foi tirada dos próprios devaneios quando teve o seu braço quase deslocado do lugar — ela exagerou, pois apenas batera os ombros —, olhou furiosamente para o indivíduo que esbarrou com ela e ele o mesmo fazia. Era bonito; seus olhos azuis pareciam mostrar a mais pura tristeza — deve ter ido afogar as lágrimas nas bebidas, o cheiro forte não escondia essa afirmação — e seu rosto era bem moldado, assim como os cabelos igualmente loiros como os dela, habilidosamente arrumados e fixados com um gel. Mesmo sendo bonito, Lucy ignorou-o, continuando a sua busca.

Continuaria, se uma mão não a impedisse. Ela se assustou com o ato repentino, fitando novamente os olhos azuis tristes de antes, mas que agora brilhavam minimamente maliciosos. O sorriso cínico se desenhou no rosto do homem, olhando-a de cima até o último milímetro do salto dela. Seu corpo estremeceu e pensou em fugir, porém o amontoado de pessoas dificultariam no plano e, na certa, aquele cara conseguiria alcançá-la. Sem escolhas, optou por não se mexer.

— Você é até que bonitinha, — se aproximou numa distância perigosa para Lucy, muito perto. — se vir comigo, posso pensar em te desculpar. — o bafo se chocou contra o rosto dela sem dó, e o cheiro a fez ficar tonta novamente naquela noite. Puro álcool, argh!, ela fez uma careta mentalmente.

As mãos do desconhecido loiro estavam descendo, apalpando por onde passava. Lucy então jogou as opções no lixo — se é que tinha alguma — e começou a tentar tirar as mãos do homem, o que não dera muito certo. Desespero era o mínimo que sentia naquele instante, tanto que o efeito do álcool já tinha se esvaído completamente de seu corpo. Gritar? Não, o som abafaria. Bater? Sequer tinha forças para aguentar a si própria no salto mais. Como um passarinho sem asas em uma gaiola; não tinha chances de escapatória.

— Parece que a minha namorada não está gostando disso, cara.

O quê?

Poderia chorar de felicidade em ver a cabeleira rosa exótica. O timbre da voz de Natsu estava mais grossa que o normal; raivoso. Seus caninos pontudos estavam à mostra, dando uma postura mais animalesca, fazendo que ambos os loiros se arrepiassem de pavor. As mãos se fecharam num punho e os olhos transbordavam ódio. O loiro teve a face sucumbida pelo desespero e o suor frio começou a escorrer pela sua testa e corpo. Isso divertia o rosado.

Após sentir as mãos do desconhecido se afrouxarem sobre si pelo desespero aparente dele, ela aproveitou-se para ter a sua liberdade daquelas mãos e logo se pôs a se juntar no teatro improvisado de Natsu. Foi ao encontro dele e deu as mãos, sentindo a diferença da mão dele do homem apavorado à sua frente: Eram quentes e maiores. E não parece que estou segurando a craca de um navio.

— Amor, não precisa comprar briga com esse cara. — ela sorriu, prestes a cantar vitória. — Ele perde de você de mil a zero, sinto que estou dentro do esgoto só dele abrir a boca. — quase se desabou de rir ao terminar. A feição do homem ficou mais chocada, e por um momento Lucy sentiu pena dele, por mais que tenha sido quase molestada.

Ambos, Natsu e Lucy, partiram dali sérios, porém, logo quando ficaram longe o suficiente, soltaram as altas gargalhadas, que foram facilmente abafadas pelo som. Apoiavam em si próprios, como se a qualquer momento fossem cair no chão de tanto que riam, o que estava longe de ser impossível. A sessão de risadas só fora terminada quando a loira percebeu o rosado olhando-a de forma séria depois de um tempo. Começou a se recuperar depois de algumas puxadas de ar, mas o rosto continuava vermelho graças a pele branca que possuía.

— O que há? — perguntou, ajeitando vagarosamente o vestido.

Ele pigarreou por um momento, coçando a nuca e olhando para ela com certa indiferença. E voltamos ao Natsu sem-graça..., tal pensamento passou pela cabeça da loira naquele instante.

— Não ache que fiz aquilo porque eu quis. Ou porque eu senti que devesse fazer. E até mesmo que eu me preocupe com você, pois não me importa se você acabaria na cama de um estuprador, assassino, estripador, ou coisa pior. — parou de falar por poucos segundos, observando cada detalhe da feição de Lucy, vendo se ela tinha entendido cada palavra que ele tenha dito. Ao parecer que ela tinha entendido, continuou: — Fiz aquilo porque, sua amiga, Levy, e meu amigo, Gajeel, ficaram enchendo a porra do meu saco pra te achar. E aqui estou eu! Você só teve sorte por eu ter te achado naquele exato instante.

Lucy não sabia se ficava surpresa, boquiaberta ou triste. Seu rosto não mostrava nada, estava sem reação diante daquilo. Imaginou que realmente devesse ser uma idiota por pensar que ele se preocupara com ela. Uma estúpida! E antes que pudesse fazer algo, ouviu aquela voz máscula cortando novamente o ar e tudo que tivesse em seu caminho; inclusive ela, que sentia dor a cada palavra dita por ele.

— Então, — ele chegou mais perto, tão perto que a loira conseguia sentir o hálito quente de Natsu batendo em seus ouvidos, arrepiando-a totalmente. — não se iluda. Estou sendo seu "amigo" agora e já te alerto.

Ele se afastou dela e se surpreendeu com o sorriso gentil — mesmo que parecesse falso para ele — que estava bordado na boca rosada dela. Ele, que esperava até receber um tapa, menos um sorriso.

— Eu te agradeço.

— Pelo o quê?

— Por ter me salvado, mesmo não sendo de propósito, e pelo conselho. — o sorriso se alargou mais, deixando um Natsu confuso. Os saltos se fizeram presente e ela se direcionou para a saída do pequeno luxo que aquele lugar era, mas parou e olhou para trás, ainda sustentando o sorriso. — Até mais, chefe.

xxx

"Então, não se iluda."

Apenas pesadelos com essa frase que corroía Lucy aos poucos, que mal conseguia ficar parada por muito tempo naquela madrugada. Só conseguiu paz após ter tomado a caixa de leite inteira que havia na sua geladeira, ela lembrou de que sempre fora fraca para o leite, o sono era inevitável depois de um bom e quente copo do líquido. E realmente funcionou, dormira até depois do meio-dia e era grata por não ter que trabalhar, já que era Sábado. Entretanto, seu sono fora interrompido por uma trilha sonora que ela conhecia muito bem: O toque do celular.

— Alô? — a voz da loira estava extremamente arrastada e, minimamente, rouca. Era óbvio para quem escutasse que ela estava dormindo.

— Lu? Céus! Eu estava preocupada com você, sabia? Saiu sem avisar e ainda sozinha. Está louca, mulher? Deixei até a tevê ligada no canal de notícias esperando ver a sua foto acompanhada por um letreiro "mulher encontrada morta". E nem atendeu todas as minhas oitenta e quatro ligações, que amiga terrível você é. — Levy metralhou as palavras que chegavam aos ouvidos de Lucy como balas perdidas. Ficou até tonta tentando processar tudo o que a amiga tinha dito, afastou rapidamente até a sonolência de Lucy.

— Não estava me sentindo bem, então vim para casa.

— Tá, mas na próxima vê se avisa, isso não faz bem para a minha saúde. — Lucy riu da amiga, que apenas bufou como resposta pelo telefone. — E aí? Como foi com o Natsu? — a loira nem precisou ver o rosto da amiga para saber se ela estava com um sorriso malicioso no rosto; estava na cara que ela sorria com certa malícia. O rosto de Lucy esquentou ao se lembrar da noite: Bebida rosa, loiro desconhecido, assédio, Natsu.

— O que dizer... — suspirou. — Aconteceu nada.

Tiveram alguns minutos de silêncio, e a única coisa que Lucy escutava era a respiração da amiga no outro lado. Se preparou mentalmente pelo sermão que esperava vir da azulada.

— Certo... Já sei do que você precisa, Heartfilia. — ela tinha desligado.

Levy, o que está tramando?

xxx

Não muito longe da casa da loira, há alguns metros podia-se ver uma majestosa mansão, essa que era pertencente aos Dragneel. O silêncio que vinha de dentro da mansão era absoluto; sem criados, empregados, e nem Igneel. O mais velho havia viajado para algum lugar — Natsu tinha a certeza de que ele foi para a casa de algum parente, talvez tia, se não lhe faltasse a memória — no Japão mesmo, pois estava querendo visitar alguém, mesmo doente. Assim a casa era inteiramente de seu filho naquele período de tempo.

Num dos inúmeros quartos, lá estava o de Natsu. As cobertas negras cobriam o seu corpo e rosto, deixando apenas o tufo rosado a mostra. Uma movimentação inquieta se apossou de seu lado, que raivoso por ter sido acordado, retirou as cobertas e levantou a cabeça furiosamente para o seu lado. Não ficara surpreso por ter visto uma mulher nua, ele se lembrava muito bem de quando levou-a para a sua casa e, posteriormente, para a sua cama. Qual era o nome dela mesmo? Ah, Jenny Realight.

Jenny era uma típica loira dos olhos azuis com um corpo invejável, é de uma família rica como ele, a única diferença era que eles eram do ramo de roupas. Ele reparou que em quase toda a área corporal da mulher se encontrava caminhos de mordidas e chupões e alguns lugares estavam roxos e avermelhados. Ele não estava muito diferente, as suas costas ardiam pelos arranhões deixados por ela. Não negava de ter sido uma noite um tanto agressiva e cansativa.

— Bom dia, Sr. Gostoso. — a mulher colou os seus corpos, se aproximando do rosto dele para dar um provável beijo. Ele parou-a, afastando ela dele e levantou-se, colocando a sua cueca que estava jogada no televisor. Ficou calado enquanto colocava a peça de roupa e dava alguns bocejos, nem virava o rosto em direção dela.

— Coma, e se quiser, tome um banho, e saia. — ela nada disse. Ele apenas se retirou do cômodo e foi para a cozinha, desceu as escadas e andou um pouco até chegar ao local. Fez algumas torradas e pegou um suco, colocando tudo goela a baixo. Depois de alguns minutos, Natsu viu a cabeleira loira da mulher de algum tempo atrás indo em direção a porta de entrada, já vestida. Sem dizer uma palavra, a porta se batendo foi a certeza de que ela partira. — Espero que ela não tenha pegado nada, a última roubou um sabonete. — riu ao lembrar do acontecimento bem recente.

Ficou relembrando dos momentos vergonhosos e engraçados que passara que nem percebeu a presença de seu gato, Happy, que tinha sua estranha coloração azulada; Natsu nunca soube como o gatinho obteve tal cor estranha, mas quando o viu em uma caixa, sendo olhado torto por todos que passavam por ele, o rosado logo se identificou. Suas madeixas rosadas lhe causaram incontáveis transtornos passados, e acreditava que o gato passava pelo mesmo por causa de sua pelagem. Desde então, pegou o gato para si e passou a cuidar dele. Fora o seu primeiro animal de estimação.

Ao reparar o gato ali, que miava intensamente e olhava para a torrada de Natsu, o dono logo entendeu o recado.

— Com fome? — Natsu pegou o animal no colo, dando para ele alguns biscoitos que jaziam sobre o balcão. Quando ambos terminaram a refeição, Natsu começou a brincar com o pequeno Happy. O rosado relembrava da noite passada, principalmente de certa loira, que ao contrário de Jenny, se mostrou complicada de entender. O significado daquele sorriso era um enigma para Natsu, que, pela primeira vez, se sentiu curioso para saber o que se passava dentro daquele cérebro. Sacudiu a cabeça, afastando a imagem da garota. — Happy, garotas são estranhas.

Mas de todas, Lucy é mais.

Notas finais
Aviso rápido: postarei o próximo em um semana, ISSO MESMO, porque estou com muito tempo livre, e já que estou adiantando as coisas... Vocês sabem né. O próximo quero chegar na marca das 3000 palavras, já vão aguardando. *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.