Lightning Hunter

13 Capitulo 13


Notas iniciais
Oh deuses, finalmente consegui terminar esse capitulo, minhas costas não aguentam mais -.- Como prometi esta ai mais um capitulo, espero que gostem das cenas de luta e love. KKKKK. Comentem lá em baixo, criticando ou elogiando o que escrevi. Desculpem os erros se tiverem. E xau. kkk. estou cansada demais para fazer uma introdução que preste. Apenas uma boa leitura pra vcs.

Sua boca tocou o meu pescoço e senti um arrepio passar da ponta dos meus pés até o pescoço, meu coração parecia que estava a ponto de sair pelo meu peito, e ela ainda não tinha feito nada. Segurou minha camisa branca e puxou por cima da minha cabeça, fiquei seminua abaixo dela e não me senti nenhum pouco envergonhada, afinal, eu basicamente estava em choque.

Passou suas mãos pelas minhas tatuagens do meu braço lentamente e flexionei o maxilar, o seu toque queimava. Ela me olhou com os olhos castanhos e sorriu. Segurou o meu queixo e me fez ficar a centímetros do seu rosto, me senti sendo pega naquele olhar e fechei os olhos, mergulhei em uma imensidão escura e terrivelmente agradável.

Nossos lábios se juntaram, suas mãos passaram pelas minhas costas e eu envolvi minhas mãos no seu cabelo, mantendo-a mais perto de mim. Beijei-a com todo o meu ser. Meu corpo a desejava e eu tinha certeza que ela sentia o mesmo, então eu faria o que ela queira. Empurrei o seu corpo para a cama e fiquei sobre ela.

Nosso beijo ficava cada vez mais intenso, suas mãos não paravam de acariciar minhas costas, provocando arrepios em mim. Separei nossos lábios e beijei sua bochecha, então o seu pescoço e ombro. Olhei rapidamente para sua tatuagem de lua vermelha em seu ombro e sorri, me inclinei e comecei a beija-la ali, lentamente.

Rei soltou um risinho baixo e suas mãos subiram até meus cabelos negros que caiam a minha volta. Ela puxou minha cabeça para trás, olhei para os seus olhos que estavam vermelhos sangue, fiquei levemente preocupada, mas ela deu um sorriso e me deu um beijo selvagem, que perdi o folego totalmente. Giramos na cama e eu fiquei embaixo.

Ela passou sua mão pela minha barriga, onde minhas tatuagens ficavam mais curvas, meus pelos do corpo se arrepiaram, ela se abaixou e começou a beijar minha barriga, tracejou um caminho com a sua boca desde a minha cintura e foi subindo. Meu corpo tremeu quando sua boca chegou aos meus seios, massageou lentamente e eu gemi baixinho, um sorriso surgiu em seu rosto e não pude deixar de devolver o sorriso.

Fechei os olhos quando sentia sua boca sobre o meu seio direito, meu corpo tremeu, e minha pele se eriçou. Minhas mãos seguraram a cabeça de Rei e abri os meus olhos. Olhei para os seus vermelhos sangue e percebi que os meus estavam azuis brilhantes. Sua boca estava vermelha, puxei-a para mim e beijei-a com todo o meu ser, minha língua vagou por todos os cantos da sua boca.

Antes que eu percebesse estava deitada sobre ela, minhas mãos soltavam o seu sutiã, afastei sua boca da minha e respiramos rapidamente. Mordi a sua boca e fiz o meu trajeto. Inclinei o seu pescoço para trás e lambi a sua garganta, senti quando ela engoliu em seco, e tive que me conter para não sorrir. Minhas mãos desceram para o seu ombro e os beijei cuidadosamente, principalmente o seu ombro com a tatuagem.

Meu corpo estava pegando fogo. Levei minha mão esquerda até o seu peito e os massageei com cuidado, Rei soltou um gemido baixo e algo dentro de mim estalou. Inclinei-me sobre o seu corpo e coloquei minha boca sobre o seu seio, mordi-o lentamente e fiz um movimento em círculos com a minha língua, sua mão agarraram minhas costas e eu ignorei totalmente.

Continuei fazendo o meu trabalho. Desci mais um pouco e cheguei a sua barriga, encarei rapidamente a sua cicatriz na barriga. Beijei-a com cuidado e Rei deu um suspiro pesado. Senti o gosto da sua pele salgada e percebi que era suor. Sua barriga era bem lisinha, se tirasse a cicatriz, mas eu a achava charmosa. Era uma prova que pessoas inimigas poderiam ser tornar amigas e até algo mais.

Segurei suas coxas e olhei para cima, nossos olhos se encontraram e ela acenou para continuar, dei um pequeno sorriso e beijei a sua cintura, percorri lentamente até chegar a sua virilha. Tirei a sua calcinha rapidamente e beijei a sua coxa. Abri suas pernas lentamente e respirei fundo.

Apenas escutei Rei gemendo alto, suas mãos agarraram o lençol da cama com força e eu mantive suas pernas afastadas. Ali eu conseguia sentir Rei, tão quente que parecia que sua pele iria derreter. Fiz um movimento circular com a minha língua e ela gemeu novamente, aquele som era muito bom de se ouvir. A torturei um pouco mais ali, até que sua mão agarrou o meu cabelo com força e me puxou para cima.

─ Pare ─ Gemeu baixinho, fiquei acima dela e observei o seu rosto, que estava corado, mordia sua boca e percebi que seus olhos estavam com um pouco de lágrimas. Cerrei minhas sobrancelhas e ela segurou minhas costas.

Suas unhas arranharam minhas costas e senti a minha pele queimar, beijou o meu queixo e depois meu pescoço. Me deitou na cama e sua língua tocou as minhas tatuagens na barriga, um arrepio percorreu meu corpo e soltei um som pra lá de constrangedor. Rei não se aguentou e deu um risinho satisfeito, eu apenas fechei os olhos.

Suas mãos trabalhavam rapidamente, acariciaram meus seios e minhas coxas. Retirou a minha calcinha e eu senti-a olhar para mim, fiz um aceno com a cabeça e mordi minha boca. Eu já tinha feito isso antes, não vou mentir, mas Rei tinha sido a primeira pessoas pela qual meu corpo clamara tanto pelo seu toque, seu gosto e sua companhia.

Segurei os lençóis com força quando a sua língua me tocou, tive que me segurar para não a puxar para cima, mesmo aquilo sendo muito bom. Rei ficava me torturando lentamente com os seus movimentos devagar, até que ela acelerou, um gemido alto escapou de minha boca, segurei os lençóis com mais força e mordi o lábio inferior.

Meu corpo estava literalmente pegando fogo, uma onda de prazer me envolvia dos pés a cabeça. Minha cabeça latejava e meu coração parecia que iria explodir no meu peito, soltei um gemido novamente e percebi que o meu corpo estava um pouco dolorido. Rei parou com os seus movimento sentando no meu colo e eu abri os olhos.

Os seus olhos estavam mais vermelhos do que jamais vira antes, seus cabelos estavam literalmente arrepiados e os meus também. Rei deu um sorriso de canto e me deu um peteleco na cabeça.

─ Pare com essa eletricidade estática ─ Disse.

─ Pare de me dar dor de cabeça ─ Retribui quando percebi que a minha cabeça latejando era por causa do poder dela.

Deu-me um sorriso ainda maior e balançou os ombros, deitou sobre mim e eu envolvi meus braços ao seu redor, seu rosto ficou ao lado do meu pescoço, escutei a sua respiração e os nossos corações batendo juntos. E tanto ela quanto eu, trememos. Senti um liquido escorrendo pela minha perna e corei. Rei enterrou o rosto no meu pescoço e eu não aguentei, comecei a rir baixinho, apertei o seu corpo contra o meu e acariciei o seu cabelo.

Estava exausta, todo aquele prazer tinha me deixado cansada, fechei os meus olhos e respirei profundamente, mas foi meio que difícil com ela em cima. Rei tocou a tatuagem no meu braço direito e eu fiquei quieta, beijou minha bochecha e relaxou sobre mim.

─ Agora você é minha ─ Sussurrou, olhei para ela de canto e percebi que ela tinha caído no sono, olhei para o relógio de pulso que tinha largado em algum lugar próximo da cama e me impressionei, o tempo tinha passado voando e no relógio marcava 05:25 da manhã.

Fechei os olhos e relaxei. Iria perder o horário da aula de qualquer jeito.

Acordei e olhei em volta, Rei não estava no quarto, porém senti um cheiro de ovos mexidos vindo da cozinha. Sentei na cama e esfreguei os olhos, fui para o banheiro enrolada no lençol, larguei-o no chão e entrei no chuveiro, comecei a tomar um banho bem tomado, lavei os cabelos e escovei os dentes, meu corpo estava totalmente renovado, não havia nem as marcas de unha nas minhas costas. Enxuguei-me na toalha e fui para o quarto, vesti roupas limpas e recolhi as roupas sujas.

─ Bom dia ─ Falei entrando na cozinha, Rei me deu um sorriso de uma ponta a outra e eu dei uma piscada. ─ Como foi a noite?

─ Otima ─ Disse colocando a mão na cintura. ─ E a sua?

─ Perfeita ─ Respondi sorrindo de volta. ─ Vou colocar as roupas para lavar, que horas são?

─ 10 horas.

Entrei na área de serviço e separei as roupas sujas por cores, liguei a maquina de lavar e comecei a por as roupas dentro. Quando terminei, fui para a cozinha e olhei em volta.

─ Grey? ─ Perguntei quando não notei a sua presença.

─ Ele já tinha saído quando acordei ─ Rei olhou um pouco preocupada e me aproximei. Ela estava com uma camisa preta de manga, jeans e por cima de tudo um avental amarrado na cintura. Envolvi-a em meus braços e lhe dei um beijo caloroso.

─ Bom dia ─ Falei novamente sorrindo.

─ Bom ─ Disse ficando um pouco corada. Colocou os ovos e o bacon em um prato e me empurrou para o lado. ─ Vamos tomar café.

Sentamos a mesa e comemos silenciosamente, junto a xicara de café e leite. Olhei para o meu celular e suspirei de alivio quando não vi nenhuma ligação ou mensagem.

─ Bem, eu acho que vou na escola ─ Falei para mim.

─ Por que ? As suas aulas já começaram ─ Rei levantou as sobrancelhas curiosa.

─ Tenho que resolver as questões das faltas ─ Respondi e dei um gole no meu café. Rei fez cara de quem tinha entendido e colocou o bacon na boca. Coloquei minha mão no meu queixo e olhei para ela. ─ Bem, que você poderia ver se está tudo bem com a sua.

─ Ah é verdade. Se bem que eu acho que eles não ligam para faltas, escolas daquele estilo não se importam muito com os alunos ─ Disse apontando o garfo na minha direção.

─ Deveria ir assim mesmo ─ Falei dando de ombros.

─ Ok, eu vou ─ falou fazendo bico e colocou na boca o seu ultimo pedaço de bacon.

Depois do café, me propus a lavar a louça, enquanto ela ia escovar os dentes. Guardei a louça no lugar e fui para o quarto, calcei meus tênis azuis e entrei no banheiro. Rei estava penteando os cabelos vermelhos. Peguei minha escova de dente e coloquei pasta sobre.

─ Mas me diga ─ Olhei para Rei e esperei ─ Como que você pretende apagar as suas faltas?

─ Tenho certeza que já ouviu falar de propina ─ Respondi, ela balançou a cabeça com um sorriso no rosto. Coloquei a escova na boca e comecei a limpar os dentes. Quando terminei tudo, dei uma olhada no meu visual no espelho do banheiro e fiz um ok. A camisa de manga cumprida azul escura social, calça jeans e tênis azuis, meus cabelos negros estavam penteados para o lado.

─ Vai ficar se admirando ─ Disse Rei com os braço cruzados atrás de mim.

─ Estou só olhando se está bom ─ Falei revirando os olhos.

─ Está, agora vamos cair fora ─ Disse ainda com os braços cruzados. Levantei minha sobrancelha esquerda e encarei ela. Estava usando as mesmas roupas, só que com um tênis vermelho nos pés.

─ Apressadinha ─ Digo passando por ela e bagunçando o seu cabelo.

─ Hey!!!

Saí dali correndo com ela ao meu alcanço e desci as escadas, entrei na rua e acenei para ela, quando parou atrás de mim. Ela acenou de volta e percorremos caminhos diferentes. Andei pela calçada calmamente, enfiei a mão no bolso da minha calça e senti o bolo de dinheiro e o celular.

Parei na frente do portão da escola depois de uns 7 minutos. Encarei o portão fechado e suspirei. Olhei para o muro e me afastei, corri e escalei o muro, minhas mãos seguraram a borda e eu joguei o meu corpo para cima, pousei sobre o gramado do outro lado. Arrumei minhas roupas e os cabelos, olhei para cima, para as salas que tinham janelas de frente para a entrada e não consegui ver ninguém olhando para mim. Fiz o meu caminho para dentro do colégio e limpei os meus sapatos no tapete.

Olhei para o meu pulso, 10:45, todos estavam em aula. A sala da Diretora ficava no terceiro andar junto ao 3º ano, subi as escadas calmamente e encontrei dois alunos que estavam voltando provavelmente do banheiro, os dois deram um aceno com a cabeça para mim e eu retribui com os olhos. Cheguei ao 3º andar e passei por algumas salas, quando ia sair da minha a porta se abriu e uma aluna de cabelos loiros que eu não lembrava o nome parou e me olhou surpresa.

─ E ai ─ Cumprimentei ─ Com a cabeça, ela fez um sim com a cabeça e pegou o caminho contrário do meu, passei pela nossa sala e dobrei no corredor a direita, parei na frente da sala da diretora. Era uma porta de mão dupla de madeira vermelha, bati na porta e esperei.

─ Pode entrar ─ Escutei uma voz feminina vindo de dentro.

Abri a porta devagar e entrei. A sala da diretora era grande, e todos os moveis eram de madeira vermelho, a mesa que ela estava, a mesa pequena no centro, o armário de livros e as cadeiras. Olhei para a diretora e meus olhos encaram os seus sérios.

─ Acredito que saiba quem sou eu ─ falei me aproximando e parando a sua frente.

─ Sim ─ Disse, sua voz era rígida e alta. ─ Akibara Sora. A aluna problemática, que vive faltando.

─ Pois é ─ Falei cruzando os braços e dando de ombros, olhei para o seu rosto serio e dei um sorriso de canto de desafio, ela até era bonita, seus cabelos loiros ondulados a faziam parecer mais nova do que a sua identidade dizia. Ela me deu um olhar severo e eu suspirei. ─ Então já sabe o porque de vim fazer uma visita.

─ Aham ─ Disse cruzando os braços e me observando.

─ Minhas notas são relativamente boas, o problema é que eu tenho problemas, e na maioria das vezes fica ruim para vir a aula.

─ Sei disso.

─ Então, vamos firmar nosso acordo ─ Falei enfiando a mão no bolso. ─ Eu lhe pago, e você dá um jeito com as faltas e provas que faltei.

─ Certo ─ Disse me observando com cuidado. ─ 5 mil em dinheiro e todas as suas faltas irão desaparecer, e pedirei aos professores que perdeu prova, passem um pequeno simulado.

─ Tá ótimo ─ Digo e colocou o bolo de dinheiro sobre a sua mesa. – 5 mil em papel.

Os olhos da diretora brilharam ao ver o dinheiro e me deu um olhar suspeito, pegou o bolo e começou a contar, quando terminou, olhou para mim e sorriu.

─ Tudo ok? ─ Perguntei olhando-a com cuidado.

─ Sim ─ Disse ficando de pé e estendendo a mão para mim, olhei para a sua mão por um momento e segurei-a. ─ Pode deixar que daqui para frente eu resolvo.

─ Ok. Vou deixar nas suas mãos, mas saiba que se não der certo... ─ Falei deixando a frase ficar vaga, ela me olhou com suspeita e eu olhei-a com um pouco de raiva nos olhos. Pessoas gananciosas me davam um nojo as vezes. Mas era bom fazer proveito deles sempre que possível. Abri a porta e saí sem cumprimenta-la, entrei no corredor e percebi que a porta da sala estava aberta. Olhei para dentro e vi as meninas arrumando as suas coisas. Os olhos dourados de Cloe se encontraram com os meus e ela correu na minha direção.

─ O que você está fazendo aqui? Porque não veio a aula? ─ Disse Dana parando a minha frente com as mãos ao lado do corpo.

─ Olha quem apareceu ─ Disse Bea com a mochila nas costas, entregou a bolsa de Dana e olhou para mim. ─ Melhor?

─ Aham, estou ótima ─ Falei dando um sorriso simpático. Coloquei minhas mãos nos bolsos da calça e olhei para a sala. ─ Sem aula?

─ Mais ou menos ─ Respondeu Dana dando de ombros. Acenei para irmos andando e descemos a primeira escada. Os outros alunos olharam para mim e os ignorei. ─ Então o que veio fazer aqui?

─ Verificar se estavam em dia minhas contas ─ Respondi rapidamente. Bea olhou para mim, observou o meu rosto e retribui o olhar, fazendo-a desviar os olhos. – Como vão as coisas?

─ Bem ─ Disse Bea olhando para os degraus da escada. ─ A escola está mais calma depois de algumas provas.

─ Entendo ─ falei olhando para os degraus também, chegamos ao primeiro andar. ─ E quanto ao trabalho?

─ Estamos indo bem.

─ Fazendo coisas básicas ─ Disse Dana baixinho. ─ Patrulha e essas coisas. Chega a ser cansativo e tremendamente chato.

─ Isso é verdade ─ Concordou Bea.

─ Vocês estão no esquadrão de combate, certo? ─ Perguntei olhando em volta. Os alunos passavam pela gente e nos davam um aceno de cabeça.

─ Yep ─ Disse alguém aparecendo a minha frente, não fiquei surpresa ao ver Richie surgindo.

─ Richie!! ─ Falei com animação dei um sorriso para ele e dei um tapinha no seu ombro. Fingir falsa amizade era comigo mesmo. ─ Como vai?

─ Bem ─ Disse ele me olhando cuidadosamente, seus olhos azuis percorreram o meu corpo e sorriu. ─ Você não usa outra roupa sem ter mangas mesmo, não é?

─ Motivos pessoais ─ Falei dando uma piscadinha para ele, Dana e Bea se entreolharam.

─ Que seja, vocês duas não deviam falar sobre o trabalho ─ Disse ele olhando para Bea e Dana. ─ Sorte sua que somos da mesma equipe, se não eu deduraria para a chefe.

─ Que bom, hein ─ Disse Dana revirando os olhos.

─ Não sabia que tinham caído na mesma equipe ─ Falei olhando para eles. ─ Vocês são quantos ao todo?

─ 5 ─ Sussurrou Bea atrás de mim. ─ Nós três, a menina de teleporte que se chama Gaby, e Ice.

Quando ouvi o nome dele, me engasguei com a saliva e comecei a tossir, Dana bateu nas minhas costas. O droga!! De tantos eles tinham que estar na mesma equipe?

─ Ice é aquele que lutou com a Lightning Hunter? ─ Perguntei olhando para o chão.

─ Aham ─ Confirmou Richie, olhei de canto para ele e ele estava olhando para o céu, juntou as suas mãos em um soco ─ Ele está doido para ter a revanche.

─ Isso é verdade ─ Dana olhou para frente, como se tivesse algo, mesmo não tendo nada. ─ Ele está treinando noite e dia para captura-la.

─ Isso é problemático ─ Sussurrei.

─ Hã? ─ Eles olharam para mim e eu engoli em seco.

─ Digo. Seria um problema se ele se descontrolar ou algo assim. Da ultima vez acabou tendo um incêndio em um prédio ─ Falei rapidamente, eles se entreolharam e cocei minha cabeça. ─ Pelo menos foi o que eu li em algum lugar.

─ Bem, é verdade que pode ser perigoso ele ficar descontrolado ─ Disse Bea cruzando os braços. ─ Mas veja, ele é um veterano, que sabe muito bem cuidar da cidade.

─ Isso é verdade ─ Concordou Richie, dei um suspiro cansado e olhei para o céu.

─ Bem, foi um prazer rever vocês, mas tenho que ir agora ─ Falei dando um aceno para eles. Para mim era estranho ver Richie e ele não implicar comigo, talvez, só talvez, ele tenha desistido de me bater ou algo assim. Ou vai saber o motivos.

─ Nós também vamos indo. Dia de treinamento ─ Disse Dana me dando um sorriso de despedida. Bea deu um tchau com a mão e Richie apenas foi embora.

Saí do colégio e andei pelas ruas até chegar a entrada do restaurante, foi quando senti o meu celular tocando. Enfiei a mão no bolso e tirei o meu celular.

─ Sora ─ Falei.

─ Olha quem está de volta ─ Disse uma voz masculina, que demorei dois segundos para reconhecer.

─ Phanix.

─ Sim, eu mesmo! ─ Disse com alegria.

─ Que houve? ─ Perguntei saindo da frente do restaurante antes que alguém me visse.

─ Tenho uma missão para você ─ respondeu.

─ Que é?

─ Me encontre na praça central, daqui á 20 minutos. Vou estar sentado em um banco perto da sorveteria ─ Disse ele rapidamente e desligou a ligação.

─ Droga ─ Falei bloqueando a tela do celular e colocando no bolso. A praça ficava a 15 minutos de pé de onde eu estava. Aquela missão não tinha cara de ser boa. Comecei a andar rapidamente e passar por várias lojas, fiquei tentada a parar em uma delas para comprar doces para levar para casa, fazia tempos que não comia uma boa barra de chocolate.

Demorei um pouco mais de 15 minutos para chegar a praça. Olhei em volta a procura de um homem com cachecol vermelho, vi arvores, pessoas jogando bola no gramado, cachorros passeando com seus donos, alguns casais de namorados fazendo piquenique. Olhei para a outra direção e localizei a sorveteria, caminhei para lá e vi um homem com cachecol sentado a um metro de distancia da sorveteria.

Aproxime-me do banco e me sentei ao seu lado, peguei o meu celular como se não conhecesse ele e fingir mexer no celular.

─ A sua missão é essa ─ Disse me entregando uma pasta que tirou de dentro do seu casaco.

─ O que é? ─ Perguntei pegando a pasta, ele apenas acenou para ler, e eu abri os arquivos, comecei a ler rapidamente. ─ Esse lugar de novo não!

─ Já foi lá uma vez? ─ Perguntou olhando para mim, porem não vi as cores dos seus olhos. Phanix era um mistério. Sempre usava as mesmas roupas e os óculos escuros. Nunca tinha visto seus capangas e ele era o único gangster que preferia entrar em contato direto comigo. ─ Otimo, vai facilitar o trabalho.

─ Eu só tenho que ir capturar esse equipamento?

─ Sim, porem ele é grande, vai precisar de uma camionete para carrega-lo.

─ E como você pretende que eu leve? ─ Perguntei sem entender, a menos que ele me desse uma camionete, mas mesmo assim seria impossível eu carregar sozinha.

─ Preste atenção, vou falar apenas uma vez ─ Sussurrou e olhou em volta rapidamente. ─ Você irá entrar disfarçada no prédio, dois agentes meus vão estar no lugar de encontro, que está no papel, eles lhe entregaram um passe e lhe ajudaram a carregar o material até a camionete que vai estar no estacionamento.

─ Certo, quem são eles? ─ Perguntei guardando os documentos.

─ Não importa, o que importa é que eles são bons de luta. Encontre com eles, eles lhe passaram os dados mais detalhadamente. O horário de encontro está no papel.

─ OK, Quanto vai ser?

─ O resto da sua divida ─ Disse ficando em pé e arrumando o seu casaco.

─ Toda?

─ Sim─ Ele se virou na minha direção e pude ver que mesmo através dos óculos o seu semblante era sério. ─ Isso é muito importante para mim, conclua a missão de qualquer jeito.

─ Certo ─ Falei engolindo em seco. Phanix se afastou calmamente e sumiu da minha vista depois de dobrar em uma rua. Saí da praça e entrei em uma rua com alguns prédios, olhei em volta rapidamente e escalei a parede rapidamente. Cheguei ao terraço e sentei na beirada do parapeito, balancei meus pés e abri a pasta. Comecei a decorar todos os dados, demorei cerca de 20 minutos para decorar tudo.

A missão iria ser complicada, até porque aconteceria a luz do dia e daqui a duas horas. Fiquei de pé, enfiei a pasta na minha camisa e tirei o meu celular. Passei uma mensagem perguntando onde Rei estava. E quase no mesmo instante ela disse que estava em uma loja.

Ótimo, eu precisava ir em casa pegar minhas coisas, e se ela estivesse lá, pediria para vir comigo, e eu não arriscaria. Fiz o meu caminho de volta rapidamente, e cheguei em 10 minutos, subi as escadas de dois em dois degraus, tirei a chave de casa do bolso e destranquei a porta, não vi ninguém em casa.

Fui até o guarda roupa e peguei minhas roupas, a mascara e minha espada, coloquei tudo dentro de uma mochila preta, deixei o meu celular e o cartão de crédito em casa e saí. Peguei o caminho que levava até o Novo Centro de Pesquisa.

A minha missão era de novo no mesmo lugar, só que agora eu tinha que pegar um equipamento que pesava quase 375 quilos e não um cientista. Olhei em volta e encontrei dois rapazes com a mesma pulseira branca, eles olharam para mim e acenaram com a cabeça, os segui e entrei em uma rua, onde havia uma camionete grande. Ela definitivamente iria aguentar 375KG sem problemas. Entramos em uma banca de revista que aparentava estar fechada, e percebi que era a base temporária deles.

─ Vamos ser rápidos ─ Disse um deles que tinha cabelos pretos curtos. ─ Pode me chamar de T1.

─ E eu de T2 ─ disse o de cabelos pretos só que cumpridos, que iam ate os seus ombros. Os dois tinham olhos castanhos e um corpo esbelto.

─ Certo ─ Concordei .

─ Você decorou o mapa? ─ Perguntou T1, fiz que sim com a cabeça. ─ Otimo, como você pode ter percebido, o equipamento que vamos pegar está no deposito, que fica no subsolo, o carro ficará no estacionamento para funcionários. Mas para entrarmos vamos precisar de um passe.

─ Esse passe ─ Disse T2 me entregando um, havia a foto de uma mulher que eu desconhecia. ─ Você irá entrar pela porta da frente como funcionária, enquanto nós dois iremos entrar pelo estacionamento. Nos encontraremos na sala de depósito, em 10 minutos depois que você entrar.

─ Este é a sua escuta ─ Disse um deles me entregando uma escuta de borracha. ─ Ela não vai queimar quando usar o seu poder e nem será detectado no sensor.

─ Ok ─ Falei colocando no meu ouvido.

─ Agora é o seguinte ─ Disse T1, mostrando um notebook. ─ Eu irei acompanhar todos os tipos de movimentos das câmeras e seguranças. Cuidarei da passagem livre de vocês .

─ Você não vem com a gente? ─ Perguntei apontando para T2 e eu.

─ Vou até certo ponto, vou ter que conectar meu notebook com os programas do prédio, tem uma sala próxima ao estacionamento que consigo ter acesso. T2 irá lhe encontrar no deposito. ─ Respondeu T1.

─ Entendi.

─ Aqui a sua roupa de funcionária ─ Disse T2 me entregando um par de roupas, olhei para elad e levantei as sobrancelhas.

─ É eu sei, é uma droga ─ Disse T2 sorrindo. Olhei para o uniforme branco, calças e camisa de manga cumprida. ─ Vamos ter que vestir a mesma coisa.

─ Certo, temos 20 minutos para nós trocar ─ Falou T1, pegando o seu uniforme de uma bolsa.

─ Mas eu vou precisar da minha mochila ─ Falei, os dois olharam para mim.

─ T2 irá lhe entregar quando chegarem ao depósito ─ Disse T1. Tirou a sua camisa de manga cumprida, pude ver os seus músculos bem definidos sobre a camisa regata preta, vestiu a calça também. Olhou para mim e piscou. ─ Eu sei que sou bonito, mas é melhor se preparar logo.

─ Até parece ─ Bufei e virei de costas, T2 começou a se trocar também, tirei a minha camisa e fiquei apenas de top, escutei algum deles dando um assobio quando minhas tatuagens apareceram, revirei os olhos e vesti a camisa branca, vesti a calça por cima do jeans e amarrei os meus cabelos em um rabo de cavalo. Verifiquei se meu tênis estava bem apertado e olhei para os dois rapazes. ─ Estou pronta.

─ Certo. Cronometrem os seus relógios ─ Disse T2, preparamos o relógio e apertamos na mesma hora. ─ Vamos nessa.

Saímos da banca e os dois entraram na camionete, eu fui andando até o prédio. Olhei em volta rapidamente e vi que a segurança havia melhorado, desde a minha vinda. Seguranças armados por todos os lados na entrada, detector de metal e varias câmeras. Senti um suor percorrendo a minha nuca e esfreguei o meu pescoço.

─ Está em posição? ─ Escutei a voz de T2 vindo da escuta.

─ Sim ─ Respondi e comecei a entrar no prédio, dei um aceno calmo para os seguranças e eles balançaram a cabeça.

─ Já estou em posição ─ Escutei T1 falando. ─ Vou controlar a segurança em 3..2..1. Estou dentro. Vocês podem usar os cartões.

Me aproximei do leitor do cartão e passei o cartão, o segurança que estava a minha frente olhou para a tela do computador e rapidamente vi a foto da mulher da carteira piscar e se tornar uma minha. Dei um sorriso de canto e ele confirmou minha passagem, passei pelo detector de metal sem problemas. Olhei para as câmeras a minha volta disfarçadamente e cocei o meu nariz.

─ Estou dentro ─ Sussurrei ─ Vou para o encontro.

─ Certo, estou dentro também ─ Disse T2.

Andei por um corredor que tinha as salas de secretaria, copa e entre outros, parei na frente de um bebedor, e fechei os olhos para lembrar do mapa e os abri. Tinha que achar a sala de que levava para o deposito, nela tinha um elevador que passava por todos os andares do prédio. Olhei em volta e procurei pelos nomes das salas. Eu tinha me esquecido o quão grande era aquele lugar. Andei pelo corredor rapidamente, mas dando a impressão que estava apenas fazendo o meu trabalho. Demorei um pouco para achar o local, encarei a porta a minha frente. Apenas para funcionários autorizados, passei o meu cartão no leitor e a porta se abriu.

Olhei para os lados para ver se não havia ninguém e entrei rapidamente. Escutei o clique da porta atrás de mim e observei o lugar que eu estava, era uma sala enorme, vi alguns computadores e fios por todos os lados. Havia duas portas, me aproximei devagar e tentei abri-las, mas felizmente estavam trancadas, virei para a direita e vi a porta do elevador.

─ Estou no elevador ─ Avisei, o elevador era enorme, olhei para a plaquinha na parede, avisava que o elevador conseguia aguentar até 2 toneladas, aquele lugar era de puro concreto e ferro.

─ Certo. Estou com você ─ Disse T1, olhei para a câmera acima da minha cabeça. ─ No momento você está invisível.

─ Isso é legal ─ Comentei dando um sorriso.

─ T2 tem um guarda indo na sua direção a 5 metros ─ Escutei T1 falando rapidamente.

Esperei o elevador descer, demorou cerca de 15 segundos para parar no andar mais baixo do prédio. A porta se abriu e a primeira coisa que vejo, além de um deposito enorme é um segurança armado olhando para mim. Apontou a sua arma para mim e eu engoli em seco.

─ Calma amigo ─ Falei levantando as mãos lentamente ─ Estou aqui para pegar algumas coisas. O chefe mandou.

─ Que chefe? Cadê o seu passe? ─ Disse rigidamente. Enfiei minha mão no bolso e entreguei minha carteira. Claro que a foto que estava lá não era eu, ele levantou os olhos do passe para mim e eu dei um sorriso. Meu punho acertou em cheio o seu rosto, ele deu um passo para trás e levantou a arma, estalei o meu dedo e ele caiu no chão.

─ T1 estou no depósito.

─ T2 está a caminho.

Desci a rampa que tinha e comecei a andar por entre as fileiras de caixas e armários, quando terminei de averiguar uma fileira, passei para a do lado e escutei o barulho de passos, me abaixei e esperei, uma sombra apareceu e fiquei em posição.

─ Sou eu ─ Disse T2 aparecendo, deu um sorriso para mim e eu balancei a cabeça.

─ Teve problemas?

─ Um pouco, mas pelo o que vi você teve um também ─ Disse começando a andar. Acompanhei o seu passo rápido e entramos em um fileira nova, consegui ver ao fim dela uma empilhadeira. ─ Nos vamos precisar daquilo para levar o pacote.

─ Concordo ─ Falei, ele correu na direção do carrinho, enquanto que eu olhava para os armários procurando pela numeração da caixa. Demorei uns 2 minutos para achar a caixa. Ela era grande e de metal parafusada. Vi que ao lado dela tinha um leitor diferente do que era dos passes. Acenei para T2 e ele se aproximou com caminhão de empilhadeira. ─ Temos um problema.

─ Que houve? ─ Perguntou T1 E T2 ao mesmo tempo.

─ Esse leitor é diferente ─ me inclinei e percebi que era um reconhecedor de matéria. ─ Se tirarmos a caixa sem o cartão certo, os alarmes irão soar.

─ O guarda que derrotou não teria? ─ Perguntou T2.

─ Não sei ─ Respondi, e corri na direção de onde estava o guarda. Verifiquei os seus bolsos e encontrei apenas o seu passe normal, tirei a arma dele e voltei até onde estava T2. ─ Não tem.

─ E agora T1? Isso não estava previsto. Você consegue acessar ? ─ Perguntou T2.

─ Vou tentar ─ Disse ele. Olhei para o reconhecedor e cocei minha cabeça.

─ Você trouxe minha mochila? ─ Perguntei. T2 fez que sim e apontou para um canto do deposito, fui até lá correndo e tirei a minha mascara da mochila, coloquei-a no meu rosto e soltei os meus cabelos. Voltei correndo com a mochila nas costas.

─ Não consigo acesso ─ Disse T1 rapidamente, percebi que ele estava nervoso. ─ Pessoal temos que improvisar, tirem a caixa o mais rápido daí, eles me acharam, tenho que me mover.

─ Certo ─ Disse T2 rapidamente entrando no caminhão de empilhadeira, puxou a macha e a começou a puxar a caixa de metal para frente, olhei o sensor piscar e ficar vermelho, e os alarmes soaram. Ajudei a empurrar a caixa o máximo que pude. ─ Você vai abrir caminho, aqui eu não posso fazer nada!

─ Pode deixar ─ Falei correndo até o elevador a porta se abriu e ele veio com o caminhão para dentro. Apertei o botão E do elevador e esperamos que tudo desse certo.

─ Eles vão tentar parar a energia do elevador ─ Disse T1no meu ouvido.

─ Onde você esta? ─ Perguntei.

─ Estou indo para o estacionamento ─ Houve um breve silencio ─ Droga!!!

As luzes do elevador apagaram e eu olhei para cima. Nem pensar. Coloquei minha mão na parede do elevador e lancei o meu poder, restabeleci a energia e olhei para o painel. O elevador continuou a se mexer.

─ Eles vão estar no estacionamento ─ Disse T2 ao meu lado no caminhão. ─ Fique preparada.

─ Pode deixar ─ Falei. ─ T1 onde você esta?

─ No momento.... derrubando um cara ─ Disse ele rapidamente, escutei um barulho de tiros vindo da escuta e eu e T2 nos entreolhamos. ─ Tive que fazer um desvio, o lugar esta se enchendo de seguranças. Temos que ir mais rápido.

Na hora que ele terminou de falar, vi a luz do elevador piscar, tínhamos chegado ao estacionamento, me posicionei a frente do caminhão e a porta se abriu. E o que eu vi foi mais do que eu esperava. Cerca de uns 50 policiais estavam ali com as armas apontadas para nós.

─ Levantem as mãos sobre a cabeça ─ Disse um policial. Acenei com a mão para T2 prosseguir até o camionete.

─ T1, nos encontre no estacionamento em 2 minutos ─ Falei.

─ Certo, estarei ai de qualquer jeito. Estou sem saídas ─ E escutei barulhos de tiros novamente.

─ Coloquem a mão sobre as cabeças ─ Repetiu.

Levantei minhas mãos com cuidado e sorri. Apaguei as luzes do estacionamento, que ficou completamente escuro sem as luzes das lâmpadas, e escutei barulhos das armas sendo destravadas, levantei uma barreira a nossa volta e estalei o dedo, alguns dos policiais caíram e os outros começaram a atirar na minha direção.

Tive que me manter andando a frente do caminhão que andava lentamente, olhei para o canto e vi T1 entrando no estacionamento, se escondeu no canto quando dois policiais passaram por ele, deu um murro no queixo de um e quebrou o pescoço de outro. Olhou para a situação que T2 e eu estávamos e sorriu, pegou as armas dos policiais no chão e partiu para cima de alguns policiais a nossa frente, derrubou rapidamente 10 e teve que passar para a defensiva. A camionete estava a 3 metros agora. Respirei fundo e abaixei a barreira rapidamente, estalei o dedo e lancei o meu poder na direção dos policiais, a metade caiu no chão e os que sobraram T1 deu um jeito de nocauteá-los.

Abaixei a barreira e respirei fundo. T2 colocou a caixa na camionete e os dois entraram na cabine. Subi no bagageiro junto a caixa e tirei minha mochila das costas. Trabalho estava feito. T2 deu partida no carro e saímos o mais rápido possível do estacionamento. E o que encontramos foi outra multidão de policiais. Levantei minhas mãos e coloquei a barreira em volta de nós.

─ Assuma o volante ─ Disse T2 saindo do volante e pegando algo de uma mochila preta. E para a minha surpresa o que saiu de lá foi uma espingarda e uma granada. Jogou a granada na direção dos carros da policia e todos se afastaram rapidamente. O estouro foi alto o suficiente para os meus ouvidos ruírem, os carros tinham sido jogados para o lado e T1 conduziu a camionete por aquele espaço livre agora. Os tiros voltaram a nos acertar, porem a barreira impedia qualquer coisa. Estava ficando cansada de proteger uma camionete inteira, que pesava por volta de 1 tonelada com a caixa, de tiros.

T2 atirou em um policial e o mesmo caiu no chão rapidamente. Quando estávamos a uma quadra de distancia do Centro de Pesquisa, o numero de policiais diminuiu gradativamente e eu abaixei a barreira, entramos em uma avenida movimentada e estalei o dedo, parei os carros na rua, dando espaço livre para nós passarmos.

Quando finalmente pensei que tinha acabado, T1 freia o carro bruscamente. Fui jogada para frente e bati a minha cabeça na caixa de metal.

─ O que houve? ─ Gritei da carroceria.

─ Problemas dos grandes ─ Disse T2. Fiquei de pé e olhei para a frente, e o que eu vi fez o meu corpo se arrepiar. De frio literalmente.

Uma muralha de gelo impedia a passagem de toda a avenida. Peguei minha mochila rapidamente, tirei o uniforme e vesti meu traje de batalha, e prendi a minha espada na cintura. Olhei para as minhas tatuagens expostas e respirei fundo. Meus olhos ficaram azuis e eu pulei do carro.

─ Quando eu contar até 3 vocês deem o fora daqui o mais rápido possível. Eu dou cobertura ─ Falei rapidamente, saia vapor da minha boca, olhei para cima até o topo da muralha e afastei os meus pés, concentrei o poder nas minhas mãos e eletricidade azul surgiu. ─ Se preparem! 1...2...3!

Quando contei 3 lancei o meu poder na muralha e um buraco se abriu, dando passagem para a camionete, corri a sua frente o mais rápido que pude e levantei uma barreira em torno de nós, bem na hora que uma bola de gelo acertou a lateral da barreira. Meus olhos vasculharam o local rapidamente e localizei Ice em cima de uma loja. Consegui ver que havia outros Agentes a nossa volta e engoli em seco.

A camionete estava indo mais rápido do que eu. Tirei a barreira em volta de mim e deixei apenas no carro. Foi então que eu fui atingida por uma lata de lixo com muita força, fui jogada para frente e rolei no asfalto. Senti sangue escorrendo pela minha boca e fiquei de pé. Olhei para trás a camionete já estava longe o bastante, retirei a barreira em volta dele e senti um certo alivio no meu corpo. Foi então que vi um vulto passando em um piscar de olhos por mim e olhei para trás, uma garota de cabelos curtos apareceu a 4 metros de distancia de mim.

─ Nem pensar ─ Falei e estalei o dedo, descarreguei eletricidade na sua direção e ela foi lançada contra a parede. A camionete fez uma curva sumindo de vista, agora eu poderia encarar os meus inimigos.

Virei de frente e olhei em volta rapidamente, algo veio na minha direção e eu me joguei para trás, então um punho surgiu e eu levantei os braços rapidamente, um choque percorreu todo o meu corpo e eu bati contra a parede de uma loja. Coloquei minhas mãos no chão e fiquei de pé, meus braços estavam doloridos com a porrada.

Reconheci o rosto de Richie a minha frente, e então o de Dana sua direita, Bea aparecia logo atrás, com a menina Gaby ao seu lado apagada. E no topo da loja havia Ice. Aquele equipe me deu um arrepio e eu mordi minha boca.

─ Finalmente vou encara-la frente a frente ─ Disse Richie me olhando com olhos psicopatas ─ Lightning Hunter.

─ Estávamos a sua espera Lightning Hunter ─ Disse Ice pulando do telhado e pousando no asfalto. Deu um sorriso frio na minha direção e senti um frio me envolver. ─ Está na hora do acerto de contas.

─ Vem com tudo ─ Falei encarando ele. Ele mexeu a mão direita e um jato de gelo veio na minha direção, desviei rapidamente do seu ataque e vi Richie a minha frente, ele estava surpreendentemente mais rápido, coloquei minhas mãos no chão e dei uma cambalhota para trás, quando fiquei de pé, não percebi que alguém tinha se aproximado e levei um chute no rosto, caí no chão e cuspi o sangue da minha boca. Mal fiquei de pé quando uma pedra de gelo me fez cair de costas. Estava apanhando e feio. Levei minha mão ao rosto e fiquei feliz que minha mascara ainda estava inteira, porem minha mão voltou manchada de sangue. Dei um pulo, ficando de pé e respirei profundamente. Eu não poderia machucar meus amigos, em exceção Richie e Ice. Cerrei os meus punhos e olhei para cada um deles e sorri. ─ Pena que você teve que trazer os seus cãozinhos também, Ice.

Ice e os outros cerraram o cenho, havia raiva estampada em seus rosto. A garota Gaby se levantou devagar e me lançou um olhar fulminante. Agora sim estava lascada. Richie veio correndo na minha direção e eu consegui desviar rapidamente de seu ataque, vi uma pedra de gelo vindo na minha direção e segurei a camisa de Richie o colocando a minha frente bem quando a pedra ia me atingir. Ele soltou um ruído e eu o larguei no chão. Olhei para Ice que estava perplexo com a minha jogada e estalei o dedo, eletricidade cortou o som e escutei uma explosão.

Olhei para onde tinha lançado o poder e Bea tinha levantado sua barreira. Droga. Algo rapidamente se moveu a minhas costas e me virei. Não vi nada por um momento, foi então que mãos seguraram meus ombros e eu mudei de lugar, literalmente. Agora estava a frente de Dana que me deu um soco em cheio no estomago. Tive que me segurar para não cair no chão e me afastei deles.

─ Quem foi que pediu para ir com tudo mesmo? ─ Perguntou Ice zombando de mim.

─ Fui eu ─ Falei limpando minha boca e a minha testa. Olhei para o céu rapidamente e me encantei com a sua cor. Precisava descobrir se tinham conseguido chegar em segurança com o pacote, queria voltar para casa e abraçar Rei. Novamente um vulto apareceu a minha frente e eu cerrei as sobrancelhas com raiva, a barra de ferro que Richie usou contra mim, explodiu contra a minha barreira e ele foi lançado para trás.

Olhei para o lado e encarei a garota do teletransporte, estalei o meu dedo na sua direção e ela mudou de lugar, Dana começou a se mover em sintonia com ela, observei a movimentação delas e esperei, dois punhos vieram em direção ao meu rosto e eu desviei do seu ataque, peguei Dana pelo pulso fazendo a girar, enquanto o soco de Gaby passava ao lado da minha cabeça, passei minha perna por entre a sua e derrubei Dana no chão, meu punho atingiu o seu abdômen. Não queria bater nela, mas se eu não o fizesse... Girei minhas pernas rapidamente e derrubei Gaby no chão, peguei-a pelo pescoço e a joguei contra uma vitrine.

Virei na direção de Ice e Bea, os que sobraram em pé e estalei os dedos, meu poder foi barrado pelo de Bea, Ice lançou o seu poder em mim e eu desviei para o lado. Estalei o meu dedo novamente e Bea impediu o ataque. Fiz o mesmo ataque inúmeras vezes e senti que os outros voltavam ao normal.

Corri na direção de Bea e uma bola de gelo veio sobre mim, saquei a minha espada e com um movimento parti a bola ao meio, Bea e Ice me olharam com medo. Nenhum deles tinham me visto usando espada antes. Continuei a passos largos na direção de Bea, eu sabia que quando o poder era barreiras sempre tinha um ponto fraco, o meu era que eu me cansava mais rápido, o de Bea era o contato corpo a corpo.

Fiquei a sua frente e sorri, abaixando a minha espada na sua direção, por um momento vi seus olhos fecharem e foi só isso que eu precisava. Apertei rapidamente o botão da minha lamina, fazendo-a sumir bem na hora que ia atingir sua barriga. E então chutei a sua barriga com o joelho. Bea foi jogada para trás e eu encarei Ice, estalei o meu dedo na sua direção e uma parede de neve apareceu.

Richie e Dana estavam de pé esperando uma brecha para me atacar, mas eu estava muito próxima de Ice para tentarem alguma coisa. Eu já estava ficando de saco cheio disso. Ice veio na minha direção e eu deixei, seu punho de gelo atingiu as minhas costelas, levantou o joelho para me dar um ajoelhada no rosto e eu apertei a lamina da minha espada. Desviei do seu golpe facilmente e pressionei a lamina contra o seu pescoço. Ele parou de se mexer.

─ Que tal acabarmos com isso, hã? ─ Falei alto o bastante para todos ouvirem. Eles olharam preocupados para mim e eu olhei para Ice, seus cabelos brancos e olhos azuis. ─ Isso é um saco viu? Ficar cuidando de crianças. Vocês sabem muito bem que eu poderia matar todos vocês em um piscar de olhos.

Eles olharam com repulsa e preocupação por ter um de seus companheiros em perigo. Gaby e Bea estavam de pé, observando toda a situação. Olhei para o pescoço de Ice e uma linha de sangue escorreu. Senti-o engolir em seco, seus olhos estavam nervosos e suspirei. Afastei a lamina do seu pescoço e apertei o botão. Ice e os outros ficaram sem reação e eu estalei o meu dedo. Despejei eletricidade nas costas de Ice e ele foi lançado para frente, rodando no asfalto.

Dana correu na direção dele e o pegou no colo, checou a sua respiração e fez um sim com a cabeça. Gaby teletransportou na minha direção e eu desvie de seu golpe, que não era um golpe, ela agarrou os meus pulsos e nos mudamos de lugar, a próxima coisa que senti foi o punho de Richie acertar o meu rosto em cheio, senti o meu nariz quebrar e fui para trás. O que aconteceu em seguida, chegou a ser uma coisa até engraçada de se ver, até porque eu estava parecendo uma bolinha de ping pong. Bea girou sobre os seus pés, e eu só tive tempo de proteger o meu corpo com a barreira. Ela caiu para trás e eu levei um chute de alguém na lateral.

Cai de lado no chão e percebi que tinha sido Dana que tinha me atingido. Ice estava apagado ainda e a sua equipe agora me encarava raivosa. Foi então que senti a presença de alguém e fiquei de pé lentamente.

─ Posso saber quem diabos são vocês? ─ Disse Rei pulando do telhado e pousando ao meu lado. Seus olhos estavam vermelhos sangue, sua tatuagem brilhava em seu ombro, e eu percebi que ela estava com muita raiva. Olhou para cada um deles e esperou. Dana e os outros engoliram em seco. ─ Eu perguntei quem diabos são vocês!

Rei levantou as mãos e os quatro agarraram os seus pescoços, seus olhos se arregalaram, sangue escorria de seus ouvidos e escutei o primeiro engasgo. Olhei para Rei que estava encarando eles sem piscar.

─ Rei, está bom ─ Falei. Ela pareceu que não tinha ouvido. ─ Rei!

Nada de resposta, Dana engasgou com o seu sangue.

─ Bloon ─ Gritei agarrando os seus braços, a fiz olhar para mim e beijei os seus lábios, quando me afastei percebi que seus olhos estavam mais calmos, olhei para trás e os vi tossindo. Segurei o seu rosto com as minhas mãos e não precisei dizer nada depois disso.

Passou as mãos pela minha cintura e me guiou até em casa. Ela não disse nada durante todo o tempo, me ajudou a tomar um banho, colocou um curativo nas minhas feridas e me deu um remédio para dor. Eu não estava muito machucada, mas nada que uns dias de descanso não resolvessem. Peguei o meu celular na cama e abri a tela, havia uma mensagem.

“Pacote entregue com segurança, divida paga”- P.

Rei entrou no quarto com um sanduiche e me fez comer, seus olhos continuavam vermelhos e frios. Demorei um pouco para terminar o sanduiche, mas quando o fiz, em 2 minutos eu apaguei sobre a cama.

Rei

─ Ela vai ficar bem? ─ perguntou o meu irmão que estava sentado no sofá da sala.

─ Provavelmente ─ Respondi cruzando os braços. Eu estava puta por Sora não ter falado para mim que ia a uma missão, quase suicida por sinal. E o que eu vejo quando finalmente a encontro? Um bando de adolescentes batendo nela. Fechei o meus olhos e tentei me manter calma. Foi então que pensei em um plano de poder ficar mais tempo e mais perto de Sora. Olhei para Grey no sofá, seus olhos castanhos me encararam rapidamente e desviou o olhar. ─ Grey... Preciso de um favor seu.

Notas finais
E aí, o que acharam? Gostaram da luta no final? O que será esse favor que Rei vai pedir do irmão? O que será que está por vim? Fiquem ligados em mais um..... a qual é kkk, nem eu sei direito o que vai haver kkk. Deixa a historia fluir. Enfim galerinha, estou nas reservas de energia aqui, então bjus, obrigada por lerem, comentem e boa noite e etc. FLW, VLW o/