Lightning Hunter

12 Capitulo 12


Notas iniciais
Ai gambada, voltei kkkkkk. Tirei a preguiça de mim. Virei vagabunda na faculdade, férias quero férias hushauhsua. Enfim tá ai mais um cap de Lightning Hunter, espero que gostem, este capitulo não tem tanta ação, mas tá picante >.< kkkkkk. Deem uma lida ai, comentem e podem reclamar a vontade que eu demorei para postar cap novo. Mas não se preocupem eu vou postar um outro ainda essa semana. era para ser só um capitulo, só que não consegui terminar tudo em um dia e sem dizer que iria ser um capitulo enormeeeee. Por fim peço desculpas e apreciem a leitura. ah e se tiver algum erro de gramática deem um desconto, passei o dia escrevendo e tentando evitar meus irmão, que consegui terminar só agora, e minha vista e costas estão doendo demais para ler tudo de novo e bla-bla-bla kkkkkkkkkk. Bem, boa leitura meu caro(a) amigo(a)

Lentamente abri os olhos, e o máximo que consegui ver foi um teto branco embaçado. Olhei para o lado e vi alguém deitado. Pisquei repetidamente até que minha vista ficou limpa e consegui identificar onde estava. Olhei para o meu braço que estava preso a um soro e suspirei. Nada melhor que um hospital.

Virei e reconheci Rei deitada ao meu lado, ela estava dormindo. Quem diabos nos trouxe para o hospital? Escutei um barulho vindo da porta que indicava ser um banheiro, e o irmão de Rei saiu de lá. Estava com roupas decentes agora, seu cabelo vermelho estava penteado de lado e levemente bagunçado. Olhou para mim e deu um sorriso de canto.

─ Finalmente acordou! ─ Disse se aproximando da minha cama.

─ Como.... vim parar aqui? ─ Perguntei, minha voz estava rouca e minha garganta estava seca.

─ Bem... quando você apagou, Rei ficou muito preocupada, por que você foi a que sofreu mais danos. Ela também não estava bem a minha vista. Então perguntei se não seria melhor leva-las para o hospital. E ela disse que tinha uma médica que era confiável, ela me deu o nome dela e eu trouxe vocês para cá.

─ Humm... ─ Fechei os olhos e respirei devagar, meu peito rangeu e eu relaxei. ─ Quanto .... tempo?

─ Quanto tempo estão aqui? Um dia e meio ─ Respondeu olhando para o relógio de punho.

─ Rei... ela?

─ Ela está bem, bem melhor que você pelo menos. Estava acordada a pouco tempo, mas ai o remédio fez efeito e ela voltou a dormir ─ Disse coçando a nuca. Olhou para mim meio sem graça e eu observei ele. ─ Sabe.... Eu não tive tempo de lhe agradecer por ter me salvado.

─ Não foi por você ─ Sussurrei e olhei para Rei atrás dele, ele se virou e deu um sorriso triste.

─ Mesmo assim. Muito obrigado ─ Disse se curvando, seu cabelo caiu na frente do seu rosto e eu me senti leve por um momento.

─ De nada ─ Falei colocando a mão na sua cabeça. Ele olhou para mim com os seus olhos castanhos e deu um sorriso feliz.

Ele puxou uma cadeira e se sentou ao meu lado, ligou a TV e ficou assistindo em silencio. Tentei me mexer e notei que eu estava mais quebrada do que eu pensava. Minhas pernas e costelas doíam, minha cabeça estava cortada e eu gemi baixinho. O irmão de Rei olhou para mim preocupado.

─ Quer que eu chame alguém?

─ Aham.

Ele apertou o botão da enfermeira e esperei. Dois minutos depois escutei a tranca da porta se abrindo e uma médica que eu conhecia bem entrou. Olhou para mim e sorriu.

─ Acordou, hein? ─ Disse se aproximando e parando ao meu lado.

─ Yeah ─ Falei dando um sorriso para Anne.

─ Então como se sente? ─ Perguntou olhando para o soro ao lado da cama.

─ Um pouco dolorida.

─ Acho que o remédio parou de fazer efeito ─ Disse balançando os ombros. ─ Quer que eu lhe aplique o remédio novamente?

─ Espere um pouco ─ Anne levantou as sobrancelhas e olhou para o lado, o irmão de Rei se levantou da cadeira.

─ Se vocês quiserem conversar vou dar uma passeada lá fora ─ Disse coçando a cabeça.

─ Ok ─ Respondi. Anne puxou a cadeira e sentou ao meu lado.

─ Então... ─ Ela coçou a cabeça e esperou eu falar algo.

─ Obrigada, por ... você sabe ─Falei inclinando a cabeça na direção de Rei e do meu corpo. Anne deu um sorriso, seus olhos azuis ficaram gentis e ela tocou minha mão.

─ Esse é o meu trabalho. Sempre que precisar vou estar aqui. Só que eu queria que aparecesse para dar um oi e não para eu ter que cuidar de você novamente.

─ Desculpe por isso ─ Dei um riso e meu peito doeu. Ela tocou o meu ombro e eu relaxei. ─ Obrigada..... Eu queria lhe perguntar uma coisa.

─ Diga.

─ Foi aquele rapaz mesmo que nos trouxe aqui?

─ Sim, ele veio junto com ela ─ Disse inclinando a cabeça na direção de Rei. ─ Ela estava acordada quando trouxeram você. Ela estava bem machucada, mas estava mais preocupada com você.

─ Hummm. E como ela está? ─ Perguntei.

─ Bem, algumas costelas fraturadas, e alguns cortes. Minha maior preocupação era que o ferimento que ela teve na barriga se abrisse. Mas ainda bem que não abriu. ─ Disse Anne me olhando com os olhos azuis brilhantes.

─ Isso é bom ─ Sussurrei e fechei os olhos lentamente. Minha vista estava ficando cansada. ─ E eu?

─ Você é outro caso ─ Cruzou os braços e relaxou na cadeira, balançou a cabeça e deu um suspiro cansado ─ Suas costelas, todas só para avisar, estavam fraturadas. Havia sangue coagulado na sua cabeça, cortes por toda a parte. E bem a sua perna direita, estava com uma aparência nem um pouco bonita.

─ Muito feia assim? ─ Perguntei tentando olhar para minha perna.

─ Um pouco. Você deveria tomar mais cuidado com o seu corpo. Ferimentos assim, não vão ser bons quando estiver mais velha ─ Anne me olhou preocupada e com um pouco de raiva.

─ Ok. Prometo que não vou me machucar serio ─ Falei colocando a mão no peito.

─ Ótimo ─ Disse ficando de pé. ─ Vou lhe aplicar o remédio para dor, você precisa descansar.

─ Tudo bem ─ Fechei os olhos e escutei a porta se abrindo.

─ Voltei ─ escutei a voz do irmão de Rei, pisquei para ter certeza e ele se sentou ao meu lado.

Anne voltou um minuto depois, aplicou o remédio em mim e eu adormeci. Quando acordei novamente era tarde da noite, o irmão de Rei estava dormindo na cadeira, olhei mais adiante e encontrei dois pares de olhos castanhos me encarando.

─Oi ─ Disse Rei me dando um sorriso, sua voz estava rouca.

─ Oi ─ Respondi de volta. Olhei para o corpo dela, que estava pálido sobre a cama e engoli em seco. ─ Como se sente?

─ Bem, eu acho ─ Sorriu e me deu um olhar indecifrável. ─ Fiquei preocupada.

─ Fiquei sabendo ─ Falei e olhei para o teto e depois para o rapaz dormindo na cadeira. ─ Falando nisso, qual o nome do seu irmão?

─ Grey ─ Respondeu olhando para o rapaz também. ─ Ele consegue se comunicar com qualquer máquina.

─ Humm. ─ Fechei os olhos e respirei devagar. ─ Bem, vocês deveriam ter usado o poder dele para roubarem uma maquina de jogos.

─ Na época, éramos novos. Tínhamos medo de sermos presos ─ Rei disse, olhou para mim e deu um sorriso de canto, totalmente sarcástico. ─ Agora, eu acho que nós podemos roubar os bancos sem problemas.

─ Quero ver ─ Dei um sorriso para ela e fechei os olhos.

Ficamos sem falar nada por um tempo e antes que eu percebesse já tinha caído no sono novamente.

A semana se passou rapidamente. Meus ferimentos estavam melhores, porém minhas costelas e perna doíam um pouco ainda. Felizmente avisei a escola que tinha sofrido um acidente e que ficaria ausente por um tempo, a diretora apenas disse que eu acabaria reprovando de ano por causa das faltas e ficou dando sermões, e parou apenas quando falei que iria pagar uma certa quantia para o colégio. Então, tudo tinha ficado bem. Os professores iriam fazer um simulado para compensar as provas que eu tinha perdido. Esse era o sistema de escola de ricos, desde que você tenha dinheiro, nada importava. Chegava até da raiva.

Avisei Dana e o resto do pessoal também. Eles desejaram melhoras e alguns deles queriam me visitar, mas consegui me livrar disso. Anne cuidou de mim e de Rei tão bem quanto da primeira vez. Quando deu uma semana, pedi que ela contasse quanto tinha dado as despesas e infelizmente tinha dado mais do que da ultima vez.

Chamei um taxi e nos três fomos para casa. O Senhor Filips abriu a boca para falar alguma coisa quando entramos no prédio, deu um aceno com a mão e entramos no elevador. Subimos em silêncio e entramos no corredor, logo em seguida, destranquei a porta e respirei o ar da casa.

─ Lar doce lar ─ Sussurrei dando um sorriso de canto e entrando em casa. Fui até a geladeira e vi que estava tudo da mesma forma, nada podre ou vencido. Sentei no sofá devagar e Grey se sentou ao meu lado. Rei pegou uma caixinha de suco e trouxe copos. Sentou do meu outro lado, seu ombro tocou o meu e eu olhei para os seus olhos, deu uma piscada para mim e eu revirei os olhos.

Liguei a TV enquanto Rei colocava o suco nos copos. Passei de canal até que achei o que estava passando o jornal do meio dia. O detetive Bornes estava dando entrevista na delegacia, passou a mãos no cabelo e eu aumentei o volume.

“ Então Detetive o que você tem a dizer sobre a serie de mortes que houveram durante este mês?” perguntou a repórter.

“O que eu tenho a dizer, é que eu acho isso péssimo é claro. Tanto a guerra que tivemos semanas atrás tanto quanto o que aconteceu semana passada no prédio de distribuição de peças de automóveis, são casos do qual ainda não achamos um devido culpado”, percebi a frustação na sua voz.

“Mas vocês possuem algumas provas ou algum meio para tentar localizar um culpado?”

“Sim, claro. Não sabemos ao certo se foi uma gangue ou quadrilha que cometeram tal atrocidade, mas o que posso dizer é que a maioria das mortes são parecidas”.

“Parecidas?”, disse a repórter um pouco confusa e curiosa.

“Bem, os cortes e o jeito que as pessoas morreram são semelhantes. Parada cardíaca, cortes profundos, talvez feitos por uma espada, e entre outros”, respondeu acenando com a mão. Olhei para Rei e ela levantou a sobrancelha.

“Outra pergunta Detetive. O Sr. Acha que ter Agentes da OAPA, estão ajudando na segurança? Porque pelo o que a população tem visto, não tem ajudado muito na questão da proteção da cidade contra ataques de gangues ou criminosos”.

─ Uiii. Essa pergunta foi tensa ─ Disse Grey ao meu lado. Bornes fez uma carinha de raiva e tristeza, coçou a nuca rapidamente e respondeu.

“ Na verdade eles tem ajudado sim. Claro, não ajudam diretamente ao combate ao crime, até porque são estudantes. Mas estão auxiliando em vários quesitos a policia de Skillity..... Skillcity...

─ Haha, até ele chama a cidade assim ─ Disse Rei rindo ao meu lado, dei um sorriso com aquilo e voltei a prestar atenção na reportagem.

“Por exemplo, semanas atrás nos traçamos um plano para capturar Lightning Hunter, porém, tivemos alguns problemas e não conseguimos detê-la. Mas garanto a você e a população da cidade, que os Agentes estão fazendo um bom trabalho.”

“Obrigada Detetive.....”

─ Bem, parece que esse Detetive é determinado ─ Disse Grey se levantando e bebendo o resto de suco do copo.

─ Ele tentou te capturar? ─ Perguntou Rei me olhando.

─ Aham, foi na mesma noite do incêndio no prédio. Eles me atacaram com explosivos de luz, som e explosivos ─ Repeti dando um sorriso no final.

─ Entendo. Mas você conseguiu fugir, como sempre ─ Disse ela dando um tapinha de leve na minha mão.

─ Pois é ─ Concordei dando de ombros. Lembrei de como escapei de Ice e da policia, e fiquei pensando até quando a minha sorte iria durar. Grey pegou os nossos copos e foi para a pia. Olhei para Rei ao meu lado e ela me encarou.

─ Que foi?

─ Nada ─ Respondi rapidamente e olhei para a TV.

Coloque em um filme e ficamos assistindo. Grey quase nem piscava em frente a TV, eu estava pensando em como agir quando voltasse para a escola e para o trabalho, e Rei estava parecendo inquieta ao meu lado. Observei ela de canto e a vi mordendo a boca, suas mãos estavam sobre as suas pernas. Abri minha boca para perguntar se ela estava bem e de repente ela se encostou em mim.

Colocou sua cabeça no meu ombro e eu fiquei estática. Ela ficou mais estática ainda. Engoli em seco e cocei o meu nariz lentamente. Grey deu um olhar rápido de mim para ela e levantou uma das sobrancelhas. Quase pude escutar o meu coração batendo mais forte e eu me forcei a ficar calma, alias aquilo era ridículo. Eu já a tinha beijado duas vezes, não tinha motivos para ficar daquele jeito. Suspirei e tentei voltar a atenção para o filme. Rei continuou ali pelo resto do filme inteiro. De vez em quando eu olhava para o seu rosto, e quando ela notava que eu estava a olhando, virava o rosto para o lado e a sua bochecha ficava levemente corada. O que eu achava lindo por acaso, ou era apenas contraste com a cor dos seus cabelos.

─ Bem, eu tenho uma coisa a dizer para vocês duas ─ Disse Grey quando os créditos do filme começaram a passar na tela da Tv. Nós duas olhamos na direção dele com as sobrancelhas levantadas. ─ Durante a estadia de vocês no hospital, eu fiquei procurando um emprego.

─ Um emprego? ─ Disse Rei confusa.

─ É um emprego ─ Confirmou e deu um olhar sarcástico para ela ─ Ou quer que eu me junte a vida criminosa de vocês?

─ Não ─ Falei rapidamente, Rei olhou para mim ainda confusa. Ignorei-a e olhei para Grey ─ Então, achou algum?

─ É por isso que você sumia as vezes do hospital? ─ Perguntou Rei.

─ Yeah. E sim, eu achei um. Um que serve perfeitamente para a minha habilidade com as maquinas. Não oferece um salário tão bom, mas acho que dá para alugar um apartamento ─ Disse coçando a cabeça.

─ Espere, o quê? Malnos reencontramos e você já quer ir embora? ─ Rei ficou de pé rapidamente. ─ Você não pode fazer isso!

─ E porque não? O trabalho é ótimo, vou poder me sustentar e sem dizer que eu acho que Sora não vai querer um inquilino inútil na casa dela.

Os dois olharam na minha direção, Grey pedindo para que eu o ajudasse e Rei implorando para eu o fazer desistir da ideia. Cruzei os braços e suspirei, não era que eu achava ruim que ele morasse com a gente, mas eu também entendi o motivos dele de sair por ai e descobrir e recuperar o que ele perdeu do mundo. Como também entendia o lado de Rei, se separar assim de um parente por tanto tempo, e quando o reencontra não pode ficar muito tempo com ele, era uma coisa que eu mesma já tinha sofrido.

Para resumir, meu pai uma vez ficou fora por uma semana, e durante isso eu passei por poucas e boas na rua, apanhei de outras gangues e passei fome, não tinha os meus poderes ainda, e os agentes do meu pai não eram exatamente exemplares em cuidarem de crianças. Quando ele voltou ficou por cerca de um dia e não tinha notado nada de diferente. E assim eu sofri por mais outros dias, quando Carlos, o melhor amigo de meu pai notou que algo estava errado e meu pai puniu todos.

─ Eu entendo o lado de vocês, mas Rei, se Grey quer sair e conhecer o mundo, quem sou eu ou você para impedi-lo? Ele perdeu muito tempo preso e sendo maltratado. Eu acho uma boa ideia ele interagir com outras pessoas e passar a ser mais responsável ─ Falei calmamente, Rei fez uma cara emburrada e Grey deu um sorriso de canto. ─ Onde que é o seu trabalho? E quanto ganha?

─ Uma loja de equipamentos de eletrônicos, ganhas uns 2.500 S’s.

─ O quê?!!!! Você ganha mais do dobro que eu ─ Exclamei ficando de pé.

─ Pois é ─ Disse coçou a cabeça sem graça. Rei deu um sorriso e bateu no meu ombro.

─ Bem feito.

─ Ai eu conversei com o Sr. Filips se ele conhecia algum lugar com um preço bom. Ele me indicou um e o preço foi acessível. 1.400 S’s, um apartamento duas ruas depois da padaria ─ Disse ele dando um sorriso ainda maior.

─ Então tá ótimo ─ Concordei me sentando no sofá.

─ Por mim também ─ Disse Rei se sentando ao meu lado, olhei para ela surpresa pela rápida mudança. ─ Afinal fica á 6 ruas daqui, não é longe.

─ Então! ─ Disse ele dando um sorriso ainda maior depois que a irmão aprovou.

─ Grey, tem uma coisa que vem me incomodando por uns dias ─ Falei coçando a minha nuca. Os dois olharam para mim sérios e eu cocei meu queixo. ─ Onde será que está Rider? Ele já não deveria ter mostrado as garras depois de termos literalmente destruído o lugar?

─ Eu tenho pensado nisso também ─ Rei disse, senti o seu ombro encostando ao meu e me mantive quieta.

─ Quando vocês me resgataram, eu tinha ouvido um dos capangas falando que ele estava em uma viagem para o exterior, mas fazia alguns dias. Daí eu não sei ao certo, mas ele pode ter ido para a sua outra base que fica no país vizinho, visto que perdeu tudo aqui, ou ele pode estar aqui esperando a chance para nós atacarmos.

─ Humm.

─ Mas vamos esperar que ele esteja no país vizinho na melhor das hipóteses ─ Disse ele cruzando os braços.

─ Concordo ─ Rei e eu falamos ao mesmo tempo.

─ Então é só isso mesmo? ─ Grey juntou as mãos e olhou esperançoso na nossa direção, o que fez nós duas levantarmos as sobrancelhas.

─ Eu acho...

─ Otimo, pois hoje é o meu primeiro dia de trabalho ─ Disse dando um pulinho alegre.

─ Mas já? ─ Disse Rei surpresa. ─ Mal tive tempo de me preparar psicologicamente.

─ Foi mal irmã. Mas hoje é terça-feira, fiz a entrevista ontem quando estavam dormindo ─ E alias estou louco para que vocês vejam o meu uniforme.

Saiu correndo para o quarto, Rei e eu nos entreolhamos, e relaxei sobre o sofá. Esperamos ele se arrumar e demorou cerca de 10 minutos.

─ Prontas? – Perguntou.

─Aham ─ Respondemos. E ele entrou na sala. Estava vestindo uma calça preta jeans, e uma camisa social branca com o símbolo da empresa no peito esquerdo, sapatos pretos e o cabelo vermelho penteado para o lado de forma organizada. Ele estava parecendo um amolfadinha rebelde.

─ Tá ótimo ─ Disse Rei ao meu lado com os olhos brilhando de alegria, fiz um ok com o polegar e me segurei para não rir alto. Grey deu um sorriso e tirou um celular do bolso. ─ Comprou?

─ Nada. A empresa dá aos funcionários ─ Disse jogando para Rei, ela o olhou e anotou o numero do seu celular, passou para mim e eu anotei o meu também.

─ Já tem o número, qualquer coisa é só ligar ─ Falei, pegou o celular e meteu no bolso da calça.

─ Vou indo então, volto as 7 horas ─ Disse acenando, olhamos ele saindo da sala e fechou a porta.

─ Isso foi....

─ Inesperado ─ Continuou Rei, apoiou-se no meu ombro novamente e suspirou. Olhei para ela de canto e cocei o meu nariz discretamente. Ela olhou para mim e desviou o olhar rapidamente. Ela tinha feito de propósito.

─ Rei ─ Falei olhando para o seu rosto.

─ Humm? ─ Olhou para o chão.

─ Rei ─ Chamei novamente e a fiz olhar para mim, nossos olhos se cruzaram e eu beijei os seu lábios. Passei minha perna por sobre as suas e fiquei sentada no seu colo, ela ficou surpresa por um momento e segurei a sua cabeça, sua boca tinha um gosto tão bom, envolvi os seus cabelos vermelhos em minhas mãos e desci até a sua orelha. Beijei o seu pescoço e mordi a sua orelha. ─ Pare de me provocar.

Me olhou surpresa e sorriu de canto, suas mãos tocaram minha costas e a porta se abriu.

─ Eu esqueci um documen..... ─ Olhei para Grey e sai de cima de Rei devagar. Ele ficou sem jeito e coçou a cabeça. ─ Desculpe, eu ... hã... esqueci... de pegar um documento.

─ Sem problemas ─ Falei acenando para ele seguir em frente. Ele passou pela sala rapidamente, ajeitei minha camisa e fui para a geladeira. Olhei para Rei que estava corada e sorri, peguei um pouco de água e dei um longo gole. Meu corpo estava pegando fogo e eu estava com uma sede desgraçada.

─ Achei ─ Grey entrou na sala e ficou levemente corado. ─ Vou indo, até mais tarde.

─ Até ─Falei. Coloquei um pouco de água em um copo para Rei e parei a sua frente. Ela levantou as sobrancelhas e aceitou a água, bebeu tão rápido quanto eu. Passei a mão na nuca, olhei as horas no relógio da parede e suspirei. Estava na hora de ir para o trabalho, fazia dias que eu não ia. ─ Acho que vou me arrumar para ir ao trabalho.

─ Ok ─ Disse baixinho, dei um sorriso de canto para ela e fui para o quarto. Tomei um rápido banho e troquei de roupas. Vesti uma camisa vermelha de manga cumprida, calça jeans e um tênis vermelho. Penteei os cabelos de lado e passei um pouco de perfume, meti o celular no bolso da calça e sai do quarto. Rei ainda estava no sofá, porem o rosto já não estava mais corado. Olhou para mim e deu um sorriso tímido. Aproximei-me dela e coloquei minha mão sobre a sua cabeça, baguncei os seus cabelos mais ainda e sorri.

─ Voltou logo que acabar lá, ok? ─ Digo olhando para a sua cabeça vermelha. Ela fez que sim com a cabeça. ─ Tranque a porta se for sair e qualquer coisa ligue.

─ Tá.

Saí de casa e fui até o restaurante. Nada parecia ter mudado nas lojas ou nas ruas enquanto estava no hospital. Tudo o mesmo. Caminhei calmamente pela calçada até que cheguei ao restaurante e abri a porta.

Entrei na recepção e vi Minna olhando para mim. Deu um ok com o polegar e eu me aproximei.

─ Como vai Minna?

─ Bem, e você ? está melhor? ─ Perguntou olhando para o meu corpo.

─ Sim, minhas costelas doem um pouco, mas está tudo bem ─ Falei me apoiando no balcão. ─ Então Minna, eu queria saber se ainda vai me querer trabalhando aqui, porque vamos ser honestas. Eu falto, mas do que trabalho.

─ Eu percebi isso ─ Disse dando um sorriso rápido. ─Bem, eu não queria a demitir, mas também a situação fica difícil para mim se continuar desse jeito.

─ Eu entendo ─ Concordei.

─ Mas eu estava pensando, em lhe pagar por horas. Que acha? 5 S’s? ─ Perguntou olhando para mim.

─ É, pode ser ─ Falei coçando a cabeça. Cloe me deu um sorriso quando saiu da cozinha, trazia uma bandeja com lasanha. Acenei para Minna e fui para a cozinha. Logan abriu um enorme sorriso e veio na minha direção, levantei as mãos, impedindo-o de me abraçar.

─ Mas que surpresa! Minha colega de trabalho veio para o trabalho! ─ Disse.

─ Pois não é? ─ Falei dando de ombros. Peguei o meu avental na parede e o vesti, prendi os cabelos em um rabo de cavalo, coloquei a toca e o chapéu por cima. ─ Como foi na ultima semana?

─ Foi ótima, claro tirando a parte de eu ser explorado aqui na cozinha, foi uma maravilha ─ Disse mexendo alegremente em uma panela com alho.

─ Foi, é? Conte-me o porque de estar tão feliz ─ Falei pegando a lista de pedidos no balcão. Decorei os pedidos e fui para a pia lavar as mãos.

─ Eu arranjei uma namorada ─ Disse ele com um sorriso enorme.

─ O quê? ─ Parei de lavar as mãos e olhei para ele surpresa.

─ É verdade ─ Disse Cloe entrando na cozinha com a bandeja cheia de copos sujos.

─ E como ela é?

─ Bonita, simpática e...

─ Mais nova do que ele ─ Cloe cortou ele, olha dela para ele, e levantei minhas sobrancelhas.

─ Quantos anos, Logan?

─ Três? ─ Disse contando nos dedos e dando um olhar que eu não soube decifrar.

─ Bem, isso é inesperado – Falei coçando a nuca. ─ Os pais dela...

─ Moram no exterior ─ Respondeu ele dando de ombros. ─ Eu sei, eu sei ─ Disse levantando as mãos quando eu já ia abrir a boca para falar algo. ─ Mas eu não vou fazer nada de errado com ela, qual é... até parece que não me conhecem.

─ Isso é verdade, até porque se fizer a Sora te quebra ─ Disse Cloe dando um olhar malvado para ele.

─ Eu? ─ Falei sem entender.

─ Mudando de assunto, como está Sora? Você não tinha sofrido uma acidente semana passada? ─ Disse Lucy de repente entrando na cozinha.

─ Oi Lucy ─ Cumprimentei ela e dei um sorriso de canto. ─ Estou bem sim. Nada grave.

─ Otimo ─ Disse ela pegando refrigerante na geladeira. ─ Mas me surpreende que Minna não tenha lhe demitido.

─ É, mas ela vai me pagar por hora, já que tem dias que não dá para vim sempre ─ Comentei começando a cortar a verdura sobre a tabua de vidro.

─ Por que você se machuca tanto? É azar ou tem uma via secreta? ─ Perguntou Cloe olhando diretamente para os meus olhos. Dei um sorriso de canto e balancei os ombros.

─ Quem sabe ─ Logan balançou a cabeça e Cloe fez uma carinha brava. ─ E você, como tem passado?

─ Bem, Dana e eu temos saído mais ─ Disse ficando um pouco corada, soltei uma riso e baguncei os seus cabelos.

─ Isso é ótimo ─ Olhei para Lucy e ela levantou a sobrancelhas.

─ Quê? ─ Disse rapidamente, colocou um copo sobre o balcão e cruzou os braços. ─ Nem pensar que vou te falar da minha vida pessoal.

─ Eu não falei nada ─ Levantei as mãos para cima. Os outros sorriram daquilo e eu sorri também.

─ Conversa está boa aí? ─ Nós viramos e vimos Minna de braço cruzados olhando para nós.

─ Desculpe, já estamos voltando ao trabalho─ Disse Cloe pegando sua bandeja e saindo da cozinha, Lucy a seguiu. Minna a seguiu com os olhos e deu um sorriso sincero. Balancei a cabeça e me concentrei na comida.

Preparei dezenas de pratos junto com Logan. Pedi a minha pausa e tirei o meu avental, lavei o rosto no banheiro e fui dar uma olhada em como estava o movimento nas mesas. E senti o meu corpo parar de funcionar por um momento quando vi duas pessoas que eu não esperava ver novamente. Na mesa do fundo estava James, com uma camisa vermelha listrada, jeans e um par de óculos escuros no rosto. Olhei para o outro lado e vi a mulher de óculos de armação prateada, a mesma avaliadora dos testes para a OAPA, a mesma que tinha dito que eu tinha muita capacidade. James levantou a sobrancelhas e acenou para eu me aproximar, Cloe acenou para ele quando passou ao meu lado.

─ Deixa que eu vou Cloe ─ Falei, ela parou e olhou para mim, acenei com a mão e fui até a mesa dele. Parei a sua frente e ele tirou os óculos escuros, seus olhos pretos demonstravam alegria ao me ver. Engoli em seco e cruzei os braços. ─Pensei que nossa divida estivesse paga.

─ E está, apenas vim conhecer esse restaurante que tanto comentaram ─ Disse cruzando as pernas e dando um sorriso cínico.

─ Fale logo o que você quer ─ Encarei ele seria e tive q me controlar para não ficar com os olhos azuis.

─ Ah, eu não sabia que seus olhos eram cinzas ─ Disse olhando bem pra o meu rosto. Cerrei as sobrancelhas e ele balançou a mão. ─ Calma, calma. Vim aqui para lhe propor um trabalho.

─ Não quero ─ Cortei-o. ─ Diga logo o que vai querer para comer.

─ Vamos lá Sora. Vou lhe pagar 10 mil S’s ─ Esperei ele terminar. ─ Você só tem que capturar um cara para mim.

─ E você não pediu aos seus capangas porque mesmo? ─ Falei baixinho, olhei em volta e vi Cloe e a mulher me observando.

─ Eles não são muito confiáveis para trabalhos assim ─ Disse colocando a mão no queixo.

─ Sei, trabalhos que envolvem dinheiro ─ Deixei os meus braços caírem ao meu lado e suspirei. Tirei o celular da minha calça e liguei o bluetooth. ─ Passe os dados.

─ Ok ─ Tirou o seu celular da calça e mexeu rapidamente, aceitei os dados e os abri.

─ Agora eu entendo porque quer que eu faça isso ─ Olhei para os números que o cara tinha roubado, 2.500.000 S’s. Nome Adam, tinha o poder de ficar invisível, era careca e alto. Não era muito difícil.

─ Ele vai usar o dinheiro para trocar com alguma coisa, a troca vai acontecer em uma boate, está nos dados ─ Disse ele colocando o celular no bolso. ─ Agora, eu ou querer um prato de lasanha e um refrigerante de laranja.

─ Certo ─ Dei um olhar desconfiado para ele e me afastei. Fui para a cozinha e dei o pedido para Logan preparar porque se eu o fizesse provavelmente eu iria por muita pimenta, já que não tinha veneno.

─ Seu amigo? ─ Disse Cloe entrando para pegar um pedido que já estava pronto.

─ Não ─ Respondi brevemente, Logan e ela se entreolharam. Peguei um pedido e li em voz alta. ─ Sopa de legumes? Quem pede isso uma hora dessas?

─ Foi uma mulher de óculos ─ Respondeu Cloe dando de ombros.

─ Hummm.

Preparei o pedido da mulher e Lucy foi entregar para ela. 5 minutos depois Cloe entrou na cozinha, Logan e eu olhamos para ela.

─ Sora, a mulher da sopa quer falar com você.

─ Comigo? ─ Perguntei, ela fez que sim, dei um suspiro e lavei minhas mãos. Saí da cozinha e fui até ela. Ela me deu um sorriso, mas eu não consegui ver os seus olhos por tras dos óculos. ─ Queria falar comigo?

─ Você que preparou a sopa?

─ Sim, algo de errado?

─ Não, tá ótima ─ Disse dando um sorriso, troquei o peso do corpo para outra perna e dei um sorriso falso.

─ Obrigada.

─ Mas não era isso que eu queria conversar com você ─ Acenou para eu me sentar a mesa e eu fiz que não com a cabeça. ─ Tudo bem. Você é a Sora Akibara, certo?

─ Aham ─ Engoli em seco. Oh deuses o que ela queira comigo?

Você se lembra que eu disse que você tinha uma grande capacidade? ─ Fiz que sim com a cabeça. ─ Pois bem, ouvi alguns boatos de que você é muito boa em luta corpo a corpo. E percebi que de certa forma eu estava certa. Eu estava pensando.... você acha que serviria para trabalhar para mim na OAPA?

Dei um sorriso e balancei a cabeça. Só o que faltava, primeiro foi o James e agora isso. Cocei meu braço direito levemente e suspirei.

─ Ah não, obrigada.

─ E porque não? ─ Perguntou me observando. Porque eu sou aquela que vocês procuram?

─ Olhe em volta, meu trabalho é aqui ─ Falei abrindo minhas mãos e acenando em volta. Espero que isso funcione. ─ Eu sei lutar, mas não é nada surpreendente. Quando você vive nas ruas aprende uns truques aqui e outros lá, mas nada que deva levar muito crédito.

─ Entendo ─ Disse abaixando os olhos, consegui ver os seus olhos verdes brilhando intensamente, e engoli em seco. ─ Bem, se é assim que pensa, vou aceitar. Obrigada por tudo.

─ De nada ─ Respondi e me afastei rapidamente, voltei para a cozinha e suspirei. ─ Eita dia escroto.

Depois disso nada aconteceu, me despedi do pessoal e voltei para casa. Rei estava cozinhando alguma coisa que cheirou muito bem quando entrei.

─ Como foi o seu dia? ─ Perguntou tirando os olhos do molho na panela.

─ Escroto ─ Respondi, cocei a cabeça e fui para o quarto. ─ Vou tomar um banho.

Tirei minhas roupas, tomei um bom banho, tirei o cheiro de comida do cabelo e vesti uma regata cinza e um short preto, sequei os cabelos e amarrei-os em um coque. Fui para a cozinha e vi que a comida estava servida. Eu não tinha ideia do que era aquilo, mas cheirava ótimo.

─ Que é isso? ─ Perguntei puxando a cadeira e sentando.

─ Eu vi em uma revista de culinária, não sei pronunciar o nome ─ Pegou a revista e me entregou, estava em Chinês o nome do prato, mas os ingredientes estavam em inglês.

─ É eu também não ─ Sorri e me servi, coloquei um pouco na boca e a comida literalmente tinha derretido na minha boca de tão gostosa que era. ─ Nossa, isso tá muito bom!

─ Né? ─ Disse colocando na boca também. Escutei alguém se aproximando e a porta abriu.

─Opa, parece que cheguei bem na hora ─ Disse Grey sorrindo. ─ Dá para sentir o cheiro lá do corredor.

Rei serviu ele e comemos todos felizes, comida boa tinha o poder de fazer isso com qualquer um. Quando terminamos estávamos mal respirando, Grey se ofereceu para lavar a louça e eu sentei no sofá, Rei fez o mesmo. Estava passando uma novela que não era lá essas coisas. Na verdade eu não estava nem prestando atenção. Estava pensando sobre a missão que James tinha me passado. Quando Grey finalmente terminou de limpar a louça, foi tomar o seu banho para ir dormir, estava exausto.

─ Vamos, diga logo o que está pensando ─ Disse Rei de repente ao meu lado. Olhei para ela sem entender e ela cruzou os braços. Suspirei pesadamente, parecia que ela estava aprendendo a me ler.

─ Recebi uma missão para cumprir hoje ─ Falei.

─ Uma missão?

─ É, eu nunca disse o porque de eu cometer crimes falei? ─ Ela negou, coloquei minhas mãos sobre as pernas e limpei a garganta. ─ Bem, para resumir meu pai era um gangster, ele se meteu com uns caras e acabou devendo muito a eles, ai quando ele morreu as dividas dele passaram para mim, mas antes disso ele usou todo o dinheiro que tínhamos para me colocar na High School.

─ Ah, por isso que estuda lá? ─ Disse surpresa. ─ Eu pensava que tinha usado o dinheiro roubado do banco.

─ Não ─ Confirmei rindo ─ Todas essas coisas que eu fiz, ter roubado um banco, ter ido para a guerra e etc. foi por causa dessas minha dividas, eu cumpro as missões que eles me dão.

─ Entendo. James é um deles?

─ É, mas já quitei minha divida com ele.

─ Então aceitou a missão porque?

─ Porque ele vai me dar 10 mil apenas para capturar um cara ─ Falei olhando para os olhos castanhos dela.

─ Hummm, e ele não tinha ninguém mais para fazer isso?

─ Não ─ Respondi brevemente, explicar tudo demoraria mais ainda.

─ Entendo. E quando vai ser? ─ Perguntou me observando com curiosidade, levantei uma sobrancelha e balancei com a cabeça.

─ Nem pense nisso ─ Falei rapidamente. ─ Você não vem comigo.

─ E porque não? Já lutamos juntas ─ Disse dando de ombros.

─ Porque não, não quero lhe meter nesses assuntos.

─ Foi mal, mas já estou envolvida mais do que eu queria com esses lances de gangsters — Disse cruzando os braços e fazendo uma cara de que não ia mudar de ideia.

─ Ok ─ Entreguei o celular para ela e começou a ler as informações. A troca ocorreria as 2 horas da manhã na boate Encanto. Era um nome um tanto peculiar para uma boate, mas o dono bota o nome que quer. Rei entregou o celular para mim e fez um ok com o polegar ─ Decorou?

─ Sim ─ Disse dando um sorriso satisfeito. ─ Essa missão vai ser uma moleza. E alias eu quero metade do pagamento.

─ Mas hein?

─ Isso que você ouviu ─ Disse fazendo bico. Suspirei e balancei a cabeça.

─ Fazer o quê? ─ Dei de ombros e fomos descansar um pouco antes de sairmos.

Quando deu 1 hora Rei e eu saímos de casa, estávamos vestindo roupas normais. Rei estava usando uma roupa um tanto quanto provocativa, mas que servia perfeitamente como um disfarce. Eu já estava com uma regata preta, uma camisa de manga cumprida azul escura aberta, calça jeans um pouco rasgadas. Paramos na fila que se formava na frente da boate, e demorou cerca de 15 minutos para entrarmos. A musica alta envolveu os meus ouvidos e eu tive que me concentrar para ignorar alguns ruídos, meus ouvidos eram sensíveis a muito barulho.

Rei e eu nos separamos para fazer o reconhecimento da área. Andei por entre as pessoas lentamente, peguei uma bebida no bar como disfarce e continuei observando, havia várias pessoas de diferentes estilos e com roupas estranhas, um tanto ousadas. Desviei de dois casais que estavam se pegando e notei que estava em um corredor, caminhei até o final do mesmo e não achei nenhuma saída de emergência.

─ E agora? ─ Olhei para o relógio no meu pulso, faltava 15 minutos para as 2 horas. Encarei a bebida no meu copo e suspirei, virei o copo e joguei-o no lixo. Beber não era minha praia, mas aquilo era muito ruim. Entrei novamente no salão e olhei em volta procurando por Rei, mas não consegui acha-la.

Um jovem se aproximou de mim e acenou com a cabeça para dançar junto com ele. Dei de ombros e fui dançar. Eu não sabia dançar muito, mas diferente de valsa e outras, dançar eletrônica era muito mais fácil. Acompanhei ele na dança e foi divertido, fazia tempos que eu não dançava. Olhei por cima dos ombros dele e ainda não vi Rei, foi então que senti alguém me puxando para trás pela camisa.

Virei rapidamente e dei de cara com um olhar serio de Rei. Ela me puxou para longe do rapaz, quando parou vi que ela estava irritada por alguma coisa e levantei minhas sobrancelha.

─ Se quer dançar, dance comigo ─ Disse para a minha surpresa. Então ela começou a dançar na minha frente. Olhei em volta rapidamente e percebi que algumas pessoas a estavam vendo dançar. Bem, eu não os culpava. Rei além de parecer que sabia dançar muito para a minha total surpresa, a sua roupa não estava ajudando, tornado a dança mais sensual do que eletrizante. Sentir um suor escorrendo pelas minhas costas e olhei para ela. Estava vestindo uma blusa de manga curta que ia até a metade da sua barriga, uma calça jeans rasgada nos joelhos e uma bota preta. A sua cicatriz não aparecia muito por causa da luz.

Me encarou e eu me senti presa naqueles olhos castanhos, que rapidamente cintilaram um vermelho. Coloquei minha mão na sua cintura e tentei acompanhar o seu ritmo. O que foi difícil, tanto que ela desacelerou.

─ Eu pensava que sabia dançar melhor ─ Gritou no meu ouvido.

─ Eu não sabia que sabia dançar ─ Gritei de volta. A musica mudou e me aproximei mais dela, estava ficando muito quente ali dentro, suor percorria pelo meu pescoço. Ela era linda, eu tinha que admitir, de um jeito selvagem, mas linda. Rei me deu um sorriso e eu puxei o seu corpo contra o meu, mudei a dança, conduzi para os meus passos e ela acompanhou sem problemas. Ela era demais. Olhei para a sua boca próxima ao meu rosto e me inclinei. Nossos lábios se entrelaçaram e meu peito deu um solavanco, segurei suas costas e a beijei mais rápido. E antes que eu percebesse eu tinha a pressionado contra a parede da boate. Meus lábios tocaram sua bochecha e depois o seu pescoço.

Não consegui escutar mais nada. A única coisa que eu via e sentia, era o toque dela em mim, meu coração batendo contra o seu e minha pele pegando fogo. Envolvi o seu cabelo em uma das minhas mãos e inclinei o seu pescoço para trás. Minha língua percorreu por sua garganta e suas mãos agarraram minhas costas. Trouxe os seus lábios para os meus novamente e lhe dei um longo beijo, quando afastei os nossos rostos, ela me deu um sorriso extremamente sexy e eu retribui.

A musica voltou a tamborilar em meus ouvidos e eu lembrei onde estávamos, olhei em volta rapidamente e vi algumas pessoas nos encarando, e pela cara delas tinham gostado do que tinham visto. Soltei Rei e afastei o seu corpo de mim lentamente, passei a mão pelos meus cabelos e ajeitei minha camisa, Rei fez o mesmo. Olhei para o relógio no meu braço e percebi que estava na hora.

─ Já são 2 horas ─ Comentei alto. Olhei para Rei que arrumava os cabelos ─ Encontrou algo?

─Aham, me siga ─ Disse segurando minha mão e entramos na multidão novamente. Desviamos de algumas pessoas e então vi uma escada que não tinha visto antes. Paramos na frente de um bar e eu olhei para onde levava a escada, foi então que vi um homem alto e careca surgindo no final da escada. ─ Vamos.

Rei me puxou e fomos para a escada. Subimos os degraus rapidamente e entramos em um corredor. Vi uma porta fechando e olhei para Rei.

─ Ele entrou nessa aqui ─ Apontei para a porta que tinha acabado de fechar.

─ Uhum ─ Concordou ─ Olhei para um cartão em sua mão livre, ela viu que eu estava olhando e disse ─ Cartão para a porta, é uma boate, mas pelos menos as cabines tem uma certa segurança.

─ Entendo. E quanto foi? ─ Perguntei olhando para o cartão.

─ Sei lá, eu só peguei de um cara ─ Disse dando de ombros, dei um sorriso para não cair na gargalhada.

─ Vamos logo terminar isso ─ Falei e Rei passou o cartão no decodificador, a porta abriu e eu levantei a sobrancelha. ─ Isso não era para ser seguro? ─ Sussurrei.

─ Era, mas vai saber ─ Sussurrou de volta dando de ombros. Empurrei a porta e escutei o barulho de alguém sacando uma arma, estalei o meu dedo e escutei algo caindo e Rei entrou no quarto, e dessa vez escutei uns leves abafos e tossis. Liguei a luz e olhei em volta. Dois homens de ternos caídos no chão, sangue escorria por seus ouvidos, e o outro que era Adam. Segurava nas mãos uma maleta prateada, totalmente desacordado.

Rei foi até ele e segurou a maleta, abriu-a e vi a quantidade de dinheiro dentro, parecia que tinha mesmo os 2.500.000 S’s ali. Ela me deu um sorriso e um olhar de como eu te disse antes.

─ Foi moleza.

─ É ─ Concordei cruzando os braços. Pegamos Adam, cada uma colocou o braço dele em torno do pescoço e eu levei a maleta. Descemos as escadas com cuidado e passamos pelas pessoas na pista, e algumas delas nós davam um olhar suspeito. ─ Com licença, meu amigo bebeu demais.... estou levando ele para casa.

Passamos pelos seguranças na porta e caminhamos até chegar em uma esquina, onde James estava nós esperando em um carro preto. Ele abriu a porta e acenou para entramos, colocamos Adam no banco e entregamos o dinheiro.

─ Quem é ela? ─ Perguntou olhando para Rei.

─ Uma ajudante ─ Respondi rapidamente.

─ Interessante ─ Disse e verificou a quantia do dinheiro. Quando terminou de contar, deu um sorriso e nos deu um bolo com 10 mil S’s. ─ Seu pagamento. Obrigado por fazer negócios Sora.

─ Ok ─ Falei puxando Rei para fora do carro e guardando o dinheiro no bolso da calça. Depois disso fomos para casa. Não falamos nada no meio do caminho. Destranquei a porta e vimos Grey dormindo no sofá, entramos de mansinho no quarto e eu fui tomar banho primeiro. Vesti uma calcinha e uma camisa branca folgada, escovei os dentes e me deitei na cama. Rei foi tomar o seu banho e 10 minutos depois saiu.

Não sei por qual motivo eu não tinha pegado no sono ainda. Olhei para Rei e me engasguei, sentei na cama rapidamente e tossi. Quando parei Rei ainda estava no mesmo lugar, encarei o seu corpo totalmente exposto, se não fosse pela calcinha e sutiã de rendas pretos, o que dava um contraste perfeito contra a sua pele branca. Sua cicatriz apareci perfeitamente, mas dava um toque ainda mais selvagem e sexy. Ela se aproximou de mim lentamente e eu engoli em seco, meu peito parecia que ia explodir.

Sentou no meu colo e eu encarei o seu corpo sobre o meu, seus olhos estavam brilhando intensamente, olhei para a sua tatuagem e tremi. Ela se inclinou e eu pude ter uma visão claro do seu corpo.

─Vamos terminar o que começamos ─ Sussurrou na minha orelha, um sorriso maligno surgiu em seu rosto e meu corpo se arrepiou.

Notas finais
E aí o que acharam? durante esse cap, eu acho que me perdi kkkk, faz tanto tempo que eu não escrevia, então cuidem de comentar esta bagaça u.u falem ai o que gostaram ou não, e claro deem suas suposiçoes a respeito do prox. capitulo. Só digo uma coisa vai ser emocionante. Fique de olho para a a continuação da cena picante e para as cenas de lutas e encontros inusitados!!! Bjus, VLW FLW o/