Lightning Hunter

11 Capitulo 11


Notas iniciais
Iaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii galera. Apareci shauhsau. Foi mal por não ter postada semana passada, só que o meu quarto estava em reforma e minhas coisas estavam encaixotadas e bla-bla-bla. Enfim ta ai mais um capitulo para vcs, recomendo que quando estiverem lendo escutem essa musica http://www.youtube.com/watch?v=UkgK8eUdpAo , ela me empolgou a escrever esse cap. E bem, caraaaaaa acho q por essa ninguem esperava. Leia e depois comente la em baixo o que achou do cap kkk. Sangue vai rolar!!!!!!!!!!!!!!!!

Olhei para o seu rosto ao lado do meu e me sentei na cama. Ela se sentou e ficou a minha frente, segurou suas mãos firmemente e notei que coisa boa não iria vir. Respirei devagar e olhei para os seus olhos castanhos que estavam olhando para as suas mãos. Esperei ela tomar coragem e ela abriu a boca.

─ Eu tenho uma missão ─ Disse baixinho, levantei minhas sobrancelhas e ela olhou para mim, senti-me sendo pega em seus olhos escuros. ─ Vou contar um pouco da minha historia, tudo bem?

─ Claro ─ Respondi colocando as mãos na cama e inclinando minha costa para trás. Para ela falar sobre a vida dela, aquilo era realmente importante. Olhei para a tatuagem no seu ombro e esperei.

─ Vou tentar ser breve ─ Disse mexendo os dedos das mãos, fiz que sim com a cabeça. ─ Bem, quando eu ganhei meus poderes um tempo atrás eu me meti em alguns problemas, como não conseguir controlar os poderes e acabei machucando algumas pessoas. Demorei um bom tempo para controla-lo e ver até onde era o meu limite. E bem... uma dessas pessoas que eu machuquei matou os meus pais. E eu e meu irmão ficamos sós no mundo.

─ Espera você tem um irmão? ─ Perguntei surpresa. Ela fez que sim e suspirou.

─ Meu irmão é um ano mais velho do que eu. Só que os poderes dele não são bons para combate e essas coisas. E no fim acabou que eu não pude protege-lo.

Engoli em seco e me sentei direito. Olhei para Rei que estava com um olhar sem expressão, fechou as mãos em punhos e lambeu os lábios.

─ Consegui vingar a morte dos nossos pais, porem no meio disso acabamos nos envolvendo com um gangster barra pesada. As nossas dividas foram aumentando e aumentando, até que um dia ele mandou capangas para nosso apartamento e por sorte consegui sair viva. Porem, meu irmão que me ajudou a escapar pela janela foi capturado por eles. E desde então eu nunca mais tinha ouvido falar dele.

─ Humm ─ Eu estava sem ideia do que dizer. Aquilo que eu estava ouvindo era totalmente inesperado e chocante.

─ Procurei ele por todas as partes da cidade e não achei nada. Até mesmo o gangster que nos caçou eu não achei. É como se eles apenas tivessem desaparecido da face da terra. Depois de um tempo eu parei de procurar, já havia me conformado. Mas uns dias atrás eu ouvi boatos de uma pessoa que estava presa e que tinha poderes semelhantes aos do meu irmão e mais tarde eu tive uma quase confirmação.

─ Serio? E o que estamos esperando? Levantei minhas mãos para ela e ela balançou a cabeça, deixei-as cair ao meu lado e ela olhou para mim. Seus olhos estavam tristes, engoli em seco e mordi minha boca.

─ Não é tão simples. Se fosse eu mesma já teria ido atrás ─ Disse dando de ombros. Respirou fundo e passou a mão pelo pescoço. ─ O problema é que descobri que um gangster Rider, tinha informações sobre ele.

─ Rider? Quem diabos é esse?

─ Rider é um dos gangsters mais psicopatas que eu conheço.

─ Se você conhecesse os que eu conheço, vai perceber que todos são ─ Falei colocando a mão no peito, ela deu um sorriso que rapidamente se desfez.

─ Fui ao encontro dele e bem... ele disse que me daria informações apenas se eu fizesse algumas coisas para ele.

─ Entendo ─ Cocei a nuca e ela levantou as sobrancelhas para mim. ─ Depois eu explico.

─ E as missões deles eram básicas no começo, como roubar um lugar, bater em um cara ou raptar alguém, essas coisas. Só que ele sempre me dava informações quebradas, como “ Ah, aquele cara que consegue se comunicar com as maquinas? Ouvi dizer que está vivo” ou “ ah, não tenho muita informação, mas ele tinha olhos castanhos iguais aos seus né?”. Esse tipo de coisa.

─ Entendo ─ Cruzei os braços e percebi que estava sem a camisa, cocei o meu nariz disfarçadamente

─ Então, ele me deu uma missão, eu tinha que matar uma pessoa que estava atrapalhando os seus negócios na cidade. Porque tinha dito que algo grande estava por vim e que não queria que aquilo acontecesse. Aquilo nunca fez sentido para mim.

─ E quem você tinha que matar? ─ Perguntei, ela fechou os olhos e respirou fundo, juntou suas mãos a sua frente e mordeu a boca.

─ Você ─ Respondeu olhando para baixo. Cerrei meus olhos e cocei minha nuca nervosamente. Não era uma coisa que eu duvidava muito, afinal ela tinha quase conseguido no dia da guerra.

─ Foi por isso que você apareceu naquele dia? ─ Ela fez que sim com a cabeça. Lambi os lábios e coloquei minhas mãos na cama. ─ E aqueles capangas que estavam lutando com os caras de preto eram do tal Rider?

─ Sim.

─ Isso é uma surpresa.

─ Pois é. Mas como pode ter percebido eu não consegui mata-la ─ Disse inclinando a cabeça para lado, seu cabelo vermelho caiu para o lado e eu olhei para sua tatuagem. ─ Você era totalmente diferente do que eu pensava. Não era metida, até mesmo cuidou de mim, curou minhas feridas, me deu um lugar para ficar temporariamente. Você foi gentil. E eu não consegui trai-la assim.

─ É não conseguiu ─ Falei segurando o lençol da cama com força, olhei para baixo. ─ E quanto ao seu irmão?

─ Bem, eu pretendo achar uma maneira de acha-lo.

─ Aquelas ligações era Rider pedindo para você completar sua missão? ─ Perguntei.

─ Sim, ele sabia que eu não tinha conseguido. E bem, quando notou que eu não iria cumprir, começou a nos observar ─ Levantei minhas sobrancelhas. Para alguém conseguir nos observar sem eu notar era porque realmente a coisa tava feia. ─ Eles tem infiltrados em vários lugares, por isso que eu disse que não era tão fácil assim.

─ Humm.

─ E bem, dias atrás quando você disse que tinha uma missão, eu fiquei desconfiada e a segui ate aquele prédio. E....

─ Espera, aqueles capangas de mascaras e o homem de pedra trabalhavam para ele? ─ Fiquei de pé rapidamente e encarei ela.

─ Aham. E felizmente você conseguiu escapar deles...

─ Foi por isso que me encontrei com você naquela hora? ─ Bem, que eu tinha suspeitado, ninguém em sã consciência andaria por ali aquele horário sem que tivesse algo em mente. Ela fez que sim com a cabeça e curvou o ombro, vi seu rosto fazendo um cara de dor e coloquei minha mão na cabeça. ─ Mais alguma coisa que eu não sei?

─ Acho que resumindo é isso. Eles não vão parar até estarmos mortas ou eu cumprir a missão ─ Disse olhando para mim. Senti meus olhos por um momento ficarem azuis e me sentei no chão rapidamente. Coloquei a mão no rosto e respirei fundo.

Ficamos em silencio por um bom tempo. Eu não tinha certeza do que sentir, se eu ficava com raiva ou triste pelo o que aconteceu com ela. Na verdade, eu não entendia por que estava chateada, no fundo eu sabia que ela queria me matar. Mas porque aquilo me incomodava tanto? Cocei meu braço direito e olhei para as minhas tatuagens, dei um suspiro que parecia que durou muito tempo e fiquei de pé. Parei a sua frente e ela olhou para mim.

─ Você quer salvar o seu irmão, certo? ─ Concordou e eu cruzei os braços. ─ Então nós vamos fazer isso.

─ Serio? Não está com raiva? ─ Perguntou preocupada, cocei minha cabeça e balancei os ombros. ─ Ainda não sei o que sentir. Mas acredito que tudo que fez foi para salva-lo.

─ Aham ─ Disse Baixando a cabeça.

─ Certo, vou pensar em algum plano e partiremos amanha de noite ─Falei pegando a camisa da escola do chão, dobrei-a rapidamente e fui até o armário. ─ seu braço fica bom até amanhã?

─ Sim, é uma coisa boa de se ter poderes. Nossos ferimentos se curam rápidos ─ Disse em voz estava baixa.

─ Bom. Suas roupas de combate estão boas? ─ Perguntei me virando e olhando para ela.

─ Não.

─ Ok, vou sair do trabalho mais cedo e vou ir comprar algumas roupas ─ Falei pegando uma camisa de manga preta e vestindo, tirei a saia e vesti uma calça jeans. Coloquei os tênis, meti o celular e o cartão no bolso da calça, joguei o meu cabelo para o lado e balancei a cabeça lentamente. ─ Ainda não almoçou, né?

─ Não.

─ Vou preparar alguma coisa antes de ir ─ Saí do quarto e fui até a cozinha, tirei os ingredientes para preparar arroz com carne ao molho, e comecei a cozinhar. Rei tomou um banho enquanto isso e veio se sentar a mesa quando terminei. Almoçamos em silencio. E foi muito esquisito. Eu precisava de um tempo para processar as informações. Lavei as louças rapidamente e saí para trabalho.

Ajudei na cozinha como sempre, servi algumas mesas porque estávamos lotados. Tanto que não tivemos tempo para conversar entre si. Mal tinha falado com Cloe e Logan estava muito ocupado no fogão. Mas foi até bom, pois me deu tempo de clarear as ideias. E percebi que eu não tinha a resposta para a pergunta de Rei. O que me sobrava agora era confiar nela e eu esperava que ela nunca me traísse. Até porque eu não saberia reagir em uma traição e sem dizer que de alguma forma eu nutria sentimentos fortes por ela. Porque se não fosse, eu não a teria beijado, certo?

Minna me deixou ir mais cedo e fui ao shopping. Comprei uma regata e calça preta, e uma jaqueta com capuz vermelho para Rei. Já a minha roupa tinha sido mais difícil achar, mas no fim consegui achar um sobretudo com capuz preto. Passei por uma loja de fantasias e resolvi dar uma olhada, havia fantasias de todas as formas. Percebi que Rei não tinha uma mascara. Olhei em volta e fui até um atendente, dei as especificações de como eu queria, e ele me mostrou uma que era preta. Do mesmo tipo que a minha e que não tinham vermelha.

Por volta das 22h eu voltei para casa, com varias sacolas em mãos. Rei estava assistindo Tv, olhou para as sacolas e sorriu. Entreguei as roupas para experimentar e tinham ficado boas.

─ Tem mais uma coisa ─ Falei tirando a mascara de uma sacola. Joguei para ela e ela olhou para aquilo, levantou as sobrancelhas e sorriu.

─ Serio? ─ Dei de ombros e ela colocou a mascara, encaixou perfeitamente no seu rosto e ela olhou para mim. ─ Então?

─ Ficou boa ─ Dei um ok para ela e fui para o quarto. Peguei minhas roupas de dormir e tirei minhas roupas. Fui para o banheiro e tomei um bom banho, vesti minha camisa branca de manga curta e fui para a cozinha, preparei um sanduiche para nós duas e depois formos dormir.

Não consegui dormir de noite novamente e acabei por levantar cedo da cama. Preparei o café da manha e o almoço de Rei, e fui me arrumar para o colégio, peguei minhas coisas e parti. A manhã tinha sido calma, Bea e Dana conversaram muito comigo e eu agi normalmente, apesar de elas terem comentado rapidamente sobre os mortos que acharam em um beco. Os que eu tinha matado na noite retrasada em meu ataque de raiva. Já a tarde fui para o trabalho e tudo correu bem.

Eu estava me sentindo um pouco cansada por não ter conseguido dormir ontem e ligeiramente agitada para o que iriamos fazer hoje. Me despedi do pessoal do restaurante e fui para casa, caminhei todo o caminho olhando para os lados e tentando parar de imaginar um homem de pedra saindo das sombras e me dando uma surra. E antes que eu percebesse já estava abrindo a porta do prédio, Sr. Filip olhou para mim e acenou com a mão, eu correspondi com um cumprimento de cabeça. Apertei o botão do elevador e a porta se abriu, apertei o numero três e comecei a subir.

A porta se abriu e entrei no corredor, tirei as chaves do bolso da calça e parei na frente da porta. Olhei para a fechadura por um minuto e destranquei a porta, levantei o olhar e vi Rei preparando o jantar. O seu braço agora estava bom.

─ Como foi o dia? ─ Perguntou olhando para a frigideira com carne.

─ Normal ─ Falei tirando a mochila das costas e indo para o quarto. Tirei minhas roupas e fui para o banheiro, tomei um longo banho, enxuguei-me e encarei o meu reflexo no espelho. Minhas pele ficava mais branca em contraste com as minhas tatuagens, olhei para o meu braço direito, depois para a barriga, peito e virei de lado, para ver as da minha costa. Elas eram bonitas e me faziam pensar no peso que meus poderes tinham.

Suspirei cansada e sai do banheiro enrolada na toalha. Abri o armário e tirei roupas limpas, vesti minhas roupas de baixo quando senti alguém parando atrás de mim. Olhei para trás e vi Rei me observando, senti-me levemente desconfortável, no sentido bom, e meu corpo se contraiu, virei rapidamente para frente e olhei para baixo. Meu abdômen tinha se contraído e meus cabelos do pescoço se arrepiaram. Puxei uma camisa e a vesti rapidamente, olhei discretamente para o lado e Rei não estava mais lá. Cocei minha cabeça e respirei fundo, dei dois saltinhos e saí do quarto.

Olhei para ela rapidamente e percebi que o seu rosto estava levemente corado, colocou dois pratos na mesa e eu puxei uma cadeira. Me serviu com um pouco de carne, arroz, batata frita e ovos mexidos. E surpreendentemente estava gostoso. Dei um sorriso para o meu parto de comida e rapidamente eu terminei o que estava nele, Rei me serviu de novo e logo depois ela me acompanhou no segundo prato. Lavei a louça e me sentei no sofá, fiquei assistindo as noticias e senti os meus olhos ficando pesados, estiquei minhas pernas e deitei no sofá.

─ Sora.......ei Sora ─ Escutei alguém me chamando, abri meus olhos devagar e pisquei rapidamente ao ver Rei em pé ao meu lado. Percebi que tinha caído no sono e sentei no sofá.

─ Humm.... que horas são? ─ Perguntei coçando os olhos e bocejando.

─ Duas da manhã ─ Disse olhando para o relógio no seu pulso.

─ Vixe ─ Dei um pulo e fiquei de pé. Estiquei minhas costas e os braços. ─ Está na hora de irmos.

─ Aham.

Fomos para o quarto e começamos a nos arrumar. Vesti a minha calça mais velha preta e guardei a nova, coloquei o top preto e me cobri com o sobretudo, penteei meus cabelos para trás e coloquei a mascara no rosto. Olhei para Rei rapidamente, que estava se arrumando atrás de mim. Tinha terminado de colocar a sua jaqueta vermelha e puxado o capuz, tirei os nossos tênis da sapateira e entreguei os vermelhos para ela, e os azuis para mim. Sentei no chão para calça-los e tirei a maleta onde Sabre ficava guardada. Amarrei os meus cadarços e de repente escutei o barulho de um pente de arma.

Levantei meus olhos a procura de do barulho e dei de cara com a arma que Rei estava segurando. Fiquei de pé e encarei ela.

─ Não sabia que usava armas de fogo ─ Falei olhando para a Desert Eagle em suas mãos, ela girou a arma na mão e colocou no coldre na sua cintura.

─ Bem, você tem sua espada, eu tenho minha arma ─ Disse dando de ombros e olhando para mim, notei que eu estava com a minhas espada em mãos e pressionei o seu botão escondido, a lamina saiu e sorri.

─ É você tem razão ─ Prendi-a na minha cintura e olhei para Rei. Ela tinha ficado elegantemente perigosa naquela roupa.

─ Então qual é o plano? ─ Colocou as mãos na cintura.

─ Plano? ─ Levantei minha sobrancelhas e dei um sorriso de canto. ─ Não temos, apenas vamos bater na porta e quebrar tudo.

─ Serio isso? ─ Perguntou cruzando os braços, fiz que sim e ela suspirou. ─ Bem, então vamos nessa, só espero que metade dos caras tenham ido para algum lugar.

─ Relaxa, não tinha sido você que disse que sozinha não conseguiria? Só nos duas deve ser o suficiente ─ Olhei para o seu rosto que estava escondido sobre a mascara e sorri. Ela me deu um sorriso de canto e saímos pela janela do quarto.

Rei foi guiando o caminho pelas ruas escuras e eu fui seguindo-a pelo telhado das casas, pois ela tinha me dito que não era tão boa naquilo quanto eu. Mas o que ela era de ruim no telhado, ela era boa no chão. Tanto que tive que aumentar a minha velocidade para acompanha-la. Percebi que estamos nos dirigindo para uma área da cidade que eu não costumava andar, uma fora do domínio dos gangsters que eu conhecia, o que me fez perguntar quem era esse tal de Rider. Rei subiu no muro de uma casa e depois subiu na cobertura de um prédio, acenou para eu me aproximar e parei logo ao seu lado.

Nos abaixamos e ela apontou para um prédio de 3 andares que estava a nossa frente. Observei em silencio e consegui escutar um barulho de musica vindo de lá, não havia nenhum carro na rua e tinha apenas uma porta na lateral, sem guarda. Cerrei os meus olhos e consegui ler o que estava escrito na placa do prédio.

─ Distribuidora de peças de automóveis? ─ Sussurrei sem entender.

─ É um disfarce, apesar de eles também venderem algumas peças ─ Disse Rei ao meu lado, apontou para alguns cantos do prédio e eu segui com o olhar. ─ Parece normal, mas tem varias câmeras cercando o prédio, por dentro tem uma longa sala e varias portas, que levam a vários lugares. Olhando assim, parece que são apenas 3 andares, mas ouvi alguns dizerem que tem uma boa parte que fica no subterrâneo.

─ Então, onde que o tal de Rider está?

─ Provavelmente em algum lugar do subterrâneo. Das vezes que eu o vi, ele sempre vinha ate o salão principal para falar comigo, nunca me deixou entrar em outro lugar. E estava sempre cercado de capangas.

─ Acho que vai ser bater na porta e quebrar tudo, como eu disse ─ Falei me sentando.

─ Pois é ─ Disse se sentando também e cruzando os braços. Coçou o queixo e ficou com uma cara pensativa. ─ Mas e se capturarmos ?

─ Kiera? ─ Perguntei tentando me lembrar de onde aquele nome era familiar. Coloquei a mão na testa e lembrei. ─ Espera, foi esse cara que me pediu para ir a aquele prédio antigo, onde encontrei com o homem pedra a primeira vez.

─ Ele é um dos pau mandado de Rider, um segundo braço por assim dizer ─ Disse ela.

─ Ele disse que era de outro gangster...

─ Tenho que dizer que se conseguirmos o achar, temos que ter cuidado, pois ele consegue controlar a gravidade, e pode esmagar nossos ossos em segundos ─ Disse me olhando preocupada.

─ Ok. Então como entramos ─ Perguntei olhando para os seus olhos que estavam totalmente vermelhos, quase pude ver o reflexo dos meus, que estavam azuis.

─ Vou até lá, vão abrir a porta e eu abro caminho ─Falou rapidamente e como se não fosse nada demais.

─ Beleza ─ Concordei. Ela colocou as mãos ao lado do corpo e fez menção de se levantar, quando eu segurei o seu pulso.

Ela olhou para mim surpresa e sem entender. Eu mesma não estava entendendo o motivo de eu tê-la segurado. Cocei a cabeça com a mão vazia e engoli em seco.

─ Que foi? ─ Escutei- a dizer.

─Nada ─ Afrouxei o aperto do seu braço e olhei para baixo. Agora eu digo, WHATT????? Sinto que cada vez mais eu esteja ficando confusa, meus olhos se encontraram com os dela e eu mordi a boca. ─ Que se dane.

Coloquei minha mão na sua cintura e trouxe os seus lábios contra os meus. Por um momento ela ficou sem reação, mas correspondeu, e foi nesse momento que eu desisti de ficar quebrando minha cabeça em busca de motivos para eu gostar ou não dela. Apenas estar com ela em meus braços era o suficiente, e talvez se saíssemos vivas dessa e se eu tomar coragem, o que quer que eu sinta por ela se esclareça, e que eu pare de ficar batalhando na minha mente.

Afastei-me devagar e ela deu um sorriso, cocei o nariz sem graça e ela desceu o prédio, fiquei-a observando indo em direção a porta do prédio. Ela parou e bateu na porta, vi uma pequena luz aparecer e percebi que tinham uma abertura para ver quem era. Rei falou alguma coisa e segundos depois a porta se abriu.

Consegui ver um homem careca e de óculos escuros no rosto, usava uma camisa preta com as mangas rasgadas, olhou em volta rapidamente e olhou para trás. Rei fez um sinal com a mão e eu sai do meu esconderijo, depois disso tudo passou voando. Enquanto eu me aproximava, Rei tinha derrubado o careca e estava entrando no prédio.

Corri para a porta e olhei em volta rapidamente. Rei estava lutando com 3 homens de terno, mais a direita 5 homens estavam sacando suas armas, desviei de um tiro que passou centímetros do meu braço e me abaixei. Rei se livrou dos caras rapidamente e correu na minha direção Olhei para ela rapidamente e tirei minha espada da cintura, ela sacou sua arma e avançamos.

Levantei uma barreira a minha frente e me aproximei de um grupo que não paravam de atirar na minha direção, puxei um pela gola da camisa e deslizei minha espada pela sua barriga, dei um chute no peito de um e desviei de um soco de outro. Girei em meus pés e atingiu um em cheio no rosto, minha espada cortou a perna de um e eu estalei o dedo, atingi todos os que estavam próximos. Olhei para o lado e vi Rei recarregando a sua arma, peguei a arma de alguém que estava no chão e coloquei no meu casaco.

─ Vamos continuar por aquele corredor. Isso vai rapidamente encher de caras ─ Disse indo em direção a uma porta que parecia que levava a um corredor. Parei ao seu lado e segurei a maçaneta, levantei a barreira a nossa frente e abri a porta. Tiros atingiram a barreira e eu corri com a espada em mãos, Rei vinha logo atrás.

Um grupo de mais ou menos 10 homens apareceram, Fui para cima e derrubei um deles no chão, Rei se separou e começou a atirar no grupo. Desviei das balas tranquilamente e cortei o braço de alguém, senti a presença de um deles atrás de mim e virei. Olhei para o homem de cabelos pretos e cerrei as sobrancelhas, sangue escorria de um buraco de bala no meio da sua testa, olhei para o lado e Rei estava com a arma apontada na minha direção. Sorri e balancei a cabeça.

─ Para onde agora? ─ Perguntei limpando minha espada e fechando a lamina.

─ A partir daqui eu não sei ─ Disse limpando o suor que escorria na testa. ─ Temos que achar Kiera ou o próprio Rider.

─ Então vamos de porta em porta ─ Falei destravando a arma, ela me deu um sorriso de canto e eu retribui. Haviam duas portas, uma direita e outra a esquerda, logo atrás tinha outras e mais uma escada. Segurei a maçaneta da porta da esquerda e ela a da direita.

Abri a porta e entrei correndo. Tiros e mais tiros vieram na minha direção e me joguei no chão, coloquei minha mão no chão e joguei o meu corpo para trás, levantei a arma e comecei a atirar, as balas atingiram alguns deles e estalei o meu dedo, eletricidade percorreu todo o lugar e eles caíram no chão. Fiquei de pé normalmente e observei o cômodo, era uma espécie de sala de estar. Joguei a arma no chão e peguei outra, verifiquei as balas e sai.

Rei estava me esperando na frente da porta, seu cabelo estava bagunçado e seus olhos selvagens, não achei estranho, pois eu apostava que eu estava do mesmo jeito. Fomos para a próxima porta e fizemos o mesmo, parecia que todos os cômodos eram salas. Um grupo apareceu na escada e eu apaguei todos com choque. Rei e eu subimos as escadas, afinal parecia que tínhamos apenas um caminho a seguir.

Quando chegamos ao próximo andar, nos escondemos atrás de colunas e esperamos escutar tiros, mas nada aconteceu por um segundo, olhei para o corredor e tudo estava escuro. Estalei o meu dedo e disparei eletricidade, porem nada atingi.

─ Está limpo ─ Afirmei para ela, sai de trás da coluna e entrei no corredor, quando estava na metade, escutei algo caindo no chão, algo metálico, forcei meus olhos e vi algo piscando, levantei a barreira a minha frente e fui atingida por uma granada, meu joelho bateu no chão e tossi com a poeira. Abanei o ar com as mãos e não consegui ver nada, Rei passou por mim correndo e sumiu em meio a fumaça, escutei o barulho de pessoas lutando e depois um gemido de dor.

Vi um vulto a minha frente e fiquei pronta para a luta, mas era apenas Rei. Seus olhos estavam vermelhos sangue e suas mãos estavam manchadas de sangue, as estendeu na minha direção e eu aceitei a ajuda, fiquei de pé e acompanhei pelo corredor. Os homens estavam caídos no chão, sangue escorria dos seus ouvidos e da sua boca. Ignorei aquilo e continuamos seguindo em frente. Subimos os degraus para o ultimo andar e paramos no meio do caminho, Rei e eu nos entreolhamos e ela fez um gesto dizendo que ia primeiro.

Fiz que sim com a cabeça ,a segui e entrou no corredor. Havia cerca de 8 homens todos armados ate os dentes, Rei levantou a mão direita sozinha e dois deles caíram no chão, com sangue saindo da sua boca. Levantou sua arma e começou a disparar, ela se movia rapidamente, desviando das balas e acertando alguém no peito. Em poucos minutos ela tinha limpado o corredor. Me aproximei e dei um olhar para ela “Nossaaaa”, deu de ombros e apontou para a única porta que tinha a nossa frente, descarregou a sua ultima bala na fechadura e deu um chute.

A porta se abriu e entramos em uma enorme sala e escritório. As mesas e o sofá estavam sendo usados como barreiras, logo atrás haviam alguns homens e ao canto a amostras, mais um grupo de caras. Ficamos lado a lado e esperamos, nenhum deles começou a atirar, um homem de cabelos pretos e olhos verdes como pedras de Jade, veio na nossa direção e senti um arrepio na minha coluna. Aquele cara tinha algo perigoso nele, deu um sorriso de canto e seus olhos brilharam.

─ Se não é a minha querida Bloon, que está fazendo bagunça no prédio! ─ Disse ele olhando para Rei, ela flexionou o maxilar e segurou com força a sua arma. Engoli em seco e vi que aquele cara era perigoso. Seus olhos ficaram sérios e outro arrepio percorreu o meu corpo, era como se eu conseguisse sentir algo irradiando dele. ─ O que diabos você pensa que está fazendo?

─ Eu vim pegar o meu irmão ─ Respondeu com raiva, seus olhos brilharam fortemente e e quase pude escutar a respiração de todos ficando tensas, em exceção Rei e o Cara.

─ E porque acha que ele está aqui? ─ Perguntou ele mostrando as mãos e franzi a testa, uma tatuagem preta estava em sua mão direita. Respirei fundo e fiquei pronta para o combate.

─ Não me venha com essa Kiera. Sei muito bem que Rider tem informações sobre o paradeiro dele, apenas não quer me dizer ─ Rei estava a beira de estourar.

─ Ele sabe? Acho que ele não me disse nada sobre isso ─ Respondeu dando de ombros e fazendo cara de inocente. Rei levantou sua arma e atirou no peito de dois caras, que caíram no chão sem ter tempo de reação. Kiera levantou a sua mão pedindo para os guardas abaixarem as suas armas e esperarem. Se fossemos atacar teríamos que tirar vantagem agora, respirei fundo e concentrei o meu poder no pé direito.

─ Não teste a minha paciência Kiera! ─ Gritou Rei com raiva. Cinco homens caíram de joelhos e se engasgaram no próprio sangue, e por um momento senti minha cabeça doer. Tínhamos que acabar com isso, antes que mais gente aparecesse. Levantei minha perna direita rapidamente e bati no chão com força, eletricidade se espalhou por todo o lugar, vários dos homens caíram no chão. Cerca de 10 ficaram em pé, entre eles Kiera e Rei.

Kiera olhou para mim e levantou a mão direita, antes que eu tivesse chance de levantar a barreira, meu corpo atingiu com força o chão. Senti um peso enorme sobre as minhas costas, tentei me mexer, mas era impossível.

─ Não se intrometa Lightning Hunter! ─ Gritou para mim, o peso nas minhas costas ficaram maior, o piso começou a rachar e eu não consegui respirar direito.

Escutei tiros e consegui ver Rei atirando na direção de Kiera, ele balançou a mão e Rei foi jogada contra a parede com força. O prédio tremeu com a batida e eu tremi, mexi os meus dedos e estalei o dedo, eletricidade atingiu Kiera ele caiu no chão. Olhou para mim com raiva. Droga, não tinha sido o suficiente. Sua mão se juntou com a outra e me senti sendo esmagada por alguma coisa.

Minhas costelas rangeram, senti o gosto de sangue na boca, e o piso se abriu abaixo de mim. Bati de cara no chão do outro andar e levantei uma barreira sobre a minhas costas. Os pedaços do piso caíram sobre mim e eu consegui desviar os maiores, ate que minha barreira sumiu e pedras menores caíram sobre mim. Minha visão escureceu e meu corpo tremeu.

─ Maldito! ─ Rei gritou. Levantou suas mãos e liberou o seu poder, todos que estavam no 3 andar foram atingidos. Sangue encheu os seus pulmões e rapidamente foram se engasgando com o seu próprio sangue. Kiera tossiu sangue e deu um sorriso de canto, mexeu a sua mão e Rei caiu no chão.

─ Vai ter que fazer mais do que isso para me matar ─ Disse limpando o sangue da sua boca. Fechou suas mãos em punhos e fez um gesto, o peso aumentou sobre o corpo de Rei e ela soltou um grito de dor. Suas costelas fizeram um barulho esquisito e ela colocou a palma da mão sobre o chão.

Sora, eu sinto muito. Não devia ter te arrastado para isso.

Comecei a sentir o meu corpo aos poucos, abri meus olhos e demorei alguns segundos para lembrar onde estava, coloquei minhas mãos no chão e forcei meu corpo a ficar de pé, pedaços do piso caíram ao meu lado, uma dor percorreu meu peito e minha perna direita rangeu.

─ Droga ─ Rangi ficando totalmente de pé, olhei para o estado do meu corpo e me surpreendi que ainda estava de pé. Minha barriga estava totalmente ralada, sangue escorria da minha testa, minhas mãos estavam cortadas e tinha quase certeza que as costelas estavam fraturada.

Escutei gritos acima de mim e engoli em seco, era a voz de Rei. Olhei em volta rapidamente e localizei as escadas, movi meus pés até lá e tentei ignorar a dor no corpo, subis os degraus e peguei uma arma no chão. Eu não iria conseguir me aproximar dele. Entrei na sala e vi ele de costas para mim, Rei estava no chão, sendo esmagada pela gravidade, os seus gritos doeram dentro da minha cabeça e eu apertei o gatilho.

As balas caíram no chão e eu estalei o dedo, Kiera tinha ótimos sentidos, virou-se na minha direção e sua mão balançou, joguei o meu corpo para trás e onde eu estava o chão afundou. Estalei o meu dedo novamente e ele ficou intacto, me joguei para o lado quando seu poder veio na minha direção e disparei novamente, escutei o clique da arma, e joguei no chão, minhas mãos tocaram o chão e dei um salto para trás. Quando meus pés iam tocar o chão novamente, pisei em cima de um destroço e cai de costas no chão, então a gravidade sobre mim sumiu e eu me senti ficando leve, e então fui pressionada com força no chão quando a gravidade voltou 10x mais pesada.

A dor foi tanta que não consegui gritar, lagrimas surgiram no meu rosto, minha visão escureceu novamente e então a pressão sumiu. Consegui respirar e voltar a enxergar, mesmo que embaçado.

Rei estava atacando Kiera repetidamente. Ele era bom, conseguia desviar de seus golpes sem problemas e ela estava se defendendo com muita dificuldade. Ela foi lançada contras as mesas e tudo ficou em silencio por um momento. Consegui mexer meu indicador lentamente e depois os outros dedos, coloquei meu corpo para funcionar novamente e comecei a tremer enquanto tentava sentar no chão. Olhei em volta em busca de alguma coisa que pudesse ajudar e vi uma tomada.

Sim, uma tomada. Por mais irônico que seja isso. Levei minha mão na sua direção e me concentrei, estava cansada demais e precisava me reabastecer de alguma forma. Enfiei o dedo na tomada e eletricidade percorreu o meu corpo, senti meu corpo ficando levemente mais forte e as luzes do prédio se apagaram rapidamente e voltaram.

Encontrei forças para ficar de pé e ignorar a dor em todo canto. Peguei a minha espada e abri a sua lamina. Eu não tinha muita força para prolongar aquela luta, olhei para Rei que piscou para mim, e por um momento achei que ela tinha entendido que tínhamos que acabar com aquilo naquele golpe.

Rei jogou a mesa na direção de Kiera e pegou as armas que estavam próximas ao corpos do capangas, começou a disparar loucamente, ele tentou desviar das balas, porem uma acertou o seu braço. Aproveitei a oportunidade e estalei o dedo, o fiz cair de joelhos e corri o mais rápido que eu pude, quando estava na sua frente ele mexeu a mão. Levantei uma barreira acima da minha cabeça e meus joelhos se dobraram, porem não cai no chão. Senti a gravidade pesar sobre mim e percebi que a barreira não iria durar para sempre. Rei correu na nossa direção e balançou suas mãos, senti uma pequena dor na cabeça e encarei Kiera.

Sangue escorria de seus ouvidos, seus olhos ficaram esbugalhados e ele tossiu sangue, a gravidade ficou mais leve eu brandi minha espada. Sangue manchou todo o meu corpo e o de Rei quando cortei seu pescoço. Seu corpo sem vida caiu no chão a minha frente e eu fiquei de joelhos. Rei fez o mesmo ao meu lado e eu respirei fundo. Estava me sentindo exausta.

─ Você está bem? ─ Rei perguntou e começou a tossir, fez uma careta de dor e cobriu a boca.

─ Não ─ Respondi passando a mão na testa. O lugar estava uma bagunça, nós estávamos acabadas e ainda não tínhamos pistas sobre o irmão de Rei. Coloquei a mão no peito após dar uma respirada funda. ─ O que fazemos agora?

─ Não sei ─ Disse olhando em volta. Acompanhei o seu olhar e vi algo diferente embaixo de uma cerâmica. Fiquei de pé e fui até lá, Rei me acompanhou e eu parei na frente da cerâmica. ─ O que foi?

─ Essa cerâmica ─ Pisei sobre ela e nada aconteceu, me abaixei e puxei para cima, vi uma espécie de senha e cerrei os olhos.

─ Um cofre? ─ Rei disse ao meu lado.

─ Não sei ─ Respondi, coloquei minha mão sobre o painel e liberei um pouco do poder que me sobrava, a senha começou a aparecer e de repente escutamos um clique em outra parte do chão. Olhamos para o lado e uma espécie de alçapão apareceu, nos entreolhamos e segurei minha espada. ─ Será que é...

─ Só temos uma jeito de descobrir ─ Disse pegando duas armas no chão e tirando os cartuchos, recarregou a sua arma Desert Eagle. Começamos a descer a escada do alçapão e entramos em um corredor que se iluminou quando demos o primeiro passo. Um guarda apareceu e Rei atirou na sua direção. ─ Droga, tem mais por aqui?

─ Acho que sim ─ Concordei. Rei olhou para mim preocupada.

─ Acha que consegue continuar?

─ Não sei. Talvez um pouco, mas se formos cercadas acho que não.

─ Eu também não acho que conseguiremos ─ Disse ela lambendo os lábios. Pegou a arma do cara e me entregou. ─ Vamos devagar.

─ Ok.

Começamos a andar devagar pelo corredor, felizmente ele não tinha muitas portas e as poucas que tinham, não haviam muitos guardas. Paramos em frente a ultima porta, que aparentava ficar na parte mais profunda do prédio e pensei, que se o irmão dela estivesse com Rider, esse seria o lugar para ele ficar preso.

Rei abriu a porta devagar e tiros vieram na nossa direção, nos escondemos atrás da parede e eu olhei para Rei. Respirei fundo e usei minha ultima fonte de poder, liberei eletricidade por todo o lugar, e os tiros pararam, cai de joelhos no chão e Rei entrou no cômodo, tiros tomaram o lugar e depois tudo ficou silencioso.

Estava exausta, coloquei a mão na parede e me levantei, minha perna direita rangeu e tive que me equilibrar para não cair. Me apoiei na parede e fiz o meu caminho para dentro do cômodo. Consegui ver Rei parada e encarando alguma coisa, olhei mais adiante e vi um rapaz de cabelos vermelhos que batiam no ombro, corpo magro e roupas desgastadas, preso em uma cela. Os dois ficaram sem dizer nada, apenas se encararam por um longo segundo, até que Rei se aproximou e eles se abraçaram.

─ Você está viva ─ Disse o rapaz a abraçando com força, seu rosto estava manchado de lágrimas.

─ Estou. Estou ─ Rei estava o abraçando com força, vi sua face molhada também, seus olhos que estavam vermelhos poucos minutos, agora estavam castanhos e suaves. Me senti feliz por eles e me apoiei na parede. ─ Finalmente te encontrei, finalmente.

─ Huhumm ─ Limpei a garganta e os dois olharam para mim. ─ O momento é lindo e tals. Mas temos que ir.

─ As chaves, vocês tem? ─ Perguntou ele olhando para nos duas, negamos com a cabeça e ele abriu a boca.

─ Rei pega a minha espada ─ Falei levantando minha espada, ela se aproximou e pegou da minha mão, foi até a cela e parou na frente dos cadeados. A espada bateu com força e nada aconteceu, bateu mais duas vezes e o primeiro cadeado caiu no chão. Olhou para o segundo e começou a bater, mas estava sem forças.

─ Me dê aqui ─ Disse o irmão dela, Rei deu a espada e ele começou a bater ate que o cadeado se abriu, ele empurrou a porta e saiu. Abraçou Rei e ela gemeu de dor. ─ Desculpa.

─ Sem problemas ─ Disse engolindo em seco e colocando a mão sobre o peito.

─ Vocês estão com uma aparência péssima.

─ Não me diga ─ Falei e comecei a tossir, meu peito explodiu de dor e eu tremi, minhas pernas balançaram e me mantive parada. ─ Vamos logo sair daqui.

Saímos do subsolo e entramos no prédio, consegui fazer uma bengala com um pedaço da perna da mesa e consegui me manter andando.

─ Vocês fizeram tudo isso sozinhas? ─ Perguntou ele fazendo uma cara surpresa.

─ Aham─ Respondeu Rei, ele estava com o braço em volta da sua cintura a ajudando a andar. Descemos as escadas lentamente, eu quase morrendo no caminho e saímos do prédio. Caí no asfalto e fiquei encarando o céu noturno.

─ Esperem aqui, vou ver se encontro um carro ─ Disse ele ajudando Rei a se sentar ao meu lado e saiu correndo pela rua. Não demorou muito e um carro parou a nossa frente. Ajudou Rei a entrar e depois eu. Ele dirigiu o carro e eu passei o endereço. E 10 minutos depois, ele estacionou o carro na frente do prédio e levou Rei no colo até o apartamento. Destranquei a porta e entramos, fui até o quarto e me deitei na cama de baixo, fechei os olhos e desmaiei. Estava muito cansada e machucada para me preocupar com o irmão de Rei naquele momento.

Notas finais
Huhsuahsua então o que acharam? Sora esta quebrada a bixinha kkkkk, e eu a escritora que tem muita pena da coitada :P kkk. E sobre o Irmão da Rei? Alguém esperava por isso? Agora a respeito da missão dela a maioria que comentaram no cap passado acertaram kkkk. O relacionamento entre elas vai fortalecer? E o que vai acontecer com Sora agora que tem um familiar na parada? Só espero que ela não tenha um derrame depois de tanta surra ( carinha do mal) kkkkkkkkk. Comentem ai galera e bora ver os palpites kkkkk. P.S: Ta ai o link da tatuagem do Kiera, tentei colocar saporra e não foi -.-'' http://www.tatuagemtribal.com/wp-content/uploads/2014/01/jenestyles___Tribal_Tattoo.jpg