Notas iniciais
Essa fic é das antigas, escrita para categoria bandas que foi excluída a muito tempo resolvi adaptar e postar em originais.

Enjoy!

Eu caminhava sozinha, como sempre. A primavera acabara de começar, então ainda comum estar um pouco frio, as ruas familiares de Nova York passavam por mim como velhas fotografias.

A cidade na qual eu sempre vivi era tão estranha, tão impessoal... Todos passavam por mim esbarrando e o que eu sempre recebia era um “desculpa” sussurrado para o vento.Voltando de mais um dia entediante na escola, entrei em um vagão lotado do metrô, e como sempre eu me sentia sozinha...

Eu estava em pé perto na porta do vagão, praticamente em cima de uma moça uns cinco anos mais velha do que eu, a garota me olhou feio. “Querida! O vagão está lotado!”, pensei segurando o riso de deboche, com quem será que eu aprendiisso mesmo? Deve ter sido com o tio Georg. Ela estava lendo uma revista de fofoca, “Que coisa tosca!”. Dei uma espiada pra ver o que tanto chamava a atenção daquela metidinha.

QUANDO SERÁ QUE KEVIN HALE REVELARÁ SUA FILHA?

Eu simplesmente já estou cansada dessas reportagens, tanta especulação para saber quem era a filha de Kevin Hale, umas até diziam que ele não a revelava porque ela era doente,provavelmente deuma doença degenerativa e que não conseguia andar, Outra que ela era “especial”, entendapor doente mental. Interesse na privacidade alheia gerava dinheiro.

Fiquei feliz quando o metrô parou na minha estação, desembarquei sentindo alívio por poder me mexer novamente. Eu adorava minha liberdade, esse era o real motivo. Andar por aí sem segurança, apenas na segurança do anonimato.

Sim! Como sou grossa nem me apresentei. Me chamo Lucy Hale, exatamente a filha de Kevin Hale! Tenho 15 anos e moro com meu pai desde que nasci, minto desde que ele ganhou minha guarda judicialmente contra meus avós maternos depois da morte da minha mãe. A história deles foi bem rápida, mas o suficiente pra eu ter nascido, ela morreuduranteo parto depois de uma parada cardíaca. Às vezes eu acho que é minha culpa, mas meu pai me faz acreditar que não.

Minha vida é comoa de toda garota da minha idade, vou a uma escola que tenho poucos amigos, assumo sou anti-social. Não gosto da turma “popular”, prefiro ficar no meu cantinho escrevendo minhas histórias. É escrever! É algo que herdei do meu pai, afinal ele escreve musicas que o tornou o artista mais bem sucedido da América nos últimos 15 anos.

É isso aí, papai é um artista completo ele canta, e atua sempre que vou vê-lo tocar, nunca vou ao camarim para não chamar atenção e nem chego com ele. Aliás, eu não vou a qualquer lugar com ele desde que eu tinha 5 anos, quando parei de acompanhá-lo em turnês, por ele ter optado por me manter no anonimato, não o culpo afinal acho que não conseguiria viver no interior do furacão e assim posso tentar ter uma vida normal.

Eu corri pelas ruas do meu bairro para chegar rápido em casa, afinal papai estava de folga e eu desejava muito vê-lo. Época de turnê é assim mesmo, ele fica mais na estrada do que em casa, e claro que ele não me deixa em casa sozinha. Fico de um lado para o outro, uma hora na casa da minha avó, outra na casa do Georg com a esposa dele, outra com o louco do tio Andréias.

Abri a porta de casa com muita pressa, deixando cair meu fichário no chão.N-O-V-I-D-A-D-E! Ao entrar em casa, senti um cheiro maravilhoso de lasanha perfumando a casa, um cheiro que só uma lasanha no mundo possuía a do meu PAI.

Ele estava na cozinha fazendo suco de laranja o meu preferido,diga-se de passagem, realmente não precisava ir qualquer lugar com ele, eu tinha tudo no meu mundinho com ele, éramos tudo o que o outro precisava.

– Já chegou querida? – ele me perguntou abrindo o enorme sorriso.

– Vim correndo! – falei já que estava ofegante e isso me denunciaria, e o abracei apertado.

Era tão bom ter meu pai,ele era só meu e por isso não sentia tanta falta da minha mãe porque ele era minha mãe também.

– Eu estava pensando em contratar alguém para ficar aqui em casa com você enquanto viajo o que você acha? Você já está um pouco grandinha para ficar na casa dos outros, e afinal eu sei que você sente falta daqui. – ele falou me sentando na banqueta da cozinha.

Eu não precisaria responder meus olhos brilharam, seria ótimo poder ficar em casa.

Notas finais
espero que tenham gostado.

beijokas