Light in my Life
2 Recalling love
Notas iniciais
Minha filha dormia tranquilamente, um sono profundo, caminhei lentamente pelo seu quarto e a beijei na testa arrumando as cobertas sob seu pequeno corpo. Seus cabelos caíam em cachos sob o travesseiro, é incrível como ela se parecia com a mãe. E eu ainda posso sentir o gosto do beijo de Katie queimando em meus lábios.
Eu havia chorado muito sua perda, mas a uns anos eu me conformara e vivia para minha filha, meu grande tesouro. Ela era uma garota muito esperta e inteligente, o grande xodó do Thomas, e claro, meu.
Eu era pai solteiro, quantas vezes escutamos a expressão “mãe solteira”? Muitas mas, “pai solteiro” chamava a atenção.
Fui para meu quarto me lembrando de Katie.
Flashback on
– Kevin onde você está me levando? – Katie perguntava ansiosa com a venda nos olhos.
– Você verá meu Doce! – respondi largando o volante e pegando em sua mão suavemente
– Anda logo que eu estou enjoada com essa venda, você sabe que grávida enjoa a toa! – ela falou abrindo o enorme sorriso que eu tanto amava.
– Chegamos! — falei parando o carro na entrada da garagem – Você vai adorar!
Eu a ajudei a sair do carro e retirei a venda lentamente, deixando-a ter a visão da casa, a casa que eu havia comprado pra quando nos casássemos, seria logo depois do bebê nascer, nossa pequena Lucy.
– É linda! O que combinamos Kevin Hale? Não iríamos nos mudar pra nenhuma mansão! – ela me repreendeu colocando a mão na cintura deixando sua barriga de seis meses mais saliente.
– Não tem nada de mansão aqui, Katie. È só uma casa espaçosa, são três quartos sendo duas suítes, é simples. Só tive o cuidado para escolher a vizinhança, você sabe... Privacidade. – terminei de falar acariciando a barriga onde minha filha estava – Você tem de ver o quarto da nossa pequena!
Ela sorriu ainda um pouco desconfiada, não conseguia entender a birra dos pais dela em deixá-la casar grávida, tudo bem que ela só tinha 17 anos, mas eu também era novo 21 anos.
Entramos finalmente na casa e eu a deixei explorar cada canto dela vazia, até que ela chegou a um quarto com a porta fechada. Ela me olhou esperando meu incentivo que veio com um sorriso. Ela abriu a porta lentamente, ficando estática olhando o quarto pintado de rosa, com papel de parede de ursinhos. O berço estava centralizado e uma cômoda branca se destacava em um lado e do outro a cadeira de amamentação. Era o quarto da nossa pequenina.
– É lindo! Você decorou o quarto da “bebê”! – ela falou me abraçando enquanto chorava.
– Nós vamos ser muito felizes, minha linda muito!
Flashback off
Como eu queria ter morado naquela casa com ela... Deitei em minha cama fazendo os planos, eu iria colocar anuncio para contratar uma governanta amanhã mesmo. Andréias tinha razão, minha filha sentia falta do canto dela. Muitas vezes pensei em desistir, mais me lembrava da promessa que fiz a Katie... “Eu sempre cuidaria da nossa menina”.
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