Light-Moor
6 Professores.
Notas iniciais
"Último dia da semana. Até que enfim. Mas, e esse cansaço todo? Eu devia estar feliz, esperando o fim de semana. Cuidar desse monte de alunos não é fácil. Grrr." Pensou Lionel, no elevador, em direção ao último andar. Virou para o espelho e começou a arrumar seus longos cabelos ruivos, cheios, e que se estivessem soltos, atingiriam o chão. Arrumando o penteado de rabo de cavalo, Lionel voltou a se escorar na parede do elevador. Seus olhos eram de um vermelho intenso, e tinha uma barba também ruiva. Era relativamente alto, com aproximadamente 1,75 de altura, e bem musculoso. Chegando ao último andar, foi em direção a sala dos professores. Era uma sala grande, em formato retangular. Logo ao entrar, do seu lado esquerdo estavam os armários e uma grande mesa de estudos. Do lado direito, um barzinho com bancos acolchoados. A sala tinha baixa iluminação, e quase todos os professores se encontravam ali.
Mais ao fundo da sala, no canto esquerdo, havia um sofá em L bem grande. Era acolchoado e todo trabalhado em couro tingido de vermelho. Haviam várias almofadas igualmente vermelhas, com um botão central. No canto direito, uma cozinha onde havia como esquentar comidas, prepará-las e guardá-las em armários ou na geladeira.
Na mesa do inicio da sala, a Professora Collen estava atrás de duas pilhas enormes de livros e aparentemente estava escrevendo algo importante. Ela era a única que parecia estar realmente se importando com o trabalho por ali.
"Ganhei de novo!!" Gritou animado o Bermas. Ele parecia levemente alterado depois de beber alguns copos de conhaque.
"Droga." Disse quase sem emoção o Professor Sephro, que nem curtia muito jogar cartas e estava ali só porque o seu colega mais novo insistiu muito para aquilo.
O diretor Julian estava sentado em cima da mesa de estudos, pouco distante da professora Collen. Lia um livro intitulado "O dia mais quente do inverno", e por mais estranho que possa ser, o livro estava de cabeça pra baixo. Enquanto Lionel tomava uma grande caneca de café, observava todo o movimento da sala. A Coordenadora Niber estava sentada sozinha no bar, com várias garrafas ao seu lado. Sephro e Bermas jogavam cartas, sentados no sofá, e por fim Collen e Julian sentados a mesa (ou no caso de Julian, em cima dela). Só faltava... A Professora Zake, que por ventura, acabara de entrar na sala. Seu rosto cansado dava a certeza de que ela teria dormido mais tarde do que devia. Cumprimentou os colegas e foi direto à garrafa de café. Depois, foi em direção a Collen e lhe beijou a testa, sentando ao seu lado.
"Bom dia." Respondeu Collen ao beijo. Ela estava concentrada no que escrevia e nos dois livros abertos a sua frente. "Dormiu tarde novamente?"
A Srta Niber estava bebendo algum liquido amarelo que exalava um forte cheiro de álcool. Acabou levantando do bar e foi até onde o diretor estava, tomando a liberdade de tirar o livro da mão dele e o colocar de volta na posição certa. "Você podia ao menos ler direito, não?"
"Ainda assim tenho mais poder que você por aqui, uhum, tenho sim. E é por isso que gosto de uvas." Disse o diretor em resposta a Niber, voltando a atenção para o livro.
Mais ao fundo, a voz do Bermas ecoava pela sala com facilidade. "Quer ir mais uma?! O que acha? Dessas vez eu pego leve!!"
"Chega. Eu não gosto de jogos de cartas." Respondeu ríspido Sephro. Ele baixa as cartas e levanta do sofá, se dirigindo a cozinha para pegar uma xícara de café.
"Ah!! Qual é!? Eu disse que vou pegar leve agora!!" Exclama o jovem recolhendo as cartas e já as embaralhando.
"É, queria ver isso antes da aula começar..." Disse Lionel, rindo do Sephro. Saindo da cozinha, ele caminha na direção dos sofás e senta ao lado de Bermas. Sem jeito, coça as orelhas e sussurra em seu ouvido, chamando-o para fora. Seu rabo balançava levemente mostrando curiosidade. Ele se dirigiu para a porta da sala, esperando ser seguido por Bermas. Estava um pouco confuso, e não sabia bem o que iria dizer... Mas era melhor falar logo.
O convite ao seu ouvido, faz o rapaz de cabelos verde neon estremecer. Aquele era o primeiro ano de Bermas lecionando oficialmente. Até o ano anterior ele era apenas mais um aluno naquela enorme escola, porém acabou entrando sem muitas dificuldade no lugar do professor antigo de biológicas. Por todos esses anos ele sempre foi muito ligado ao professor Lionel. A sua admiração era tamanha que talvez o que ele sentia não era apenas só uma relação de professor e aluno. Porém ele nunca teve coragem de falar seus verdadeiros sentimentos ao mais velho. Talvez fosse só um fetiche da sua imaginação de romance proibido entre aluno e professor, quem sabe. Rapidamente ele arruma as cartas e as coloca em sua bolsa. Ele estava levemente alegre por causa da bebida logo de manhã, mas mesmo assim não conseguiu esconder sua cara de preocupado. Se levantou e caminhou até a porta da sala, saindo e fechando a porta para os dois conversarem de forma mais privada. Apoiado de costas na porta, ele olha para o mais alto aflito.
"Aconteceu alguma coisa, Professor...?" Perguntou sem esconder sua preocupação.
"Não..." Lionel fitava seus pés. "Digo... Sim... Ah, não sei explicar. Já tem um tempo que eu queria falar com você. É que, não sei. Estou confuso quanto a meus sentimentos em relação a você." O ruivo estava muito nervoso. "Não sei exatamente o que dizer, mas acho que... Ah, nada, deixa." Diz, sorrindo e passando a mão na cabeça, exibindo involuntariamente os músculos do bíceps. Ele desvia o olhar, para não se perder novamente naqueles olhinhos vermelhos, levemente amendoados. Lionel sempre gostou de Bermas por ser um ótimo aluno, mesmo sendo um pouco atentado. Porém também sentia atração pelo aluno, mas tinha de medo, pela diferença de idade. Além do fato de que, na época em que Bermas era um estudante, estava sempre cercado por garotas.
O rosto do menor estava corado. Os dois sempre conversavam muito, porém nunca sozinhos, sempre havia alguém por perto ou acompanhando um dos dois. Bermas se encolhe levemente contra a porta tentando esconder que estava envergonhado, ele não sabia o que estava acontecendo ali. Talvez o seu fetiche estava subindo a sua cabeça de novo, o que fazia ele pensar em um leque de possibilidades de situações e conversas que poderiam acontecer a partir daquele momento. Mas a única coisa que ele conseguiu falar foi um simples: "T-tá tudo bem mesmo?"
Lionel respira fundo, tentando se controlar. "Acho que ações dizem mais que palavras..." Ele se posiciona a frente do menor, fazendo seus corpos ficarem muito perto, quase se tocando. Encostando o antebraço na parede, ao lado da cabeça do rapaz, Lionel aproxima o rosto um pouco mais. Sua respiração estava ofegante, e o coração levemente acelerado. Há tempos ele queria fazer isso, e depois de refletir sabia que não poderia perder nem mais um segundo. Ele fechou os olhos e se inclinou um pouco mais, encostando sua boca na do menor. Estava com medo do que viria a seguir, e sabia que corria riscos de perder um amigo. Mas, pelo menos teria tentado.
Com os olhos arregalados, o pequeno professor de biológicas parecia estar sonhando. Ele realmente estava acordado? Uma onda de calor percorre o seu corpo, juntamente com um arrepio na espinha. Ele nunca havia beijado um homem na vida. O toque macio dos lábios rosados do mais velho durou tempo suficiente para que ele se tocasse que aquilo realmente era real. Em seguida, abriu a boca permitindo que Lion colocasse sua língua para dentro. Um dos seus maiores desejos estava acontecendo naquele momento. Sua respiração estava descompassada, e com as mãos tremulas ele segura com força na camiseta do maior para que ele não saísse dali.
Agora com mais intensidade no beijo, Lionel envolve a cintura do parceiro, encostando seus corpos totalmente. Com uma pequena mordida, o ruivo puxa seu lábio inferior, lentamente, soltando um pequeno sorriso malicioso. Depois, com as duas mãos, segura as pernas dele, levantando-as em um rápido movimento e ficando entre elas, pressionando-o contra a parede. Bermas se deixava levar, tornando o beijo, que acelerava cada vez mais, muito mais prazeroso. Repentinamente a porta da sala se abre, e Julian, com a boca levemente aberta, inclina sua cabeça. Os professores interrompem o beijo, ainda na mesma posição, porém olhando para o diretor com os olhos arregalados, a vergonha toma conta dos dois.
"Eu não vi nada. Não não. Não vi." Julian sussurra, mais para si mesmo, e fecha a porta novamente. Lionel solta o rapaz de cabelos verdes.
Ao encarar o diretor abrindo a porta, sua pele branca fica vermelha igual um tomate. Bermas estava aproveitando muito o beijo e não queria que aquilo parasse, mas foram interrompidos de uma forma cômica e muito constrangedora. O menor estava no chão no momento, mas com as pernas bambas e ainda agarrando a roupa do outro. Ele olhava fixamente para o chão ainda com a respiração descontrolada.
Lionel estava muito envergonhado, mas sabia que Bermas estava em pior situação. Sendo assim, dando-lhe um beijo na bochecha, Lion abraça o companheiro, tentando reconfortá-lo. "Bom, acho que me empolguei um pouco." Comenta rindo. "É melhor eu ir pra sala de aula, ou vou me atrasar. Te vejo depois, certo?" Terminou lhe dando um selinho e se dirigindo a sala dos professores para pegar os materiais. Logo depois, segue em direção a classe.
Completamente envergonhado, o professor mais novo não diz uma palavra se quer. Ele apenas entra na sala correndo, de cabeça baixa, pega o seu material e corre para sua sala de aula.
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Chegando a sala, Lionel percebe que os alunos já estavam a sua espera. "Desculpem o atraso. Bom dia a todos, sou Lionel, seu professor de magia. Durante as aulas, aprenderemos todos os conceitos ligados a magia, toda sua história. Teremos também aulas práticas, sem contar as lutas que ocorrerão entre vocês alunos. Talvez tenham percebido, mas não custa dizer, que sou descendente de leões." Sua voz grave ecoava por toda a sala. "Minha especialidade mágica é o poder de Fogo..." Dito isso, Ao abrir sua mão direita, o Professor consegue projetar uma chama de tamanho considerável, que logo se apaga. "E ajudarei vocês a encontrarem sua especialidade também. Para o exercício de hoje, quero que tentem encher o cálice com um pouco de água." Na mesma hora, um cálice de vidro se materializa na frente de cada aluno. "Para isso, concentrem toda sua energia dentro do objeto, e imaginem a água brotar. Podem começar."
Aquele era o ultimo dia útil da semana. Rito chegou junto com o seu companheiro como fazia todas as manhãs, porém dessa vez eles não se falaram muito mais do que "bom dia" ou então "Dormiu bem?". O clima entre os dois estava pesado e quieto. Rito realmente estava confuso com o que ele mesmo havia feito. Foi um impulso? Aquele menino chato que o incomodava muito no começo acabou virando uma pessoa especial para si... Será que ele deveria realmente seguir em frente com isso? Ele estava sentado ao lado do amigo mas com a cabeça virada para o lado contrario do mesmo para não ter que o encarar. Estava pensativo refletindo sobre tudo.
"Sou só eu ou aqueles dois ali na frente tiveram uma DR?" Perguntou de forma séria e baixa o guepardo, soltando um pequeno sorriso irônico.
"Ssssó essspero que não sssobre pra gente depoissss." respondeu Nígel, também sorrindo, olhando para o cálice a sua frente. Kurt se sentia um pouco mal por não terem tocado no assunto desde o beijo, e decidiu que já era hora de fazer alguma coisa. Por baixo da mesa, Kurthee leva sua mão até encontrar a do amigo, e a segura firme.
Ao sentir o toque do menor, o rebelde se assusta em primeiro momento. Sem perceber ele acabou soltando um pequeno sorriso e apertou a mão de Kurt em resposta. Depois de soltar um suspiro ele olha para o cálice a sua frente e se concentra na sua tarefa. Ao fechar os olhos, com uma expressão tranquila no rosto, ele consegue facilmente o que o professor pediu.
Atrás dos dois pombinhos, o gueparto já havia conseguido antes mesmo do seu companheiro escamoso acabar de falar. O jovem realmente era um prodígio.
Diferente de Rito, Kurt não consegue completar tarefa, mas, já sabia que isso aconteceria pois sua magia não funcionava na forma completamente humana. Brincava com os dedos de Rito por baixo da mesa, pois já havia desistido do exercício. Nígel, depois de muito esforço, consegue fazer brotar algumas gotas dentro do cálice, e comemora abraçando o amigo do lado.
"Bom, creio que a turma foi melhor que eu esperava, porém temos muito o que aprender ainda." Diz Lionel, caminhando por entre as mesas. "Que tal tentarmos algo um pouco mais complexo... Suco de uva?" Ele sorri, parando na frente da classe, de modo a observar tudo e todos a sua volta.
Assim, como no primeiro exercício, a sala se concentra para completar a próxima tarefa aos olhos atentos do professor.
Não muito longe dali, o professor Bermas acabou se acidentando durante sua aula prática e estava a caminho da enfermaria. Em uma aula sobre animais selvagens, um lobo acabou mordendo sua mão quase lhe arrancando um pedaço. Estava sangrando muito, porém a dor era suportável. Deixou os alunos com exercícios e com um inspetor, por isso não tinha com o que se preocupar.
Com uma rápida olhada para a janela, Lionel reconhece os cabelos verde néon arrepiados. Logo, vê o sangue pingando pelo chão, deixando um rastro. "AI MEUS DEUSES. Desculpem, mas preciso me ausentar por alguns instantes. Tentem praticar com qualquer outro líquido que quiserem." Após terminar de dizer isso, Lionel sai em disparada pela sala, descendo as escadas do prédio em uma velocidade que nem ele acreditou. Ao chegar onde Bermas estava, em um rápido movimento ele pega o colega no colo e continua correndo em direção a enfermaria.
A única coisa que a rã vê é um vulto ruivo correndo na direção dele e o pegando no colo. Não houve tempo para reagir com aquela mão feria.
"M-MAS QUE PORRA É ESSA?!?" Gritou desesperado. "ME SOLTA!!!!" Ele começa a se espernear para se soltar e acabou perdendo mais sangue ainda batendo a mão machucada na pessoa que o pegara no colo.
"CALMA!" Lionel grita. "Calma, sou eu." Agora quase chegando na enfermaria, ele diminui o passo. "Acho que eu não devia ter chegado tão repentinamente assim, me desculpe. É que, bom, eu te vi sangrando e me desesperei. Mas, o que houve? E você está bem? Está muito machucado? Será que vai ter que amputar?"
Confuso e envergonhado com a situação, o professor de Biológicas só não estava corado de novo pois estava perdendo muito sangue. Sua pele estava mais pálida do que geralmente era. "Eu tô bem..." O nervosismo estava subindo a cabeça. Talvez se fosse qualquer outra pessoa ali, ele estaria mais calmo. "Eu juro....." Ao dizer essas últimas palavras seu corpo ficou mais molenga e ele acabou deitando a cabeça sobre o ombro do leão.
Ao chegar na enfermaria, Lion coloca o amigo na maca mais próxima, beijando-lhe a testa, e sai para chamar a enfermeira. Seus sentimentos estavam muito confusos. Primeiro, era somente uma relação de aluno e professor. Depois, colegas de trabalho. Se tornaram amigos, e agora... Agora, o que são? Essa era uma pergunta que ainda não se sabia a resposta. Enquanto observava a enfermeira fazer os curativos, segurava a outra mão de Bermas, pensando em como seria sua vida pessoal e profissional a partir daquele momento.
Depois de alguns minutos apagado, Bermas acabou acordando. Sua mão já estava enfaixada e a enfermeira fora do quarto. Ele olha para o lado e vê Lionel segurando sua mão boa. Na mesma hora ele cora e vira o rosto.
"P-professor...?!" O ferimento em sua mão não foi a real causa para o rapaz desmaiar. O nervosismo acabou subindo a cabeça, e ele apagou sem dificuldades.
"Olá, Bela adormecida." Cumprimentou, rindo. "Como você se sente?" Sem soltar a mão de Bermas, Lionel aproxima sua cadeira da cama. "A enfermeira disse que não foi nada muito sério, e que quando quiser já pode sair. Só toma mais cuidado com... Seja lá o que você estava fazendo." disse, de um jeito paternal. "Mas então, o que aconteceu com sua mão?"
Ainda com o rosto virado, sem encarar o mais velho, ele responde incomodado. "E-eu estava trabalhando com animais selvagens... Um lobo ia atacar um aluno e eu entrei na frente..." Seu coração estava muito acelerado e pelo seu rosto, pingos de suor começam a escorrer. O que estava acontecendo ali? Ele estava tão apaixonado assim que não conseguia nem olhar diretamente para o professor de magia?
"Entendo... Depois se quiser posso ter uma conversa com esse animal." Responde, pensativo. "Você quer alguma coisa? Se quiser posso buscar..." Mas logo uma ideia melhor passa por sua cabeça. "OU ENTÃO PODEMOS IR JANTAR!" Ele dá um pulo da cadeira, assustando o colega. "Digo, você gostaria de ir jantar comigo?" Ele se senta novamente, envergonhado do que fez.
Por causa do pulo, foi inevitável que o rapaz de cabelos verde néon não olhasse para o leão. Seu rosto estava tão vermelho quanto na vez que o diretor-panda os pegou no flagra.
"J-Jantar?!" Repete quase explodindo de vergonha. Não teve como evitar agora. Ele acaba escondendo o rosto de vergonha com as duas mãos e soltando um som irreconhecível.
"Ah... Se não quiser eu entendo... Sei que talvez você esteja ocupado com o planejamento das aulas ou algo assim." O maior abaixa a cabeça, fitando as mãos que agora repousam no colo. Será que Bermas não estava interessado? Parando pra pensar, Lionel percebe que tudo que aconteceu até agora foi porque ele tomou a iniciativa. Ele quem chamou o colega pra conversar, ele o beijou, e hora nenhuma o rapaz pediu sua ajuda com o ferimento. Talvez fosse melhor dar um pouco de espaço, e, quem sabe, se acostumar com a ideia de que pode não acontecer mais nada entre os dois. Ele se levanta e enrola o longo cabelo em um coque perfeitamente alinhado. "Bom, acho que é melhor eu ir..."
Ao ver seu amado levantando e querendo ir embora, Bermas não pensa duas vezes e agarra a manga da roupa do maior.
"Espera...." Seu rosto estava mais vermelho que a roupa do papai Noel. "Eu quero você.... Digo, quero sair com você..." Respondeu olhando para o chão.
"S-sério?" parado, sem saber se devia se sentar novamente ou não, Lionel o olha nos olhos, pensando no que deveria dizer agora. "Acho que conheço um lugar legal, no centro da cidade. Quando quiser podemos ir lá." Lionel estava tão feliz que nem percebeu que tinha puxado o colega em um beijo repentino. "M-e desculpe.. E-eu... Foi o calor do momento. Me desculpe." ele estava corado, o que passava na sua cabeça? Ele nem sequer sabia se Bermas gostava dele... Bom, talvez fosse uma boa hora pra perguntar. "Profes... Digo, Bermas.. Desculpa a pergunta, mas... Você gosta de mim? Não no sentido de amigo... No sentido de... Ah, acho que você entendeu." Ele vira o rosto, com medo da resposta.
O pequeno estava a ponto de explodir. Quantas e quantas vezes não havia sonhado com aquele momento? Mas tinha que ser assim com a mão machucada? Que vida irônica. Seus sentimentos por ele... Amor platônico talvez. Ele tinha que se controlar se não acabaria explodindo de novo.
"E-eu.." Disse depois de respirar fundo. Juntando toda a coragem que ele tinha dentro de si, continuou. "Eu sempre gostei de você Professor." Com um sorriso sincero no rosto, ele encara o maior.
Lionel se aproxima e passa a mão por trás da cabeça de Bermas, acariciando seus cabelos. Lentamente, suas bocas se tocam, e o beijo rola com movimentos precisos, como se fosse ensaiado. O cabelo ruivo que antes estava preso em um coque se solta, e Lionel desprende o rabo de cavalo, deixando o cabelo completamente solto agora. Sua mão desliza pelo corpo de Bermas, e logo tira a camiseta do parceiro. Depois, tira também a sua, exibindo seu corpo que, por sinal, era muito musculoso. Percebendo que Bermas não havia feito nenhuma objeção, ele sobe na cama, e os beijos ficam cada vez mais rápidos.
Bermas acompanha no beijo de forma passiva. Aquilo tudo parecia um sonho se realizando. Seu coração nunca bateu tão rápido em toda sua vida. Ele sempre imaginava como era seu amado sem camisa e se surpreende. Aquela era uma visão dos deuses. O seu corpo era tão bonito quanto o que ele sempre imaginava. Sem perceber ele estava excitado só com o beijo, e quando Lionel sobe em cima da cama, isso fica muito perceptível.
Seus corpos se tocam de forma tão natural, como se um completasse o outro. Mesmo sendo uma cama pequena, os dois conseguem se ajeitar e se satisfazer com o pouco que tem. No chão, todas suas roupas se amontoavam em um canto. Aquele era um momento muito especial pra Lion, e ele tinha certeza que também estava sendo para Bermas. Aquilo era amor? Se sim, queria amar e ser amado todos os dias de sua vida.
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