Lifetime

20 Your silence is murder


Notas iniciais
(Know when to walk away — Jay Clifford) Desculpem-me pela demora.

Semana 1

Max não havia planejado nada para seu final de semana. Nenhum compromisso, estudos, encontros, nada. Mas assim que mirou Nathan, soube que, mesmo que tivesse planejado, teria de cancelar. Puxou os lençóis egípcios para seu peito nu, cobrindo-se do olhar assustado. Encostou seu corpo na parede fria pelo ar condicionado e ajeitou-se, torcendo a boca.

— Ele está na cidade — disse o loiro assim que mordeu o lábio inferior, tendo seu rosto contraído em uma mistura de raiva e preocupação.

A última vez que os dois acabaram por encontrar Ian, fora no casamento da Tia Sophie. O último, claro. Pelo que a garota sabia, Nathan não via seu irmão há anos. Ela lembrava-se perfeitamente bem da noite em que esteve na mansão Prescott, onde havia aquele grande quadro na sala de entrada. Sorrisos retratados do que era para ser uma família feliz, mas era apenas uma família de fachada. Não teve oportunidades de conhecer os outros irmãos, e Nathan não costumava falar deles, mas Ian… Infelizmente, ela o encontrou. E o olhar do loiro nunca esvaíra de sua mente.

Parecia que nada dava certo na vida do garoto. Ele havia se divertido no dia anterior, e ela era grata por ter sido parte da diversão. Tudo que eles poderiam degustar da manhã seguinte fora tirado apenas por aquela ligação. Max sentira uma angústia imensa envolver seu peito de maneira forte e tensa, só de ver a expressão assustada do jovem. O que lhe restara a fazer era o mesmo que ele vinha fazendo há tempos: aceitar.

— Ele quer te encontrar? — Perguntou e ele assentiu lentamente. — Você sabe que não precisa fazer isso, certo?

Nathan balançou a cabeça e mordeu seu lábio inferior, evitando memórias ruins que haviam se instalado em sua mente.

— Ele disse que tem algo para conversar comigo — o garoto afirmou, levantando-se da cama e passando ambas as mãos pelo cabelo bagunçado, o qual Max não teve tempo suficiente para apreciar. — Eu conheço Ian. Ele não diria algo assim se não fosse importante, Max. Por que ele voltaria para Arcadia Bay? Ele fugiu daqui!

— Onde ele quer te encontrar?

— No Mountainview Fish — o garoto controlou a respiração acelerada e sentou-se novamente na cama, agora fazendo contato visual intenso com Max.

O Mountainview Fish era um lugar onde Max nunca colocou os pés antes. Sendo um dos restaurantes mais famosos de Arcadia Bay, também era classificado como o mais caro, não batendo com a situação econômica da garota.

— Eu quero que você venha comigo — afirmou o loiro, sem mudar a expressão.

— É muito caro para mim, Nathan — Max baixou o olhar para os lençóis egípcios. — Eu não consigo pagar um copo d'água lá dentro.

— Eu pagarei tudo — respondeu ele. — Por favor.

Sabendo que não haviam alternativas extras, e ele iria desmentir qualquer uma de suas desculpas, a garota colocou um curto sorriso no rosto e assentiu.

[...]

Nathan estacionou sua caminhonete em frente ao restaurante, deixando a chave com um manobrista que pareceu nervoso ao fazer contato visual com o garoto. A morena caminhou lado a lado dele enquanto algumas que flutuavam pelo ar trombavam com seu corpo, colidindo ao seu short branco, o mesmo que usou na noite anterior.

Quando Max levantou-se para buscar algumas roupas mais formais em seu dormitório, Nathan a impediu e disse que não precisava delas para ir até o Mountainview Fish. Max pensou em insistir, já que o local era frequentado por gente da alta sociedade e sua roupa não era muito compatível ao padrão, mas desistiu da ideia quando viu o olhar irritado no olhar do garoto. O herdeiro Prescott fora criado naquele tipo de lugar, crescendo com ternos e garçons bajuladores, então ela entendia sua necessidade por sair do comum.

A garota nunca havia passado perto do Mountainview Fish antes, até porque sua conta bancária não permitia, então era a primeira vez que estava cara-a-cara com o local. Os olhos azulados de Max se arregalaram com tamanha luxúria. Somente a fachada dava quatro de sua casa em Seattle. Vários arcos agrupados junto de colunas com esculpidos suaves — os quais Max duvidou se não foram feitos à mão — eram posicionados a frente dos degraus de mármore que agora, os dois subiam.

Ao entrar pela imensa porta de vidro, ambos foram recebidos pelo recepcionista que, ao olhar de Max, não pareceu contente com suas roupas, e em seguida, guiados até a mesa onde Ian já devia estar esperando. Os olhos de Max estavam concentrados nos grandes lustres rústicos que eram bem posicionados pelo espaço, centralizados nas mesas cobertas por toalhas brancas. O recepcionista os levou à área aberta, e só então Max entendeu o nome do restaurante.

Estendendo-se através de um grande píer fechado, havia uma cerca rodeando a madeira do piso. À frente, após várias mesas, uma vista deslumbrante para o lado contrário da cidade, mostrando apenas o mar e o oceano próximo. O céu agora estava em tons claros, pouco sol alcançando o espaço, mas as pessoas que estavam almoçando usavam óculos escuros.

Na última mesa, a qual o recepcionista indicou, havia um homem de cabeça raspada sentado, usando seus óculos escuros e uma camisa branca social. Seus dois cotovelos estavam posicionados na superfície coberta pela toalha e sua cabeça estava apoiada nas mãos. A garota parou para observar o garoto ao seu lado e notou a expressão assustada assombrando suas órbitas, mas manteve-se quieta. Quando ele se aproximou, Ian levantou o olhar e abriu um curto sorriso. Nathan ofereceu a cadeira à garota, que se sentou.

— Ian. — Cumprimentou o garoto, sem se preocupar em estender a mão.

— Nathan — o homem acenou com a cabeça e seu olhar parou em Max, abrindo um curto sorriso. — Olá, não tivemos oportunidade de nos conhecermos, ainda.

— Oi — a garota retribuiu o sorriso. — Max Caulfield.

— O que você quer, Ian? — Perguntou Nathan, entediado.

— Eu quero falar sobre algo sério, Nathan — o homem removeu os óculos escuros para dar mais suspense à situação. — Não é sobre minha fuga, infelizmente.

O garoto revirou os olhos e fez um gesto para que o homem continuasse. Ian umedeceu os lábios e retirou os cotovelos da mesa, ajeitando sua postura.

— Eu sou inspetor no maior banco de Seattle, o Wells Fargo, você deve saber disso por hora — Ian desviou o olhar e franziu o cenho, concentrado. — De uns tempos para cá, eu diria, um ano ou mais, um homem começou a frequentar o banco e consultar o gerente.

— Não estou interessado em seu trabalho — Nathan bufou e inclinou-se para trás.

— Dê uma chance para ouvir, Nate — Max torceu a boca e o garoto deu de ombros.

— … Hm, bem, onde eu estava? Ah, sim. Esse homem era muito familiar, e ele ia ao banco uma vez por mês, depositando muito dinheiro. Uma quantidade absurda. Em meu trabalho, temos sempre de desconfiar desse tipo de situação, então informei aos outros gerentes de bancos ao redor do país. E descobri que este mesmo homem havia depositado no Wells Fargo de Portland, na mesma quantia que havia depositado em Seattle.

"E, após vários meses de observação, fui autorizado a explorar melhor o caso, e acabei encontrando uma informação valiosa, e suspeita ao extremo. Este homem estava depositando tal dinheiro na conta bancária de Sean Prescott, nosso querido pai. E não era uma quantia comum, como o salário de seus sócios, mas uma quantia cinco vezes maior."

Max encarou Ian com os olhos frenéticos, pensando na conversa que tive com Chloe anteriormente, onde ela mencionara um dos sócios de Sean. A morena havia passado as suas madrugadas inteiras pesquisando apenas sobre a droga, quetamina, e encontrou inclusive os preços, que não eram, sequer, compatíveis à um salário mínimo. A droga era barata, mas vendida em grande quantidade não deveria ser tanto. Além de que era ilegal, e vinha da Inglaterra. A importação também não era em preços amigáveis.

A garota notou, também, que a mão de Nathan havia começado a tremer. Tentou recapitular a manhã toda, mas não obteve sucesso em qualquer memória vaga do Prescott tomando sua dose de remédios. Ele não retribuiu o olhar, talvez com medo da reação da jovem, apenas colocou a mão acima do colo, coberta pela toalha de mesa.

— E este homem, você sabe a identidade? — Max tomou a liberdade de perguntar.

Ian negou com a cabeça e franziu o cenho, sua expressão lembrando-a muito do namorado.

— Ele trocava as vestes de um modo a não deixar rastros, mas conseguimos identificar o rosto. Apenas assim soubemos que era o mesmo cara.

— Então por que você não trouxe fotos dele? — Nathan disparou, a voz um tanto trêmula.

— Não achei relevante, não é nenhum conhecido, eu imagino — respondeu Ian, um tanto indiferente. — Mas posso enviar as fotos para vocês semana que vem, já que nesta eu ainda estarei por aqui.

Max assentiu com a cabeça e Nathan fez o mesmo. O garçom trouxe três pratos com panquecas com chocolate escorrendo na parte de cima e vários morangos jogados aleatoriamente. A boca da garota salivou ao ver o prato.

— Eu tomei a liberdade de pedir por vocês.

Nathan contraiu a face, demonstrando seu incômodo. O garoto parecia querer derreter o prato à sua frente, com a boca mais torta possível. A morena inclinou-se e colocou sua mão acima de sua coxa, para confortá-lo, mas não surtiu em efeito, então pôs-se a comer.

— Por que você vai ficar durante essa semana? — Nathan despejou, fincando o garfo em um morango.

— Preciso de mais informações. Sean não está para brincadeiras — Max percebeu que Ian raramente se referia ao pai como sua figura paterna.

— E com quem você vai conseguir essas informações? Noah?! — O tom Nathan fora sarcástico, mas sua máscara caiu quando o olhar de Ian se intensificou com a realidade.

— Sim — afirmou o irmão. — Noah estará me ajudando.

— Então você pretende voltar para casa, como se nada tivesse acontecido? Como se você tivesse se perdido na rua e voltado dez anos depois?! — Nathan massacrava os morangos entre os dentes, quase em tom audível.

A postura de Ian tornou-se rígida, como se ele estivesse se preparando para um longo discurso de puro nervosismo. Max inclinou-se, passando sua faca sobre a camada de chocolate e lambendo-a, saboreando a cobertura ainda quente.

— Eu continuei mantendo contato com Noah — concluiu Ian, deixando toda a rigidez sumir de seu corpo, jogando-se de volta ao encosto da cadeira.

O olhar de Nathan desgrudou de Ian e caiu no prato. Max reconhecia esse comportamento, onde ele fingia não se importar com o que havia acabado de escutar, mas ela sabia que no fundo ele fervia em uma mistura de emoções incompreendidas.

— Noah é… — Max começou a pergunta, mas fora logo interrompida.

— Nosso irmão mais novo — completou Nathan, olhando para o prato. — Max, chame o garçom e peça para ele embrulhar. Estamos indo.

O garoto levantou da mesa e caminhou na direção da porta do restaurante. A morena, por outro lado, posicionou seu olhar no irmão mais velho, um tanto curiosa a respeito de diversas vertentes. O mesmo retribuiu o olhar.

— Max Caulfield, eu deixarei meu número com você. Acho que podemos discutir sobre alguns negócios — o homem retirou uma caneta da maleta ao seu lado, a qual Max não chegou a ver anteriormente, e anotou um número de telefone em um pedaço de guardanapo.

— O que eu tenho a ver com a história? — Questionou a garota.

— Sendo um homem de negócios, eu interpreto as pessoas. E posso dizer que ainda temos muito sobre o que conversar.

[...]

Nathan passou quase todo o caminho de volta com o celular no ouvido, discando o mesmo número no celular. Sem sucesso, o garoto jogou seu aparelho no banco traseiro do carro, com raiva.

— Ei, o celular não te fez nada! — Brincou Max, tentando amenizar a situação.

O garoto posicionou dois dedos na ponte do nariz, piscando duro. A morena decidiu manter-se calada perante a situação, sabendo que não conseguiria contorná-la. Max decidiu que seria melhor olhar para o para-brisa e analisar a mata que os cercavam. Toda aquela história de Ian lhe soava familiar, como se ela já estivesse ligando peças de um quebra-cabeças de peças distintas que se encaixavam de certo ângulo. Mas era tudo novo, e sua cabeça se encontrava no estado mais confuso que ela já vira anteriormente.

A cena do suposto sócio de Sean com a garota — Julie? June? Max não se lembrava — voltara em sua mente. Por sorte, Max havia tirado uma foto em boa posição, pegando ambos os rostos, por mais que o homem usasse óculos escuros. Talvez lhe servisse mais tarde, ela imaginou.

— Eu estou morrendo de fome — afirmou Nathan, batendo com o punho no volante.

— A gente deveria ter pego a comida antes de sair.

— Eu estava com raiva — Nathan revirou os olhos e franziu o nariz. — Vamos ao McDonald's.

McDonald's à essa hora?!

— Sim. Eles servem suco de laranja.

Max soltou uma curta risada, observando o loiro furioso. Ela sabia que, quando ele estava faminto, sua paciência era mínima. Além de sua raiva dominante comum. O carro chegou ao drive-thru e foram direto ao pedido, já que o local estava vazio. Nathan pediu um suco de laranja para Max e um especial crianças para ele, o que levou Max a uma gargalhada sem fim.

Assim que pegaram seus pedidos, Max enfiou o canudo no copo e bebeu longos goles do suco, enquanto Nathan pegava as fritas da sacola.

— Para onde vamos? — Ele questionou.

— Onde quer ir?

— Não sei. Não tenho festa nenhuma marcada para hoje — ele respondeu e deu uma mordida em seu pequeno lanche.

— Hoje o dia está um tanto quente, não acha? — Ela comentou, analisando o sol ao céu. O outono em Oregon costumava ter essas mudanças repentinas.

— Você quer ir à praia?

— Não, eu tenho trauma de praias — ela respondeu.

— Trauma? Por que?

A morena abriu um curto sorriso enquanto bebia outro gole de seu suco.

— Eu odeio ir à praia em multidões. Normalmente tem, nesses dias mais quentes.

— Tenho um lugar que você vai gostar — o garoto abriu um curto sorriso e mordiscou a ponta de seu lanche.

Max arqueou uma de suas sobrancelhas, duvidando do garoto, mas manteve-se quieta. Nathan saiu do caminho da mata e virou à uma pequena estrada em subida, que levava à um local que ela não havia visto anteriormente. Nathan seguiu subindo e logo veio uma descida, que lhe dera um curto frio na barriga. Divertido, até. Após alguns minutos, o garoto estacionou em frente à uma árvore, olhando para um cercado de madeira, com um portão logo ao centro, com desenhos de flores vermelhas e pequenas folhas verdes. Max sorriu, vendo os desenhos à mão que pareciam ser feitos por crianças.

— Onde estamos? — Questionou a garota e ele desceu do carro, sem dar respostas.

Nathan empurrou o portão e o segurou para que Max entrasse. Assim que a garota colocou os pés sobre a areia fina, seus olhos se arregalaram e ela analisou o local com um sorriso preso ao rosto.

— Uma praia privada? — Perguntou ao ver as cadeiras ajeitadas e uma pequena fogueira, sem qualquer rastro de sujeira ou pessoas.

Para a frente, havia uma pedreira. O local era cercado por um morro alto, tendo uma casa localizada ao topo. Max caminhou um tanto mais e aproximou-se de um dos guarda-sóis de palha, encostando seus dedos à cadeira de madeira.

— Sim — confirmou o garoto. — É de meus pais, junto daquela casa acima. E eles nunca usam, então eu costumo dar festas do Vortex Club aqui. Mas normalmente, fica vazia.

— Se eu tivesse uma praia privada, eu jamais sairia daqui — a garota afirmou em êxtase.

— "Tenho trauma de praias" — provocou o Prescott, arrancando um riso da jovem.

— Devo mudar para: tenho trauma de pessoas suadas e que andam jogando areia nos outros.

O garoto, então, chutou areia do chão nas pernas da jovem, que o olhou com desdém e virou-se instantaneamente.

— Ei!

— Estou reatando seu trauma — ele riu e retirou a camisa, rapidamente. — Vamos para o mar!

— Só entrarei no mar quando você admitir que eu sou a pessoa mais incrível que você já conheceu.

— Não vou admitir isso — Nathan franziu o cenho em conjunto da boca torcida.

— Estou esperando — disse a jovem ao arquear as sobrancelhas.

Max retirou a camisa e abaixou seus shorts, ficando apenas nas roupas íntimas. Normalmente, ela teria problemas com isto, e ficaria parecendo um pimentão, mas Nathan já era familiar ao seu corpo. E eles estavam sós, apenas os dois. Chutando seus tênis para longe, Max permaneceu no mesmo local, mas assim que havia se virado para trás, cumprindo a pose de emburrada, sentiu alguém puxá-la pelas costas.

Ela olhou para trás e viu o garoto a levantando, pegando sua fina figura pelo colo, e levando-a em direção ao mar. O braço de Max passou pelo pescoço do jovem, sentindo a clavícula logo abaixo de seus braços, lembrando-se dos beijos que já depositou no local. Nathan a levou até uma parte do mar onde as ondas batiam contra seu peitoral e molhavam apenas as costas da jovem, que esperneava para sair. Ambos rindo.

— Vou contar até três para você admitir que eu sou a pessoa mais incrível que você já conheceu. Senão te jogarei.

— Você não pode fazer isso!

Um — começou ele e a garota cruzou os braços, olhando em sua direção.

— Não vou admitir.

Dois — ameaçou jogá-la, mas segurou-a novamente.

— Nathan!

Três — antes que a garota pudesse se manifestar, fora jogada em um impulso para longe, e agora encontrava a água.

Max empurrou a corrente com os braços e emergiu à superfície, empurrando a franja para trás, removendo-a de seus olhos. Olhou para todos os lados e não encontrou Nathan, então tentou boiar, estranhando a situação.

Algo segurou seu tornozelo e a jovem gritou, tentando lutar contra, mas logo afundou. Max estava em pânico, até que fora levada à superfície novamente, agora no colo do garoto.

— Nathan! — Exclamou e ele riu até que seu fôlego acabasse.

— Você tinha que ver sua cara! — Ele comentou entre risos.

— Não foi engraçado! — Desceu do colo do garoto, cruzando seus braços enquanto pisava sobre a o fundo.

— Não mesmo — ele completou: — foi hilário!

Max revirou os olhos e olhou para baixo, vendo a mão de Nathan fazendo movimentos estranhos. Aproximando-se dele, pegou seu braço direito e analisou os dedos que tremiam repetidamente, de forma incomum. Isso fizera com que sua risada cessasse e ele analisasse a situação junto dela.

— Por que treme? — Questionou e ele mordeu o lábio.

— Por nada — concluiu. — É normal.

— Não é normal tremer desse…

É normal, Max — o garoto trocou o tom rapidamente, assustando a jovem.

A morena franziu o cenho e olhou em sua direção, um tanto envergonhada por ter entrado em um assunto que não lhe dizia respeito. Max deu um curto passo para trás e Nathan notou, aproximando-se da garota e segurando suas mãos frias pela brisa que batia contra seus corpos.

— Desculpe — ele comentou, torcendo a boca, também envergonhado de suas atitudes.

— Não, tudo bem — ela afirmou, dando de ombros. Não estava tudo bem.

O garoto se aproximou ainda mais e abriu um curto sorriso, encostando sua testa à dela, já trocando as respirações. Seu olhar era próximo, azulado como o oceano, colidindo aos olhos claros da jovem. Ela sabia que o real motivo para seus tremeliques era o fato de não ter tomado sua dose de remédios. Mas ela esperava que ele assumisse isso.

— Você é a pessoa mais incrível que eu conheço — ele comentou, sorrindo de canto.

Um lugar no coração de Max aqueceu-se ainda mais, sentindo uma onda de calor pelo seu corpo, indo parar diretamente em suas bochechas.

Notas finais
Um curto aviso: talvez eu demore mais para atualizar as histórias, então já peço desculpas. Minha escola mudou o sistema para que tenhamos vários simulados ao longo do ano, junto das provas. E eu estou estudando loucamente. Mas ainda assim, arranjarei tempo para atualizar. Agradeço a compreensão. Até mais!