Lifetime

16 I want to be faithful


Notas iniciais
(Lurk — The Neighbourhood)

— Você está linda, Maxine — Vanessa olhava a filha de cima para baixo.

Max não parava de encarar a si mesma no espelho. O vestido que usaria seria o seu azul, que nunca usou em toda a vida. Não era tão recente, mas ainda assim, era novo. Todo rendado, possuía um decote alto. Encaixou-se bem no corpo dela, mas ela não via daquele jeito. Para Max, seu corpo continuava reto, sem dar algum efeito de beleza sobre o vestido. Seu cabelo já estava preso com um grampo em uma das laterais e sua franja bagunçada estava pendendo no centro do rosto. Maquiagem também, porém, nada muito forte. Ela havia deixado tons leves de marrom e dourado e com um batom quase rosado.

Vanessa também estava pronta, e olhava para a filha com uma mão no queixo, apreciando cada detalhe da veste e da doce jovem. Ryan havia acabado de vestir seu terno, e estava no banheiro do quarto do hotel, ajeitando o cabelo e a barba.

— Estava quase me esquecendo — Vanessa caminhou para a cama, retirando uma caixa de lá e trazendo para a filha, que a encarou com desdém. — Você não pensou que usaria seus tênis, não?

A menina abriu a caixa e encontrou um par de saltos pretos estilo sapateador, porém, o triplo de maiores. Retirou os calçados da caixa e encarou-os sobre o chão, em seguida, olhando para a mulher.

— Quem disse que eu sei andar de salto?

— Você aprende. — A mulher indicou os sapatos. — Não paguei à toa. Vamos. Coloque!

Max sentou-se no chão e começou a colocar os sapatos, ajustando a fivela. Quando ficou de pé, esticou os braços rapidamente para manter seu equilíbrio e sorriu para si mesma.

— Não ficará mais alta que o Nathan — comentou a mulher por último.

— Podemos ir? — Ryan saiu do banheiro cheirando à perfume forte.

— Vá chamar Nathan, Maxine — Vanessa disse e voltou-se para a cama, colocando agora seus sapatos.

A garota assentiu e caminhou para fora do quarto, mantendo o equilíbrio com dificuldade. O quarto de seus pais ficava no outro corredor, então seria uma caminhada desafiante. Só não seria pior que a vez em que Max teve de descer as escadas dos dormitórios com as sandálias de Dana, que ainda eram menores que aqueles.

A porta do quarto de Nathan estava logo à sua frente e seus saltos já afundavam no carpete grosso do corredor. Quando ela foi bater, a porta se abriu e revelou um Nathan totalmente em paz e arrumado. Max ficou sem palavras durante alguns instantes, assim como ele. O garoto vestia uma camisa social azul-marinho e calças pretas, junto de um sapato de bico fino caro. Seu cabelo estava arrumado para trás no estilo tradicional, com o famoso e charmoso fio rebelde que caía sobre a testa. Seu perfume impregnava as narinas de Max, e ela jurava que podia passar um dia inteiro deitada ao seu peito, sentindo seu cheiro.

Um detalhe que fez seus olhos se fixarem diretamente em seu pulso, foi a pulseira que ela havia lhe dado. Ele não havia tirado.

— O que deu em você? — Perguntou ele, arqueando uma sobrancelha.

— Oi?

— Pode parar de me encarar? — Disse ele e a garota desviou o olhar. — Obrigado.

— O casamento começa logo, então…

— Você fala demais, Caulfield — disse ele. — Será que dá para ficar quieta?

Max assentiu e baixou a cabeça. Ela não sabia o motivo de seu mau-humor repentino, mas sabia que, se o questionasse, receberia mais comentários desagradáveis, então manteve-se quieta. Os dois começaram a caminhar até o hall principal dos corredores, onde encontraram Vanessa e Ryan chegando junto. Nathan os cumprimentou com sorrisos falsos e todos caminharam até o elevador.

A igreja onde o casamento seria celebrado era dentro do hotel. Pelo que parecia, aquele era um estabelecimento especial para celebrações em massa. E Tia Sophie não deixaria seu 3° casamento passar em branco — não que ela tivesse deixado os outros passarem.

A morena tentava equilibrar-se no salto enquanto caminhava para fora do elevador, assim como Dana havia lhe ensinado anteriormente. Agora ela andava normal. Todos se direcionaram até o local em que Vanessa os guiava. A igreja ficava ao lado de fora, e era gigante. As portas de madeira estavam abertas e o sol batia logo na entrada. As colunas pintadas em tons de dourado se iluminaram junto dos raios luminosos. A única coisa que Max pôde ficar vidrada ali foram os lustres de cristal.

— Parece que os lugares estão marcados — disse Vanessa ao olhar o convite mais uma vez. — Espero que Sophie não tenha nos deixado muito para trás. Me ajude a procurar, Max.

A garota assentiu e caminhou ao lado de sua mãe, analisando a esquerda enquanto a mulher olhava para a direita. Os dois caminhavam atrás. A igreja já estava consideravelmente cheia e as duas encontraram os quatro assentos logo de frente para o altar. Vanessa sorriu e indicou-os para todos. A avó de Max havia morrido há quase três anos, e seu avô há quatro. Sophie estaria se casando, pela primeira vez, sem a presença de seus pais.

— Vocês conheceram o noivo? — Max perguntou aos pais, que negaram com a cabeça. — Gostaria de saber quem é.

— Sophie disse que seu nome é Drake ou algo do tipo — Vanessa respondeu ao verificar sua maquiagem no espelho de bolsa.

— Os pais dele devem ser aquele casal do outro lado do altar — Ryan apontou para um casal de idosos que cumprimentava cada pessoa que parecia ser próxima.

— Uma pena que minha mãe não esteja mais entre nós — Vanessa sorriu com tristeza, mas logo, afastou o sentimento. — Quem sabe não teremos outros casamentos daqui para frente, onde a mãe de certa noiva esteja viva?

Assim que a mulher terminou a frase, recebeu três olhares constrangidos. Max a encarava já sabendo o que ela queria dizer com aquilo, Nathan sem saber e Ryan desejava que ela não tivesse disparado aquilo em sua presença.

O garoto louro sorriu com vergonha e passou o braço sobre os ombros de Max, sem jeito.

— Ainda é muito cedo, mãe — disse a jovem. — Eu tenho dezoito anos.

— Eu me casei com vinte — a mulher sorriu.

Mãe.

Vanessa — Ryan interferiu, agora irritado.

A mulher riu consigo mesma e fechou a boca, agora olhando para frente, vendo que os padrinhos e madrinhas começaram a se ajeitar sobre o altar. Os arranjos de flores brancas e vermelhas predominavam todo o caminho até os degraus do presbitério e davam a volta sobre todo o local. O cheiro das flores começou a incomodar o nariz de Max, causando uma fraca alergia.

Um rufo de tambores e trompetes soou, assustando a morena, que logo olhou para cima, vendo uma grande quantidade de músicos que se vestiam que nem os antigos. Max não viu necessidade para toda aquela banda. Uma melodia forte e bonita tocou enquanto um coral de ópera cantava de acordo.

De repente, todos olhavam para trás, vendo o noivo entrar a igreja enquanto diversos fotógrafos — paparazzi na visão de Max — capturavam o momento em todos os ângulos possíveis. O homem que estava atrás das câmeras era alto e esbelto, com um corte de cabelo curto e um nariz pontudo, com as sobrancelhas grossas e olhos bem verdes. Ele caminhava preso em seu sorriso encantador que cativava qualquer um que fosse focado.

O homem caminhou até o altar, onde cumprimentou seus pais e estendeu-se de frente para todos que estavam por ali. Max olhou de relance para Nathan, que pareceu extremamente incomodado, mas ela não pôde entender o motivo.

— Ocorreu algo? — Arriscou-se a perguntar, mas fora ignorada em resposta.

Ainda bem que o clima não ficou tenso, já que a música emocionante soava ao fundo, agora com a famosa entrada de noiva. As portas de madeira foram fechadas e só se abriram para revelar a mulher no imenso e perfeito vestido branco, com o véu caindo sobre o rosto pálido. Na família de Max, ser pálido era quase comum. Sophie estava deslumbrante. Ela havia prendido seu cabelo em um coque com a franja lateral. Algumas flores estavam entre as mechas de seus fios.

A mulher caminhou até o altar com daminhas de honra carregando a parte traseira do véu atrás. Os fotógrafos ocupavam todo o campo de visão dos convidados, mas não se importavam, já que estavam sendo pagos por isto.

O resto do casamento foi como toda a tradição de uma união romântica. As alianças, os votos, o beijo encantador que fez com que todos presentes aplaudissem. Até Nathan deixou um sorriso escapar ao assistir tudo aquilo, o que aqueceu ainda mais o coração derretido de Max.

Quando a cerimônia fora definitivamente encerrada, todos se encaminharam para o lado de fora, onde várias cadeiras estavam estendidas sobre o gramado cheio de flores brancas. Um piso de dança ocupava uma área grande, e mais para frente, um palco com alguns músicos ajeitando seus instrumentos. Todos eles de ternos brancos e gravatas borboletas. Vários cordões com lamparinas antigas rodeavam a área, preenchendo de luz o escuro da noite.

Todos os convidados estavam tão bem-vestidos que Max chegou a se sentir desconfortável na ocasião. Ela e sua família eram os únicos presentes no casamento, não havia mais nenhum rosto conhecido. Exceto por um homem que andava por ali, de terno preto e uma gravata vermelha, combinando com o vestido de sua acompanhante, uma moça alta e morena, de fortes olhos azuis e dona de um sorriso tímido. Max jurou já tê-lo visto antes, mas não tinha ideia de onde. Nathan continuava com sua expressão aborrecida.

— O que houve com você? — Perguntou a morena, tocando-lhe o ombro.

— Preciso falar com alguém — ele começou a caminhar, mas a mão dela agarrou seu pulso.

— Eu te acompanho.

— Não, Max — disse ele. — Preciso resolver isto sozinho.

— É questão de imagem — mentiu. — Precisamos mostrar que estamos juntos.

Ele deu de ombros e logo, ofereceu o braço para ela, que o aceitou.

— Não me faça perguntas — disse ele ao torcer a boca. — Não me responsabilizo por nada.

Ela não entendeu, mas o acompanhou, separando-se de seus pais sem uma palavra. Talvez eles ficassem bravos mais tarde, mas ainda assim, era uma festa, não dava para permanecer no mesmo local. Os saltos de Max batiam firme contra o caminho de pedra, enquanto Nathan caminhava feito um rei. Ela tinha dúvidas se ele já havia feito algum curso de etiqueta, pois tudo nele soava fino.

Os dois começaram a se aproximar daquele único homem que pareceu ter um rosto conhecido para a garota, e os dois permaneceram atrás do moreno dos cabelos curtos, até que Nathan pigarreou e chamou a atenção do casal a sua frente. Os dois os olharam confusos, mas ainda com os sorrisos talhados nos rostos.

— Posso lhe ajudar? — Disse o homem, com uma voz rouca e o sorriso no canto.

— Ajudar, não — disse Nathan ao fechar seu sorriso falso e ter os olhos de Max o encarando. — Mas pode me dizer o porquê de se esquecer de algumas coisas.

— Desculpe? — O homem riu com gentileza e olhou para a mulher, que passou a sorrir com os dentes. — Que coisas?

Família, Ian — Nathan mordeu o lábio inferior.

Max não sabia o que dizer naquele instante. Se sentiu completamente desconfortável perante aquela situação. Aquele era Ian?! O irmão fugido de Nathan? O louro parecia irritado e tinha a tristeza presente no olhar fixo. Max só queria poder abraça-lo e segurá-lo até que ele chorasse tudo que ela pôde ver que ele queria.

Nathan? — O homem aproximou-se para abraçar o irmão, mas recebeu uma mão que o impediu do ato. — Faz tanto tempo…

— E, ao que parece, você aproveitou bem — Nathan mordeu ainda mais forte seu lábio.

— Esta é Natalie — ele apontou para a morena que o acompanhava. — Quem é esta jovem?

— Não te interessa — Nathan puxou Max para mais perto, machucando sua cintura de tanta força colocada ali.

— É bom te ver, Nathan — disse Ian, agora passando a mão pelas costas da mulher ao seu lado. — Sabe, desde que eu…

— Não continue — o louro soltou a cintura de Max, enfiando suas mãos nos próprios bolsos enquanto a garota cruzava seus braços sobre a cintura.

— Nate…

— Você não se importou — disse ele. — Nosso pai estava me jogando em clínicas e você não deu a mínima. Você fugiu!

— Com licença — o homem empurrou a mulher para a frente, andando para outra direção.

— Inacreditável, mais uma vez fugindo — Nathan murmurou mais para si mesmo agora, enquanto observava seu irmão caminhar para outro lado.

— Você está bem? — Perguntou a garota, olhando agora em seus olhos enquanto segurava seu braço.

— Preciso sair daqui — o garoto começou a andar para fora da festa, na direção do pequeno morro.

Max o seguiu com pressa e cuidado para não torcer o tornozelo naqueles saltos. Quando se aproximou mais um pouco, notou que ele já havia achado um gazebo com um banco de madeira no centro. Ali havia apenas as luzes da festa para iluminar, então ela mal pôde enxergar o corpo do louro, que estava a se sentar sobre o cercado que rodeava o local.

A garota começou a caminhar mais devagar, agora jogando seus saltos no chão e pulando para a mesma cerca onde ele estava sentado. Ela segurou com as duas mãos para equilibrar-se e olhou para o garoto, que tinha seus olhos azuis iluminados pela lua. Ele parecia tanto desolado quanto irritado.

Devia ter o ajudado quando ele precisava mesmo, pensou ela. Agora sei o que ele passa. E talvez isto não seja nem um quarto de sua vida.

Ela não conseguia parar de pensar naquele retrato logo na entrada da casa do Prescott, onde havia um pequeno garoto com um sorriso forte e contagiante estampado nos lábios, olhando para a câmera como se estivesse muito feliz. Agora ele parecia mais feliz ainda, mas com atitudes tão imaturas quanto uma criança. Ela nunca esqueceria o olhar do mais novo ao ver seu irmão saindo com sua suposta mulher, sem ao menos esclarecer os motivos da fuga.

— Ele é ridículo — disse Nathan. — Eu contava com ele.

Suas mãos se apoiaram sobre seus joelhos, e logo seu rosto desceu para os pulsos.

— Sinto muito, Nathan — disse ela agora, tocando suas costas.

Ele afastou a mão dela de seu corpo e a olhou com irritação visível.

— Você não sente — disse ele ao acusa-la. — Você não se importa também.

— Com licença? — A garota sentiu-se extremamente ofendida. — Você não sabe!

— Não finja que se importa enquanto não dá a mínima também.

— Como pode ser tão ignorante? — Max sabia que tinha de soltar tudo que guardava há tempos naquele instante. — Eu passei todo este tempo me importando com você. Os papéis estão invertidos aqui, Nathan, já que você me deu o pior fora de todos os tempos, me deixando sozinha na chuva.

— Você pediu para eu te deixar no Two Whales.

— Eu não queria ser deixada em nenhum lugar! Eu queria ter ficado com você! — Disse ela ao soltar suas mãos da madeira e posicioná-las em modo defensivo. — Você tinha minha confiança. E depois ainda se afastou o máximo possível de mim. Eu deixei de existir, e eu que não me importei?

— Não dava para ficar mais por perto, Max! — Ele gritou. — Não podia arriscar.

— Eu não sou uma bomba, Nathan — ela respirou fundo.

— Mas eu sou. Uma que nunca explode por completo — ele olhou para o chão e as lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. — Não quero te levar em cada explosão.

— Só queria te ajudar… — ela quis tocá-lo, mas teve medo de ser impedida novamente. — Eu só…

— Não dá, não tem como.

Ela ficou quieta por um tempo, apenas vendo as lágrimas pingando em sua calça social enquanto ele soluçava baixo.

— Eu sei, Max — disse ele ao olhar para ela. — Está estampado em seu rosto.

— Sempre lhe disse que queria ajudar, mas…

— Não isso.

Mais uma vez, o silêncio. Ela sabia do que ele falava, só não queria se convencer de que ele tinha noção daquilo.

— Você me afastou porque sabia que eu havia criado sentimentos, então? — Ela baixou o rosto, não querendo qualquer contato visual naquele instante.

Uma vez lhe disseram que as respostas que você mais quer saber são as mais demoradas. Agora ela entendia o sentido da frase. O momento em que ela perguntou para Nathan aquilo, pareceu uma eternidade até ele afastar o rosto dos pulsos, voltar a coluna na posição anterior e olhar para o teto do gazebo. Respirar fundo, ajeitar o cabelo, ajeitar as mangas da camisa, suspirar.

— Não te afastei por causa dos seus sentimentos — disse ele por fim.

Foi o suficiente para que ela interpretasse algo que ela quisesse. Não sabia se sorria ou se continuava naquela mesma expressão.

— As garotas…

— Não são iguais — completou ele, agora saltando da cerca de pés ao chão.

Ele olhava para o céu enquanto seus braços estavam cruzados sobre o estômago, transferindo o calor dos pulsos para a barriga. Max saltou sorrateira em seguida, caminhando na direção dele, envolvendo seus braços ao redor de sua cintura, tocando suas mãos. Sua cabeça pousou sobre as costas magras do louro, movendo-se de acordo com a respiração profunda dele.

Outra vez, Max ouviu que os momentos que eram tão esperados duravam pouco, mas aquele não. Ela esperou tanto tempo para tocá-lo novamente, que quando conseguiu o que queria, pareceu-lhe eterno. Eterno e infinito, e estavam quase se fundindo nas mesmas profundezas do sentimento gerado que pairava sobre o ambiente. Apenas os dois e a baixa música suave que os músicos tocavam na festa, longe deles.

— Me desculpe — sussurrou ele ao se virar.

— Está tudo bem — ela sussurrou de volta, agora sorrindo.

O garoto inclinou-se na direção dela, depositando um rápido beijo em seus lábios e se afastando para ver se a garota reagiria mal, mas ela o puxou para perto mais uma vez, selando seus lábios aos dele. Max só havia provado de seu beijo anteriormente, mas ainda assim, era incrível cada sensação que ela tinha ao entrar no contato dele. As mãos do rapaz percorriam a cintura da jovem enquanto as delas estavam enlaçadas em seu pescoço, depositando séries de carinho na nuca dele.

— Nós podemos dar um soco no Ian depois — disse Max ao sorrir, limpando as lágrimas que ainda estavam nas bochechas do garoto. — Quando ele estiver bem bêbado e fora de si.

Nathan riu. Era algo que Max nunca havia visto anteriormente, e sentiu-se feliz por ser o motivo daquele riso.

Logo, o jovem colocou-se em postura reta e ofereceu uma mão para a garota, que ficou um tanto confusa.

— Estou te tirando para dançar, Caulfield — disse ele, revirando os olhos com um sorriso no rosto.

— Ah, sim, desculpe.

Ela sorriu e tocou seu ombro e segurou a mão dele com a sua. Max mal havia notado que a música longínqua estaria acabando de começar, mas ele notou, então ofereceu-lhe uma dança. Pouco tempo depois, a cabeça de Max já repousava sobre o ombro dele, enquanto o rosto dele se afundava sobre o pequeno ombro dela.

Notas finais
Povo, eu gosto muito de todos vocês, mas, infelizmente, ficarei um tempo sem postar. Minhas aulas começaram e agora estou levando tiros em física, então preciso me concentrar aqui. Mas quando der, estarei postando. Não os abandonarei, juro!