Life After Love

4 I cannot hear you, I'm kinda busy!


Notas iniciais
OOOOOOOI MINHAS LINDAS!

- Como assim? – Perguntei num fio de voz.
- Você não entendeu Ever? – Indagou levantando-se. – Eu não posso ficar sem ela, não posso ficar sem vê-la.
- Você pode vê-la Justin, vocês são amigos eu não...
- Eu não sei se quero continuar sendo só amigo dela! – Interrompeu-me. – Eu estou confuso! –Afirmou virando-se para mim. – Eu não sei qual de vocês duas eu amo! – Disse passando a mão pelos cabelos sem se importar comigo, com o meu estado. – Na verdade eu sei, mas não quero admitir! – Completou jogando-se novamente no sofá, eu continuava intacta, porém minha luta interior era ainda maior agora, eu estava lutando sozinha contra um batalhão de emoções e sentimentos ruins que queriam tomar o controle do meu ser. Era como se milhares de pequenas e afiadas facas estivessem perfurando meu corpo; meu coração já estava despedaçado, naquele momento eu vira todo o meu mundo se quebrar, era como se eu estivesse sendo queimada viva pedindo socorro e ele apenas assistira a tudo friamente, sem demonstrar interesse em me ajudar. Sim eu estava caindo, cada vez mais rápido no enorme abismo e quando eu atingisse o chão, não sobraria nada de mim, nada do meu velho eu. Ele jamais saberia como eu estava me sentindo naquele instante, sendo trocada por uma amiguinha colorida, ninguém jamais saberia.

- Ótimo! – Afirmei rindo pelo nariz. – Diga-me então! – Ordenei controlando-me arduamente para não desabar chorando em seus pés pedindo para que não me deixasse.
- Não Ever, eu não posso! – Exclamou fitando-me. – Não quero tomar uma decisão precipitada. Eu gosto de você sabe, mas eu amo...
- Você ama a Selena, vá ser feliz com ela! – Interrompi levantando-me do sofá procurando minha bolsa.
- É, eu a amo! – Afirmou ficando de pé na minha frente.
- Como eu havia dito! – Sorri sínica, com a pior sensação do mundo, ele admitira que amava ela, mas mantive-me firme, ele não me veria chorar, não por ele, por mais que eu o amasse e por mais que aquela confissão rasgasse meus sentimentos, eu seria forte.

- Você está fingindo!
- O quê? – Indaguei, eu sabia o que era, eu sabia exatamente o que era. Meu disfarce de quem não sem importa estava desmoronando, suportar aquilo era demais pra mim.
- Você está fingindo que não se importa com o que eu disse! – Afirmou rindo da situação, rindo da minha desgraça. – Mas eu sei que você me ama, e o fato de eu amar outra garota agora, está te destruindo por dentro.
- Dane-se você, e o que você acha! – Respondi sustentando minha máscara, dessa vez com mais força. – Eu posso ter outro de você em um minuto! Você certamente não sabe nada sobre mim! – Completei e pude sentir que aquilo o assustou.
- É mentira! – Exclamou. – Você me ama Ever, e eu não te amo, eu não dou a mínima para os seus sentimentos!
- Hahahaha! – Ri ironicamente. – Olhe como eu estou sofrendo Bieber! Fique sabendo de uma coisa, você não é insubstituível! – Afirmei aproximando-me dele que estava deitado no sofá. – E preste bem atenção no que eu vou te falar! – Sibilei friamente tentando manter meu sistema nervoso longe de um colpaso. – Eu vou sair por aquela porta e você vai se arrepender amargamente disso. O mundo dá voltas, e quando isso acontecer não venha chorar no meu portão.
- O que você está dizendo? – Indagou com os olhos arregalados levantando-se do sofá, minhas palavras o assustaram e ele se deparou com a possibilidade do arrependimento, o que o balançou.
- Eu estou apenas te alertando! – Disse afastando-me dele e pegando minha bolsa.

- Você se acha muito boa não é? – Exclamou chegando perto de mim. – Acha que vou ficar com medo das suas pragas?
- Pragas? – Indaguei rindo sem humor algum. — Você está sendo ridículo Justin! – Afirmei calmamente medindo-o de cima a baixo, fazendo-o sentir-se o mais medíocre de todos os seres humanos.
- Desculpa! – Respondeu expirando o ar pesadamente. – Eu quero terminar, eu preciso de um tempo para pensar eu...
- Você não precisa de desculpar! – O interrompi friamente. – Vou indo, minha agenda está lotada! – Afirmei dando-lhe as costas indo em direção a porta.
- O que você está dizendo? – Indagou segurando-me pelo braço. – Você não se importa nem um pouco?
- Se você não sem importa, não sou eu quem vai se importar! – Respondi sem demonstrar nenhum sentimento, apesar de eles estarem ali, pedindo para sair, me queimando com a vontade de chorar desesperadamente.
- Mas eu achei que...
- Era só isso? – Perguntei impacientemente fitando meu relógio. – Eu tenho um compromisso importante e não posso me atrasar! – Completei olhando-o com desdém em seguida dirigindo-me à porta.
- Espera! – Exclamou correndo até mim. – Como assim? Você não vai...
- Eu não preciso ouvir mais nada! – Afirmei. – Você fez suas escolhas e eu não dou a mínima para elas! – Cuspi as palavras, minha intenção era machucá-lo mesmo que aquilo machucasse mais à mim mesma. – Eu estou indo e, por favor, não me ligue! – Completei pausadamente saindo em seguida.

O ponteiro marcava 120 quilômetros por hora no painel da minha BMW X1, e eu não me importava nem um pouco com isso, não me importaria de morrer nesse instante simplesmente porque para mim, não haviam mais razões para continuar viva. Ele é o ar que eu respiro para sobreviver, e agora se foi, não está mais aqui, não para mim.
A visão embaçada pelas lágrimas dificultava tudo, mesmo assim dirigia meu carro que se deslocava pela highway como uma flecha que se desloca pelo ar. Minhas mãos seguravam o volante com tanta força que cheguei a pensar que rasgaria o couro do mesmo. Eu não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo com meu corpo, talvez meu sistema nervoso estivesse entrando em colapso, pois eu tremia e soluçava sem conseguir controlar minhas ações.
Avistei o condomínio e acelerei mais ainda, a fim de pegar o portão aberto por um dos moradores que acabara de sair, assim eu não precisaria descer os vidros pretos e deixar que alguém visse o estado miserável em que eu me encontrava. A última coisa que eu queria agora era ter que encarar alguém face a face. Mesmo que fosse o porteiro, ou o lixeiro da rua, qualquer pessoa, eu sei que desabaria chorando em seus braços.
- Alô?
-Ever é você? Onde você está menina? A entrevista é...
- Eu não vou à entrevista Jerry!
- Como assim não vai? É claro que vai! – Afirmou autoritário, tentando ser pelo menos.
- Não vou. – Suspirei por alguns segundos. – Cancele todos os compromissos, por favor!
- Ah não! Eu conheço essa voz! O que houve Ever?
- Não quero falar agora Jerry! – Disse manhosa. – Apenas faça o que eu te pedi ok?

Desliguei o telefone antes que Jerry pudesse responder, eu sei que ele provavelmente me encheria de perguntas e viria correndo pra minha casa tentar me animar. Iria propor uma tarde de filmes e manicure talvez, eu seria obrigada a chorar todas as minhas lágrimas em seu ombro e nós ficaríamos acordados a noite toda com ele me aconselhando enquanto eu me aninhava em seu peito. Era tudo que eu menos precisava agora, a piedade de alguém; eu sei que isso não se aplica a Jerry, todos sabem aquela história de ter um amigo gay com o qual se pode contar em qualquer momento, mas por enquanto o melhor era ficar sozinha.
Entrei em meu quarto, procurando por algo que pudesse me livrar daquela dor, daquela angústia; não encontrei. Fui até o banheiro, vasculhei por todos os lugares e não achei nada que me agradasse, na verdade eu não sabia o que estava procurando, porque eu não estava procurando por algo, e sim, por alguém! Alguém que não me amava mais. Abri a porta do armário e me deparei com uma pequena e fina navalha que Jerry usava para manter o corte picado do meu cabelo de vez em quando. Peguei a mesma com cuidado e voltei para o quarto, sentei-me sobre a cama e ergui as mangas do meu casaco deixando meus pulsos à mostra. Parei para analisá-los, podia ver todas as veias entrelaçando-se umas ás outras sob a fina camada de pele branca. Respirei fundo algumas vezes tentando tomar coragem para fazer aquilo, eu não conseguia, e isso me frustrava ainda mais. Tomei a lâmina novamente e posicionei-a sobre o pulso esquerdo, fechei os olhos e lentamente a pressionei contra minha pele, ainda não havia funcionado, o sangue não escorria e eu estava desesperada. Mentalizei sua imagem e me recordei de suas últimas palavras; “o fato de eu amar outra garota agora, está te destruindo por dentro”,” Você me ama Ever, e eu não te amo. Eu não dou a mínima para os seus sentimentos!”

Notas finais
Está ai o capítulo, deixem reviews dizendo o que acharam, rs, ♥