Notas iniciais
[Leloty]: Então, não sei realmente o que escrever aqui agora, e você, Nivea? *olha pra Nivea* [Nívea]: *passa um braço pelos ombros da Leloty e dá abraço de urso* Xá de ser anti-social nas notas do capítulo... UHUUL, GALERA, cá estamos, eu e essa doida aqui, pra deixar com vocês o primeiro capítulo depois de trilhares de bilhares de ano planejando.[Leloty]: *sai de fininho* Eu juro, gente, não sei o que ela tomou. Mas vou tomar conta direitinho dela agora, tsc, tsc... Vamos, Nivea, temos que deixar o pessoal ler UAHSUAH[Nivea]: *puxando Leloty de volta pela blusa e sorrindo* Volte aqui, rapah... Ah, sim, ok, simbora começar logo essa história. Sejam super bem vindos, espero que gostem e já vem com música esse capítulo... Só clicar ali embaixo... Boa leitura :3LINK MÚSICA [https://www.youtube.com/watch?v=LJ8uspgf7vs] - Birth - 30 Seconds To Mars.

[Música]

– Mais rápido, mais rápido.

– Eu tô indo o mais rápido que posso, isso daqui não é uma Ferrari, se não percebeu.

– Fale menos, dirija mais, ele está se aproximando.

– Eu já ouvi — gritava uma das duas mulheres que estavam no carro.

Seus olhos se deslocavam a todo minuto para o farol que incidia contra o painel, ela estava para ficar louca com aquilo. Todo seu corpo estalava em adrenalina, mas entendia o medo da outra.

O carro já ia bem mais do que a cento e setenta em uma via nem um pouco boa, o velocímetro estourava, implorava para diminuir a velocidade. Contrário a isso,sua mão passou mais uma marcha do Corvette 69.

Mas nada faria diferença naquele minuto.

Nem se tivesse diminuído.

Nem se tivesse aumentado.

Ou sequer, se tivesse evitado aquilo.

A garota que dirigia só teve tempo de olhar para o lado, para onde sua companheira estava, e, através da janela, ver um par de faróis brilhando enquanto vinha na sua direção.

A caminhonete pegou com tudo na lateral, o chassi amassando de primeira a lataria do automóvel, fazendo inevitavelmente o Corvete sair da pista. Ela ainda tentou resistir, mas não havia o que fazer, era impossível.

Então, houve o choque, o momento em que seus olhos fitaram com pavor a mulher ao seu lado. Sua audição, levada a zero pelo som do estardalhaço, não conseguiu compreender o que ele dizia, mas sua visão captou o movimento da boca.

Números, ela gritava números.

45, 30, 12, 73, 33, 15.

Automático, sua mente repetiu aqueles números ditos, abriu a boca para pronunciá-los ou perguntar o que era ou mesmo porque daquilo, uma vez que estava realmente meio tonta com aquela cena, apenas que não sobrou tempo.

Não mais.

No próximo minuto, o Corvette 69 negro caía ladeira abaixo, carregando consigo árvores, plantas, muita terra e tantas pedras quanto possível.

A garota tentava se segurar nas laterais, mas era impossível, pois se amassavam a cada golpe. Ao seu lado, a mulher gritava, em desespero, só estava perplexa demais para seguir o mesmo caminho. Até que em um dos pulos daquela atual bola de metal contra o penhasco, sua cabeça bateu contra o vidro.

E ela apagou, tendo como último pensamento“não há como escapar deles”.

[...]

O cheiro de fumaça industrializada mesclado ao de cigarro, drogas e mesmo álcool foi o que primeiro atingiu o loiro alto de olhos dourados quando o mesmo entrou na famosa boate do subúrbio de Roma, a Piecere, sem precisar mostrar o colar vip, todos já o conheciam ali. Hermes Baldocchi,esse era seu nome, sorriu de forma amigável para o segurança.

–Scartezini está ai?

– Está sim. Na mesa de sempre.

Hermes deu um leve tapinha no ombro do cara antes de começar a andar apressadamente pelo local.

Luzes avermelhadas, suaves. Mulheres dançando em poledance, praticamente nuas enquanto recebiam o dinheiro dos caras que as assistiam. Ele sorriu para pelo menos três delas que retribuíram seu sorriso.

E, exatamente onde sabia que os encontraria, achou quem procurava. Quase ao fim da boate, em um nível mais elevado e também bem mais luxuoso, com sofás, bar particular e chão acarpetado, estava o dono da boate.

Poseidon Scartezini, homem alto, incríveis olhos verdes oceano, cabelos negros despenteados, assistia entediado uma das garotas dançando. Sua expressão em tédio mudou no instante em que o viu, para uma de escárnio, típica dele.

– O nosso adorável garoto de ouro entre nós no submundo? – ele realmente adorava tirar sarro de Hermes. O mesmo revirou os olhos, rindo, sabia que aquilo era a forma de admitir que gostavam dele.

– Não vim para te levar para jantar, Loki, lamento. Nem você, Batman. – o homem para quem ele disse isso era Dionisio Rockenbach, homem de cabelos negros um pouco cacheados, que sequer tirou os olhos violeta do celular que mexia. — Vim falar com o Thor hoje, meninas.

Ao que eles referiam de Thor, era ninguém menos do que Apolo Bratiliere.

O loiro três centímetros mais baixo que Poseidon,os olhos azuis gelo que fitavam um anel e encararam Hermes, de maneira fria. Apolo já tinha visto o outro loiro se aproximando, só estava entretido demais com outra coisa.

– O que houve,Hermes?

Apolo sempre sabia que era algum tipo de problema quando um dos amigos dele chegava daquela forma, um do Grupo Olimpo.

Hermes, no caso, não tinha mais a expressão divertida, o olhava sério.

– Houve um acidente próximo a interestadual, em uma das vias secundárias.

– Era do circuito?

– Não.

Apolo o encarava sem nenhum sentimento reconhecido, mas podia se ouvir um “e?” inaudível. Poseidon suspirou. Ele provavelmente já tinha notado que haveria algo fora dos eixos.

–Desembuche logo, Hermes.

Hermes revirou os olhos, mas seguiu o que ele disse, sabia que Apolo rapidamente ficava entediado.

–O carro, era um Corvette 69, todo vermelho. E, bem, a placa... Era a placa do carro da sua mãe, Apolo.

Uma leve lembrança tomou a mente de Apolo naquele momento, um carro vermelho estacionado na garagem de sua casa, todo personalizado.

Hera.

Hera Sidersky dentro dele, sorrindo para ele.

Apolo encarou com seriedade Hermes, ele não parecia estar mentindo, todos eles sabiam que não deviam brincar com aquele tipo de assunto, não com ele.

Mas mesmo aquilo era impossível.

– Hera está morta– sua voz foi fria ao dizer aquilo. – Isso to...

Sua frase foi cortada naquele minuto ao Hermes estender algo. Algo que se encaixava perfeitamente ao resto da sua lembrança.

Uma pequena e simplesTorreEifell, toda em ouro branco e com alguns diamantes espalhados por ela, para quando a luz tocasse brilhasse igual a original.

Ele se recordava daquilo, era único.

Os olhos dourados de Hermes não piscavam,uma forma de dizer que aquilo era verdade. Entregou a ele o objeto que, frio ao seu tato, o fez perceber que estava bem ali.

Apolo não via aquilo há anos.

– Encontramos isso no asfalto, se desprendeu do Corvette.

No entanto, o loiro há muito já não prestava atenção, não após ter aquilo em sua palma. Pouco passava de dez centímetros, cópia perfeita do original, mandado fazer na própria França.

Por ele.

– Onde houve o acidente, Hermes? – a voz de Poseidon perguntou.

– Está na saída da cidade. Eu consegui segurar por um tempo, mas não sei quanto a polícia vai se manter quieta.

Apolo nem se importou. Com aquela peça em mãos, ele se levantou da poltrona negra que estava sentado e olhou para Dionisio.

– Mantenha a polícia afastada.

O homem de olhos violeta só assentiu, como se aquilo fosse a coisa mais fácil do mundo, o que na percepção dele realmente era, antes de Apolo apanhar a chave do carro que estava sobre a mesa e sair andando.

Ele não ia deixar aquilo passar, não uma coincidência daquilo. Finalmente poderia saber quem havia roubado o carro de sua mãe depois de tudo, sempre fora estranho aquele carro ter sumido.

Uma bendita pista vinha bem a calhar.

– Hermes, Poseidon, venham comigo.– Apolo não olhava para trás ao dizer -Vamos ver o que é isso.

[...]

A autoestrada estava completamente vazia aquele horário, pouco iluminada, as vezes brilhava por um par de faróis que passava em alta velocidade.

Naquela noite, não era bem assim que estava. Um pequeno grupo de quatro carros encontravam-separados na beirada, o som de pessoas falando, iluminando algo lá embaixo.

Foi quando eles ouviram o som de carros potentes se aproximando a toda velocidade e já sabiam quem era.

O primeiro carro a estacionar perto foi um Gallardo LP 570-4 amarelo queimado, em ambas suas laterais, se viam cobras que mais pareciam dragões pintados em um tom de cobre. Hermes desceu daquele carro.

Ao seu lado,no exato instante em que ele saia, um Maserati MC12 preto clássico desligou seu motor. Poseidon desceu daquele carro, seus olhos verdes sérios ao analisar aquele local.

E, por último, uma Mercedes SLR McLaren de última geração parou do lado da Maserati de Poseidon. O seu tom branco neve se destacava naquele local.

Apolo desceu do carro com uma tranquilidade que ele não devia estar sentindo, ainda segurava a pequena torre na mão, assistindo os homens abrindo espaço para ele poder se aproximar. Poseidon e Hermes vinham ao seu flanco.

Ele não sabia bem o que esperaria ao ver mais vez o carro de sua mãe, se mais raiva ou se algum daqueles sentimentos humanos tristes, mas sem dúvida, jamais esperou ver daquela forma o carro. Ele estava no final do penhasco, preso em algumas pedras.

Apolo olhou para Hermes, esse já esperava alguma resposta dele.

– Como seus homens estão descendo?

Hermes somente apontou na direção que eles fizeram um tipo de vala onde podiam descer até lá. Estava cheia de pedras encaixadas na areia, dava para descer sem muito estrago.

– Por ali.

Não havia tempo a se perder, as respostas estavam próximas demais para demorar com coisas assim. Apolo colocou a torre no bolso da sua calça, juntamente das chaves da sua Mercedes, e começou a descer.

Cinco minutos depois, ele se encontrava bem ao lado do carro, o mato, as árvores, tudo estava destruído pelo acidente, um rastro.

Seus olhos azuis gelo varriam a capotaria atrás de algumas semelhanças com o que sua mãe tinha, tudo batia, mesmo os adesivos colado no carburador. A placa batia também, os retrovisores personalizados.

Poseidon parou bem ao seu lado, Apolo sabia que ele também recordava bem daquele carro.

– É o carro de sua mãe, não há dúvidas. – o tom dele era irônico. – Mas quem estava dirigindo ele?

– Duvido muito que aquele que roubou continuou com o carro.

– Penso exatamente o contrário, Apolo. – disse Hermes– Um carro tão personalizado assim logo seria descoberto. Não venderia.

Apolo pouco estava ligando para o fato de se estava ou não com aquele roubou, não agora. Ele só queria provas.

O homem loiro se abaixou para olhar o interior, igualzinho ao que ele lembrou, nada mudado.

Estava assim, fitando detalhes, quando escutou um barulho próximo. Poseidon e Hermes também escutaram, e fitavam o local de onde ele tinha vindo.

Apolo se levantou, andando devagar, para ver a tal movimentação.

E então encontrou.

Uma garota jogada entre os destroços de algumas árvores, escondida na vegetação, provavelmente jogada para fora depois do impacto.

Ele sequer pensava no que fazia, só estava agindo.

Com um suave puxão, ele, que tinha se aproximado dela, a tirou de entre os galhos que ela estava e a puxou para seus braços, a fim de ver sua feição.

Olhos extremamente verdes e perdidos o encararam, combinava com seu rosto afilado, o lábio dela estava machucado, coberta de fuligem e terra, mas era visível ser bem branca e o tom vívido dos lisos cabelos vermelhos.

Apolo olhava de forma séria para ela, sem qualquer sombra de sorriso ou cuidado.

– Quem é você?

Ela parecia seriamente afetada, ele já começava a notar que havia um corte em sua cabeça, que estava manchando de sangue sua blusa branca. No entanto, os lábios se moveram com dificuldade e ele ouviu.

Artemis.

No outro segundo, a cabeça dela pendia, desacordada. Apolo olhou para cima, Poseidon encarava a garota, sem expressão. Hermes assobiou.

– É, parece que temos uma garota envolvida no meio do crime.

– Acho incrível sua percepção das coisas, Hermes.

Hermes ignorava Poseidon enquanto olhava para sua pessoa.

– Então, o que vamos fazer com ela?

Apolo não pensava exatamente nisso, sua mente em outras coisas. Mas de toda forma, ele começou a andar com ela na direção da subida.

– Fazê-la sobreviver, de preferência.

– O que você vai fazer,Apolo?

O loiro não pôde não olhar para Poseidon que havia perguntado aquilo com seriedade, ele encarou o amigo.

– Primeiro, tirá-la de risco de morte. Depois... Podemos dizer que ela tem algumas repostas a dar. — Seus olhos azuis voltaram a fitar o rosto da garota desacordada. – E é melhor que ela tenha boas explicações para isso.

– Ou então? – perguntou Hermes, já bem a espera do que ele diria. Todos sabiam as regras, "ninguém os via, ninguém sabia quem eles eram, ou morriam".

Os azuis eram gelo na direção do outro loiro.

–Ou então... Essa será a última vez que ela vai respirar.

E aquele mistério estava só começando.

Notas finais
[Nívea] Leloty é carente, eu sou carente. Leloty bota moral em mim, Nívea responde recaditos junto. Ou seja, deixem o que você achou disso aqui *w* Próximo: 04/04/2014