Notas iniciais
[Leloty]: CATCHAU. Digam aí se esse nome não tá todo no clima? Aié, cês não leram o capítulo ainda/ /pensa. Então é, foi só falta de criatividade mesmo. E... NÃO. Nãaaaao, nós não entramos em hiatus. O que aconteceu foi uma combinação de Nyah com problemas + preguiça extrema + falta de tempo. Simples. Receita perfeita essa. Maaaas, aqui estamos nós de novo :3 Tão vendo que bonito? [Nivea]: Senhoras e senhores, eu tenho que humildemente vir aqui dizer... MEEEEEEEEEEEUDEUS, ADIVINHA QUEM EU VOU VER? ADIVINHA? OH YEAH, ladys, eu vou conhecer a Lelo awn, vai ser demais, certeza, né, sua vaca? *te aperta* Awn, só mais uns dias, enfim, desculpa pela demora em postar, minha vida tá ô, só uma belezura de circo e com tanta reviravolta na minha novela mexicana, que eu (com a Lelo puxando minha orelha) vim escrever as notas iniciais... E, cara, eu sou a futura Spielberg, arrasei em um video caseiro de terror com direito a roteiro, só a comédia *ri e aperta a Lelo* entonce, é isso de novids, né? [Leloty]: AIÉ, SÓ MAIS UNS DIAZINHOS AÍ E ADIVINHA QUEM VAI ESTAR DESEMBARCANDO (ou desenhaviãozando *ri* me matem depois dessa -q) AQUI? Awwwwwwwn *u* Oh, yeah, Niv *u* E eu vou aqui ver o tal vídeo caseiro de terror enquanto deixo ocêis lendo. Anyway, se ainda lembrarem de como / onde a história tinha parado, aqui vai o 10º capítulo proceis, cambada :3

Aquela noite, regada ao melhor vinho importado da Grécia e cheia de lembranças que deviam se manter quietas, foi mais produtiva do que Dionísio poderia sequer imaginar. Passar a madrugada procurando informações, recebendo ligações de seus informantes e juntando outras informações tinha lhe dado uma resposta que... bem, já imaginava algo semelhante.

E precisava falar aquilo urgentemente para Apolo.

Ainda era cedo, umas oito da manhã, quando Dionísio desceu da sua Lamborghini estacionada a frente da garagem secundária. Como ele esperava, o portão encontrava-se aberto. Os homens do grupo Olimpo costumavam ter um péssimo hábito de insônia entre eles.

E aquele que se encontrava sentado em sua poltrona preta trajando roupas de mesma cor era aquele com quem desejava falar.

Apolo tinha os olhos fechados, mas era claro que não dormia. Sem dúvida jamais cairia no sono sendo que Artemis, em um short e moletom (de Apolo) encontrava-se claramente dormindo no sofá que era de Poseidon, de frente a ele.

– A babá de hoje? — perguntou Dionísio enquanto se aproximava, uma mão no bolso de seu terno creme.

Seus olhos violeta analisaram a expressão de Apolo no momento em que esse o olhou.

Alerta, cansado e com pupilas dilatadas.

Hum... então quer dizer que todas minhas hipóteses estavam certas.

Sim, Apolo estava claramente consternado por querer Artemis, não que ele soubesse disso ainda.

Os olhos azuis de Apolo voltaram a se fechar.

– Poseidon ainda não apareceu — seu tom era indiferente — Hermes está em uma palestra com Héstia, Dite... por aí e Hefesto no andar de cima. Infelizmente, sobrou para mim.

Dionísio sorria de leve ao sentar-se na sua poltrona branca, olhando para uma Artemis que dormia.

O rosto dela estava virado na direção de Apolo, devia ter dormido conversando com ele... ou não conversando, se dormiu.

– Lamento que tenha que cuidar dela — estava claro que ele não lamentava — Por sorte, estou te trazendo boas notícias.

– Duvido muito que sejam boas.

– Divertidas por certa parte.

– Sobre?

– Bóreas.

Lentamente, Apolo abriu os olhos, claramente havia se interessado e também já havia farejado algo estranho naquela proposta do caminhão.

Os azuis gelo encararam Artemis dormindo.

– O que tem ele?

Dionísio também encarava Artemis, ela parecia estar em um sono cansado pela forma como franzia suavemente as sobrancelhas.

– É o que pensamos... Uma emboscada para conseguir pegar o grupo inteiro e, principalmente, você.

– Ele estava inseguro.

– Não seria o suficiente para classificá-lo assim, ele poderia estar apenas com medo de você ou por estar no local do grupo — Dionísio dizia calmamente, se servindo de um copo de whisky — Mas... estávamos certos.

– Voltou a beber?

Os olhos violetas encararam os azuis com tranquilidade absurda, um olhar que muitos temiam, o que claramente não incluía Apolo...

E nem Ariadne.

Não, melhor não pensar nela. Bebericou o liquido âmbar.

– Eu nunca parei, não que isso seja de seus assuntos.

Apolo ignorou o tom. Dionísio via o loiro esconder qualquer tipo de expressão.

– Bóreas está trabalhando para Ares?

– Não, para alguém que possa te interessar ainda mais, parece que eles voltaram a querer a cabeça do mafioso filho do magnata Zeus Bratiliere.

Dito isso, Dionísio entregou a Apolo as pastas de papel pardo que continha tudo sobre Bóreas.

Os olhos azuis de Apolo brilharam logo que leram de onde vinham aquelas informações, aquele símbolo internacionalmente conhecido, e sorriu friamente.

Era clara a expressão de diversão.

– A Interpol de novo? Pensei que eles tinham cansado.

– Ao que parece, você ainda é celebridade.

– Bóreas trabalha para eles, qual era o plano?

Dionísio ia começar a dizer, não sem antes dar uma olhadela para ver se Artemis de fato dormia, no instante em que o som de carros entrando com velocidade invadiu a garagem.

A Maserati preta foi a primeira a desligar o motor e o seu dono sair pela janela, com habilidade. Poseidon sorria ao bater no capô do Gallardo. Hermes não sorria, nada alegre.

Dionísio logo viu quem havia ganhado aquela corrida. Héstia saia rindo do carro do namorado e, surpresa, uma loira descia do de Poseidon; um revirar de olhos, mas que Dionísio via que sorria por dentro. Os olhos violeta se detiveram em Atena. Os olhos cinza encontraram os seus.

Aquela sim era uma verdadeira peça a ser analisada. Fria até os ossos, conseguia ser totalmente imparcial...

Um som atrás dele o fez se virar tranquilamente a fim de ver Artemis sentada, acordada pelo som dos motores.

Os olhos verdes sonolentos encaravam os de Apolo.

– Eu dormi? — a voz dela parecia confusa.

Apolo somente assentiu e logo Artemis tinha alguém bagunçando seus cabelos ruivos (Hermes), alguém apertando de leve seu ombro (Poseidon) e por último Héstia sentando ao seu lado.

Isso era ruim, muito ruim. Artemis estava conseguindo se apegar ao grupo.

Poseidon se jogou na cadeira de Dionísio já que seu sofá estava sendo usado e sorria para eles sarcasticamente.

– O que as meninas já conversavam tão cedo?

Dionísio olhava para Atena parada próxima a escada.

– Temos um assunto a tratar.

O rosto de Atena era de divertimento, claramente sabendo que era por causa dela que ele não dizia nada.

Ah, mas como Dionísio adoraria tirar aquele sorriso dela. Foi a vez dele de sorrir de lado. Pena que teria que deixar para Poseidon lidar com ela.

– Então temos missões, power ranger Prata? — Hermes sorria como sempre — Tava até cansado de não fazer nada.

– Existia Power Ranger prata? — questionou Artemis, confusa.

Apolo não sorria, mas se divertia.

– Não se lembra?

Artemis revirou os olhos, olhando com careta para os olhos azuis gelo enquanto todos riam.

– Então você sabe ser divertido?

– De acordo com minha lembranças, sempre fui. E você? Era divertida?

Apesar de ser dito de forma imparcial, era impossível não rir. Dionísio sorria de cantinho.

Hermes olhou para Poseidon.

– Fazia tempo que esse Apolo não aparecia.

– Hermes, nem sabia que ele ainda existia... Só falta Dionísio rir agora.

Dionísio somente ergueu uma sobrancelha para Poseidon, em um claro "esqueça" e voltou pro assunto principal:

– Preciso conversar com vocês, na sala.

– Ih, não vai dar agora — Poseidon, que ficou de pé, sorria falsamente triste — Mas assim que terminar esse trabalho, eu volto para ajudar vocês.

– O que vai fazer, Poseidon? — perguntou Apolo, sério.

Claro que as prioridades eram sempre o Olimpo para Apolo. Poseidon parou ao lado de Atena, mas quem disse foi a loira, encarando Apolo no olho:

– Somente uma entrega de armas comigo, sir. Trarei ele vivo.

Dionísio olhava a expressão de desafio no rosto de Atena, ela só havia mexido com Apolo, alguém calmo e seguro demais para se intimidar com aquilo.

O loiro nem mudou de expressão.

– Só traga ele inteiro.

– Vamos, Atena

Assim, Atena sendo guiada por um divertido Poseidon, que Dionísio olhou para Artemis que assistia tudo aquilo fascinada e via que ela já entendia o que acontecia.

E que Apolo prestava atenção nela mesmo quando falava com Hermes.

– Então, cadê o que temos que fazer, Capitão América?

– Pergunte pra Dionísio.

– Batman?

Tirando relutante o olhar da expressão de Artemis que parecia estar decodificado algo, Dionísio respondeu, ao fitar os olhos dourados de Hermes.

– Vou pegar no carro.

Dito isso, começou a se encaminhar para seu carro. Na verdade, não era bem isso que pensava ao responder, seus pensamentos estavam em Artemis e a pupila dela dilatava... então... Artemis se sentia sexualmente atraída para Apolo? Aquele jogo estava ficando cada vez melhor, e falando em melhor...

Atena ainda encontrava-se ali com Poseidon, pareciam ter restabelecido algumas últimas idéias no momento em que ele passou do lado do carro. Poseidon já entrava no lado do motorista. Atena olhou em sua direção com sérios olhos cinza.

– Trarei ele vivo, já disse. — disse com zombaria.

– Não é com ele que me preocupo.

Foi clara a confusão momentânea dela antes da expressão escurecer. Dionísio nessa hora passava do lado da mesma.

– Eu te preocupo, Dionísio?

Ah, mas ele queria deixar aquela mulher assustada. Ainda mais com as informações que tinha. E, bem, que mal faz brincar um pouco? Dionísio aproximou os lábios do ouvido de Atena que sequer recuou.

– Estou de olho em você, loira.

E com essas palavras e um olhar sério, Dionísio foi para seu carro, atrás dos documentos.

Como informações eram poderosas!

Adorava isso.

Ah se adorava.

[...]

– Poseidon, o caminho não é esse. — comentou Atena ao notar que estavam indo para o lado oposto ao da Autostrada dei Parchi.

– Preciso pegar algo na boate antes. — ele deu de ombros, batucando na direção do carro enquanto esperava o sinal abrir. Nesse momento, o celular dele toca. Tirando o aparelho do bolso, Poseidon encarou a tela por alguns demorados segundos antes de atender:

– Acabei de sair daí, Apolo. Já está com saudade de mim?

"Claro, mal posso esperar para vê-lo novamente. — a voz do loiro soava entediada – Quando acabar com Atena, venha direto para cá, ouviu? Vamos sair daqui para pegar a gasolina, mas... Houve uma pequena mudança de planos."

– O que houve?

"Dionisio descobriu que havia muito mais do que gasolina envolvida no plano de Bóreas. – a voz riu com sarcasmo — Temos a Interpol na nossa cola mais uma vez."

– Tudo bem, estarei no galpão logo que terminar com o lance das armas.

"Certo. E... Poseidon, não traga Atena."

O moreno concordou em silêncio, encerrando a ligação e guardando o celular justo no momento em que o vermelho mudou para verde e os carros começaram a avançar na pista.

– Quem era ao telefone? — perguntou a loira, encarando-o.

– Ninguém especial.

– Não que eu me importe, mas... Você ficou estranho.

– Eu não... — Poseidon suspirou — Era minha namorada, Anfitrite.

– E o que há com ela?

– Atena, você não acha que está curiosa demais? — ele sorriu, se esquivando da pergunta.

– Só achei estranho. — ela deu de ombros, voltando ao seu silêncio habitual, no qual permaneceu até que estacionassem na frente da Piercere.

– Vai ficar dentro do carro? — ele perguntou, abrindo a porta e descendo. — Eu não demoro.

– Não, vou junto. — ela fez o mesmo, ao que ele deu de ombros, travou tudo e entrou com ela na boate. — Afinal, o que você esqueceu?

Ele não respondeu, mas ela o assistiu vasculhar caixas e mais caixas no bar atrás de alguma coisa.

– Não me diga que foi bebida, porque se tiver nos trazido aqui só pra buscar álcool...

– Não, bebida eu sempre tenho no carro — ele riu, tirando uma típica colt de dentro de uma das caixas. — Só precisava ir armado.

– Pensei que estivesse sempre armado.

– E costumo estar, só esqueci hoje. — ele falou, pegando também sua jaqueta de couro preta que estava sobre o balcão. — Quanto tempo temos mesmo?

– Não falta muito para meio dia. Por que?

– Não acha que dá tempo de beber nada, realmente?

– Não, Poseidon, vamos. — Ela rolou os olhos, empurrando-o até a saída enquanto ele ria.

Entraram novamente no carro e saíram dali, dessa vez indo pelo caminho certo. Ficaram em silêncio metade do caminho, mas Poseidon pensava em algo interessante. Se Bóreas era, como Apolo havia dito, da Interpol... Atena saberia disso?

Ficaram assim até chegarem a Circonvallazione Tiburtina– nome que fez Poseidon sorrir de canto — que seria onde encontraram os outros carros, três Fords Mustangs pretos praticamente iguais. Atena falou que parasse ali atrás dos carros, que ela desceria e iria levaria o terceiro Mustang com as armas, o único que não tinha motorista.

– Então... Há quanto tempo você e o seu namorado engomadinho estão juntos? — ele perguntou tentando descobrir algo, enquanto procurava um jeito de entrar naquela rua e parar atrás dos carros.

– Poseidon, você não acha que está curioso demais? — ela o respondeu do mesmo modo que ele havia feito minutos antes, arrancando um sorriso do moreno.

– Você prefere esse silêncio absurdo então?

– Do que ouvir sua voz? Sem dúvida. — ela riu.

– Minha voz sexy, você quis dizer.

– Claro, Poseidon, claro. — Atena concordou com sarcasmo, mas acabou dando de ombros e respondendo-o. — Pouco mais de um ano. Mas qual o porquê da pergunta?

– Nada demais, na verdade. Suponho então que vocês sejam muito próximos, afinal, um ano não é pouca coisa.

– Ainda não entendi onde quer chegar.

– Hm, é que... Por exemplo, eu namoro há um bom tempo também, mas guardo muitos segredos de Anfitrite. Quem sabe...

– Poseidon, você por acaso sabe de algo que eu não sei? — ela franziu o cenho, encarando-o.

– Sei, óbvio. Sei, por exemplo, que eu seria bem melhor de cama do que ele.

A loira riu, desistindo daquele assunto, para alívio de Poseidon. Mas concluiu com um suspiro:

– Isso não importa, eu amo Bóreas.

Foi a vez de Poseidon rolar os olhos e ignorar aquele comentário e mudar de assunto:

– Então, como vou saber onde entrar depois que você estiver no outro carro? — ele olhava para a estrada a sua frente, procurando a rua.

– É bem mais na frente, Poseidon. Está vendo esse cruzamento aqui? — ela apontou no mapa que tinha em mãos. Primeiro precisamos passar dele. Mas basicamente, é só seguir os carros.

– É longe — ele murmurou, olhando em volta — E parece que nem tem mais civilização depois, só vejo verde, salvo uma casa aqui e acolá.

– Tem que ser num lugar sem muita movimentação, e no caminho pra fora da cidade. — ela deu de ombros.

Poseidon não disse mais nada, finalmente parando atrás dos carros, dando tempo para que Atena descesse.

– Lembre-se, eu estarei sempre no carro mais próximo, caso confunda os três. E preste atenção a qualquer coisa estranha. — ela falou, abrindo a porta e saindo do carro.

– Mais estranha do que três carros iguais transportando uma carga enorme de armas no meio de uma autoestrada e sendo seguidos por um Maserati? Ok.

– Isso mesmo. — ela sorriu, fechando a porta do carro dele e andando em direção ao da frente. Poseidon observou enquanto ela ia, notando o quanto ela ficava sexy naquela calça preta de vinil. Junto com o casaco também preto e os cachos loiros presos para o lado, ela parecia uma atriz gostosa daqueles filmes de espionagem, e obviamente ele adorava isso.

Ela entrou e os carros começaram a sair, um por um, e se misturar com os outros que trafegavam pela Autostrada dei Parchi naquele momento.

Poseidon ficava em velocidade constante, sempre observando o último mustang para não perder Atena de vista. E foram assim por todo o percurso, aproximadamente 24 Km. Ele já estava até ficando entediado, pensando que ia rolar algo legal, mas nada até aquele momento.

Então entraram na Via di Lunghezzina, onde os dois primeiros carros já estavam estacionado, com seus respectivos motoristas parados do lado de fora. Atena estacionou atrás deles, saindo do carro também, e indo até o de Poseidon.

– E agora? — ele indagou quando ela se inclinou para olhar para ele pelo vidro semi aberto da Maserati. E ele estava adorando vê-la naquela posição. Se ela abaixasse um pouquinho mais...

– Agora nós esperamos um pouco que a pessoa que nosso comprador mandou apareça aqui. Daí ele pega o terceiro carro, eles saem e nós vamos embora. Simplé.

– Que sem graça.

A loira rolou os olhos, levantando-se e apoiando as costas no carro dele enquanto olhava para a estrada.

Não tiveram que esperar muito, pois em pouco tempo uma Lamborghini Huracán de um tom meio acinzentado apareceu ali, chamando logo a atenção de Poseidon, que só nesse momento desceu do carro. Ficou ao lado de Atena, assistindo a Lamborghini estacionar.

– Você adorou o carro, não? — ela perguntou, fazendo-o sorrir de canto.

– Eu apostaria qualquer coisa em troca desse carro numa corrida.

– Hm, você corre por apostas, então?

Poseidon riu consigo mesmo ao se lembrar da corrida com Bóreas e do que haviam apostado. Ah se Atena soubesse...

– Depende. — foi tudo o que ele respondeu, dando de ombros, e ela parou de perguntar. Nesse momento, o motorista do carro que Poseidon invejava descia.

Era um moleque, na concepção do moreno. Não parecia ter mais que dezoito anos, era loiro e muito, muito branco, além de ser meio magrelo. Mas ainda assim, tinha uma Huracán.

Ele caminhou até onde estavam Poseidon e Atena, com um sorriso prepotente no rosto, especialmente depois de olhar bem para Atena e fixar seu olhar na loira. Desnecessário dizer que Poseidon não foi com a cara dele.

– Mas quem é você? — Atena indagou, cruzando os braços na frente do corpo logo que o outro se aproximou.

– Meu pai me mandou aqui para acompanhar os carros. Ele não confia em qualquer um, sabe como é. — o moleque falou com um sotaque forte e voz arranhada. Era o mesmo sotaque que Atena tinha, em menor intensidade, Poseidon percebeu.

– Como você vai levar os carros?

– Meu amigo, que veio comigo, — ele apontou para um homem que saía da Lamborghini — vai levar o último carro. Eu vou atrás, acompanhando-os até Moscou.

– Que seja então. — a loira deu de ombros — Só quero a minha parte do negócio. Seu pai já transferiu tudo para a conta?

– Sim, pode checar agora, se quiser.

Ela olhou para o loiro com um olhar desconfiado enquanto pegava o celular do bolso e olhava online o quanto havia em sua conta bancária. Não que a internet fosse das mais rápidas, mas logo deu para ver os zeros a mais no valor total dali. Ela sorriu.

– Tudo certo.

O loiro já ia falar alguma coisa, mas um som específico chamou a atenção de todos ali. Sirenes.

Sirenes de polícia.

Poseidon e Atena se entreolharam, surpresos, e ele perguntou:

– E agora?

– Agora... Eles não podem ver os três carros, mas já estão se aproximando. O que faremos?

Eles pensavam tão rapidamente quanto o som se aproximava. Não tinham lá muito tempo.

Então uma ideia ocorreu aos dois, quase que ao mesmo tempo, e ele falou:

– Distração. Precisamos de algo que não deixe que os policiais entrem aqui.

– Sim! Algo maior, que faça com que não se preocupem em entrar numa ruela como essa. Mas... O quê?

– Já sei. — ele sorriu — Terminou tudo aí?

– Sim, mas... — ela respondeu, sendo logo interrompida por Poseidon, que a puxou pelo braço de volta à sua Maserati.

Eles entraram, e ela começou a perceber o que iam fazer quando Poseidon apertou bem o próprio cinto de segurança.

Ele girou a chave da ignição, fazendo o motor roncar, e acelerou um pouco apenas para sair do lugar e parar ao lado de onde o loiro estava em pé, parado.

– Moleque, assim que você não ouvir mais as sirenes de polícia, saia correndo daqui, ouviu?

O outro assentiu, avisando o mesmo em cada um dos Mustangs e entrando no próprio carro.

– Moleque? — Atena protestou — Ele é o filho de um dos maiores mafiosos russos, Poseidon.

– Observe eu me importar com isso. — ele sorriu, olhando para a rua à sua frente — Se eu fosse você, colocava o cinto de segurança.

– Só não nos mate, por favor. — ela falou após um longo suspiro, prendendo o cinto.

Ele sorriu de canto, segundos antes de passar a marcha e pisar fundo no acelerador. Logo a rua ficava para trás, e iam ganhando mais velocidade conforme se aproximavam da esquina.

Então ele girou bruscamente para a esquerda, num drift perfeito, entrando novamente na Autostrada dei Parchi. O maior problema: Estavam em contramão, numa autoestrada movimentada, com uma velocidade absurda.

Logo passaram pelos carros pretos da polícia, certamente deixando-os confusos por alguns segundos ao verem aquela loucura.

Poseidon esperava que eles pensassem que perseguir um carro andando na contramão ali e arriscando a vida de tanta gente era mais importante do que prosseguir com sua ronda e entrar na Via di Lunghezzina, mas não teve tanta certeza disso ao ver que eles demoravam, indo na direção contrária.

Mas foi enquanto desviava rapidamente de um carro que quase batia em sua Maserati que Poseidon viu as duas viaturas dando meia volta e acelerando cada vez mais atrás dele.

Pronto, agora só teria que se preocupar em não bater em nenhum dos muitos carros que passavam por ali naquela hora. Era quase impossível. O volante não parava numa direção só, estava constantemente sendo girado bruscamente para esquerda e direita, para que conseguissem escapar de batidas. Todas por pouco. Mas ele gostava daquilo.

– Então, você também é russa? — ele perguntou para Atena enquanto dirigia, fazendo com que ela olhasse para sua pessoa com um olhar de incredulidade.

– Poseidon, você tem que se concentrar! Esqueça isso!

– Me concentrar nunca foi uma opção com você do meu lado, pode apostar. — ele sorriu, ao que nesse momento demorou uma pequena fração de segundo a mais para desviar de um carro, fazendo com que o som das buzinadas ecoasse ali e que escapassem realmente por um triz. Atena estava mais pálida do que o habitual, mas Poseidon ria. — Opa.

– Certo, certo, eu sou russa, mas você pode por favor prestar atenção na estrada agora?

–Sem problemas. — ele deu de ombros, pois nesse momento saiam da Autostrada, indo finalmente para uma rua mais tranquila, onde Poseidon só avançou mais alguns metros e enfim parou.

– Isso foi tão... Tão... — Atena começou, mas foi logo interrompida por um Poseidon animado.

– Legal! — ele riu, fazendo Atena rolar os olhos. Mas nessa hora, voltaram a ouvir o som das sirenes policiais, e olhando pelo retrovisor puderam ver que os carros pretos com aquelas sirenes irritantes entravam na rua. Droga.

– Estamos ferrados. — ela falou, ainda olhando pelo retrovisor, enquanto as viaturas paravam atrás da Maserati.

Poseidon assentiu em silêncio, mas não era como se realmente se importasse com isso.

Notas finais
[Leloty]: Então. Então. Ah, quanto aos reviews, tá complicado de responder e tal, mas vão na fé e na paciência aí que um dia dá HSUAHSUAHS Anyway. Podem ficar de boa aí que o próximo capítulo não vai demorar tanto assim :3