Notas iniciais
[Nivea]: *chegando ao som de Dark Horse* So you wanna play with magic? Cara, isso só me lembra uma cena de Artemis olhando sexymente para Apolo e dizendo isso *ri* Okay, parei com minhas perversões e afins, tenho que manter o foco hoje, tenho algumas coisas a fazer dessa vez *mostrando dois papeizinhos* Oh yeah, um discurso que não ocupa mais do que metade da folha, mas ninguem precisa saber Entonce, xuxus da minha vida, comecemos pelo fato dos recaditos, alguns devem ter percebido que respondi todos do 2º capítulo, oh yeah, aos poucos vou respondendo, mas responderei *pisca* Agora, vamos a melhor parte que a Lelo me deixou fazer dessa vez, um amor essa criatura né? *ri* Ladys, Gentlemans - so sexy dizer isso - venho com muito carinho, prazer, alegria e tudo mais o que duas pessoas podem sentir ao receber recomendações de uma fick que demoramos um mês inteiro para ter o roteiro pronto. É extremamente... cara, na boa? É, sem palavras demais, eu e a Lelo surtamos *ri* Entãããããão, esse capítulo vai especial para Izzie Wright e para Red Queen por suas fodásticas recomendações. Sério, eu já li três vezes desde que vi ontem e sabe aquele calorzinho gostoso no coração? Aquele que você sente raramente? Sinto ele ao ler aquelas palavras, sério. Muito, muito obrigada mesmo, as duas, por terem tirado um tempinho e vindo deixar aqueles dois presentes. E acredite, sei como tempo é complicado *ri* So, muito, muito obrigada *----------------------* Agora, Lelo tem mais palavrinhas *passando os papeizinhos para ela* [Leloty]: Aw yeah, mas... *joga os papeizinhos pro ar* VENHAM CÁ SUAS LINDAS, ME ABRACEM *hugeia Izzie e Red Queen* Nivea já agradeceu por nós duas, então nem tem muito mais que eu possa dizer, mas... mas... Sim, eu surtei com cada uma das recomendações, sobrou pro meu pai aguentar meus miados que mais pareciam de uma foca doente, mas tuuuudo bem. Tuuudo bem. Então, girls, aproveitem esse capítulo, porque ele é de vocês. Vejo vcs nos reviews mais tarde, não vejo? *pisca* E, só pra completar, só digo uma coisa: "VOCÊ VAI SER PEGO E NÃO VAI CONSEGUIR ESCAPAR. Essa é a máfia, baby."

Atena via Bóreas batucar os dedos na mesa, impaciente. Até entendia a impaciência do parceiro, estavam esperando por alguém que não tinha o costume de se atrasar, não mesmo.

– O que você acha que ele vai dizer? Não é meio arriscado ele nos encontrar aqui?

– Sim, mas é ele que manda. — Atena deu um sorriso de canto — Deve ter seus motivos.

Nesse momento ela viu que ele havia finalmente chegado. Na verdade, poderia até ter sentido, pois ele tinha um dom incrível de fazer o lugar parecer mais frio quando chegava. Mas Atena só sentiu isso no momento em que os olhos incrivelmente negros do homem encontraram os dela. Os lábios finos dele se contraíram num sorriso enquanto ele se dirigia até a pequena mesinha onde a loira estava sentada com Bóreas e se sentava ali, de frente para os dois.

– Vocês não pediram café? É bom não levantar suspeitas, certo, agente Scherbítsky? — ele perguntou para Atena com certo sarcasmo.

– E eu até hoje não sei pronunciar o sobrenome dela. — resmungou Bóreas, fazendo o homem dar uma gargalhada. Ele estava incrível e estranhamente de bom humor.

– Então, Hades, o que quer? — indagou a loira, fazendo com o que ele desse um sorriso de canto, encarando-a.

– Sabe, por isso que eu sempre gostei de você. Não se intimida comigo, mesmo que eu seja seu chefe. Mas deixemos isso de lado. Coisas mais importantes me trazem aqui.

– O que seria tão importante a ponto de termos que nos encontrar em um simples café em Roma? — Bóreas perguntou.

– Vocês conseguiram, não foi? — Hades deu um sorriso um tanto maquiavélico. Se Atena fosse outra, certamente sentiria medo dele. Aquele homem alto, esguio, sempre bem-vestido, com olhos e cabelos negros como ébano colocaria medo em quase qualquer um. Mas não nela, Atena não se intimidava tão fácil, ainda mais por um homem. Oh não, seria preciso mais que isso.

– Sim, conseguimos. — ela confirmou.

– E a nossa outra agente conseguiu se infiltrar também?

– Sim, senhor. — confirmou Bóreas.

– Perfeito. Agora... — ele se interrompeu enquanto uma moça chegava para deixar na mesa dois cafés pretos e um capuccino. — Agora me contem o que descobriram.

– Certo. Tem um cara chamado Apolo, ele é o que manda em tudo, ao que parece. E tem seus sócios, dos quais só tive o desprazer de conhecer Poseidon.

– Mas há mais entre eles. — disse Bóreas.

– Tudo bem, mas vamos trabalhar com o que temos. Você, agente Lefevre, vai observar Apolo, procurar um meio de prendê-lo. E você, Scherbítsky, vai ficar na cola desse outro, Poseidon. Entendido?

– Positivo. — ambos concordaram em uníssono.

– Ótimo então — Hades bateu as mãos, tomando o último gole de seu café e levantando dali, preparando-se para ir embora. — Nos vemos mais à frente, e espero eu, com outras boas notícias.

Atena e Bóreas assentiram em silêncio, entreolhando-se quando Hades saiu.

– Acho que nunca vi Hades tão animado com um caso. — comentou Bóreas.

– É porque não é ele que vai ter que lidar com Poseidon — a loira rolou os olhos, suspirando e se levantando. — Vamos, Bóreas, temos trabalho a fazer.

[...]

Naquela noite, Poseidon estava entediado. Foi cair no erro de falar isso para Apolo, que aproveitou e o empurrou para tomar conta de Artemis, já que ela não podia ficar sozinha. Felizmente ela era uma boa companhia, sabia exatamente o que não devia perguntar, então passava a maior parte do tempo só respondendo as perguntas dele.

Ele a levou novamente para a garagem, onde estava arrumando seu carro enquanto ela ficava sentada no sofá, comendo doritos e conversando com ele.

– Mas você não sabe nem de onde vinha na noite do acidente? Quero dizer, é uma memória recente, de certa forma. — ele indagou.

– Não, infelizmente. Se eu soubesse, explicaria muita coisa sobre o carro que Apolo diz ser roubado, e talvez ele acreditasse em mim.

– Disso eu duvido — ele sorriu com sarcasmo — Apolo demora para confiar em alguém. E, geralmente, as pessoas em quem ele confia lembram quem são.

– Argh, mas eu sei que o que eu preciso está lá, como um arquivo criptografado. Ou corrompido, no caso.

– Não duvido que apareça um “Bad Gateway, Error 404, page not found” quando você tenta lembrar.

Artemis riu da piadinha, vendo que Poseidon também sorria. É, ela já devia estar se acostumando a ver que um sorriso seria o máximo que arrancaria dele, isto é, nos dias em que estivesse bem-humorado.

Mas ambos pararam de sorrir quando viram através do vidro que, do outro lado, dois vultos observavam o lugar.

– Venha, Artemis. — Poseidon falou, guardando suas ferramentas e levando a ruiva até o vidro, digitando a senha e abrindo aquela porta. E, ora, vejam só quem estava ali! Ninguém menos que Atena, a loira gostosa que lhe vendeu as armas, e Bóreas.

– Estão perdidos? — Poseidon perguntou, fechando a porta atrás de si. Atena não respondeu, olhando fixamente para Artemis.

– Eu posso falar com você? — indagou Bóreas, surpreendendo Poseidon, que sorriu de canto e concordou, chamando o outro para um canto.

– O que foi?

– Queria saber... Nossa corrida ainda está de pé? — indagou Bóreas.

– Pode apostar. Mas... Eu não corro por nada. Quer apostar?

– Tudo bem. Se eu vencer, quero o seu carro. Topa?

– Com uma condição... Se eu vencer, quero a loira.

Bóreas piscou, hesitando.

– Vai desistir agora? — Poseidon provocou, sorrindo, ao que ele pensou, pensou e decidiu:

– Feito.

Poseidon riu, colocando as mãos nos bolsos do jeans e falando:

– Ótimo. Artemis, você fica aqui com Atena. Atena... — ele sorriu e piscou para ela — Fique de olho nela.

Apolo ia matá-lo por isso, mas, ah, que se dane. Ele não ia perder o carro naquele dia, não mesmo, iria ganhar algo muito melhor.

[...]

As poucas luzes da Biblioteca Rispoli refletiam no capô da Maserati de Poseidon. Ele estava confortavelmente acomodado no banco de couro da mesma, com um braço apoiado na janela e o outro no volante, enquanto encarava Bóreas com um sorriso de deboche no rosto.

– Devíamos ter trazido Atena. — falou o homem que entrava no Zenvo ST1 e olhava em volta, para a biblioteca. — Ela iria gostar de perder boas horas com a cara nos livros daqui e da Biblioteca Nazionale Centrale.

– Mas ambas estão fechadas a essa hora. Acha mesmo que iríamos correr por locais movimentados? — Poseidon pensou um pouco antes de continuar — Hmm... Se bem que poderíamos ter usado Atena para marcar a largada. É, não seria nada mal vê-la naquelas roupas sexys e curtas, desfilando na frente dos carros.

–Por que você não para de pensar na minha mulher, especialmente nessas condições, e começa logo isso?

O moreno de olhos verdes riu, segurando o volante com as duas mãos e emparelhando seu carro ao de Bóreas, dando uma última olhada para este antes de dizer:

–Tudo bem, deixo pra pensar no que fazer com ela depois, quando tiver vencido esta corrida.

Bóreas sorriu de canto, duvidando que isso fosse realmente acontecer, mas apenas falou:

–No três.

Três.

Contaram juntos, largaram na mesma sincronia. Só haviam decidido onde deveriam chegar, não o caminho. Mas pelo menos naquele trecho não teriam muita escolha, a menos que optassem pela contramão, o que era quase impossível naquele horário da noite. Então seguiram reto por toda aquela rua, observando a primeira biblioteca, seu ponto de partida, ficar para trás e diminuir.

Poseidon gostava da má iluminação daquela rua, apenas odiava o fato de ela ser bem estreita. Havia conseguido passar apenas alguns centímetros do carro de Bóreas, e não podia arriscar nada pelo fato de a rua ser apertada e logo a frente ter que virar à direita.

Ele sabia que a Via del Plebiscito costumava ser super movimentada, mas não teria tempo para observar como estava o trânsito. Concentrado, Poseidon focava em calcular quando teria que virar para não bater no poste da esquina. Porque, acredite, naquela situação era bem provável. E o pior, como havia pego a mão da direita, Bóreas sairia ileso e levaria uma boa vantagem. Não, não, ia derrapar, era o jeito.

O moreno contou mentalmente. Sabia quando deveria entrar.

Quando já conseguia ver os carros passando na próxima rua, perto, bem perto da entrada, Poseidon passou a marcha, tirando rapidamente a mão dali e levando ao volante. Pisou com força no freio enquanto girava para a esquerda, por apenas alguns segundos, para que enfim girasse bruscamente para a direita e entrasse na rua. Ele torcia para ter conseguido uma brecha no meio do trânsito, ou estaria ferrado. Seria uma bela batida. Mas felizmente, não foi. Conseguiu entrar numa distância única entre dois carros, encaixando-se naquele espaço vazio e estabilizando o carro. Deu um sorriso de canto, orgulhoso, para voltar a pisar no acelerador.

Olhando pelo retrovisor, podia ver que Bóreas também havia conseguido entrar, sabe-se-lá como. Mas não deu muita importância ao fato, pois agora tinha um problema bem maior: O trânsito.

As luzes todas, tantos faróis, o deixavam desnorteado. Ele odiava aquela iluminação toda, mas não havia jeito. A velocidade máxima permitida ali não deveria passar de 50 MPH, e ele precisava de no mínimo 75 MPH.

Ultrapassou uma BMW buzinando e passando logo para a outra faixa, tentando desviar daqueles carros todos. Foi basicamente costurando, esquerda, direita, esquerda, um xingamento de um motorista ali, direita, esquerda novamente. Poseidon até se divertia em ouvir os motoristas gritando de fora da janela de seus carros, afinal, as palavras sempre soavam incompletas, ele não tinha tempo de ouvir tudo. Mesmo assim, precisava sair da Via. Era realmente complicado dirigir ali. Ele sabia que havia algumas entradas mais à frente, e pensava em ir pela Via dell'Arco dei Ginnasi, mas ainda parecia muito longe.

Atrás dele, Bóreas também mudava frequentemente de faixa, quase esbarrando num porsche. Teria sido uma cena legal, mas logo o outro conseguiu um pouco de paz também e voltou a acelerar, quase alcançando Poseidon. Ele sabia que Bóreas o estava seguindo, e entraria na mesma rua que entrasse. Isso é... Até que Poseidon viu uma entrada antes, da qual não se lembrava. Alguns bons metros antes da Via dell'Arco havia a Via d'Aracoeli, uma rua que dava direto onde ele queria. O problema seria sair dela, mas... Até lá tudo bem. O que não podia era regredir a velocidade, ou Bóreas notava o que iria fazer. Isso sim seria complicado.

Mesmo assim, era o jeito. Ficou na faixa da esquerda, mais perto, mas manteve sua velocidade constante. Quando estava com as rodas dianteiras quase passando da entrada, Poseidon freou e girou bruscamente para entrar. O carro entrou, mas saiu da pista, invadindo um pouco a calçada de uma casa. Ele continuava com o pé no freio, girando agora para o outro lado tentando voltar para a pista, e virou novamente para a direita, tentando estabilizar o carro.

Suas mãos suavam, ele estava ofegante, mas em seu rosto estava estampado um sorriso convencido ao ver que havia dado certo, seu carro estava na pista e Bóreas havia passado direto, pegando um caminho mais longo.

Sem perder tempo, Poseidon pisou fundo no acelerador, recuperando aos poucos sua velocidade. A rua estava deserta, então essa foi fácil. O problema era exatamente a hora de sair dali. Iria para outra via — yup, mais trânsito! — e seria realmente complicado de entrar ali. Mas sua adrenalina estava ao máximo após aquela manobra, então ele não se importou muito. Não vacilou um segundo nem reduziu a velocidade, girou com destreza e entrou normalmente na via, sem causar acidente algum. Ótimo.

Mas a melhor sensação veio depois, ao olhar pelo retrovisor e ver Bóreas muito atrás dele, tentando entrar ali também.

Assim, seguiu em frente, tendo uma corrida tranquila, considerando que Bóreas estava lidando com o trânsito a uma distância não preocupável. Na verdade, o outro só conseguiu se recuperar bem mais à frente, na Via Cavour. Ali, ele se aproximou novamente de Poseidon, mas não o suficiente para incomodar o moreno. Ainda estava atrás. Tudo o que precisava fazer era manter até passarem pela Via Giovanni Giolitti, e foi isso que fez. Liderou a corrida até ali, acelerando mais a cada vez que Bóreas ameaçava se aproximar. Desse modo, Poseidon chegou na Piazza dell'Independenza, e sentiu que já podia cantar vitória. Pegou o caminho da direita e passou pela Piazza, seguindo em linha reta até que pudesse ver a Biblioteca Nazionale Centrale.

Não tendo ninguém ali fazendo alarde como em corridas normais, Poseidon apenas aproximou-se e parou o carro com uma certa elegância em frente a biblioteca, descendo do carro e exibindo um sorriso presunçoso enquanto Bóreas parava atrás, pouco depois.

Ele desceu do carro, andando até Poseidon e tentando parecer conformado. Seu rosto estava vermelho, os cabelos bagunçados, e estava com os primeiros botões de sua camisa branca abertos, mostrando, desalinhado. E Poseidon nunca havia visto Bóreas daquele jeito.

– Até que você correu bem. — Poseidon cruzou os braços, sorrindo.

– É, mas você ganhou.

– Isso mesmo — riu Poseidon, entrando novamente na Maserati e ligando o motor. Antes de sair, porém, deslizou o vidro e completou — Diga para Atena que eu prefiro lingeries pretas.

E arrancou, deixando Bóreas para trás, parado em frente aquela enorme biblioteca.

Notas finais
[Leloty]: Uaaah, então. Apostar Atena, huh? Deuses, imagina se ela souber disso *ri* Teremos dois caras gostosos e mortos em pouco tempo, certeza. Mano, olha o tanto de tretas que tão se formando *o* Temos Interpol, uma operação em andamento, policiais infiltrados, mas também temos um Poseidon sexy e gostoso que está dando de tudo para seduzir Atena e... e... Ha, isso não vai prestar. Anyway. Ninguém aqui está reclamando, está? *ri* Tá ficando cada vez mais interessante. De qualquer forma, desistimos de postar a data do próximo capítulo porque, como já deu para perceber, não temos padrão SHUAHSAU mas don't worry, guys. Vou ficar por aqui aperreando a Nivea para postarmos o mais rápido possível :3 Okay? (OAKAY *cry* ok, parei)