Level 7 - Primeiro Level
5 Entrando no “O Jogo”
Voltamos e contamos para o homem do jaleco que eu iria entrar. Ele preparou cada um de nós, pedindo para nos deitarmos nas esferas cortadas. Ele colocou o capacete na minha cabeça e começou a apertar vários botões de um minicomputador em seu braço.
Meus olhos foram se fechando involuntariamente, eu senti o meu corpo ficar mais leve, meus sentidos foram ficando mais aguçados, parecia que eu estava em uma bolha de gelatina. De repente veio uma luz e eu apareci em uma sala pequena com dois armários e uma TV enorme na minha frente.
A TV piscou e a imagem do homem do jaleco apareceu.
–Você poderá escolher as suas armas e suas roupas nos dois armários que estão atrás de você. Você pode jogar em dupla com a sua amiga, para mim não importa se vocês jogarem juntos ou separados, se os dois chegarem ao final dentro do prazo, cada um receberá um milhão de reais. Vocês serão inseridos um a dois quilômetros do outro. Está pronto?
–Sim – eu disse, mas achei estranho, mesmo dentro do jogo minhas mãos estavam tremendo. Eu estava com muito medo do que eu iria encontrar pela frente.
Abri o armário de armas e ele estava cheio. Tinha uma espada grande, duas espadas pequenas, um arco, um cajado, um par de luvas e um par de botas que aumentava a força do seu soco e chute em 100%. “A Amanda irá escolher estes, com certeza” pensei. Tinha também dois revolveres, uma lança, uma besta e uma maça medieval.
Eu escolhi os revolveres, que pareciam a melhor opção para mim que não sabia lutar, e a espada grande, ela era bem leve para o seu tamanho e por intuição, parecia o certo a escolher. Quando eu fui pegar a terceira arma, a TV piscou com uma cor vermelha. Eu olhei para trás e estava escrito “O jogador só pode escolher duas armas”. Então fechei o armário e fui para o armário de roupas. Peguei uma calça jeans, uma camisa preta, um par de luvas, um par de botas, dois coldres para as armas e uma bainha para a espada, que se encaixava perfeitamente nas minhas costas. Coloquei as armas no coldre que era perfeito para elas. Tirei um dos revolveres e olhei para ele, ele era quadrado como uma pistola 9 mm. Pouco acima do cabo havia uma minúscula tela mostrando o número 100. Eu olhei para o outro e ele também tinha. “Deve ser o número de balas” pensei.
A TV piscou, assim que eu havia colocado a espada nas costas, e o homem do jaleco apareceu.
–Pronto?
–Sim.
–Ok. Estou lhe inserindo no “O Jogo” agora. Só uma dica, lembre-se “Em um mundo digital o seu cérebro é que domina, não o seu corpo.”.
Eu balancei a cabeça positivamente, guardei aquela frase em minha cabeça, mesmo sem entender o que ela significava, e me preparei. Mas antes de ele terminar, eu lembrei de algo que estava me incomodando.
–Só uma pergunta. Por que você sempre diz “O Jogo”?
–Este é o nome que o homem que financia estas máquinas colocou nele.
–É o dono desta empresa que o nome está escrito em seu jaleco, “I.E. Thor”?
–Sim. Indústria de Entretenimento Thor. Estou lhe inserindo.
–Ok.
De repente me senti como se eu estivesse dentro de um redemoinho, meu corpo girou com força e eu apareci em um lugar totalmente diferente, parecia um deserto, para onde eu olhava, não via nada. Neste momento a areia começou a se mexer e de dentro dela saiu um escorpião que era da altura da minha cintura. Ele veio em minha direção rapidamente e eu comecei a correr, ele correu atrás de mim. Quando ele estava quase me alcançando, um vulto passou por mim e o jogou longe, ele caiu de costas, morto, e seu corpo sumiu deixando apenas algumas moedas no lugar.
–Por que você não atirou nele? – perguntou Amanda pegando as moedas. Ela estava usando as luvas e as botas como eu havia imaginado, além de uma calça de couro preta apertada, uma blusa de couro marrom e um cajado nas costas.
–É mesmo... eu me esqueci disto – eu disse envergonhado.
–Tente se lembrar da próxima vez ou será morto – ela disse colocando o braço no meu ombro, como ela sempre fazia.
–Isto é incrível, Amanda. Não dá para perceber que estamos dentro de um jogo.
–Sim, esta é a parte boa. Pensei que você iria escolher um cajado. Com ele você poderia acertar os monstros de longe. A espada é mais perigosa.
–Eu senti algo estranho quando olhei para esta espada, parecia o certo a fazer.
–Ok. Mapa – gritou Amanda.
Apareceu um mapa grande na nossa frente flutuando no ar.
–Nossa, que legal. Como você sabia?
–Venho lendo o manual deste jogo desde que descobri que ele existe, há uns dois meses. Bom, se formos nesta direção chegaremos à cidade de Tampsa, nela descobriremos mais informações sobre este level em que estamos. Mas antes temos que matar alguns monstros para conseguirmos dinheiro. Nosso saldo está zerado.
–Como eu sei o meu saldo?
–No comitador que está no seu bolso de trás – ela disse pegando um aparelho no meu bolso e me entregando.
–Comitador?
–É o nome do computador de braço. Um escritor meio pirado que deu este nome para ele em um livro de ficção cientifica.
–Legal.
Eu peguei o comitador da mão da Amanda e olhei para ele. Ele tinha uma tela meio arredondada e se encaixava perfeitamente no meu braço, na tela havia um coração com o número 100, a Amanda disse que significava a quantidade de sangue que eu tinha, se ele chegasse a zero eu estaria morto, um raio com o número 100, que era a quantidade de poder, uma bala com o número 200, que era o número de balas extras que eu tinha, e uma moeda de ouro com o número 0, uma de prata com o número 1 e uma de bronze com o número 500, que era a quantidade de dinheiro que eu tinha.
–Eu tenho uma moeda de prata e 500 de bronze.
Amanda pegou o meu braço e virou o comitador para o lado dela.
–É mesmo, ele lhe deu dinheiro. Eu não recebi nada. Deve ser porque você não tem treinamento em armas ou em artes marciais como nós. Então vamos direto para a cidade, com este dinheiro dá para comprar a informação que precisamos.
–Pode ser — então olhei para o mapa dela ainda aberto. – Pelo mapa a cidade fica para lá – apontei para o nordeste de onde estávamos.
–Ok. Suba – disse Amanda virando as costas para mim.
–Como assim? – perguntei confuso com o que ela queria dizer com “suba”.
–Suba nas minhas costas, eu posso ir três vezes mais rápido com estas botas.
–Mas não era 100% mais forte.
–Sim, mas eu usei o cajado e joguei um feitiço de velocidade.
–Mas você vai aguentar o meu peso?
–Sim. Suba logo.
Eu subi nas costas da Amanda meio sem jeito. Segurei no pescoço dela e enrolei as pernas em sua cintura. Ela começou a correr como se não estivesse levando nada.
–Abra o mapa e me guie – disse Amanda ainda correndo.
–Mapa – eu gritei e me senti estranho por gritar assim, para ninguém.
O mapa enorme apareceu na minha frente, eu vi uma linha com um ponto, havia a palavra “tamanho” embaixo dela. Soltei uma das mãos do pescoço da Amanda, apertei o ponto e o arrastei, o mapa reduziu de tamanho até ficar do tamanho de um caderno aberto. Eu olhei para um ponto verde se movimentando que devia ser nós e o desenho de uma cidade um pouco a esquerda.
–Vai um pouco para a esquerda... Isto, agora é só seguir direto.
–Obrigada, Cris – eu podia sentir que ela estava sorrindo.
–Por olhar o mapa? – perguntei brincando, eu sabia que não era isto.
–Não, seu bobo, por vir comigo. Eu estava preocupada, sem saber como eu iria enfrentar tudo isto sozinha.
–De nada. Eu não poderia deixar você vir sozinha – e isto eu estava dizendo do fundo do meu coração.
–Vou fazer de tudo para proteger você.
–Eu também protegerei você, mesmo sendo um fracote.
–Sim – seu corpo balançou um pouco, ela quase deu uma gargalhada.
–Sim que eu sou um fracote ou sim que eu protegerei você?
–Os dois.
Quando chegamos à cidade, ficamos surpresos, ela era uma verdadeira fortaleza no meio do deserto. Era cercada por um muro muito alto e tinha um portão de ferro gigante. Eu desci das costas da Amanda e fui em direção ao portão. Parei em frente a ele e procurei uma forma de entrar, mas não tinha nada, nem fechadura, nem tranca e nem mesmo um lugar para chamar.
–Como entraremos? – perguntei a Amanda, sem tirar os olhos do portão.
–Com o nosso comitador. Do lado dele tem um chip identificador.
Eu virei o meu comitador e realmente tinha um minúsculo chip, quando eu o virei para o lado do portão, apareceu uma luz vermelha. Eu levantei mais o comitador e coloquei o chip de frente para a luz. O portão começou a se mover para o lado esquerdo. Quando ele acabou de abrir, nós entramos. A cidade parecia uma feira, com lojas de todos os tipos, dos dois lados da rua.
–Roupas usadas, roupas baratas, para todos os gostos – gritou um homem em uma loja com várias roupas penduradas, estava difícil até de ver o homem.
–Como iremos achar informação neste lugar? – perguntei a Amanda.
–Temos que achar a pessoa certa, ela dará a informação que precisamos para concluir este level.
Nós passamos por várias pessoas que estavam comprando ou vendendo. Tinha lojas de armas, lojas de animais, restaurante, casa de apostas e um estábulo.
–Estas pessoas são todas criadas pelo jogo?
–Não, as que estão comprando são seres humanos como nós e algumas que estão vendendo. Você pode diferenciá-las pelo comitador. Os NPCs...
–NPCs? Agora embolou.
–Você nunca jogou MMORPG?
–Não.
–NPCs são os personagens criados pelo computador, poucos deles possuem um comitador. O NPC que possuir um comitador e olhos dourados é o agente de informação.
–Entendi. Mas se tem todas estas pessoas aqui, com um comitador, no mundo real tem mais daquele laboratório.
–Sim, no mundo inteiro.
–Como nunca ouvi falar deles?
–São ilegais, imagina se o governo descobre que as pessoas podem morrer dentro de um jogo.
–Mas estas pessoas vão morrer daqui a 7 dias?
–Não. 7 dias é o prazo para receber o um milhão. Algumas destas pessoas já desistiram de voltar para o mundo real. Elas resolveram que ficar aqui seria mais vantajoso do que se arriscar e morrer.
–Mas elas não irão morrer de fome e sede no mundo real?
–Não, o alimento é inserido automaticamente pela máquina. Desde que elas se alimentem aqui dentro do jogo. Se ela não se alimentar aqui, ela morrerá de fome no mundo real.
–Entendi. Será que este personagem que estamos procurando está nesta cidade?
–Toda cidade tem um destes NPCs que dá informações em troca de dinheiro.
Saímos da rua principal e seguimos por ruas menores, nelas havia apenas casas para morar, nenhuma loja. Depois de passarmos por várias ruas, achamos um personagem sentado no chão, com um chapéu sobre o rosto, mexendo em seu comitador.
–Tem alguma coisa para mim? – perguntou Amanda.
–Só se você tiver... O que eu preciso – respondeu o personagem cortando a frase no meio, de um jeito estranho, meio robótico, e sem levantar a cabeça.
–Dê a moeda de prata para ele, Cris.
Eu coloquei o dedo em cima do desenho da moeda de prata que estava no meu comitador e ela apareceu na palma da minha mão. Eu a passei para o personagem, que levantou a cabeça, mostrando um estranho par de olhos dourados.
–O que você quer... Saber de mim?
–Como chegamos ao Level 2? – perguntei olhando para os olhos dele.
–O caminho para o Level 2... Está na vitória contra o dono da pequena floresta... Que só existe no fim do deserto... Ele anda sobre as pernas de um bode... E toca a harpa da morte... Nos seus chifres, se encontra a chave... Que é a única que abre... A porta do mundo... Que você verá... Através de um corte.
–Como nós podemos vencer este fauno? – perguntei ao personagem.
–Uma informação foi dada... Por aquilo que me pagou... Para outra resposta você ter... Mais dinheiro você terá que deixar.
–Vamos, já sabemos o suficiente – disse Amanda.
Quando estávamos longe do personagem, Amanda parou.
–Como você sabia que era um fauno? – ela perguntou.
–Anda sobre pernas de bode, tem chifres e toca harpa. Só pode ser um fauno.
–Realmente... eu não tinha pensado nisto, mas não podemos falar as respostas assim, alguém pode escutar e saber a resposta sem gastar um centavo.
–Acho que já aconteceu – eu disse para Amanda apontando para uma cabeça que aparecia atrás de um carro de feno, era um garoto loiro com olhos extremamente pretos. Quando ele viu que estávamos olhando em sua direção, ele saiu correndo.
–Droga, eu pedindo para você não falar e acabou sendo eu a entregar a resposta – disse Amanda, batendo na testa.
–Não se preocupe, agora não podemos fazer nada, vamos atrás do fauno.
–Antes temos que subir o nosso nível.
–Como assim subir o nível? – perguntei.
–Ora, você nunca jogou nem RPG?
–Não. Nem o MNORPG que você falou antes e nem este RPG.
–MMORPG. É que para ficarmos mais fortes temos que matar os monstros, e com isto, conseguiremos mais dinheiro.
–Ah! Tudo bem. Então vamos.
Saímos da cidade, quando vi que não tinha ninguém por perto, abri o mapa. A floresta que o personagem falou ficava muito longe, a cidade em que estávamos ficava na ponta inferior esquerda do mapa e a floresta estava na ponta superior direita.
–Nossa, é muito longe – eu disse desanimado.
–Eu sei, mas temos que chegar lá, e para isto temos que vencer a maioria dos monstros durante o percurso. Fazendo isto, nos tornaremos mais fortes.
Nós saímos correndo em direção à floresta, depois de uns 15 minutos correndo, apareceu um diabo espinhoso, um lagarto cheio de espinhos que eu já tinha visto em livros de animais do deserto australiano. Só que os da Austrália não passavam de 20 cm, este tinha mais de dois metros.
–Cuidado, Cris. Este monstro deve ser perigoso, cuidado com os espinhos.
–Ataque a barriga, ele é mais fraco nela.
–Como você sabe?
–Não temos tempo para isto, vamos lá.
O monstro já estava correndo em nossa direção, eu saltei para o lado e Amanda para o outro enquanto o lagarto abriu a sua boca para nós engolir. Amanda tirou o cajado.
–Meteorízomai – ela gritou.
O feitiço foi em direção ao lagarto, ele abaixou as pernas e encostou a barriga no chão, o feitiço bateu em seus espinhos sem surgir efeito. As pedras ao redor dele começaram a flutuar. Era um feitiço de levitação.
Eu corri em direção a ele.
–Amanda, faça ele te perseguir e venha em minha direção – eu gritei.
Amanda balançou a cabeça positivamente, então saiu correndo muito rápido e deu um soco nos espinhos do monstro, ele olhou para ela e começou a correr atrás dela. Ela veio correndo em minha direção, quando nos encontramos eu saltei no chão com as duas armas em punho, o lagarto passou por cima de mim. Neste instante eu dei seis tiros e senti as pernas do monstro fraquejarem e ele caiu sobre mim. Seu corpo desapareceu como aconteceu com o escorpião e ficaram 100 moedas de cobre em cima da minha barriga.
Amanda me deu a mão para eu poder me levantar.
–Como você sabia que a barriga era o ponto fraco? – perguntou Amanda sorrindo.
– Eu li em um livro. Ele é um diabo espinhoso, é um lagarto que vive no deserto australiano. A parte da barriga não tem espinhos, então ele não poderia se proteger ali.
–Muito bem. Você foi bem melhor do que eu imaginava e muito corajoso para pular debaixo do lagarto daquele jeito.
–Ou idiota, não é? – eu perguntei sorrindo e limpando a minha calça. A poeira daqui também parecia real.
–Veja o seu comitador.
Eu olhei para o meu comitador e uma barra tinha aparecido na parte de baixo da tela, ela estava dividida em 10 pequenas barras, sendo oito brancas e duas vermelhas. E em cima da barra tinha um número 1 maior que os outros números.
–O que é isto?
–Este número 1 é o seu nível e a barra é a sua experiência, quando você termina de encher as 10 barras menores você passa para o nível 2.
–Então é só matarmos mais quatro diabos espinhosos para mim e cinco para você, para subirmos um nível?
–Sim.
–A qual nível que teremos que chegar, para conseguirmos matar o fauno?
–Pelo que eu pesquisei, um fauno mestre deve ser nível 15.
–Tudo isto.
–Sim, agora vamos continuar, senão, não iremos chegar lá antes do dia acabar.
Eu subi nas costas da Amanda e ela continuou a correr. E só paramos quando encontramos um grupo de diabos espinhosos. Depois de matar mais de 20 destes monstros, o que elevou o nosso nível para 3, eu reclamei com a Amanda que não era nem um pouco legal ser carregado. Ela deu um sorriso e então usou a magia de velocidade em mim e eu comecei a correr ao lado dela, era muito fácil correr neste mundo, não era preciso muito esforço. É claro que a Amanda teve que ir um pouco mais devagar, mas ela não reclamou.
Quando nós passamos por uma montanha eu parei, Amanda estava na minha frente e não reparou que eu tinha parado. Chamei o mapa e verifiquei que a montanha estava no meio do caminho e ela tinha um buraco parecendo uma caverna.
–O que foi, Cris? – perguntou Amanda voltando para o lugar onde eu estava parado.
–Veja aquela montanha, ela parece ter uma entrada. Se tiver como atravessá-la chegaremos mais rápido ao outro lado.
–Sim, ali são os calabouços. A saída dele é justamente atrás da montanha.
–Calabouço? Onde ficam os presos?
–Não. Em RPG, calabouços são fases em que existem vários monstros fortes e um objetivo, se você conseguir derrotar o chefe do calabouço, você ganha algum item valioso.
–Legal, então vamos passar por ele?
–Mas, nós podemos perder muito tempo ai dentro, mais do que se déssemos a volta na montanha.
–Mas não adianta nada chegarmos ao fauno com um nível menor que 15 – eu disse levantando a sobrancelha esquerda.
–Você tem razão, mas um calabouço – ela ficou pensando por alguns segundos. – Certo, vamos.
Nós chegamos perto da entrada do calabouço, peguei a mão da Amanda e entrei, mais uma vez eu tive a mesma sensação de estar dentro de um redemoinho. De repente estávamos dentro do calabouço. Uma cobra de mais de três metros nos atacou assim que entramos, Amanda deu um soco na cabeça dela e rodou o pé dando um chute no corpo dela, ela caiu e desapareceu, deixando algumas moedas.
Olhei para a caverna, mas eu não estava enxergando nada, ela era muito escura, parecia uma daquelas minas de garimpo que passa na TV.
–Tem alguma luz no seu cajado, Amanda?
–Sim – ela pegou o cajado e gritou. – Foz.
Uma bola de luz apareceu acima da cabeça dela, assim pudemos ver a caverna, ela era arredondada como um cano, tinha duas vezes a minha altura, as paredes eram cobertas por uma pedra escura, uma palavra que poderia definir bem aquela caverna seria. “Estranha”. Eu estava torcendo para não aparecer muitos monstros ali, pois, seria um pouco complicado lutar neste lugar.
–Acho melhor começarmos a correr – disse Amanda.
–Sim, mas com todo o cuidado, podemos ser atacado a qualquer instante.
–Sim.
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