Let The Flames Begin
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Eren estava encostado ao parapeito da janela enquanto o namorado fazia algumas anotações, sentado numa bonita poltrona em um dos cantos do quarto.
“Quando vai terminar com isso?” Perguntou. A bochecha amassada sobre o punho. “Eu disse que posso te ajudar. Por que tem tantos papeis?”
“Existe a possibilidade de eu jamais me acostumar com o seu falatório.” Rivaille dizia com descaso, seus olhos fixos na tarefa que realizava. “Um minuto, Eren.”
O garoto abandonou um longo suspiro e lançou o olhar pelo cômodo. “Estou morrendo de sono.” Rumou às costas da poltrona que Rivaille ocupava e cruzou os braços, apoiando-os no encosto confortável. Ficou apenas a observar.
“Terminei.” Rivaille anunciou, finalmente. Abandonou em cima da pequena mesa ao lado, os papeis que havia usado, e esticou os braços, espreguiçando-se. Entrelaçou os próprios dedos uns nos outros e, com isso, aproveitou para prender o pescoço de Eren entre os pulsos, trazendo-o para um beijo.
Cortaram o contato e o garoto cheirou o cabelo escuro e liso do dançarino. O cheiro agradável de shampoo.
“Não posso esquecer de ir ao banco quando sair do trabalho.” Rivaille comentou, o dedo indicador no queixo. Houve um silêncio e então ele voltou a falar. “Quando é o fim de suas férias?”
“Daqui a duas semanas... Duas semanas e meia...” Respondeu na dúvida. “Por que?”
“Por nada.”
“Uh,” Eren retirou os braços que circundavam o pescoço pálido e descansou as mãos nos ombros alheio, passando a massageá-los.
Rivaille remexeu-se para melhor posicionar-se. “Que gostoso.”
“Obrigado.” Sua voz tinha um tom baixo.
O mais velho remexeu-se novamente e fechou os olhos, mantendo-se assim por alguns instantes. As mãos em seus ombros ainda massageavam. “Eren, que delícia. Por que não me disse que sabe fazer tão boa massagem?”
“Não achei que fosse algo necessário para dizer. Meu pai me mostrou, mais ou menos, como fazer, há algum bom tempo atrás.”
Rivaille inclinou a cabeça e suspirou. “Continue, por favor.” Pediu.
“Claro.” E assim o adolescente fez. Alguns minutos se foram até a voz voltar ao ar. “Minhas mãos estão doendo um pouco.” Riu forçadamente.
“Tudo bem. Pode parar.” Ouviu o garoto estalar os dedos. “Obrigado pela massagem.” Puxou-o pelo braço para poder beijar-lhe a bochecha e depois a boca, apenas num selinho.
Contudo, Eren não aceitou o contato rápido entre os lábios e continuou curvado para poder beijá-lo mais apropriadamente. Permaneceram naquele contato e uma das mãos do adolescente deslizou pelo peito do dançarino, parando próximo ao cós da calça deste. Sua nuca foi acariciada pelas pontas dos dedos pequenos. Atreveu-se a colocar os próprios dedos sob o cós da calça e sentiu o pé da barriga do outro se contrair.
Foi a vez da outra mão percorrer o mesmo caminho para então desfazer-se do laço frouxo da calça do dançarino, que abriu um meio sorriso entre o beijo. Eren tocava os pelos pubianos, rumando para o membro.
Rivaille afastou os rostos por menos de dois centímetros e deslizou a língua pela boca do namorado. “Venha para frente.” Pediu e o garoto saiu detrás da poltrona.
“Eu queri-“ Não conseguiu concluir a frase, pois o dançarino havia juntado os lábios com os seus. Eren murmurou entre o contato e teve o lábio inferior sugado.
Rivaille pôs-se de pé, sem quebrar o contato das bocas, e empurrou o adolescente até a cama, obrigando-o a sentar. Encaravam-se agora. “Que bom que começou com isso.” Disse, mas o garoto não entendeu bem. Posicionou-se entre os joelhos separados dele e beijaram-se uma nova vez. Suas mãos foram para debaixo da camisa alheia e os dedos rumaram aos mamilos, pressionando-os ao encontrá-los.
“A-ahn,” Eren gemeu e Rivaille colocou um pouco de força no que fazia.
“Bom, huh?”
As pontas de suas orelhas aqueceram insignificantemente. “Eu quero que façamos isto hoje. Agora.” Declarou. As mãos atrevidas deslizando até as nádegas bem torneadas apenas para descansarem ali.
Uma curva, difícil de ser notada, se fez no canto do lábio de Rivaille, porém logo morreu. Dividiram outro beijo. Desta vez, lento, mas com sua intensidade. Um gemido veio de Eren ao separarem-se, uma vez que o mais velho tinha arranhado, fortemente, a lateral de seu torso. “Isso arde...” Resmungou.
“Fraco.” Rivaille cantarolou próximo à boca do namorado.
“Não disse que não gosto... Nem que é ruim.” Sussurrou.
“Hm,” Fingiu que o tocaria os lábios, como uma distração para então arranhá-lo com força novamente. Recebeu outro gemido e suas nádegas foram amassadas. Os fios de sua nuca foram agarrados e sua cabeça, forçada a inclinar. “Me pergunto aonde foi parar toda sua timidez.”
“H-huh?” O garoto, por um momento, pareceu ter voltado ao normal. “Você me excita com muita facilidade.” Usou como justificativa e inalou o ar de uma forma quase grosseira antes de trazer o mais velho para mais perto de seu corpo ao apertar-lhe as nádegas.
“Virgem.” Brincou.
Eren quis retrucar, mas optou por deixar de lado. Correu os dedos abertos pelos cabelos negros, sentindo-os. A língua ocupou-se em dar atenção à orelha de Rivaille, causando um leve arrepio à nuca deste, que tocou uma das mãos em sua nádega, apertando-a na região, como se pedisse a para amassá-lo novamente.
Foi a vez de Eren sentir um arrepio, este não tão leve como no namorado. Ficou a tocá-lo como, aparentemente, queria, mas parou com os movimentos por um momento, dando-se permissão para colocar as mãos dentro da calça de tecido leve, tocando-lhe, assim, a pele. Sentia-se um pouco inseguro ao fazer aquilo, pois não sabia se estaria realmente agradando ao mais velho. Contudo, sabia que este reclamaria ou diria algo sarcástico como forma de avisá-lo. Então, o já tão familiar nervosismo fez-se presente e Eren fez um esforço para ignorá-lo.
Na verdade, tudo o quê tinha feito até agora não era por experiência. Afinal, experiência tinha nenhuma. Mas, como todo bom adolescente sem nada de útil para fazer, vídeos pornôs eram bem-vindos e estes podiam, ao menos, ensinar uma coisa ou outra. Esqueceu aquele pensamento ao arfar por ter seus mamilos violentados novamente.
“Concentre-se no que está fazendo, garoto.” Rivaille disse no tom mais sereno que conseguiu.
“Desculpe.”
“Tem certeza de que quer fazer isto?”
“Absoluta.”
O dançarino permitiu-se a um pequeno, porém gentil sorriso e beijou o garoto, lenta e delicadamente. Abandonou o lugar entre os joelhos alheio e sentou-se na cama, ao lado do adolescente. Gesticulou para que ele o acompanhasse e aconchegou-se no centro do confortável colchão.
Eren empurrou os tênis com os pés e seguiu o mais velho, ficando entre as pernas dele. Sua cintura foi acariciada antes de ter sua camisa erguida e, por fim, deixada de lado. Os corpos e lábios juntaram-se. Uma de suas mãos rumou à coxa do outro, apertando-a sem força. Separaram-se e então foi a vez de Rivaille desfazer-se da peça de roupa que o cobria o torso. O adolescente cuidou de livrá-lo da calça leve e roupa íntima. Seus turquesas tão bonitos fixaram-se na visão que havia ganhado do corpo do outro.
“Hei,” Rivaille tocou o queixo do garoto com um dedo dobrado, obrigando-o a encará-lo.
“Você... Não se importa por eu ser menor de idade?”
“Eu deveria?” Remexeu-se. “Eren, olhe para mim, eu estou nem aí. Até porque você tem consciência dos próprios atos, ou pelo menos é o que demonstra e muito bem. E eu não estou o obrigando a isto.” Uma risadinha gostosa abandonou o garoto. “Contudo, Eren, não ouse parar agora, pois não estou nu e de pernas abertas para você para nada.”
Uma nova risada. “Não pararia nem se me pagassem.” Inclinou-se no intuito de capturar os lábios finos.
“Virgem.” Rivaille repetiu antes de aceitar o beijo. Livrou-se das últimas peças do garoto ao cortarem o contato e percebeu que ele havia ficado um pouco nervoso. “Está envergonhado?”
“N-não exatamente.” Estalou a língua, desviando o olhar por um segundo. “Esqueça. É só porque é você.”
“Você é lindo. Especialmente seu pênis.” Riu, “Não se preocupe com isso.” Mordeu o lábio inferior do adolescente e acariciou a ereção do mesmo. Recebeu um gemido baixinho. “Espere.” Pediu, inclinando-se para abrir a primeira gaveta do criado mudo. Retirou a pequena embalagem de camisinha e lubrificante. “Sabe como colocar isto?” Perguntou, referindo-se à camisinha.
“Sim.” Assistiu o namorado erguer uma sobrancelha. “Eu sei como fazer. Eu já... Coloquei... Uma vez.” Uma pausa. “Curiosidade.” Explicou.
“Pirralho,” Sorriu de canto e abriu o pequeno pote de lubrificante, espalhando um pouco pelos dedos. Pescou os turquesas e afastou mais as pernas, levando os dedos pegajosos até a entrada para então circundá-la e umedecê-la. Eren pensou nunca ter tido tão bela visão em um corpo humano. O dançarino ameaçou introduzir um dígito, mas desistiu. “Me dê sua mão, Eren.” Ele pediu e estendeu a própria mão para o garoto, que a segurou. Separou dois dedos do adolescente, dobrando os de mais, e levou-os à boca, chupando-os.
Eren sentiu um forte arrepio abandonar sua nuca e parar próximo à lombar. Podia sentir a língua do outro brincando em círculos nos dois dígitos. Porém, logo os dedos foram retirados e uma risada alta encheu o ar.
“Estou brincando.” Rivaille disse.
Ah, mas por que ele tinha de rir daquela maneira? Uma risada tão gostosa e à vontade, como Eren ainda não havia escutado, como se perguntava se teria a oportunidade de ouvi-la novamente.
O dançarino fez o que devia e fitou os turquesas antes de deixar uma distância maior entre as pernas e guiar os dedos do adolescente onde antes estavam os seus. Eren emitiu um ruído ao sentir a pele tão quente e já úmida. “Nunca fez isto antes, não é?” Rivaille perguntou.
“H-huh?” Ergueu o olhar. “Não, eu... Já fiz, mas... Como te disse, nunca passei de beijos com outras pessoas...”
“Ah,” uma expressão pervertida e divertida brincou no rosto do mais velho. “Então você-“
“É...!”
“Certo. Bem, não é exatamente a mesma coisa.”
“Uh-huh.”
O mais velho começou a introduzir um dos dedos dentro de si, cuidadosamente, uma vez que o dígito sequer o pertencia. Mordeu o lábio rapidamente e juntou o outro dedo, engolindo-os por completo. “Você pode movê-los.”
Eren nada disse. Apenas concentrou-se no que tinha de fazer e, assim como o outro havia falado, começou a mover os dedos dentro dele, sentindo todo o calor que o oferecia. A mão de Rivaille havia abandonado a sua. Afundou o rosto no pescoço pálido, mais por vergonha do que por qualquer outra coisa, e aproveitou para sugar fraco a pele. Após um minuto ou dois, foi puxado para um curto beijo e então pôde retirar os dedos de dentro do namorado.
“Coloque isto logo.” Jogou a camisinha ainda dentro da embalagem para Eren, que a pegou atrapalhado, mas não demorou a vesti-la. Separou as pernas novamente, pois havia tocado um joelho no outro por um instante. Recebeu o olhar do adolescente e gesticulou como se dissesse que ele podia prosseguir. Sabia que ele queria sentir alguma confiança.
Eren remexeu-se, posicionando-se da forma que julgou ser melhor entre as pernas de Rivaille. O medo de fazer qualquer coisa errada fazia seu peito pesar desconfortavelmente. Segurou a base do próprio membro e começou a penetrá-lo. Sentiu dedos tocarem a curva de seu pescoço. Lentamente, estava inteiro dentro do outro e a visão o fez puxar o ar com força, quase não acreditando no quão fundo conseguia ir. Um adolescente idiota em sua primeira vez.
“Bom...”
Fitou o rosto de Rivaille e moveu-se para capturar os lábios num contato rápido. Apoiou as mãos no colchão. “Eu-“ Fez a primeira investida contra o namorado, tornando-a constante. Assistiu seu membro vir e sumir dentro do outro ao que movia-se contra ele e sua respiração tornava-se, aos poucos, pesada e necessitada. “Rivaille,” arfou.
Pendeu a cabeça no pescoço e fechou os olhos. Os movimentos tornaram-se um pouco mais rápidos. “C-como é bom...” Ergueu a cabeça em tempo de ver a expressão do mais velho contorcer-se e a boca aberta deixar um alto gemido sair.
“A-Ahh! I-isso...” Ofereceu um sorriso torto e afetado ao garoto. Apoiou os cotovelos atrapalhados na cama e ergueu o quadril minimamente para movê-lo contra o adolescente, sentindo-o tocar mais precisamente dentro de si.
“Ahh,” Eren gemeu.
Rivaille inclinou a cabeça nos ombros curvados. “Continue assim.” Agarrou os cabelos da nuca de Eren e afundou a cabeça do garoto na curva de seu pescoço. O som pesado da respiração e alguns baixos gemidos direto em sua orelha agora.
Eren tocou a coxa de Rivaille, apertando-a com as pontas dos dedos. Queria poder arranhá-lo, também, mas não acreditava que poderia, uma vez que tinha unhas tão curtas. Um ritmo havia há pouco sido definido e, com isto, Eren sentia-se mais à vontade para investir conforme sua necessidade, recebendo gostosos gemidos do outro.
“Ahn, Rivaille-“
“Eren,” Os dedos apertaram o agarro nos fios castanhos, trazendo a orelha do garoto para próximo de sua boca. Sabia que Eren não agüentaria muito mais. Era a primeira vez do garoto, não podia culpá-lo. “Ahh, Eren,” gemia para ele. Não era apenas para provocá-lo, claro que não. Eren o tocava diretamente no melhor lugar e era tão, tão bom.
O gemido rouco e quebrado veio quando o garoto gozou. Contudo, não interrompeu os movimentos que fazia e seu olhar, banhado em prazer, caía direto para Rivaille, que correu dois dedos pelo próprio membro. Com a respiração ainda afetada, Eren passou a masturbá-lo, parando de se mover dentro do mesmo enquanto o fazia. Não foi preciso de demora para que o mais velho também alcançasse seu limite.
“A-ahh! Ahh...” Apertou os olhos por um ou dois segundos e o líquido quente e pegajoso sujou, além da mão de Eren, seu abdômen. As costas descansaram sobre o colchão e remexeu-se, gemendo baixinho e arrastado ao sentir o outro saindo de dentro de si.
Houve um silêncio entre os dois. O único som presente era o das respirações que estabilizavam. Quando os cinzelados finalmente fitaram os turquesas, Rivaille disse: “Não será todo meloso e me beijará depois do sexo?”
“H-huh?”
Riu. “Você precisa tirar isso.” Disse, referindo-se à camisinha agora suja.
“Ah, sim.” O silêncio fez-se presente outra vez. Desta, porém, um tanto constrangedor para o garoto. Desviou o olhar antes de voltar a fixá-lo no dançarino. Assistiu-o abrir a boca para falar, mas o interrompeu, inclinando-se ainda entre as pernas abertas, para então beijá-lo.
“Huh,” Sem perceber, Rivaille acariciava a nuca de Eren. “Quero um banho.” Comentou antes de um longo suspiro. Relaxou sobre o colchão e fechou os olhos, mas logo os abriu. Deu de cara com o rosto jovem o encarando e levou as mãos até as bochechas alheias apenas para tocá-las. Eren parecia calmo, mas ainda, de alguma forma, o nervosismo estava lá. Entortou o lábio minimamente e trouxe a face do garoto para mais um de tantos beijos que haviam trocado. Lento desta vez.
Ao separarem as bocas, o adolescente descansou a cabeça no ombro do mais velho, mas deslizou a testa até o peito do mesmo, voltando a encarar o rosto pálido logo em seguida. “Uhhn,” resmungou e balançou os cabelos bagunçados. “Também quero um banho.”
A expressão um pouco confusa se desfez no rosto de Rivaille. “Por que não passa a noite aqui?”
“Uh, sério? Mas não tenho roupa para passar a noite.”
“Quem disse que precisa, Eren?”
“Mas-“ Riu. “Certo.” Beijou o maxilar do namorado.
–
Eren tinha as costas nuas encostadas ao azulejo do banheiro, as mãos nos cabelos molhados de Rivaille enquanto este o chupava. Demoraram no banho mais do que pretendiam por conta daquilo, mas não houve reclamação de nenhuma das partes. Lavaram-se devidamente após Eren gozar pela segunda vez naquele dia e Rivaille limpar a boca com o indicador.
Ao abandonarem, finalmente, o banheiro, comeram alguma besteira e voltaram para cama. “Ainda estou com sono.” Eren comentou. “Acho que estou com mais sono agora.”
Rivaille resmungou qualquer coisa e suspirou. Passou o braço pelo abdômen exposto de adolescente, abraçando-o, e aconchegou-se no corpo maior. A cabeça descansando sobre um dos braços do garoto. “Não durma agora.” Pediu e escondeu o rosto na curva do pescoço alheio, sentindo o cheiro familiar misturado com o cheiro de sabonete.
Eren sentia-se verdadeiramente confortável. Lembrou-se até mesmo de quando era criança e dormia com a mãe durante algumas tardes. Um sentimento de saudosismo o invadiu. Deixou que um pequenino sorriso se formasse em seus lábios. “Estive pensando...” Disse após um minuto ou dois.
“Hm?”
“Você sente cócegas?” Queria ouvir a mesma risada novamente...
“Não se atreva.”
Riu. “Estou dizendo nada.”
Rivaille cerrou os olhos e encolheu-se apenas um pouco.
“Não se preocupe, não farei.”
A expressão desconfiada continuou presente. “Eren, se ainda quer ter bolas, não se atreva a me fazer cócegas.”
Eren fez uma careta e riu. “Certo.” Beijou os cabelos ainda úmidos.
O silêncio reinou. O garoto observava uma das paredes do cômodo e sentia o cheiro do cabelo escuro enquanto Rivaille tinha os olhos fechados. O abraço que envolvia o corpo do dançarino foi apertado insignificantemente e os cinzelados se mostraram.
“Está tudo bem?” O mais velho perguntou, erguendo o olhar para o rosto jovem do adolescente.
“Sim, por que?”
Balançou a cabeça em sinal negativo e escutou Eren pigarrear. Ergueu uma perna por debaixo do lençol – tinha o intuito de colocá-la entre as pernas do namorado.
“O que está fazendo?” O garoto perguntou.
“Levante a perna um pouco.”
“Para que?” Fez como o outro havia pedido e recebeu o joelho dele próximo a seus testículos. Sentiu um pequeno arrepio por conta da aflição causada pelo pensamento de ter a região atingida sem querer. Sem contar que estava nu... Não fazia muito diferença, realmente, estar nu ou não, mas foi algo que passou por sua cabeça.
“Uh, para isso. Não precisa fazer essa cara, não acertarei suas bolas. Ainda as quero aí.”
Eren riu.
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