Notas iniciais
Qualquer erro, me avisem.

Eren precisava buscar a chave de casa então enviou uma mensagem a Rivaille, perguntando se poderia visitá-lo após o trabalho. A resposta veio com a permissão e o garoto largou o aparelho sobre a prateleira antes de esticar os braços e descansar as costas no colchão. Queria eliminar a impressão tão incomoda que ainda sentia. Sabia que o sentimento do outro não o retribuía. Tal fato o fazia sentir mal. Entretanto, o compromisso que havia em sua mente para ser cumprido o consolava.

Entrelaçou os dedos uns nos outros e encostou os polegares nos lábios. Fechou os olhos. O gosto de pasta de dente já amargo em sua boca. Havia almoçado há pouco tempo. Afastou os dedos dos lábios ao escutar uma chamada pelo computador. Era Armin e este o lembrava da partida de DZ que haviam marcado há algumas horas atrás.

Enquanto jogavam, o loiro disse: “Disse a Jean que tínhamos de conversar.”

“Que bom.”

“Ah, sim.” Fez uma pausa. “Estou um pouco confuso sobre como irei falar com ele.”

“O quê quer dizer?”

“Não quero magoá-lo.”

“Não acho que fará algo do tipo.”

“Talvez.”

Talvez?”

Armin ficou em silêncio e quando sua voz se fez presente, foi para reprimir Eren por ter explodido o carro que serviria de escudo.

“Armin,” chamou pelo melhor amigo enquanto partiam do concreto para a grama. “Mais tarde irei perto de sua casa. Quer que eu vá aí?”

“Vou sair com meu avô, Eren, desculpe.”

“Nah, tudo bem.”

Algum tempo depois, os garotos pararam com o jogo e, como sempre, ao ter nada para fazer, Eren deu atenção ao bom e velho amigo violão. Mikasa não estava em casa e aquela era sua única e, poderia dizer, melhor companhia.

Um cisco havia caído em seu olho devido ao vento e, enquanto tentava eliminar o grande incomodo, não viu que Rivaille havia se aproximado. “Tente não arrancar o olho fora.” Ele disse, recebendo a atenção de Eren, que tentou abrir o olho, mas não obteve sucesso em fazê-lo.

“H-hei.”

“Cisco?”

“Sim.” Respondeu, parecendo desanimado.

“Fique quieto!” Levou o polegar ao olho já maltratado do garoto e massageou delicadamente a pálpebra. “Pisque antes de abri-lo.”

Eren fez como lhe foi pedido e logo seu olho direito não enxergava apenas borrões. Piscou para o nada mais algumas vezes antes de fitar Rivaille. “Hei,” repetiu.

“Não precisava vir até aqui. Pensei que fosse esperar na cafeteria.”

“A-ah, você não comentou nada, então não vi problema em esperá-lo aqui.”

Rivaille nada disse. Sua mão rumou até os cabelos castanhos e o polegar fez um carinho antes dos dedos arrumarem os fios. “Não ganho um beijo?”

“H-huh? A-ah... Estamos na frente de seu trabalho.”

A careta que o garoto achava tão bonita se formou na face do mais velho. O ar de deboche. Seu rosto foi tomado por duas mãos e foi obrigado a retribuir ao beijo que não durou muito. Ficou a encarar o menor por um tempo, dando-se conta do papel em que estava. Nunca havia namorado antes, realmente. Sequer havia pensado que chegaria a namorar alguém do mesmo sexo. Não que fosse contra o próprio ponto de vista sobre coisas referentes à sexualidade, mas era apenas um pouco estranho. Contudo, o reconhecimento de que aquilo era o quê estava vivendo, o encheu de ansiedade e alegria. Sua mente, por sua vez, era ocupada pela constante pergunta em desespero: o quê eu faço?

Não queria acabar sendo um idiota e decepcionar o outro.

“Darei uma foto para você, Eren, querido, não se preocupe.” Rivaille o tirou dos pensamentos.

“O que?”

“Estou com fome.” O dançarino comentou, deixando o garoto confuso. “Sua blusa está em casa.” Arrumou a alça da bolsa no ombro e ambos seguiram até o veículo. “Tem algo para fazer?” Perguntou após aconchegarem-se nos bancos.

“Não.”

Um meio sorriso. “Bom.”

“Isto é bom?”

“Já está aqui, vou direto para casa.”

Eren estava ocupado demais conferindo alguns panfletos que havia se dado a liberdade de pegar de cima do painel.

Após chegarem ao apartamento, Rivaille lavou as mãos e o rosto e voltou para o lado de Eren, que estava acomodado em um dos sofás.

“Por que está tão quieto?”

“Estou?”

Rivaille ergueu uma sobrancelha. “Há algo lhe incomodando?”

“Na verdade, não.”

O dançarino remexeu-se e segurou o rosto do mais novo para beijar-lhe a maçã. Eren sorriu, fazendo-o dar um meio sorriso tímido, também. Puxou o garoto para este aninhar-se em seu corpo enquanto deslizava o dorso pelo macio do estofado, deitando.

Eren, ainda sorrindo, descansou a cabeça no peito de Rivaille e abraçou-lhe a cintura, mais por medo que ele pudesse cair do sofá, uma vez que havia tomado a parte mais segura para si. O cheiro de sabão em pó estava ridiculamente fraco, mas ainda estava lá e Eren adorou poder senti-lo tão de perto vindo das roupas do outro. “Você não estava com fome?” Lembrou.

Ah,” o tom na voz de Rivaille o deu a impressão de que este havia esquecido a fome que disse sentir. Remexeu-se novamente, um pequeno movimento desta vez, apenas para aconchegar-se melhor ao lado do mais novo. Agora parecia que era trabalho de seus dedos, acariciarem os fios castanhos. Fechou os olhos e respirou fundo. Sentiu um carinho tímido em suas costelas e ambos permaneceram em silêncio, aproveitando o momento.

“Você respira engraçado.” A voz de Eren veio e as sobrancelhas finas juntaram-se muito levemente. Os turquesas foram erguidos, obrigando os dedos em seus cabelos cessarem os movimentos delicados.

“Deste ângulo, você não é muito atraente.” Rivaille disse e assistiu aos traços no rosto jovem se contorcerem um pouco.

“Você respira engraçado.” Repetiu.

“Hm, engraçado? Não sabia que dava para notar, o modo como respiro.”

“Talvez eu tenha prestado um pouco mais de atenção.”

“Há-há. No teatro – lírico –, temos de reaprender a respirar pelo diafragma.” Explicou.

“Por que?”

“Nos ajuda. Sem contar que é um meio saudável. É um pouco chato para se acostumar no começo, sabe, fazer sua barriga inflar invés de seu peito, mas depois se torna normal.”

“Eu devo ter aprendido algo sobre na escola.” Encheu os pulmões e lançou o olhar para a televisão que percebeu nunca ter visto ligada. O movimento suave continuou ausente em seu cabelo, a mão agora estava em seu braço. “Eu quero colocar os pés em cima do sofá. Vou tirar o tênis, hm?” Recebeu um aceno positivo.

Empurrou os tênis com os próprios pés, ouvindo-os encontrar o chão, e remexeu-se sobre o estofado, deixando o rosto à altura do outro.

“Confortável?” Rivaille perguntou, uma vez que Eren havia, finalmente, parado de se mover.

“Muito.” Sorriu e pendeu a cabeça para poder alcançar os lábios finos. Eren descobriu que aquela posição era ótima para beijos, embora acabasse cansando seus braços e pescoço. Rivaille tinha um beijo tão gostoso e harmonioso. Os dedos que estavam em seu rosto, rumaram para detrás de sua orelha, agarrando o cabelo, e o contato entre as bocas foi intensificado aos poucos. Separaram-se para melhor respirar, mas a mão ansiosa de Rivaille puxou o garoto para um novo e intenso beijo.

Eren remexeu-se novamente e o joelho do dançarino deslizou entre suas pernas juntamente com as curtas unhas que traçaram um caminho na lateral de seu torso, debaixo da camisa, mas sem arranhar. Eren arfou e posicionou-se melhor em cima do corpo menor, juntando-os e, não intencionalmente, roçou-se contra o outro, que, também, arfou. Encaravam-se de perto e o adolescente apreciou a visão de Rivaille fechando os olhos e mordendo o lábio inferior quando atreveu-se a tocar seu membro oculto por tecidos.

Eren continuou a apalpar a região e pouco depois teve seu rosto domado pelas mãos pequenas, sendo obrigado a encarar o namorado. Com certa dificuldade, conseguiu posicionar-se completamente entre as pernas dele e pressionou sua ereção tão facilmente formada – e escondida – contra a virilha alheia. Amaldiçoava o fato de ambos estarem usando jeans.

“Mexa-se um pouquinho, Eren.” Rivaille pediu baixo, porém em claro som.

O garoto não sabia exatamente qual movimento o outro queria que fizesse, se o estava incomodando por estar daquela maneira ou não, mas arriscou em erguer o corpo apenas um pouco, movendo o quadril contra o dançarino. Escutou um novo arfar e repetiu o movimento, resolvendo por mantê-lo. Apoiou-se nos cotovelos ao lado da cabeça de Rivaille. Os rostos próximos novamente. Eren admirava o movimento que o corpo menor fazia sobre o estofado, indo sutilmente para cima e para baixo graças a si. A própria respiração mostrava-se um pouco mais audível agora.

A vontade de ter o dançarino completamente para si crescia em seu âmago assim como a ansiedade e o medo de estragar qualquer coisa.

“Eren,” a voz veio junto com o olhar de desejo e os lábios encontraram-se. Roçou a panturrilha na lateral do corpo do garoto e moveu o quadril contra o mesmo, ajudando-o melhor na ação. Recebeu um baixo e rouco gemido entre o beijo.

Não era do costume de Rivaille, ser paciente como estava e o motivo não era o fato de Eren ser virgem. “Tsc, não acredito que estou sem camisinha num momento como este.” Rosnou.

Eren recuou por um segundo e teve seu peito espalmado pelas mãos do outro, que as usou para empurrá-lo contra o estofado, fazendo-o deitar as costas. “O-o qu-“

Rivaille trocou de posição enquanto abria o zíper da própria calça, um pouco atrapalhado. O garoto levantou o pescoço e abriu a boca para falar algo, mas não o permitiu. “Eren,” chamou-o enquanto encaixava-se no colo do adolescente. Mastigou o lábio ao tocar diretamente o próprio membro. Chamou pelo nome do garoto uma nova vez e começou a masturbar-se.

“Rivaille,” Eren pronunciou num sussurro quase manhoso. Assistiu-o por um minuto e então esticou os dedos para tocar-lhe a ereção, recebendo um gemido baixo ao fazê-lo. Ocupou-se do trabalho de masturbá-lo e a visão que tinha de Rivaille em cima de si, a franja ocupando mais espaço na testa por conta da cabeça que ameaçava pender no pescoço, era maravilhosa.

Rivaille fazia míseros movimentos em seu colo enquanto o membro rijo umedecia sua mão. Com um pouco de dificuldade, desfez o próprio botão e zíper, livrando a ereção antes escondida. Juntou o calor dos membros e sentiu uma pontada estúpida de seu ego ao ver certa diferença de tamanho ali. Deixou que uma risadinha escapasse ao pensar que era realmente maior do que o outro.

“Do que está rindo, idiota?” Rivaille perguntou.

“H-huh?” Ergueu o olhar.

“Melhor fazer o seu trabalho direito, moleque.” Inclinou-se e prendeu o lábio inferior do adolescente entre os dentes para puxá-lo sem força. Sua mão rumou até as ereções no intuito ajudar o garoto com os movimentos. “Ahh,” gemeu contra a boca de Eren e foi interrompido em sua ação quando este abraçou sua cintura com firmeza para que pudesse sentar sem ter de tirá-lo do colo.

A mudança de posição havia causado um pequeno incômodo, que logo foi extinto. Trouxe Rivaille para mais perto, deixando os abdomens separados por pouco mais de um palmo de distância. Eren retomou os movimentos sem demora, masturbando os dois membros juntos. Não era algo que descobriu gostar de fazer, mas continuou. A mão que estava na cintura do outro, apertou a região, fazendo-o gemer mais alto e alisar seus fios castanhos, agarrando-os de leve.

Rivaille abraçou a cabeça do garoto e ficou a arfar – ora ou outra, a gemer – diretamente em seu ouvido. Não tinha a intenção real de provocá-lo com aquilo. Era apenas uma conseqüência. Havia descoberto que Eren sabia fazer o trabalho com as mãos muito bem feito. Não o machucava... Já havia vivido algumas más experiências. Enfiou uma das mãos debaixo da camisa alheia e arranhou sem força as costas até a nuca. Sentiu-o estremecer. Voltou a encará-lo e não demorou muito a assistir os traços jovens contorcerem-se quando ele gozou. O tom rouco de Eren o excitava.

O adolescente passou a dar toda atenção ao membro do mais velho, uma vez que já havia se aliviado. Queria, também, assistir a bela expressão que se formaria no rosto pálido quando o dançarino alcançasse seu limite. Aceitou o beijo apressado que o outro lhe ofereceu e logo estava a mordiscar o pescoço alvo. Passou a carícia à orelha, lambendo-a. Sentia o corpo pequeno se contorcer sem exageros e o ombro direito escolhia-se por conta de sua língua na orelha. Dedos indelicados voltaram a agarrar seus cabelos e o peito de Rivaille estava junto com o seu, dividindo ainda mais do calor.

Os cinzelados fitaram seus turquesas e lá estava a expressão que tanto queria enquanto um gemido alto e delicioso para os ouvidos de Eren preenchia o ar e o líquido quente escorria-lhe a mão. Esperou alguns instantes, distribuindo beijos na curva do pescoço de Rivaille até que a respiração deste alcançasse um menor volume.

Ergueu o olhar e deparou-se com um par de azuis cinzelados em si. Percebendo que o mais velho nada falaria, levou a mão limpa até o rosto do mesmo e disse: “Você é muito bonito, que droga.” Inflou os pulmões e trouxe Rivaille para um beijo.

“Não é possível que você não tenha sequer ganhado um trabalhinho de mão de alguma garota, pirralho.” O dançarino disse após cortarem o contato.

“O quê quer dizer?”

“Você faz isso muito bem. Digo, não apenas a parte de tocar, mas o modo como me pegou em seu colo. Gosto de homem assim.”

“O-obrigado? Mas, acredite, nunca passei de um beijo antes.” Rivaille moveu-se em seu colo, um meio sorriso no rosto bonito. “Ahn,” Eren deixou escapar antes de receber a língua do outro em sua boca.

Logo depois de separarem-se e esconderem os membros atrás do tecido das cuecas, Rivaille abandonou o colo de Eren. “Preciso de um banho desde o momento em que chegamos...” Lamentou. “Se incomoda em esperar?”

“Não. Eu só... Quero usar o banheiro.”

“Use o do corredor. Tomarei banho no outro.”

Eren esquecia que havia mais de um banheiro no apartamento do namorado.

“Não vou demorar.”

A atenção antes em seu celular, pulou para Rivaille quando este voltou do banho. “Por que não ligou a TV?” Perguntou. “Ficou aí fazendo nada.”

“Ah, não se preocupe. Eu nem assisto televisão, sequer sei os canais direito.” Riu. “Estava excluindo algumas coisas do celular.” Acenou com o aparelho.

“Hm,” Rivaille aproximou-se e sentou ao lado do garoto. “Por acaso você viu que sua camisa está suja?”

“Huh?” Abaixou o olhar para a camisa cinza que usava e esticou o tecido com os dedos. Reparou numa pequena mancha mais escura próximo à barra. “Oh. Mas quase não dá para ver...” Fitou o rosto pálido, que tinha uma expressão de nojo desenhada.

“Eren, ew. Tire essa camisa, por favor.”

“Por que? Quando isto aconteceu no carro, não precisei tirá-la.”

“Talvez tenha sido porque estávamos dentro de um carro no meio da rua! Me dê a camisa, irei limpá-la para você.”

Eren concordou finalmente e enquanto desfazia-se da veste, Rivaille disse: “Como pôde não ver isso em sua camisa? Descuidado...”

O garoto sorriu fraco e entregou a camisa ao mais velho, que tinha os olhos fixos em seu torso agora. “O-o que foi?”

“Você precisa ganhar um pouco de músculos.”

O corpo de Eren relaxou e sua expressão mudou, como se não acreditasse no que havia escutado.

“Bem,” Rivaille começou e levou uma mão até o abdômen do garoto “pelo menos você não é flácido.”

“Uh, não imaginei que este momento seria desta forma.” Assistiu uma sobrancelha fina se curvar. “Não fale assim.”

Rivaille o ignorou e inclinou-se para poder beijar-lhe os lábios rapidamente. A mão percorrendo o torso nu do adolescente. “Você tem um ótimo corpo, não se preocupe com o quê eu digo.” Afastou-se e pôs-se de pé. “Venha me fazer companhia enquanto limpo isto para você.”

E assim Eren fez. Seguiu o dançarino até a pequena lavanderia.

“Me pergunto se é sempre descuidado assim.”

Manteve-se em silêncio, apenas o observando desfazer-se da pequena mancha em sua camisa, mas não conseguiu conter uma risadinha.

“Do que está rindo?” Rivaille perguntou pela segunda vez naquele dia.

“Lembrei de algo bem idiota.” Fez uma pausa. “Algo sobre a minha puberdade, eu não sei se quero falar sobre.”

“Não fale, deve ser algo nojento.”

“Hm, deve ser, não é? Então, um dia, quando eu bem mais novo, após me masturbar-“

“Eren, não.”

Rindo, o garoto ignorou o namorado enquanto este reclamava e continuou a falar. “Eu tive de limpar o lençol e, em toda minha inocência,” seu tom de voz mudou para algo mais cordial, sendo apenas fingimento, claro “cheirei o lenço que tinha usado para limpar.”

Rivaille precisou de um instante para então dizer: “Eu acho que muitos pirralhos fazem este tipo de coisa, mas ainda sim não deixa de ter terrivelmente nojento.”

“É sim...” Coçou o pescoço.

“Não fale mais algo do tipo, por favor.”

Uma nova risada. “Certo.” Olhou ao redor. “Como é frio aqui.” Comentou, deixando o assunto anterior completamente de lado.

“Você está no 14º andar e está sem camisa.”

Eren entortou o lábio. Rivaille já pendurava a camisa. “Tem sorte de sua blusa estar aqui, pois não acredito que alguma camisa minha serviria em você.”

Voltaram para sala e o dançarino logo trouxe a peça de roupa de Eren. O garoto a vestiu, tocando na chave ainda dentro do bolso e sentiu-se muito melhor ao ter os braços cobertos. Mais tarde, sua camisa cinza estava em perfeitas condições e Rivaille levou Eren até a estação de metrô.

“Me levar até a estação ou até em casa, me faz sentir estranho.” Eren disse.

“Desde que não fale que pareço ser seu pai, estou bem com isso.”

Eren grunhiu. “Certo.”

Despediram-se após um ou dois beijos.