Let Me Take You There
1 Prólogo - 001.
Notas iniciais
PRÓLOGO.
Forks, 2004.
Após tomar seu banho, se secar e se vestir, Isabella jogou todo seu longo cabelo castanho pra frente e enrolou uma toalha nele, deixando bem preso. Estava com fome demais pra colocar uma roupa decente, quem dirá pra secar ou escovar o cabelo corretamente. Era sábado à noite, tinha o direito de ficar desleixada e apenas seu pai e irmão – Charlie e Emmett – estariam em casa mesmo. Desceu as escadas rapidamente e se assustou ao ver Edward, o maldito melhor amigo de seu irmão sentado no sofá. Assistindo um jogo de basquete qualquer.
—Olá Bella! — Edward a cumprimentou sorrindo de lado. Bella revirou os olhos.
— Cullen. Você aqui em casa. De novo. Que surpresa. — ironizou, caminhando pra cozinha.
—Você realmente quer arranjar briga comigo tendo a cara do Bob Esponja no seu traseiro?
— Emmett, quer mandar seu amigo parar de olhar pra minha bunda?!
— Me deixem fora dessa! — Emmett disse rindo, sem tirar os olhos da televisão.
—Traidor. — Bella vociferou e foi rapidamente pra cozinha.
Edward sabia te tirar do tédio. Foda-se se estava realmente usando uma boxer amarela com o rosto do Bob Esponja bem no seu traseiro e uma blusa branca de alça, sem sutiã, que não cobria apenas o necessário. Tudo bem, foda-se, estava na sua casa. Apenas... Odiava as provocações de Edward, principalmente as que envolviam seu corpo ou aparência em geral. E modo que ele a zombava.
Estavam em Forks há seis anos, desde que sua mãe resolvera que queria sair em turnê com o novo marido – um maldito jogador falido de qualquer maldito jogo patético que ela não se importava – ao invés de ser mãe. Tinha dez anos quando isso aconteceu e Emmett treze. E desde que se mudaram para aquela pequena e pacata cidade chuvosa, Edward e Emmett tinham virado amigos... Melhores amigos... Inseparáveis... Irmãos. Um inferno pra Isabella, porque Edward vivia em sua casa, almoço, lanche, jantar e às vezes quando dormia por lá até o café da manhã. E não perdia uma maldita oportunidade pra implicar com ela e lhe provocar... Por qualquer pequeno motivo. Ela sabia se defender e retrucar a altura, mas ainda assim a machucava os comentários por que... Pateticamente, tinha uma queda mal curada por Edward. E por mais que tentasse tirá-lo de seus pensamentos, alguma coisa – talvez o modo que mexia em seu cabelo, o modo que sorria de lado, os biquinhos que fazia, até as provocações – o trazia de volta. Inferno.
Edward Cullen, agora formado com dezenove anos indo para a faculdade de direito com Emmett, ele era... O galã de Forks. O cara que toda a garota queria trepar, com o perdão da palavra. Ou foda-se a palavra, porque até Isabella tinha seus sonhos quentes trepando com Edward. Mas ela era... Apenas Isabella. A nerd viciada em literatura de dezesseis anos sem curva ou atrativo alguma. Obrigada genética. Vida. Destino. Foda-se.
Caminhou para a geladeira e pegou a maionese e salsichas para preparar um hot-dog e uma garrafa de coca-cola. Colocou duas salsichas em um prato no microondas e então ligou para esquentar, enquanto cortava o pão e enchia de maionese e batata palha.
— Por que você não faz um hot-dog de gente normal? — Edward perguntou ao entrar na cozinha, assustando-a.
Bella não ergueu a cabeça, podia imaginá-lo sorrindo de lado apoiado no batente na porta, todo arrogante e presunçoso.
— Por que você não volta pra sala e me deixa em paz? — lambeu os dedos, chupando a maionese, quando o microondas apitou.
— Porque tua calcinha do Bob Esponja me seduziu demais. — disse divertido.
— Você devia ir se foder, Cullen. Só acho.
— E você devia me chamar de Edward, Bells. Só acho.
— Emmett, você quer, por favor, vir buscar esse seu macaco adestrado pra ele me deixar em paz! — Bella gritou. — E se possível coloque-o de volta na jaula!
Edward riu, enquanto ela cortava a salsicha e colocava no pão, então mais maionese e mais batata palha.
— Vai me oferecer um?
— Não.
— Por que você não olha pra mim, enquanto fala comigo? Sou tão feio assim?
Ela ergueu a cabeça lentamente e riu.
— Pergunte para o bando de idiota que te segue com as pernas abertas, Cullen. Eu não sou nenhuma juíza de um concurso de beleza.
— Oh, então... Isso é ciúme ou você não me acha bonito? Você está ferindo meu ego, bebê.
— Eu devia é ferir tua cara. E não me chama de bebê, imbecil.
— Mas você é um bebê. Dezesseis anos ainda, nova e inexperiente, por isso eu não gosto de ver você com aquele Newton. — cuspiu o nome dele. — E por isso eu e Emmett te protegemos.
—Me protegem? — Bella o encarou, então riu cética. — Se toca né, Cullen. Emmett é meu irmão e você não é nada meu. Por isso não tem nada a ver com meu relacionamento com o Mike.
— Relacionamento? Já estão assim?
— Não. Não temos nada, apenas disse que se tivéssemos você não teria nada a ver com isso. Ou com a minha vida. Você é apenas melhor amigo do meu irmão.
— Sou melhor amigo do seu irmão, se eu tivesse uma irmãzinha, sei que ele a protegeria assim, por isso eu te protejo. Você é um bebê, Bella. Bom que se acostume com isso, porque vou chutar o traseiro de qualquer um tocar nosso bebê. — ele sorriu como se tivesse dito a coisa mais normal do mundo, então voltou pra sala. Deixando-a malditamente confusa.
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PRIMEIRO CAPÍTULO
[N/A: Foto da casa de praia http://oi48.tinypic.com/2rzv0gn.jpg]
SEXTA-FEIRA.
Bella respirou fundo, segurando a xícara de café quente com as duas mãos, sorriu e a levou a boca para um gole. Estava na varanda da casa, apoiada de lado em um dos caibros que faziam a sustentação do lugar e na sua frente à porta com a escada que dava pro mar. Um belo deck. Oh sim, era tão bom estar ali, simplesmente amava aquele lugar. Era um lugar mágico. No fim de tarde, com céu tomando um tom de azul escuro e a lua ameaçando sair. O vento frio vindo do mar acariciava seu rosto e faziam seus cabelos se agitarem, tinha certeza que eles estariam quase como um ninho em alguns minutos, mas não se importava nenhum pouco.
Tinha chegado ali no fim da tarde, teve tempo apenas de perambular pela casa mágica, como sempre a chamava, organizar suas coisas no quarto azul, o quarto que sempre escurecia mais tarde, e então preparar um bom café quente e olhar o mar.
Morava em Nova York e adorava a Big Apple, era um lugar incrível e cheio da diversidade cultural que ela amava, mas às vezes precisava sair disso tudo e ficar sozinha com os próprios pensamentos, sonhos e lamentos. Um bom café quente, ás vezes um vinho, bons livros – romances, principalmente os eróticos – e seus brinquedinhos sexuais, porque não era de ferro e tinha que compensar suas frustrações de alguma maneira. Era tudo que precisava. Ficar sozinha, longe de todos. E ali teria isso.
Aquela era a ‘Casa Mágica’. Era chamada assim pelo grupo que a frequentava – Emmett, Rosalie, Edward e Bella – por realmente parecer mágica, fazia você esquecer quaisquer problemas ou preocupações, trazia o clima de romance ao ar e ficava no final da praia, afastada de todas as outras casas ou qualquer pessoa. A casa era antiga e feita em madeira resistente, sua estrutura era feita para aguentar qualquer tipo de tormenta porque era uma área em que o clima não ajudava com tempestades violentíssimas, furacões e as ressacas do mar, e ela estava aguentando perfeitamente há mais de cinquenta anos e ainda estava ótima, talvez tivessem que fazer pequenos reparos, mas pronta para mais cinquenta anos. Um lugar maravilhoso em Rodanthe, Carolina do Norte, perto e longe suficiente de Nova York, o que fazia ainda mais perfeito.
E era maravilhosamente localizada bem a beira mar, literalmente a beira mar porque ficava na areia da praia e a escada de uma das saídas dava bem ao mar, principalmente quando a maré estava alta. Mas tinha também a saída lateral, que dava apenas na areia e era usada na chegada. O lugar antes tinha sido uma pousada e fora fechada apenas quando o dono morreu e sua esposa não conseguiria lidar em ficar em um lugar com tantas memórias boas, ainda mais estando sozinha, ficaria muito solitária e então aceitou que seus filhos fizessem a negociação para vender o lugar. Sua única reivindicação tinha sido conhecer os compradores e vender a alguém que fosse cuidar do lugar, não demolir e transformar em qualquer merda comercial. E seus filhos eram clientes de Emmett, Rosalie e Edward, na firma de advocacia que eram donos e sócios igualitários, então aceitou a vender ao casal de recém-casados Emm e Rose, que eram obviamente apaixonados e felizes, e cuidariam e criariam as próprias lembranças ali, tanto que passaram a lua de mel na casa.
E desde então a Casa Mágica era do casal, agora casados há dois anos e esperando agora a primeira filha do casal, a pequena Noelle – Senhor Swan e senhora Swan-Hale (já que Rosalie, sua incrível cunhada e também era sua melhor amiga, era uma mulher ‘hífen’, forte e independente demais pra abrir mão do próprio sobrenome, mas apaixonada demais pra abrir mão do sobrenome do marido.). Mas Emmett e Rosalie não eram os únicos a usá-la, Bella e Edward, o irritante melhor amigo de seu irmão, também usufruía da casa. Ela principalmente já que ele raramente tirava férias ou parava de trabalhar.
Mas também era de se entender. Agora aos vinte e sete anos, Edward tinha se tornado um cara sério e profissional, era um dos melhores jovens advogados criminalistas do ramo e quase viciado em seu trabalho, o que o fazia muito bom no que fazia. Era um daqueles malditos engomadinhos sempre em seu terno Gucci impecável e os sapatos italianos brilhantes, carregando sua pasta e o celular, com um ar malditamente profissional. Sua beleza tinha amadurecido, tinha os traços mais fortes e rígidos, tinha ganhado mais massa muscular e transformando-as em músculos sem dificuldade. O maldito era quase como um vinho, ficava cada vez melhor com o tempo. E ela, aos vinte quatro anos, era uma mulher com a agenda totalmente maleável que podia viajar e trabalhar ao mesmo tempo, se pudesse ter com ela seu notebook e acesso a internet. Já que da nerd viciada em literatura, tinha se tornado a famosa escritora de romances eróticos – B. Marie. S. – com vários títulos publicados e na lista dos mais vendidos. Leah Clearwater sua editora e agente era uma grande amiga e cuidava de toda processo da revisão até publicação, assim Bella podia permanecer anônima, então seu trabalho era escrever o romance erótico – escrevia seus livros e série com diversidade: hétero, gay, ménage, sobrenatural, bdsm; por isso tinha público –, mandava o manuscrito por e-mail e seu dinheiro era depositado em sua conta, e assim sobreviva perfeitamente. E poucas pessoas sabiam disso, na verdade, além de Leah e seu marido Jacob, apenas Emmett e Rosalie, porque sempre fora malditamente tímida com seus escritos, ainda mais em cenas onde descrevia com perfeição suas fantasias sexuais (onde a maioria das vezes, se não em todas às vezes, Edward era além de sua inspiração, seu companheiro).
Ele tinha se tornado um advogado sério em terno Gucci e sapatos italianos, mas apesar da aparência mais séria, principalmente no dia-a-dia, o maldito Edward adolescente que adorava implicar com ela ainda estava presente. Nos cabelos bagunçados e o modo que mexe nele com uma frequência absurda, o sorriso de lado, a risada e provocações, a mania de ser superprotetor e de chamá-la de bebê— algo que a irritava, mas também mexia com ela. E foda-se, era uma maldita porque, assim como 99,9% das mulheres, ela o achava quente, ele a fazia quente e a fazia suspirar como uma maldita adolescente apaixonada. E talvez fosse a estúpida paixonite mal curada que tinha durado mais do que deveria ou talvez fosse mais, mas ela já tinha tirado todas as esperanças de que algo acontecesse entre os dois há muito tempo. Agora era uma mulher de vinte e quatro anos, independente e feliz, mas ainda era aquela mulher sem atrativos – talvez um pouco menos magrela, com um pouquinho mais de seios e bunda –, ainda preferindo usar jeans, camisa e all star, a vestido e salto alto. Eles eram diferentes demais. Água e vinho. Bella podia ser estúpida suficiente pra suspirar por ele, ficar molhada por ele, escrever seus livros pensando nele, se masturbar por ele (imaginando e gemendo por ele), mas era inteligente suficiente pra saber que jamais passaria disso. Era melhor aceitar a realidade, do que se dar esperança e quebrar a cara.
Bella agitou a cabeça e se amaldiçoou por deixar Edward invadir seus pensamentos daquela maneira. Estava ali exatamente para tentar esquecê-lo um pouco e agora estava deixando-o flutuar por seus pensamentos daquela maneira. Oh foda-se.
Suspirou e terminou seu café, olhando o mar. E pensando agora no que faria para jantar; pelo menos antes de vir para casa tinha feito compras completas e abastecido a dispensa e geladeira com tudo que poderia querer.
Até escutar o barulho vindo da casa. Virou-se assustada. Oh inferno, era só o que faltava, um ladrão invadindo a casa mágica que ficava afastada de qualquer outra casa. E pior seria se fosse um estuprador, porque não importaria o quanto gritasse ninguém escutaria. E pior ainda se fosse um estuprador fascinado por traseiros. E a culpa dessa sua paranoia com estupradores de bundas era de sua cunhada que tinha colocado isso em sua mente em uma conversa entre elas, Emmett e Edward, há quatro anos sobre sexo anal.
— Puta que pariu.
— Dói fofa. Claro que há prazer nisso, mas se não for com o homem certo pra esse tipo de coisa vai apenas doer, minha sorte é que achei o meu homem certo.
— E você fala isso por experiência em sexo anal ou o que?— Bella ironizou.
— Disse a puritana, né? — Rosalie usou o mesmo tom. — Você acha que eu ficaria apenas no simples? Eu e Emm temos nossas perversões, preferências e momentos de experimentar novidades. E algo tão primitivo com esse ar de proibido me excita bastante. — sua voz e olhar eram maliciosos, principalmente quando piscou para Emmett.
— Porra, Emmett. Você é um filho da puta sortudo, sabe disso né?— Edward rosnou.
— Claro que eu sei, e agradeço todos os dias por essa mulher— Emmett disse orgulho, Rosalie sorriu e foi para o colo do marido,
— Nossa, sou tão boa assim, ursão? — perguntou sedutoramente, mexendo no cabelo do marido, que acariciava sua coxa.
— Se você for metade do que fala, com certeza!— Edward disse rindo e ergueu sua garrafa de cerveja. — Querida, se você não fosse mulher do meu melhor amigo, eu iria te jogar no meu ombro e arrastar pro meu quarto pra conhecer suas perversões.
— Maaaaas como eu sou mulher do seu melhor amigo e só ele tem acesso as minhas perversões, você pode ficar com a minha cunhada. — Rosalie disse sorrindo e apontou com a cabeça para Bella, que corou. — As com cara de santa são as piores, porque elas são pervertidas apenas na privacidade e isso sempre surpreende.
— Menos Rosalie, é da minha irmãzinha que estamos falando. — Emmett disse. — Não preciso ter imagens dela fodendo analmente com meu melhor amigo.
E agora sim ela tinha corado violentamente.
— Pelo amor de Deus, parem com isso— ela implorou pateticamente.
— E eu não faria isso, Rose, sua cunhada é delicada demais pra isso, ela é um bebê.
— Um bebê? Por Deus, você não é tão mais velho que eu não, querido. Eu tenho vinte anos e você vinte e três, lembra?
— Isso não é sobre idade, sim sobre experiência e isso faz de você um bebê. Eu jamais poderia te deflorar desse jeito— Edward disse com um sorriso de lado e colocou a garrafa na boca, bebendo vários goles.
— Me deflorar? Pelo amor de Deus!— bufou irritada e ficou em pé. — Eu posso não ter sua experiência sexual, mas pode ter certeza, você não iria me deflorar. E pode ficar tranquilo, senhor experiente, porque eu jamais iria querer cair na tua cama e ser mais uma aventura desse teu pau que é tão rodado quanto à boceta de puta idosa, seu idiota!— caminhou até a porta batendo os pés e antes de entrar, virou-se, furiosa. — E só pra você saber, eu não sou virgem, babaca!
Bella viu apenas Rosalie gargalhar, o queixo de Emmett cair, Edward estreitar os olhos, antes de entrar na casa murmurando maldições.
Isabella se lembrava daquele momento como se fosse ontem. Foi um dos dias mais constrangedores de sua vida. O dia em que declarou que não era virgem, algo que deveria ser óbvio, mas que surpreendeu aos dois homens. Evitou o irmão e seu estúpido melhor amigo por dias pra evitar o assunto, e também porque estava furiosa por Edward, o homem que tinha um rodízio de mulheres em sua cama, não a considerava boa suficiente para fodê-la. Foda-se.
Segurando firmemente a xícara com as duas mãos, como se aquilo fosse alguma arma de proteção, caminhando lenta e hesitantemente, Bella voltou para dentro da casa.
No meio da sala tinha uma grande mala preta e mais ninguém. Que porra é essa? Respirou fundo e afrouxou um pouco os dedos, pelo menos não era um ladrão ou um estuprador fascinado por bundas, quer dizer, que tipo de ladrão ou estuprador carregaria uma mala daquele tamanho? Ah não ser que ali dentro tivesse um corpo. Tá... Que porra é essa?
Além da porta que tinha acabado de usar, que dava de frente ao mar, tinha a porta lateral que dava na areia, Bella caminhou hesitante pra essa porta. Merda.
— Olá?! Quem está ai?
Pela porta não via ninguém, mas a porta estava destrancada e antes estava trancada, ela tinha certeza. E ela tinha total certeza porque era muito paranoica com trancar portas, apagar fogo ou desligar qualquer coisa que pudesse causar qualquer acidente. Nem podia dizer se alguém entrou na casa porque havia diversas pegadas na areia que davam na escada.
Então de quem diabo era aquela porra de mala? Não era dela, óbvio, já tinha colocado todas as coisas no quarto.
— Oi bebê. — disse assim que ela se virou.
A voz lhe causou arrepios e assustou a merda pra fora dela. Bella deu um grito, deixou a xícara cair no chão e colocou as mãos sobre o rosto.
Edward gargalhou jogando sua cabeça para trás. Sabia que realmente tinha a assustado, porque aquela era a reação dela ao se assustar – parar, gritar e colocar a mão sobre o rosto. Ele nunca entendera essa reação, não sabia como ela pretendia se proteger do que a assustara, mas era realmente engraçado.
— Uau, eu não costumo causar esse tipo de impacto nas mulheres, mas é sempre bom variar, né. — ele disse zombeteiro. — Pelo menos a xícara não quebrou.
Bella respirou fundo e engoliu o coração, que no susto tinha ido parar em sua garganta. O maldito além de lhe assustar, ainda estava rindo a suas costas. Cullen filho da puta.
Quer dizer... Cullen? Primeiro: o que inferno ele estava fazendo ali? Então abaixou as mãos e o encarou estreitando os olhos.
— O que diabos você está fazendo aqui, Cullen?! — rosnou.
Edward riu novamente, irritando-a ainda mais. Bella não tinha ideia de como ele conseguia irritá-la tão duro, como nenhuma outra pessoa fazia, mas lá estava ele usando esse maldito dom de novo. E o pior que era um pacote – além de usar o dom de irritá-la, usava também o maldito dom de deslumbrá-la (e esse usava sem nem perceber). Idiota. Estava em uma maldita calça social preta com o corte perfeito, mesmo sem estar grudadinha como a calça de um astro teen adolescente, ainda mostrava com perfeição as grandes pernas que tinha, e ela tinha certeza de que se ele lhe desse as costas teria uma visão incrível de seu belo traseiro apertado, sua camisa de botões azul clara estava com as mangas arregaçadas até o cotovelo e os primeiros botões abertos; era uma maldita camisa justa, bem colada aos seus músculos e a fazia querer arrancá-la sem cuidado, então passar as mãos por toda a extensão de seu corpo e então lambê-lo e... Oh santa merda. Bella agitou a cabeça e engoliu seco, o filho da uma mãe já estava fodendo com sua mente. O que quer que ele estivesse fazendo ou pretendo fazer ali, tinha que parar e ir embora... Ou não restaria sanidade nela.
— Bom te ver também, bebê. E não é meio óbvio? — disse sorrindo, apontando com a cabeça para a mala. — Estou ficando aqui.
— Aqui? Na casa mágica? Esse fim de semana? — Bella perguntou incrédula.
— Não. Aqui na casa mágica esse fim de semana... E a semana que vem inteira. Volto pra Nova York apenas no domingo que vem.
— Oh não. Não mesmo. Sem chance. Você vai pegar suas malas e então arrastar seu traseiro de volta pra Nova York, Cullen, porque eu já tinha falado com Rose e estou ficando aqui essa semana.
— Então o casal não entrou em acordo, porque já falei com o Emm. E... — pegou no bolso da calça as chaves da casa presas em um chaveiro de bola de basquete. O maldito chaveiro do Emmett. Ergueu o molho e sacudiu. — Estou ficando aqui essa semana.
Oh merda, não. Não, não, não, não, não...
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