Notas iniciais
oooooi doçuras, como estão? *-*' Aqui está o capítulo novo, vamos ter a visão do Edward das coisas. Espero que gostem, aproveitem.

— Então o casal não entrou em acordo, porque já falei com o Emm. E... — pegou no bolso da calça as chaves da casa presas em um chaveiro de bola de basquete. O maldito chaveiro do Emmett. Ergueu o molho e sacudiu. — Estou ficando aqui essa semana.

Oh merda, não. Não, não, não, não, não...

Edward não pode evitar a gargalhada que saiu por seus lábios poucos segundos após dar a ela a noticia de que ficaria na casa a semana inteira. Os olhos de Bella se arregalaram, ela cambaleou para trás e ficou pálida, quase ficou preocupado com a possibilidade de ela desmaiar, mas então ela se recuperou semicerrando os olhos e suas bochechas foram coradas pelo mais adorável tom rosado existente.

— Sem chance! — Bella rosnou. — Eu estou aqui, a Rosalie me deu a chave da casa.

— E você acha que eu roubei a chave do Emmett? Bebê, seu irmão tem o tamanho de uma jamanta, ele com certeza perceberia um cara do meu tamanho enfiando a mão no bolso dele e pegando essa maldita bola de basquete que ele adora. — sorriu. — Ele me deu a chave e eu também estou ficando aqui, bebê.

— Você... — bufou furiosa. — Pare de me chamar de bebê, Cullen.

— Você continua me chamando de Cullen e eu continuo te chamando de bebê, bebê.

— Vai se foder. Eu vou ligar pro Emmett, ele vai te dizer que eu vou ficar aqui e você vai embora.

— Eu acho que não, mas você pode ligar, ele é o seu irmão, vai adorar falar com você.

Ele sabia que seu sorriso sarcástico estava irritando-a e adorava aquilo, porque ao menos era uma reação. Ela estava sob sua pele sem nem perceber e sem nenhum esforço, o que o fazia louco. Não podia suportar quando ela ficava distante, evitava falar com ele ou era fria; então mesmo que fossem palavras não tão gentis ou ordens para ir para lugares tão gentis quanto, era melhor do que nada. Sua irritação e raiva ele podia suportar e administrar, sua indiferença não.

Bella bufou, colocou seu longo cabelo para trás e pegou o celular no bolso do jeans para ligar pro Emmett.

— Enquanto você liga pra ele, eu posso subir e ir arrumar as minhas coisas?

— O que? Não! Você não vai arrumar as suas coisas, porque você não vai ficar. Você vai ficar exatamente ai e vai esperar até meu irmão mandar você ir embora.

Edward apenas riu e assentiu caminhando até o sofá. Sentou e colocou os pés sobre a mesinha de centro e as mãos entrelaçadas atrás da cabeça.

— O que você quiser bebê. — disse baixo, sabendo que ela tinha escutado, pois bufou e revirou os olhos.

Edward apenas observava a morena andando de um lado pro outro – ela apertava alguma tecla de seu Blackberry e colocava o celular na orelha, esperava alguns segundos, bufava alguma maldição e voltava a fazer a mesma coisa. Fazia o maior esforço para não rir de suas tentativas, mas era algo engraçado... E adorável. E sexy.

Inferno, ela conseguia ter tudo que ele podia querer em uma mulher e nem fazia esforço. Mesmo usando seu jeans justo e surrado e aquele suéter cinza vários números maior, porque antes tinha sido de Emmett, ela continuava dona de uma beleza absurda. Porque jeans se assentava em suas longas pernas, suas coxas e seu bumbum fazendo-a sexy, e o grande suéter que não fazia jus alguma as suas reais curvas o faziam querer tirar aquela peça e descobrir se ela vestia alguma coisa por baixo, alcançar seus seios que deviam caber perfeitamente em suas mãos e boca, então se perder ali. Foda. Podia sentir seu sangue descer todo para sua virilha apenas por ter aquele tipo de pensamentos, então os afastou. Temporariamente. E se fixou em seu rosto. Sua pele branca, lábios rosados, os olhos verdes, traços delicados e encantadores, verdadeiramente bela já que não usava maquiagem.

E os longos cabelos ondulados que ela mexia a todo o momento enquanto tentava ligar freneticamente para o irmão e a cunhada. Ele adorava aquele cabelo e seu cheiro de morango, antes castanhos e agora negros, e ele nem sabia por que ela tinha tingido, e era uma coisa que sempre perguntara a ela, mas nunca obtinha resposta. Ela sempre gostara dos cabelos castanho chocolate às vezes meio arruivado, então um dia os quatro de sempre estavam conversando e Rosalie comentou que gostaria de voltar a ser loira – já que era naturalmente morena, ficara anos loira e então voltara a escurecer o cabelo. Bella disse que era uma mudança drástica e que já pensou na possibilidade de ser loira, então ele comentou o quanto gostava de mulheres loiras – o que todos podiam ver, já que sempre ficava apenas com loiras – e dois dias depois lá estava Bella, os cabelos mais longos e totalmente negros. Edward ofegou quando a viu, ela parecia brilhar ainda mais; e se tornara só mais uma motivação para pegar loiras, mas ela não sabia. Às vezes sentia saudades do cabelo castanho chocolate, mas então viu quanto ainda mais linda ela ficara a”La Branca de Neve” e agora só conseguia vê-la daquela maneira. E realmente adorava. Sempre gostava de passar os dedos por seu cabelo, mesmo que por poucos momentos – quando ia provocá-la bagunçando seu cabelo, quando a abraçava a força, quando ela acabava dormindo no sofá e ele a carregava para a cama, quando ela, raramente, abaixava sua guarda e o deixava lhe fazer cafuné. Em Bella gostava de todo o conjunto da obra, mas seus cabelos o fascinavam, por mais gay que isso pudesse soar. Foda-se.

Merda. — Bella vociferou, tentando novamente, encarando Edward com os olhos semicerrados.

Edward apenas lhe dava seu sorrisinho e um olhar do tipo “eu te disse”.

Ele sabia que nem Emmett ou Rosalie atenderiam as ligações dela nessa semana, porque sabiam que Edward estava indo para casa disposto a ficar a semana inteira com ela. Sabiam que ele jamais machucaria ou deixaria algo acontecer com Bella, então confiavam totalmente nele e sabiam exatamente o que ele queria e o que pretendia. E provavelmente também já sabiam qual seria o resultado daqueles dias, mas preferiram não dizer nada e deixar que os dois descobrissem sozinhos. Ele estava disposto a deixar seu ponto, algo que queria há muito tempo, claro. Tinha muito a oferecer a ela, muita coisa guardada e que o estava sufocando de tanto guardar, então colocaria tudo para fora.

E para irritá-la ainda mais começou a assoviar My Girl dos The Temptations. Bella reconheceria aquela música em qualquer momento, mesmo naquele assovio horrível, porque ele sempre a cantava quando queria irritá-la.

E então ela desistiu e apertou a tecla de desligar com força, assim como segurava o aparelho. Se fosse uma laranja e em baixo tivesse um copo, ela já teria um bagaço na mão e o suco no copo.

— E então, conseguiu falar com o Emm? — Edward perguntou com um ar inocente, como se não soubesse de nada.

— O maldito bastardo me mandou pra caixa postal. E a Rosalie também. Não consigo falar com nenhum dos dois.

— Então, isso significa que posso subir e ir arrumar as minhas coisas.

— Wow, calma ai Cullen, isso não significa nada além do que eu já tinha dito antes, você vai embora. — Bella disse firme, voltando a colocar ao celular no bolso.

— Não, bebê, eu não vou. E eu já disse pra parar de me chamar de Cullen, é Edward.

— Você não manda em mim, Cullen. — deu ênfase em seu sobrenome.

Fazia tanto tempo que ele não escutava ela o chamar pelo seu primeiro nome que tinha até se esquecido de como soava saindo de seus lábios. Ela o tinha chamado de Edward até completar treze anos e desde então apenas Cullen. Se nos onze anos depois disso ela o chamou de ‘Edward’ dez vezes, foi muito. Mas ele também pretendia consertar isso nessa semana, teriam tempo.

Edward se levantou lentamente, arrumando as calças na altura da virilha e passou a mão pelo cabelo, caminhando para perto dela.

— Eu estou viajando a horas, primeiro dentro de um maldito avião e depois dentro de um Jeep alugado, estou exausto e não fiz todo o trajeto de Nova York até a Carolina do Norte pra voltar pra casa.

— Isso não é meu problema, Cullen. — disse irônica, enfatizando seu sobrenome novamente. — Você devia ter perguntado antes se alguém estava usando a casa. E eu estou. Então tchau.

— Eu não tiro férias sempre, Bella. — enfatizou seu nome, aproximando-se mais. — Eu não posso me dar ao luxo de sair de Nova York, sem ser por causa de algum compromisso profissional, o tempo inteiro. São raras as vezes que posso tirar uma semana inteira consecutiva sem empecilhos e agora eu tenho, e não pretendo desperdiçá-la indo embora.

— Então por que... Por que você não fica em outro lugar? Um maldito hotel?

— Por que ficar no hotel se posso ficar na casa mágica? Desculpa bebê, mas eu gosto desse lugar tanto quanto você. Eu sei que você já arrumou suas coisas e pretende ficar...

— Claro que eu pretendo ficar, eu cheguei primeiro! — Bella exclamou tentando manter sua aparente raiva ou demonstraria de outra maneira o quanto estava afetada pela presença dele.

— Tudo bem, eu só estou dizendo que eu também vou ficar. Nós crescemos juntos e nos conhecemos há o que? Dezoito anos? Eu vi você crescer e te conheço bem, não me importo em dividir a casa com você, bebê.

— Por quê? É tão importante assim pra você me irritar a ponto de querer estragar a minha semana de descanso, Cullen?

— Estragar? Você me odeia tanto pra que dividir uma casa desse tamanho e descansar comigo possa estragar sua semana?

— Eu não... Sei que pra você o que eu faço não é tão importante ou digno de honra já que não fico em um escritório 24 por 7 em um terninho Gucci, mas ainda assim seria bom ter uma semana em paz, Cullen! — exclamou irônica. Ela dizia para qualquer outra pessoa que era apenas uma editora e revisora, jamais escritora de romances eróticos, ainda mais para Edward, o incrível advogado sério e respeitado.

— Para com isso! — Edward rosnou.

Muito perto, muito perto, a mente de Bella gritava.

Edward estava a centímetros dela, perto suficiente para que ela sentisse o cheiro de seu perfume masculino tão de grife quanto seus ternos e sapatos. Ela nunca fora uma mulher que se deixara intimidar por um homem, ou melhor, por qualquer pessoa, mas Edward fazia. Tão perto, elevando-se em seus 1,85 de altura tão proporcionais, parecia ainda mais imponente e letal, enquanto ela se mantinha em seus mínimos 1,68. Naquela proximidade a diferença de altura entre eles era mais evidente, fazendo-a ter que erguer o rosto pateticamente para olhá-lo nos olhos.

— Você sabe o quanto eu odeio essa maldita mania de supor saber o que acho ou o que eu penso ou que sinto. Pare de colocar palavras na minha boca e na minha mente, porque eu jamais disse nada que desmerecesse o seu trabalho e suas escolhas. É o seu trabalho, algo em que você é muito boa a ponto de poder se sustentar e ser totalmente independente por causa dele. Não dou uma merda se você o faz em casa com um notebook e vestindo moletom. É quem você é e todos nos orgulhos disso e de quem você se tornou. Eu me orgulho disso, então corte essa sua merda defensiva.

Ela o encarava surpresa, boquiaberta, sem saber o que dizer ou responder, a não ser um gaguejo do rascunho de uma frase. E ele ainda estava muito perto, dificultando ainda mais o trabalho de pensar racionalmente e dizer algo que fizesse sentido.

— E-eu...

— Estou cansado disso mesmo, está bem. Estou aqui em clima de paz, então coloque suas armas no chão e vamos ficar nessa casa juntos, descansar e esquecer todo o resto. E nessa semana você vai perceber que passar um tempo comigo não é tão ruim assim. Apenas nós dois. — sua voz saiu lenta e baixa, sexy. — E só pra você saber, estou cansado também de você me chamando de Cullen, quando eu já te disse uma vida inteira pra me chamar de Edward. Bebê, se você me chamar de Cullen novamente, só mais uma vez, não vou te tratar como uma bonequinha de cristal como sempre fiz, vou te empurrar em uma parede e enfiar minha língua em sua garganta apenas para calá-la e te ensinar que meu nome é Edward. E você vai aprender rapidinho, porque vai ser esse nome que você vai gemer. É uma promessa.

Ele colocou a mão na bochecha dela, então se abaixou ligeiramente e depositou um beijo carinhoso em sua testa. Sorrindo preguiçosamente, ele se afastou para pegar sua mala e então subir para um quarto.

Edward agradeceu aos céus por poder lhe dar as costas, colocou a mala sobre os ombros e subiu rapidamente, assim pode soltar o ar com força e recuperar o alto controle.

Sempre fora bom em se controlar ao redor dela, mas nas últimas semanas estava impossível. Tinha colocado em sua mente a imagem de que Bella era seu bebê inocente e que não devia tocá-la, e era isso que o fazia se controlar e não tomar nenhuma iniciativa a respeito da irmã de seu melhor amigo, mas então descobrira seu pequeno segredo sujo e qualquer possibilidade de imaginá-la assim fora por água abaixo. Estar tão perto, se lembrar desse detalhe, tocá-la e sentir seu cheiro era como um soco em seu estômago e um aperto em suas bolas. Não queria assustá-la quando percebesse a ereção crescente entre suas pernas, ela iria descobrir muito em breve naquela semana, mas não nos primeiros cinco minutos em que se encontraram.

Seriam apenas os dois uma semana inteira, teria tempo suficiente para mostrar-lhe exatamente tudo. E tomar tudo que gostaria. Apenas os dois.

Os quartos daquela parte da casa eram chamados pela cor e Bella com certeza estaria em seu quarto favorito, o quarto azul, então escolheu o quarto branco, bem ao lado do dela. Estava arrumado como sempre e pronto para ele, jogou a mala na cama e começou a abrir a blusa. Sim, apenas os dois naquela casa. E isso ficara apenas mais interessante quando fizera a promessa. Era um homem que cumpria suas promessas e aquela era uma promessa séria e real. Tinha que ouvir apenas um Cullen sair da boca dela e pronto.

Não via a maldita hora que ela agisse conforme a própria natureza e lhe chamasse de Cullen.

Bella ficou parada apenas observando-o subir. Sentia as bochechas quentes, com certeza estava corada como o inferno. E muito mais do que apenas suas bochechas estavam quentes. Merda, podia sentir seu sexo pulsar na necessidade e seus mamilos se enrijecerem esfregando-se contra o tecido do suéter, que pra sua sorte era largo e disfarçava perfeitamente isso, poupando-a da grande humilhação de estar pateticamente com os faróis acesos na frente de Edward Cullen.

E as palavras dele ecoavam em sua mente. Que porra ele pensava que era? Filho de uma cadela arrogante. Não podia simplesmente ameaçar calar a boca dela enfiando a língua em sua garganta, claro que não. E pra enfiar a língua em sua garganta ele teria que beijá-la... Ele ameaçou beijá-la. Oh merda, mas é claro que era apenas uma ameaça, ele não queria beijá-la, só queria intimidá-la sexualmente. Nunca a achara boa suficiente para estar em sua cama, só a via como a irmã bebê sem atrativo algum de seu melhor amigo, então ele sendo o poderoso experiente arrogante de merda achou que podia intimidá-la ameaçando calá-la com um beijo. Bella engoliu seco. Claro que era isso, ele só estava zombando-a como de costume. E isso a enfurecia, por que ele não podia vê-la como uma mulher? Foda-se que não queria fodê-la, mas porra, não era mais um bebê. Não tinha tanta experiência sexual na prática como ele, mas tivera sua pequena parcela de homens e parceiros sexuais – tudo bem, apenas cinco em toda sua vida, mas isso não interessava, porque ainda assim tinha um bom acervo de brinquedos sexuais para se satisfizer sozinha, bons livros e até escrevia os próprios livros. Talvez isso significasse que era um pouco frustrada, mas não era algo que ele precisava saber, e pelo menos não seria intimidada tão facilmente. Oh não, Cullen, jogada errada, intimidação sexual comigo não funciona.

Mas ele também dissera que se orgulhava dela – mesmo sem saber que na verdade ela escrevia os livros ao invés de apenas editar e revisar – e também que iria passar um tempo com ela... Apenas nós dois. Sozinhos. Em uma casa afastada de todo o resto do mundo. Apenas os dois.

Ele não tinha o direito de fazer isso com ela. Ficar tão perto, usar sua voz mais sexy, ameaçá-la ferozmente e então beijar sua testa carinhosamente? Inferno. Será que ele tinha alguma noção do estrago que ele podia fazer no coração, na calcinha e na mente de uma mulher? Porra.

Apenas os dois... Oh inferno... Precisava de um banho gelado imediatamente.

Subiu as escadas silenciosamente e pode escutar os barulhos vindos do quarto branco, o quarto ao lado do dela. Claro que ele estava ao lado do quarto dela, tudo para irritá-la.

— Idiota. — vociferou entre os dentes e entrou no próprio quarto, trancando a porta.

Então tirou os tênis e as meias, depois o suéter jogando na cama, enquanto abria seu jeans caminhou para o banheiro, onde já tinha deixado todos seus itens de higiene pessoal e toalhas. Tirou a calça e calcinha ali, deixando em cima da pia de mármore em frente ao espelho. Para uma casa antiga, tinha cômodos e banheiros bem modernos – azulejados, com grandes pias de mármore, espelho grande, box de vidro temperado separava a ducha do sanitário. E só faltava uma banheira, algo que ela e Rosalie estavam tentando convencer Emmett a colocar na casa. E outro problema dos banheiros era que demorava um minuto, no máximo, para a água esquentar. Então ligou o chuveiro e deixou a água cair, deixando o braço sob o jato para certificar-se de quem a água estaria a seu gosto. E quando ficou boa, entrou na água com o rosto para cima.

Precisava relaxar. Concentre-se no banho, tome apenas seu banho. Tire todo o resto de sua mente. Apenas banho. Não pense nele, não pense nele, não pense nele, não pense... Mas e se ela o chamasse de 'Cullen' e ele a beijasse de verdade? Deus, ele levaria o beijo na brincadeira de sempre, mas ela não iria conseguir. Iria se entregar mais do que deveria aos desejos, então parecer uma patética menininha apaixonada e acabaria trancada no quarto, chorando e escutando sua playlist de música triste e quando o choro acabasse, permaneceria trancada assistindo Modern Family, Game of Thrones, lendo e comendo como se não houvesse o amanhã. Merda.

Quando terminou o longo banho cuidadoso, após lavar os cabelos da sujeira da cidade grande com seu conjunto de cremes de morango, então o corpo, saiu do banheiro com uma toalha ao redor do corpo e uma nos cabelos.

Agora seria que enfrentar um novo problema, que roupa usaria? Não tinha preparado uma mala para uma semana acompanhada, tinha preparado uma mala com roupas confortáveis, não tinha nada bom suficiente para... Ah, pelo amor de Deus, Isabella, corte essa merda. Não ouse dizer ou pensar "bom suficiente para Edward". Nem pensar. Não era a pessoa com a melhor autoestima do mundo, geralmente acordava sempre odiando o que via no reflexo no espelho, nada especial ou bonito suficiente pra chamar atenção de alguém, muito normal e insosso. Mas já tinha se acostumado com isso e agora, depois de anos dizendo a si mesma que estava tudo bem em não ter curvas exuberantes ou beleza arrebatadora, estava confortável na própria pele. E se fosse para alguém criticar sua aparência, seria apenas ela, que era dona da aparência e conviva com aquilo todos os dias, ninguém mais. Não iria ficar insegura por alguém, muito menos por ele. Coloque a roupa que você colocaria se estivesse sozinha e foda-se, disse a si mesma. Tinha que se sentir bem consigo mesma, nada mais, era sua unica obrigação. Opinião alheia, principalmente a do Cullen, está na gaveta dos 'foda-se'.

Colocou uma calcinha e um sutiã – não cometeria o mesmo erro nunca mais, não importa o quão larga fosse a roupa, naquela semana estaria sempre de sutiã para evitar que seus seios e mamilos sensíveis e sabotadores se agitassem e ficassem evidentes no tecido –, então uma calça comprida preta de ginástica e colocou de volta o suéter cinza. Com um pouco de creme de pentear com cheiro de morango, que ela adorava desde criança, penteou os cabelos úmidos e os deixou solto – sempre fora uma preguiçosa na área de secar e escovar, depois pranchar, não iria sair mesmo, então que secassem sozinhos.

Enquanto saia do quarto, caminhando para a cozinha pra preparar alguma coisa pra comer, tentou telefonar para a cunhada e o irmão, mas os celulares de ambos estavam desligados, então resolveu ligar na casa deles. Maldita caixa postal.

— Oi, você ligou para Rosalie e Emmett... — a voz de Rosalie disse na gravação.

— Por que não Emmett e Rosalie? — Emmett se intrometeu, fazendo a esposa gargalhar.

Pelo amor de Deus, cala a boca. — Rose disse rindo. — Eu não vou gravar de novo. Chega. Então, você ligou pra gente e obviamente não estamos então deixe seu recado e retornamos depois, tchau.

Bella bufou.

— Sério que vocês não mudaram essa gravação? É patética. Só a dica. — Bella disse atravessando a sala vazia. — E vocês podem me fazer à gentileza de atender a bosta do celular? Liguei neles várias vezes, mas só dá caixa postal, fora da área de cobertura ou desligado, merda. Rosalie, você me deu a chave da casa, quer me explicar por que esse imbecil que diz ser meu irmão e é legalmente seu marido deu a dele pro Cullen? Isso é ridículo. Então, por favor, podem retornar a merda dessa ligação ou mandar uma mensagem, e-mail, sinal de fumaça, qualquer merda? Ah tá, muito obrigada. — e desligou.

Foda-se que estava sendo grossa. Queria ser grossa. Eles mereciam sua grosseira. Eles eram o casal mais feliz e conectado que existia, chegava a dar ânsia. Rosalie não podia falar ou fazer nada sem Emmett saber um minuto depois, assim como Rosalie sabia cada pequeno movimento de Emmett. E nem era porque alguém fofocava ou qualquer pessoa tentando causar intriga no relacionamento do casal, era apenas que os dois tinham necessidade de se falarem a todo instante – telefonemas e mensagens instantâneas contando o que fizeram, o que estavam fazendo ou o que iriam fazer, cada pequeno detalhe. E Bella podia apostar que quando eles chegavam em casa conversavam sobre isso também, já que mesmo quando ficavam juntos o dia inteiro planejavam tudo juntos. E agora eles resolviam dar as chaves da casa a ela e ao Cullen sem que o outro soubesse? Nem fodendo engoliria aquela merda. Ou eles queriam irritá-la ou queriam fazer o Edward irritá-la. Mas não importava, porque os dois iriam escutar o inferno dela assim que voltasse a Nova York.

Pelo menos Edward não estava na cozinha. Por mais que algo dentro dela ficasse decepcionada com a constatação de que ele não estava na cozinha. Só iria comer e então voltar pro quarto, dormir o máximo que pudesse e acordar bem tarde. Era isso que precisava.

E então recomeçar no dia seguinte... (suspirou) Com Edward Cullen.

Notas finais
Já disse que acho muito quente Edward numa versão arrogante? Pois é, eu acho. E também adoro uma Bella que, mesmo sob seu efeito e de calcinha molhada, consegue ser forte suficiente pra mandá-lo se foder *-* KKKKKKKKKKKK E então, o que acharam?Esse capítulo foi mais procês terem noção as reais intenções do Edward e verem que os tais "desejos unilaterais" da Bella, não são tão unilaterais assim. E a partir do próximo as coisas já começam a esquentar, porque não vou ficar enrolando pra algo que os dois já querem há tanto tempo.
Da próxima vez que ela o chamar de 'Cullen' será jogada na parede e terá a língua dele em sua garganta, será que ela resiste? KKKKKK
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Queria agradecer a todas que comentaram, vocês são lindas demais véi, obrigada mesmo, fiquei muito feliz. Mesmo que eu tenha sempre mais leitores e gente adicionando nos favoritos do que reviews, sempre mesmo, acho que é uma maldição minha ou slá, mas também acho que isso significa que cês gostam do que eu escrevo né? (Vou tentar me convencer disso e ficar feliz KKK). Mas comentar não custa nada e incentiva a autora (e me faz feliz! *-* rs). Então espero os comentários, até o próximo, bjsbjs s22.
PS: Queria agradecer especialmente a Milakarina123 e a neniswan pelas lindas recomendações. Gatitas, muito obrigada por confiarem em mim e recomendarem a fic no prólogo e primeiro capítulo, e pelo carinho de suas palavras, obrigada mesmo! ♥3